quinta-feira, 30 de novembro de 2017

SOBRE O CREDO - "Creio em Deus, Pai Todo-Poderoso, criador dos céus e da terra."


Pregado em 26 de setembro de 2016
                                      Credo Apostólico - Sermão nº 05

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                                           A BONDADE DE DEUS
Efésios 1.3-12
3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo,
4 assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor
5 nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade,
6 para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado,
7 no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça,
8 que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência,
9 desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo,
10 de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra;
11 nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade,
12 a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo;

Tudo o que Deus faz em favor do pecador, ele o faz com prazer e felicidade. Este é seu beneplácito, sua boa vontade, sua vontade santa, sua vontade feliz.

A boa vontade de Deus se traduz no seu amor por cada um de nós. Sua bondade é seu amor, sua infinita misericórdia e sua maravilhosa graça. Foi por causa de sua vontade santa e feliz que Jesus veio ao mundo. Foi por esta  vontade, que é segundo sua bondade que Jesus morreu na cruz. É por sua benevolência que somos abençoados. Tudo o que temos com respeito às bênçãos que recebemos e aos benefícios da salvação, recebemos em Cristo – pelo beneplácito divino – sua bondade que pauta sua vontade. A bondade de Deus vem do seu ser. É uma perfeição divina. Esta bondade pode ser  divida em três termos:
Sua benevolência – é a bondade de Deus que quer o bem, e que o bem aconteça com suas criaturas. É seu desejo que suas criaturas sejam felizes, por isso as abençoa.
Sua Misericórdia – É a bondade de Deus que o leva à agir em favor das necessidades de suas criaturas.
Sua graça – É a bondade de Deus que o leva agir e beneficiar com sua perfeição em favor de suas criaturas de forma gratuita e imerecida.
A bondade de Deus em termos de benevolência, misericórdia e graça  ganharam expressão máxima na cruz de Cristo. Deus é bom e sua bondade vem de si mesmo.  Deus não é bom, porque ele faz coisas boas. Ele faz coisas boas, porque ele é bom. Deus não é bom quando faz coisas boas. Ele é sempre bom. Sua bondade é seu caráter.
 
A BONDADE DE DEUS É LIVRE E NÃO ESTÁ CONDICIONADA A NADA A NÃO SER A ELE MESMO. “nos escolheu nele..perante ele..nos predestinou para ele..segundo o beneplácito de sua vontade” vs 4-5
Foi por seu beneplácito que ele agiu em nosso favor. Deus é livremente bom. Ele voluntariamente exerce sua bondade. Ele não é forçado á agir com bondade. A bondade de Deus não está condicionada ao convencimento de ninguém, nem mesmo de quem ora. Se Deus não agir livremente em bondade, não será coagido, nem convencido por nós pecadores. A grande motivação reside nele mesmo, pois nada é maior do que ele mesmo.
 
A BONDADE DE DEUS É PRAZEIROSA À ELE, É SEU BENEPLÁCITO OU SEJA É O MEIO DE ELE TRANSMITIR A BEM-AVENTURANÇA DE SEU SER. “para louvor da glória de sua graça..segundo a riqueza da sua graça..”vs 6-7
Deus se deleita, tem prazer em comunicar sua bondade. O seu prazer em demonstrar sua bondade é maior do que nosso prazer em recebê-la. Ele se regozija, se alegra em abençoar pecadores.

A BONDADE DE DEUS É O FIM DE TODAS AS COISAS – POIS O FIM PARA O QUAL DEUS CRIOU TODAS AS COISAS É EXPRESSAR SUA BONDADE. “desvendando-nos o mistério de sua vontade..de fazer convergir nele..todas as coisas...”  vs 9-10
Deus tem prazer em demonstrar sua bondade. A bondade é a demonstração do amor de Deus. É o caráter benevolente de Deus com suas criaturas. Ao revelar aos pecadores seu ser, seus planos, sua vontade - Deus está demonstrando sua bondade infinita. Comunicando, distribuindo às criaturas aquilo que é dele.
Deus criou todas as coisas segundo o seu beneplácito, a demonstração de sua bondade. Este é o motivo e o propósito de todas as obras da criação e para onde a história se dirige, para a eternidade com ele mesmo. 
A BONDADE DE DEUS SE MANIFESTA NÃO NAS COISAS QUE ELE NOS DÁ, MAS NELE MESMO SE REVELANDO E SE DOANDO A NÓS. “nele..fomos feitos também herança..a fim de sermos para louvor da sua glória..” vs 11-12
O texto que lemos nos mostra isso. Nos abençoou, nos predestinou para ele, nele, por ele. Ele, por meio da obra de Cristo nos abençoa com Ele mesmo. Ele é nossa maior benção. Não são coisas, mas Ele mesmo. Ele não é bom porque nos dá emprego, dinheiro, filhos abençoados, casas boas, coisas boas, presentes etc.
Não são coisas que Deus quer nos dar, mas ele mesmo. Oração não é para buscar coisas, mas para buscar a Deus. Não são circunstâncias que nos farão realizados, felizes e abençoados – mas o encontro com ele mesmo. O Evangelho não nos ensina a buscar coisas deste mundo, mas buscar a satisfação em Deus. Nenhum texto sobre oração no Novo Testamento, nos ensina a buscar coisas, bens ou satisfação pessoal, mas buscar a Deus. É por meio dele mesmo, de sua pessoa, da obra de Cristo na cruz, dos benefícios da obra de Cristo, das bênçãos espirituais da salvação é que Deus quer nos tornar felizes. É através de si mesmo e do evangelho que Deus quer nos levar à realização pessoal. Não são conquistas mundanas, materiais e egoístas que se definem como bênçãos divinas. Ele não tem sido bom, porque respondeu algumas orações, mas porque ele é bom sempre. A verdadeira religião é a busca de Deus no Evangelho, por meio dos méritos de Cristo. A bondade de Deus deve nos encorajar á seguir a Cristo não por que ele pode nos dar coisas, mas porque nos leva à Deus. Não podemos seguir aquele padrão religioso popular de busca de bênçãos, as de relacionamento com Deus e com as pessoas. Não podemos desenvolver uma religiosidade de busca de vitórias, mas do conhecimento da obra do Senhor Jesus Cristo.
Você reconhece a bondade Deus -  Adorando a Deus independente das circunstâncias?
Você reconhece a bondade Deus – Sendo paciente na tribulação e nas aflições?
Reconhecer a bondade de Deus nos levará à agir com bondade com as pessoas. Ver Mateus 5.38 – 48. 
A correta compreensão da bondade de Deus irá inibir o nosso apetite por coisas mundanas, por vitórias e aguçar nosso desejo por Deus.

SOBRE O CREDO - "Creio em Deus, Pai Todo-Poderoso, Criador dos céus e da terra." - Efésios 2.4


Pregado em 11 de setembro de 2016
                                             Credo Apostólico - Sermão Nº 04


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  A MISERICÓRDIA DE DEUS
Ef 2.4 - Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou,
A misericórdia é a bondade de Deus sendo aplicada ao pecador.

Misericórdia uma atitude de quem se compadece, de quer fazer o maior bem a quem mais necessita. Misericórdia é uma doação muito grande a quem não tem absolutamente nada. O ser humano em sua condição de pecador está em uma condição de miséria se comparado com a pureza de Deus. Mas, Deus sendo bom, nos concede sua graça, porque ele é bom socorre aqueles que estão na miséria por causa do pecado. Deus é definido na Bíblia como Deus de misericórdia. A misericórdia é um atributo divino. Deus é perfeito e tudo o que ele faz é perfeito, por isso sua misericórdia é sua bondade perfeita. Ele não é apenas perfeitamente bom, ele não possui apenas bondade perfeita, mas ele age com bondade perfeita com seus filhos. A bondade de Deus se manifesta em todas as coisas que ele faz em favor de seus filhos. (Salmo 145.8 - Salmo 145.9 –Exodo 34.6 ) - O contexto do texto lido diz que Deus nos salvou e nos libertou, porque é rico em misericórdia. O ato de Jesus morrer na Cruz em nosso lugar, em lugar dos pecadores, foi a grande demonstração da misericórdia divina, pois na morte de Jesus, Deus estava salvando os perdidos. É neste contexto que vamos falar da doutrina da misericórdia de Deus.
- I -
DEUS TEM PAZER EM SUA MISERICÓRDIA – “Deus sendo rico em misericórdia..”
Deus não tem prazer em fazer o mal, mas muitas vezes ele precisa fazer, no sentido de exercer juízo. Sendo Ele o Justo juiz ele necessita punir a prática da maldade. Muitos não entendem a Ira de Deus, mas um Deus que não se ira, não seria Deus. A ira de Deus não é uma paixão divina, um distúrbio de personalidade, mas sua justa reação à malignidade e à injustiça. Mas Deus tem mais prazer em demonstrar misericórdia. Davi reconhece isso quando tendo que escolher um castigo ele afirma: 1 Cron 21.8 – “Estou em grande angústia; caia eu, pois, nas mãos do SENHOR, porque são muitíssimas as suas misericórdias, mas nas mãos dos homens não caia eu.” Deus tem prazer em ser misericordioso. (também Miqueias 7.18 -19).
- II - 
DEUS SE TORNA FAVORÁVEL AO PECADOR, POR MEIO DE SUA MISERICÓRDIA. “Deus sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou.”
A misericórdia é o que leva a Deus se inclinar para socorrer o necessitado. O pecador não tendo outra esperança, não tendo outra saída, tem na misericórdia de Deus sua salvação (Lamentações 3.22)  Em todas as nossas aflições podemos contar com a misericórdia do nosso Deus. Se Deus nos salvou do pecado, por meio da morte de Cristo na cruz, e o pecado era o único problema que poderia nos afastar dele, nada mais é empecilho para sua obra em nós.
Romanos 8.31- “Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? / 32 -  Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?”
Este é o alcance da misericórdia de nosso Deus. A misericórdia de Deus é a prova de nosso Deus não é aquele que está sempre atrás nós para atrapalhar nossa felicidade e nossos melhores momentos. Ele é um Deus feliz. Um Deus feliz em abençoar seus filhos.

- III – 
DEUS NÃO RESTRINGE SUA MISERICÓRDIA SOBRE SEUS FILHOS. “e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo”
Deus não espera um ato nosso para exercitar misericórdia, é um gesto dele. Sua misericórdia não está condicionada à uma atitude do pecador, por isso é misericórdia. Deus age com misericórdia e está sempre pronto a mostrar e demonstrar mais misericórdia. Sua misericórdia é grande, é infinita é uma fonte inesgotável.  
O salmista diz no Salmo 52.8 – “confio na tua misericórdia, para todo o sempre” - e -
Salmo 136 – “Rendei graças ao Senhor, porque ele é bom, porque sua misericórdia dura para sempre.” Deus não retém sua misericórdia, não limita e não mede sua misericórdia. A misericórdia do Senhor é abundante e infinita. Ele é rico em misericórdia. O Salmo 51 diz que ele tem multidão de misericórdias. Não se esgota, não tem limites.

- IV – 
DEUS NOS DEMONSTRA SUA GRAÇA, POR MEIO DA APLICAÇÃO DA MISERICÓRDIA.
Este é o resumo de todo o texto. O pecador estava perdido em seu pecado e Deus sendo rico em misericórdia, por causa do seu grande amor, o salva de graça, pela graça. A misericórdia de Deus é gratuita. Determinar mérito é destruir a misericórdia. Não se faz misericórdia a quem merece, não seria misericórdia.  Nada força a misericórdia, a não ser a miséria de quem a recebe.
“É segundo o beneplácito de sua vontade” Ef 1.4
A salvação e as dádivas de Deus, todas as suas bênçãos são gratuitas.
Tito 3.5 – “segundo sua misericórdia, ele nos salvou”.
Não podemos dizer – não vou receber nada de Deus, porque não sou digno – Se Deus fosse mostrar a misericórdia somente àqueles que são dignos, não mostraria nada a ninguém. Se Deus fosse abençoar apenas os dignos, ninguém seria abençoado.
 
Podemos confiar e contar com as misericórdias que se renovam a cada dia.
Devemos agora pensar em tantas e tantas vezes em que não exercitamos misericórdia com aqueles que precisam.
Assim como Deus te adotou para agir com misericórdia, faça o mesmo. As misericórdias do Senhor, devem nos inspirar a agir da mesma forma.

SOBRE O CREDO - "Creio em Deus, Pai Todo-Poderoso, criador dos céus e da terra." Efésios 1.4



Pregado em 02 de outubro de 2016
                                  Credo Apostólico - Sermão nº 03


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                          A GLORIOSA SANTIDADE DE DEUS
Efésios 1.4 - assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor
A santidade é a expressão da natureza perfeita de Deus. É o atributo divino que resume e inclui todos os outros atributos de seu ser.
Deus é santo e tudo o que ele faz é tocado por sua santidade. O amor de Deus é santo. A bondade de Deus é santa. A graça de Deus é santa e santifica. O poder de Deus é santo. A vontade de Deus é santa. Os decretos de Deus são santos.
O texto nos diz, que Deus nos chama para sermos santos e irrepreensíveis perante ele. Isto nos mostra em primeiro lugar a natureza santa de Deus e por outro lado nossa condição de pecadores. Não podemos ir à presença de Deus, viver diante dele na nossa condição de pecadores. 
 A santidade de Deus significa sua absoluta separação de tudo aquilo que é mau e pecaminoso.
Êxodo 15.11 – “Quem é como tu glorificado em santidade?”
Na visão que Isaías teve do trono de Deus, os Serafins que estavam diante de Deus, cobriam o rosto e o corpo e diziam.
Isaías 6.3 –“Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos.”
Habacuque 1.13 – “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal.”
A santidade divina é o atributo, a qualidade mais gloriosa de seu ser. É a união e síntese de todas as perfeições divinas.
DEUS É SANTO EM SUA NATUREZA E ESSÊNCIA - Seu ser é feito de santidade. Ele é o ser puro em si mesmo, como jamais podermos ou poderíamos imaginar. Ele é a sublimidade, a perfeição, a pureza, a majestade, a glória – tudo isso resume a perfeição do ser. Ele é o excelso, o maravilhoso, o único, o altíssimo. Deus é santo em si mesmo. Deus é santo em seus atos. Em sua palavra. Tudo o que ele faz é santo. Tudo o que ele revela é um estímulo à santidade. Ele é a origem de tudo o que é belo. “Adorai ao Senhor na beleza de sua santidade”. Ele é o origem de tudo o que é bom. Todas as virtudes excelentes, todas as coisas que são boas, do bem e para o bem são originadas em seu ser santo. Ele é separado de tudo aquilo que são contrárias à estas coisas. Por isso Ele é o Altíssimo, aquele que se assenta no trono.
Aquele de quem é dito – Apocalipse 4.8- “ Santo, Santo, Santo é o Senhor, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir.”  É por isso que ele nos chama para sermos “santos e irrepreensíveis, perante ele.”
DEUS É SANTO E SUA SANTIDADE É IMUTÁVEL - Nosso Deus é o Eterno. Habita na eternidade e suas perfeições não mudam, por isso são perfeições divinas. Ele sempre foi o que Ele é e é o que sempre foi. Ele não muda. Ele não está se aperfeiçoando, não está evoluindo, Ele é o Deus sempiterno. Tudo o que vem dele é transborda sua excelência e sua majestade em santidade. A santidade de Deus é imutável e por isso inesgotável. Deus não pode ter mais santidade, porque ele é perfeitamente santo; a santidade de Deus é sua essência. Por isso ele chama pecadores para serem “santos e irrepreensíveis perante Ele”. Esta é a graça que vem de sua santidade” – pois, apesar de ele não poder conviver com o pecado. Apesar de Ele não podem contemplar o pecado ele se relaciona com pecadores. Para isso ele, purifica estes pecadores. Ele transforma estes pecadores por meio da aplicação da obra de Cristo na cruz e por meio da ação do Espírito Santo na vida dos pecadores.
DEUS É SANTO, MAS SUA SANTIDADE NÃO É ESTÁTICA, MAS ATIVA - Sua santidade transforma pecadores em santos – “nos escolheu...para sermos santos e irrepreensíveis perante ele.” Ele é a causa de tudo o que é santo nos outros seres que ele santifica.  
Tiago 1.17 – “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto”. Ele fez o anjos eleitos, aprovados serem santos. Ele santifica aqueles que estão em Cristo.  Toda a santidade que possamos desenvolver nós recebemos da santidade de Deus.  
Levítico 20.8 – “Eu sou o Senhor, que vos santifico”. Ele não é somente um ser santo, um padrão de santidade, mas o principio da santidade. Ele é a fonte de santidade que jorra sobre nós, que nos limpa, nos purifica e nos transforma.
DEUS É SANTO E SUA SANTIDADE É TRANSCENDENTE, MAS TAMBÉM SE FAZ IMANENTE
É Transcendente porque é inigualável em todos os padrões. Nenhum ser celestial pode medir, compreender ou explicar a santidade de Deus. Nem os seres mais altos das esferas celestiais – os serafins – estão minimamente próximos de possuir esta santidade. O mais alto ser é muito pequeno em estatura para medir a santidade de Deus. A santidade de Deus ultrapassa, a santidade juntadas de todos os seres santos.
1Samuel 2.2 – ‘Não há santo como o Senhor.”
É Imanente porque Deus transmite sua santidade para que outros se santifiquem. É a mais sublime excelência divina, mas é uma excelência que ele compartilha. Deus vê os nossos pecados, mas não é contaminado por eles. Deus vê nossos pecados, mas não aprova nosso pecado. Mas ele vem e dá uma solução para nossa condição. A Cruz de Cristo é esta solução. É uma solução que vem dele. Ele é o autor de nossa fé. Ele mesmo nos escolheu para sermos “santos e irrepreensíveis perante Ele...”
Não se pode desfrutar do ser divino em nossa condição pecaminosa. No Antigo Testamento era necessário a mediação de um sacerdote para a aproximação e relacionamento com Deus. A pessoa que desejasse ter comunhão com Deus, orar, oferecer um culto deveria ir até um sacerdote com uma oferta e esta oferta era tipo, símbolo do Filho de Deus, Jesus Cristo que viria ao mundo para ser a oferta definitiva pelo pecado dos pecadores.  O Senhor Jesus ao morrer na cruz, se constituiu como nosso sacerdote perfeito. Como nosso mediador excelente. Agora não necessitamos mais da oferta, para nos aproximar de Deus, porque Ele é a oferta. Não necessitamos mais de sacerdote, porque Ele mesmo é o sacerdote. Não necessitamos mais de mediador, porque ele mesmo é o único mediador entre nós e Deus.  
Hebreus 4.15 – Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.  
Hebreus 4.16 – Acheguemo-nos, portanto, com confiança junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

SOBRE O CREDO - "Creio em Deus..." Efésios 1.2-14



Pregado em 25 de setembro de 2016

                                    Credo Apostólico - Sermão 2


 
CONHECENDO A GLÓRIA DA SANTÍSSIMA TRINDADE 

Ef 1. 2-14 -  2 graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. 3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, 4 assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor  5 nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, 6 para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado,  7 no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, 8 que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência, 9 desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, 10 de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra; 
11 nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, 12 a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo; 13 em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; 14 o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória.

A compreensão da doutrina da Santíssima Trindade é a compreensão que nos leva à comunhão mais profunda com Deus.
 
O texto de Efésios 1 é profundamente trinitário. A carta aos Efésios é o documento mais trinitário do novo Testamento. O Capitulo primeiro expõe de maneira única as obras do Pai, as obras do Filho e as obras do Espírito Santo. Tudo começa com Deus Pai. Em sua qualidade de pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Ele é o Pai de misericórdia, graça e bondade infinitas que quer abençoar sempre seus filhos. É por meio de Jesus Cristo, seu filho que todas as bênçãos são transmitidas e são possíveis aos pecadores. Estas bençãos são aplicadas somente por meio do Espírito Santo. 
Veja a progressão do texto do verso 2 ao 14. 
Cremos em Deus. 
Em um Deus que subsiste em três pessoas – O Pai, o Filho e o Espírito Santo. 
São três pessoas distintas coexistindo eternamente em estado de gloriosa comunhão. Cada uma pessoa da Trindade tem  existência própria. 
O Pai é Deus, mas não é o Filho que é Deus igual ao Pai. 
O Filho é Deus, mas não é o Pai, que é Deus igual ao Filho. 
O Espírito Santo é Deus, mas não é o Pai, nem o Filho. 
Estas três pessoas divinas não são divididas, nem confundidas entre si. 
Somente o Filho se tornou homem, não o Pai ou o Espírito Santo – porém, 
o Pai estava com o Filho e o Espírito Santo estava sobre o Filho.
 O Pai jamais existiu sem o Filho e sem o Espírito Santo, pois 
as três pessoas têm igual eternidade no ser. Não há primeiro, nem último, 
já que os três são um só em essência, natureza, glória, poder, verdade e em misericórdia. 
Na trindade, há unidade na essência – um só Deus. As três pessoas são da mesma natureza e substâncias divinas.

- I -  A PRIMEIRA PESSOA DA TRINDADE É DEUS, O PAI – “Bendito o Deus e Pai... v.3”
Ele é chamado de primeira pessoa, quanto à ordem, não quanto à dignidade. Deus, o Pai não tem nenhuma perfeição ou excelência que as outras pessoas não tenham. O Pai é autoridade sobre o Filho, porque é Pai e não, porque seja mais divino do que o Filho.  É uma primazia, uma prioridade por ser o Pai e não uma superioridade de natureza.

- II - A SEGUNDA PESSOA DA TRINDADE É O FILHO – “Nosso Senhor Jesus Cristo...” v.3
O Filho é gerado Pai desde a eternidade. Não foi criado, não é uma criação divina, 
mas é divino, porque estava no Pai desde a eternidade. A segunda Pessoa da Trindade, 
o Amado do Pai, tornou-se o nosso Salvador. Se fez humano, foi humilhado, 
morreu morte de Cruz, ressuscitou, foi exaltado na glória, mas sempre foi Deus.
1Timóteio 3.16 – “Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele foi 
manifestado na carne - Foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória.”

- III – 
A TERCEIRA PESSOA DA TRINDADE É O ESPÍRITO SANTO – “fostes selados com o Santo Espírito” v. 13
O Espírito Santo procede do Pai e do Filho. A essência, a pessoa do Espírito Santo está no céu e em todo lugar, mas sua influência opera no coração, na alma dos que creem em Cristo. 
Embora Cristo nos torne merecedores da graça, é o Espírito Santo que trabalha em nós. 
Embora Cristo tenha conseguido os méritos, feito a aquisição da graça, é o Espírito Santo que trabalha em nós. 
É o Espírito que nos dá a garantia, o selo da redenção.
Precisamos nos encantar, nos impactar, nos maravilhar
 e adorar à Deus – ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo com esta revelação.
Precisamos desejar participar desta grandiosa e maravilhosa revelação.
Precisamos entender que a Trindade Santa se movimentou em nossa direção para nos alcançar.
A igreja é a família trinitária é a família que participará da glória da Trindade, pois estamos sendo transformados para sermos um com Cristo, participantes de Cristo.

APLICAÇÕES.
Precisamos desejar muito esta comunhão para torná-la visível entre os irmãos.
Na igreja, recebendo e vivendo esta revelação não pode existir grandes, pequenos, 
maior ou menor.
Assim como as três pessoas da Trindade são Um – no Senhor, precisamos ser um entre nós – transbordando bondade, graça e misericórdia nos relacionamentos. 
Não é cristão quem não busca esta direção.
No Senhor, precisamos derramar nossa vida – e cumprir nossa missão que é gerar vida.
O fundamento de todos os relacionamentos é a unidade relacional da Trindade. 
Esta comunhão trinitária deve ser o modelo de nosso relacionamento na igreja.
Se na Santissima Trindade, três pessoas poderosas e gloriosas coexistem
 em comunhão gloriosa, porque nós, miseráveis pecadores,
 temos tanto orgulho e egoísmo defendendo nosso miserável
 eu com tanto fervor?
Nosso relacionamento com Deus, não é profundo, não é pleno e não nos 
leva à satisfação plena a menos que nos
 relacionemos com Deus como Pai, Filho e Espírito Santo.
Ao Pai, Deus de toda a Glória – o meu louvor
Ao Filho, Jesus, o Rei da Glória – o meu louvor
Ao Espírito Santo, o Espírito da glória – o meu louvor.
À Trindade excelsa seja sempre, à Trindade excelsa, seja sempre o meu louvor.

SOBRE O CREDO - "Creio em Deus, Pai Todo-Poderoso..." Efésios 1.1-7

Pregado em 18 de setembro de 2016 

                     Credo Apostólico - Sermão 1
 
 

                                                BENDITO DEUS E PAI
Efésios 1.1-7 -  1- Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus,  aos santos que vivem em Éfeso e fiéis em Cristo Jesus, 2 -graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor
Jesus Cristo. 3 -Bendito o Deus e Pai de nosso  Senhor Jesus Cristo,  que nos tem abençoado com toda sorte de bênção  espiritual nas regiões celestiais em Cristo,  4- assim como nos escolheu, nele, antes da  fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor
5- nos predestinou para ele, para a adoção de filhos,
 por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito  de sua vontade, 6- para louvor da glória de sua graça,  que ele nos concedeu gratuitamente no Amado,  7 -no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça,

"Deus possui em si mesmo e de si mesmo, toda a vida, glória, bondade e bem-aventurança; e é o único todo-suficiente em si e para si, não tendo necessidade de alguma das criaturas que ele mesmo criou, não derivando delas glória alguma, mas apenas manifestando sua própria glória nelas."  Confissão de Fé de Westminster
Em Cristo, recebemos de Deus tudo o que em sua graça e bondade determinou nos alcançar.
A bênção é o benefício de Deus que chega até nós. É a ação benevolente de Deus em favor de uma pessoa. A benção é mais do que uma palavra, é a ação do Senhor na vida de uma pessoa, de uma família ou de um povo.
“A benção  do Senhor enriquece e não acrescenta dores.” Pv 10.22
O texto lido nos fala de um Deus bendito que nos abençoa com todas as bênçãos possíveis – toda sorte de bênçãos – nos lugares celestiais – em Cristo.
 
Vamos falar desta bem-aventurança divina

I 
ELE É BENDITO POR ISSO É A FONTE DE TODAS AS BÊNÇÃOS.
É o Bendito Pai – “Bendito o Deus e Pai...”
Ele é Bem aventurado por sua natureza e essência. Ele habita na eternidade. Ele é Bendito em suas perfeições. Ele é Deus de todas as perfeições.
Nada se compara à ele. Ele é cheio amor, misericórdia, bondade, benignidade, benevolência. Nada há nele que lembre trevas ou imperfeições.
Deus, o Pai é quem nos abençoa. Ele é a fonte de todas as bênçãos. Ele abençoa, porque é bendito. A fonte de todas as bênçãos. Aqui estão os motivos, os fundamentos das bênçãos. O Deus que é bendito. Aquele que é  bom. O sumo bem. O supremo bem.

II
ELE É BENDITO POR ISSO  É AUTOSSUFICIENTE. “nos abençoou com toda sorte de bênçãos...”
Ele possui, ele tem todas as excelências em si mesmo. Tudo o que é perfeito, belo e majestoso ele possui em si mesmo e em sua natureza.
Ele é a fonte de todo o bem, de todo o belo, de toda a graça. Ele é a fonte da salvação, do plano de salvação que alcança pecadores. Ele é, não apenas a fonte, mas a única fonte. A não ser que venha dele, não o que achamos bênção e benefício, não é nem benefício e nem bênção.
III
ELE É BENDITO PORQUE É DE SUA NATUREZA ABENÇOAR
As bênçãos são - “ o beneplácito de sua vontade” v.5
“a riqueza de sua graça” v.7 – “A suprema riqueza de sua graça” Ef 2.7
“Deus sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou” Ef 2.4. Deus determinou nos abençoar por meio de Cristo, seu Filho Amado. É por meio de Cristo que temos parte nas riquezas da graça de Deus.
Ef 1.7 – Em Cristo “temos a libertação, nossos pecados são perdoados, por causa da riqueza da sua graça.”
É a bondade, a benevolência de Deus. É o ser de Deus em seus atributos e perfeições gloriosas o motivo de sermos abençoados.
Não somos abençoados porque merecemos, porque Deus quer nos honrar de alguma forma, nos recompensar por algo. É Deus mesmo o motivo. Sempre é Ele.

IV 
ELE É BENDITO PORQUE É RELACIONALMENTE PERFEITO - Pai que é Deus e Deus que é Pai.
 “..o Deus e pai de nosso Senhor Jesus Cristo...”
Ele é o pai eterno do Filho eterno de Deus. Esta afirmação mostra o relacionamento amoroso do Pai e do Filho. Jesus é o amado do Pai (v.6).  A pessoa que o apóstolo chama de pai é o grande Deus do Antigo Testamento. O Todo Poderoso. Deus que no Antigo Testamento era conhecido como o Altissimo (El Elyon), como o Todo-Poderoso (El Shadday), agora se revela como um Pai Santo, justo e amoroso.
Aqui ele diz que este Deus é Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
Foi Jesus quem nos ensinou que Deus é Pai.
V
ELE É BENDITO PORQUE SE REVELOU MOTIVADO EXCLUSIVAMENTE POR SUA NATUREZA BEM-AVENTURADA E AMOROSA - Ele é  Pai que é poderoso e Eterno e se aproximou de seus filhos “Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que nos tem abençoado”
Ele é o Deus totalmente soberano. Ele é o Totalmente separado da criação por sua natureza santa e bem aventurada. Ele é Deus . Ele é Iahweh, mas não é um Deus distante. É também o seu Deus, e Deus é seu Pai. Pai que se aproxima. Pai que ama. Pai que cuida. Pai que protege. Pai que se relaciona. Ele é Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele, o Pai enviou seu filho eterno para morrer em nosso lugar para nos tornar seus filhos. Para nos adotar como filhos. Somos filhos de Deus.
 
Reconheçamos estes atributos do nosso Deus.
Vivamos com a consciência destes atributos divinos.
Adoremos ao Deus bendito.

A MARAVILHOSA GRAÇA DE DEUS - Efésios 1.1-7


Série - Identidade da Igreja / Pregado em 11 de setembro de 2016




Efésios 1.1-7
1 Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus, aos santos que vivem em Éfeso e fiéis em Cristo Jesus,
2 graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo,
4 assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor
5 nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade,
6 para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado,
7 no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça,

A graça é tudo o que recebemos de Deus em qualquer instância ou circunstância da vida.
Efésios é uma exposição dos benefícios da graça de Deus à igreja. 
Do início ao fim a graça de Deus é demonstrada. 
Primeiro na apresentação das grandes doutrinas da salvação que
 é gratuita em oposição à salvação pelas obras.
O crente precisa entender que tudo é pela graça, caso contrário, ele vai tentar pagar por sua salvação , merecer as bênçãos e conquistar a Deus para ser abençoado.
 
Estes versos, nos deixam claro que toda a iniciativa da salvação vem de Deus. Não um único movimento aqui iniciado no pecador. É graça divina, é graça eterna.
 
Vejamos a progressão do texto

- I -  GRAÇA DE DEUS É A LIVRE GRAÇA - vs 2-7
 A graça vem de Deus v.1-5
 A graça é gloriosa v.6.
A graça é gratuita v.6b.
As bênçãos da salvação ou toda a obra da salvação são riquezas da graça v.7
É a livre graça que escolhe, que ama, liberta e sustenta o pecador.
Deus não era obrigado a fazer nada em beneficio do pecador, mas ele fez e faz livremente. 
Não é porque encontrou algo bom em nós que ele nos amou e nos salvou e nos abençoou. 
A graça divina é um presente, uma dádiva, algo que é dado de forma livre e espontânea.
 Não podemos entender a graça sem este entendimento de que o presente é dado de forma livre.
Veja o que Jesus fez com Levi – Mc 2.14 -
Quando ia passando, viu a Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me!
 Ele se levantou e o seguiu.
A graça de Deus é graça livre, ele não encontra obrigado por nada. 
Não é coagido por nada e não é movido por nada a não ser seu amor. 
Deus escolhe livremente á sua maneira. Nossa escolha para a salvação foi dessa forma. 
1 Cor 1.26-29 -  Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram 
chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre 
nascimento; 27 pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios 
e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes;28 e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; 
29 a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus.
Deus desejou ter um povo que influenciasse e transformasse o mundo – o que ele fez? 
Escolheu pessoas como nós.
 Não há como entender a graça divina sem pensarmos nas escolhas divinas. A escolha divina personifica a graça. 
A graça é a escolha de Deus para libertar o pecador de seu pecado. 
Quem vive no pecado, precisa experimentar a graça divina, desfrutar da graça divina. 
Saber que foi alcançado, liberto e hoje pode viver livre do pecado.

- II – A GRAÇA DE DEUS É UM BENEFÍCIO MULTIFORME AO PECADOR
O verso 7 – fala da riqueza da graça. Em 2.7 – ele fala na – “suprema riqueza da sua graça”. 
A graça é um suprimento infinito de amor ao pecador. O perdão dos pecados é um destes benefícios. O maior problema que temos é o pecado. Todo nosso problema é o pecado.
 É o pecado que traz a ira de Deus. Deus é santo e não poderia nos aceitar por causa de nossos pecados. Somos salvos por graça, 
foi a graça que nos levou à conversão, mas há uma obra de graça maior do que a conversão que é o perdão dos pecados. Somente com o perdão dos pecados que somos convertidos. 
O perdão dos pecados é obra da regeneração, é isto que nos leva a viver uma nova vida.
 Porque muitos crentes não vivem como convertidos, não apresentam uma nova vida, não correspondem ao Evangelho? Porque eles são convencidos de que a salvação é eles que conquistam, e, se a salvação depende deles, então eles podem ir se convertendo aos poucos. 
Com o perdão dos pecados vem a nossa libertação tanto do juízo divino como do reino das trevas. Tudo o que diz respeito à nossa salvação foi conquistado na cruz pela morte de Cristo. 
Tudo é benefício. Tudo nos é dado.

- III -  A GRAÇA DE DEUS É IRRESISTÍVEL AO PECADOR.
"nos tem abençoado", "nos escolheu nele", "nos predestinou para ele"
A graça de Deus é poderosa para fazer tudo o que mencionamos até aqui. 
Ela significa escolha divina. Significa poder para salvar pecadores. Mas por ser divina e por o pecador não ter como reagir à ela – ela tem o poder de atrair o pecador à Deus. 
João 6. 37 -  Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora. /6. 44  Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. / 6. 65 - E prosseguiu: Por causa disto, é que vos tenho dito: ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido.
A graça de Deus é como uma ordem à alma humana. É um “segue-me”. 
A graça não é um convite, mas uma ordem. Quando ele chama, ele leva à obediência.
 A obediência do cristão não deve ser uma servidão á um sistema ou a pessoas que como hoje está em voga – a cobertura espiritual.
 A obediência cristã verdadeira é aquele que é um chamado divino.
O verdadeiro salvo é obediente ao chamado. 
A única prova da nossa eleição é se estamos seguindo ao Senhor. 
Não é um dom especial ou específico. Não é se estou fazendo algo na obra ou não. 
Não é se estou sendo fiel a algum modelo, sistema ou líder espiritual e poderoso.

- IV– A GRAÇA DE DEUS É PODEROSA PARA SUSTENTAR O PECADOR.
O texto fala da graça associada à paz da parte de Deus e Jesus Cristo. v..2
Fala de salvação, redenção, santificação, libertação do pecado – vs 4-7
A graça sempre inclui estes elementos. Sempre inclui a ideia do poder divino 
que nos equipa para viver uma vida correta, limpa e santificada.
A graça, não representa somente o amor não merecido de Deus para com os pecadores, 
perdoando-lhes os pecados. A graça inclui sempre a ideia do poder divino provendo
 poder para vencer o pecado. Rm 6.11- Assim também vós 
considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.

O mesmo Deus que nos liberta do pecado é aquele que me dá capacidade
 para renunciar ao pecado. Ele me capacita a vencer o pecado. 
O mesmo Deus que me salva, me sustenta para continuar, perseverar no caminho
 da salvação até o fim.
Você sabe que é Deus que efetua toda a obra da salvação e que não depende
 de você a salvação e obra da graça, mas, você sabe que não pode provocar a graça,
 mas sabe que deve reagir à graça com santidade?
Você reconhece que a graça de Deus é o fator que o faz ser abençoado e não sua religiosidade, 
mas que a verdadeira religião é sua reação à graça de Deus?
Seu coração é transformado? Sua mente é transformada? Você vive a vida de um cristão, renunciando a tudo aquilo que tenta te afastar do Evangelho?

VIVER COM PACIÊNCIA, ESPERANÇA E PERSEVERANÇA – Romanos 8.18-25

  Pregado em 03 de maio de 2020 sexto sermão na Pademia                                                                                     ...