quarta-feira, 24 de julho de 2019

Holocausto e Manjares, Ofertas que foram cumpridas em Jesus na cruz - Exposições em Levítico nº 10

Sermão pregado em 14 de outubro de 2018, na Capela Missional em Porto Alegre


                               Exposições em Levítico – Sermão 10

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A VIDA E A MORTE DE JESUS REPRESENTADAS NAS OFERTAS DO HOLOCAUSTO E DE MANJARES.
LEVÍTICO 6.8 – 18
8 Disse mais o SENHOR a Moisés: 9 Dá ordem a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto: o holocausto ficará na lareira do altar toda a noite até pela manhã, e nela se manterá aceso o fogo do altar. 10 O sacerdote vestirá a sua túnica de linho e os calções de linho sobre a pele nua, e levantará a cinza, quando o fogo houver consumido o holocausto sobre o altar, e a porá junto a este.
11 Depois, despirá as suas vestes e porá outras; e levará a cinza para fora do arraial a um lugar limpo.
12 O fogo, pois, sempre arderá sobre o altar; não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas.
13 O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará. 14 Esta é a lei da oferta de manjares: os filhos de Arão a oferecerão perante o SENHOR, diante do altar. 15 Um deles tomará dela um punhado de flor de farinha da oferta de manjares com seu azeite e todo o incenso que está sobre a oferta de manjares; então, o queimará sobre o altar, como porção memorial de aroma agradável ao SENHOR.
16 O restante dela comerão Arão e seus filhos; asmo se comerá no lugar santo; no pátio da tenda da congregação, o comerão.
17 Levedado não se cozerá; sua porção dei-lhes das minhas ofertas queimadas; coisa santíssima é, como a oferta pelo pecado e a oferta pela culpa. 18 Todo varão entre os filhos de Arão comerá da oferta de manjares; estatuto perpétuo será para as vossas gerações dentre as ofertas queimadas do SENHOR; tudo o que tocar nelas será santo.

Todas as ofertas representavam Jesus, era como se Jesus estivesse ali sendo oferecido a Deus e quando na cruz ele foi morto, todas as outras ofertas foram cumpridas, sendo Jesus a última oferta.

Aprendemos até aqui que havia quatro tipos de Ofertas ou Sacrifícios.
1 - A Oferta do Holocausto – capitulo 1 – Holocausto quer dizer “o que sobe” – era um sacrifício queimado. Era para a aproximação de Deus. O holocausto representava a morte de Jesus.  Representava Jesus que foi nosso sacrifício para nos aproximar de Deus.
2 – A Oferta do Banquete – Capítulo 2 – Era com cereais e bolos – era para a comunhão com Deus.  Representava a vida de Jesus, que nos trouxe comunhão com Deus.
3 – A Oferta Pacífica  - Capítulo 3 – Era uma mistura das duas primeiras. Era para a paz com Deus. Representava Jesus que nos deu paz com Deus.
4 – A Oferta pelo Pecado – Era parecida com a primeira – era para perdão da culpa dos pecados. Representava Jesus que é o sacrifício para perdão dos nossos pecados.

Neste texto se fala de como o sacerdote deveria proceder antes, durante e depois das ofertas  do Holocausto e do Banquete ou Manjares.
                                    -    I  -
No holocausto a oferta deveria ser queimada totalmente
A oferta de Holocausto poderia ser:- um gado adulto (boi, cabrito ou carneiro)
- Um filho de gado (bezerro ou novilho, cabrito ou cordeiro) –
- Aves (Pombas ou rolinhas
v. 8 Disse mais o SENHOR a Moisés: 9 Dá ordem a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto: o holocausto ficará na lareira do altar toda a noite até pela manhã, e nela se manterá aceso o fogo do altar. 10 O sacerdote vestirá a sua túnica de linho e os calções de linho sobre a pele nua, e levantará a cinza, quando o fogo houver consumido o holocausto sobre o altar, e a porá junto a este.
11 Depois, despirá as suas vestes e porá outras; e levará a cinza para fora do arraial a um lugar limpo.
12 O fogo, pois, sempre arderá sobre o altar; não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas.
13 O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará.
Esta oferta representava Jesus e seu sacrifício em nosso lugar.
                                            -   I - 
A OFERTA DO HOLOCAUSTO REPRESENTAVA A MORTE DE JESUS.
Na oferta do Holocausto, ele deveria manter o fogo aceso – indicando a presença continua de Deus. Ele deveria colocar vestes limpas – indicando a pureza e a santidade.
Ele deveria levar as cinzas para um lugar a parte – indicando que o sacrifício havia sido feito. A oferta do holocausto representava a morte de Jesus. Ele veio ao mundo para morrer no lugar, em substituição aos pecadores. Toda a oferta do Holocausto apontava para a morte de Jesus. Ele foi morto em nosso lugar. Ele sofreu a penalidade que era nossa. Ele nos substituiu.
Sua morte foi expiatória, e ele sofreu a punição como pecador.

A identificação de Cristo com o pecador é especialmente evidente na sua morte. O pecado e o pecador foram punidos nele.

Galatas 3.13 – “Cristo nos resgatou da maldição da Lei, fazendo-se ele próprio maldição en nosso lugar.”
Na crucificação, sua identificação com os pecadores se completou ao experimentar o abandono de Deus Pai, quando ele proferiu as palavras: “Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?” (Mt 15.34).
Sua morte foi redentora. Jesus ao morrer resgatou a muitos. Mt 10.45 – “não veio para ser servido, mas para serir e dar a sua vida em resgate por muitos.”
Sua morte na cruz, foi o preço pago por nossa libertação. Ef 4.8 – “quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens.”
Sua morte foi um triunfo sobre o diabo e forças do mal. Desde o inicio de seu ministério, Jesus enfrentou o reino das trevas. Ele sempre esteve empenhado numa confrotação direta entre o Filho de Deus e domínio do diabo.
Desde o momento em que Jesus aparece pregando o  reino de Deus, o poder do diabo vai sendo enfrentado. Mt 8.29 – “que temos nós contigo, ó Filho de Deus! Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?”
Lucas 11.20 – “Se porém, eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente, é chegado o reino de Deus sobre vós.”
Seu sofimento foi vitorioso, pois foi uma conquista definitiva sobre o reino das trevas. Na cruz o diabo e todos os principados e potestades foram vencidos (Col 2.12-15). Uma das grandes mentiras do diabo é que o sofrimento produz apostasia. Foi assim que desafiou a Deus  permitir tocar na vida de Jó (Jó 2.4-5).
Na sua morte ele sofreu o castigo de todos nós, ele bebeu por completo o cálice amargo da ira de Deus, que causou nele os maiores sofrimentos já experimentado por qualquer outro ser no universo.
Isaias 53.5 – “...ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.”
O sacerdote representava Jesus que ofereceu o sacrifício por nós. A oferta representava Jesus que morreu por nós. Jesus então está prefigurado no sacerdote e na oferta.

                                           -  II - 

A OFERTA DE MANJARES REPRESENTAVA A VIDA PERFEITA DE JESUS              
A oferta de manjares ou Banquete era de flor de farinha, azeite e grãos.
Deveria ser uma parte queimada e outra parte deveria ser comida pelo sacerdote e sua família.
v. 14 Esta é a lei da oferta de manjares: os filhos de Arão a oferecerão perante o SENHOR, diante do altar. 15 Um deles tomará dela um punhado de flor de farinha da oferta de manjares com seu azeite e todo o incenso que está sobre a oferta de manjares; então, o queimará sobre o altar, como porção memorial de aroma agradável ao SENHOR.
16 O restante dela comerão Arão e seus filhos; asmo se comerá no lugar santo; no pátio da tenda da congregação, o comerão.
17 Levedado não se cozerá; sua porção dei-lhes das minhas ofertas queimadas; coisa santíssima é, como a oferta pelo pecado e a oferta pela culpa. 18 Todo varão entre os filhos de Arão comerá da oferta de manjares; estatuto perpétuo será para as vossas gerações dentre as ofertas queimadas do SENHOR; tudo o que tocar nelas será santo.

Na Oferta do Banquete ou Manjares, o sacerdote deveria pegar os ingredientes da Oferta – A flor de farinha e azeite e oferecer a Deus como aroma agradável ao Senhor. Fermento não deveria ser oferecido. O sacerdote e seus filhos deveriam comer uma parte perante o Senhor.
A Flor da farinha – representava aquilo que é verdadeiro, original, que não é falso.
O azeite significava a aprovação de Deus. O fermento aquilo que era contaminado ou que contaminava. A oferta de manjares ou banquete representava a vida perfeita de Jesus. Ele veio ao mundo sendo Deus verdadeiro. Ele era aprovado por Deus Pai. Ele não tinha pecado. Não tinha contaminação. Quando Jesus veio ao mundo – “Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado;
“o qual por nós homens e para nossa salvação desceu do Céu, e encarnou pelo Espírito Santo e da Virgem Maria e se fez homem, e por nossa causa foi crucificado,”
O Senhor Jesus Cristo, sendo o Eterno Filho de Deus, uma pessoa distinta da Trindade gloriosa, Deus manifestado em carne, Deus sobre todas as coisas, bendito eternamente, tomou um corpo que era totalmente humano, mas como era Deus, era também totalmente puro, santo e sem possibilidade de contrair mancha – absolutamente isento de toda a semente ou principio de pecado.
Nosso Senhor foi feito corpo, foi feito humano – veio como um ser humano – mas não herdou a natureza pecaminosa.
O Senhor Jesus foi o único homem perfeito que já pisou na terra. Era todo perfeito – nele todas as qualidades morais se encontravam em divina e, portanto, perfeita proporção. Nenhuma qualidade preponderava.
Nele se entrelaçavam-se singularmente a majestade que amedrontava até os demônios e a delicadeza que dava que deixava as pessoas encantadas em sua presença.
Os escribas e fariseus eram severamente censurados por Ele, enquanto a mulher samaritana e a mulher que é descrita como pecadora eram inexplicável e irresistivelmente atraídas por ele.
Não havia bipolaridade em Jesus. Não havia distorções no caráter e na personalidade de Jesus.
Por isso a flor de farinha era uma representação de Jesus. Por isso, o azeite representava a vida de Jesus.
A flor de farinha representava nos mostra esta perfeição de Jesus. Mostra a excelência de sua pessoa. A excelência de seu caráter. A excelência de suas perfeições.
Por isso a expressão – oferecer como aroma agradável ao Senhor – era uma expressão que falava em como a vida de Jesus foi agradável ao Pai.
Pela morte de Jesus nós fomos justificados por Deus – nossa culpa foi tirada. Pela vida perfeita de Jesus, a nossa vida podre, quando nós chegamos diante de Deus – é substituída. Desta forma, a nossa vida não é perfeita, mas a de Jesus é – e a vida de Jesus é aceita por Deus.
Se cremos em Jesus estamos nele e ele nos substituiu na presença do Pai. A perfeição dele é colocada em nós.
Devemos tudo a Jesus. Pois ele é tudo para nós. A oferta de Holocausto e a Oferta de Manjares.
PORQUE PRECISAMOS DA MORTE DE JESUS
Porque na sua morte, ele morreu a morte que era nossa. A morte de um culpado. A morte de um condenado. Ele foi condenado em nosso lugar.
PORQUE PRECISAMOS DA VIDA PERFEITA DE JESUS
Porque um santo morreu no lugar de um pecador como eu.
Somente Deus poderia nos salvar, logo somente Deus vivendo na terra poderia nos substituir.
Ele sendo Deus nos salvou. Ele sendo humano me representou.
Sua vida perfeita foi que possibilitou que sua morte fosse redentora para todos nós.


A Sacralidade da Vida Ordinária - Um dia na Vida do Sacerdote - Exposições em Levítico Nº 09

Sermão pregado em 07 de outubro de 2018, na Capela Missional em Porto Alegre.


                                          Exposições em Levítico - Sermão 09

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                                      A SACRALIDADE DA VIDA ORDINÁRIA

LEVÍTICO 6.8 – 13 Disse mais o SENHOR a Moisés:
9 Dá ordem a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto: o holocausto ficará na lareira do altar toda a noite até pela manhã, e nela se manterá aceso o fogo do altar.
10 O sacerdote vestirá a sua túnica de linho e os calções de linho sobre a pele nua, e levantará a cinza, quando o fogo houver consumido o holocausto sobre o altar, e a porá junto a este.
11 Depois, despirá as suas vestes e porá outras; e levará a cinza para fora do arraial a um lugar limpo.
12 O fogo, pois, sempre arderá sobre o altar; não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas.
13 O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará.

Na rotina ordenada do sacerdote temos um exemplo de como viver uma vida de forma extraordinária a vida ordinária.

Aprendemos até aqui que havia quatro tipos de Ofertas ou Sacrifícios.
1 - A Oferta do Holocausto – capitulo 1 – Holocausto quer dizer “o que sobe” – era um sacrifício queimado. Era para a aproximação de Deus. O holocausto representava a morte de Jesus.  Representava Jesus que foi nosso sacrifício para nos aproximar de Deus.
2 – A Oferta do Banquete – Capítulo 2 – Era com cereais e bolos – era para a comunhão com Deus.  Representava a vida de Jesus, que nos trouxe comunhão com Deus.
3 – A Oferta Pacífica  - Capítulo 3 – Era uma mistura das duas primeiras. Era para a paz com Deus. Representava Jesus que nos deu paz com Deus.
4 – A Oferta pelo Pecado – Era parecida com a primeira – era para perdão da culpa dos pecados. Representava Jesus que é o sacrifício para perdão dos nossos pecados.

Nestes versos a atenção é voltada para a figura do sacerdote e sua rotina ordenada por Deus.
Vemos aqui a santificação do tempo. A ênfase toda é no tempo e no fogo.
O sacerdote deveria manter o fogo acesa – veja que enfatizada o tempo, noite e manhã e o tempo todo.  O fogo deveria ficar aceso o tempo todo.
O sacerdote deveria trocar roupa em casa turno do dia.
Ele deveria organizar o sacrifício detalhe por detalhe.
Deus ordena o que poderia ser feito, como seria feito.
O Sacerdote era aquele que era escolhido por Deus para ser o seu representante entre as demais pessoas. O povo de Israel era dividido em 12 tribos. As principais tribos eram Judá e Levi. De Judá viria Davi e Jesus. Levi era a tribo de onde vinham os sacerdotes.
 O Livro de Levítico, tem a ver com os Levitas, que eram os da tribo de Levi. Não poderia haver um sacerdote que não fosse da tribo de Levi. Esta tribo não poderia plantar e nem trabalhar, e as outras tribos davam o dizimo para a tribo de Levi.
Deus não permitiu que eles tivessem nada, porque eles pertenciam somente a Deus e ele cuidaria deles.
Vamos examinar o texto:

v. 9 Dá ordem a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto: o holocausto ficará na lareira do altar toda a noite até pela manhã, e nela se manterá aceso o fogo do altar.
Aqui somos informados que o holocausto deveria ficar no fogo a noite inteira e o fogo não deveria ser apagado.
I - O FOGO SÍMBOLIZAVA A PRESENÇA DE DEUS ENTRE O POVO.
O fogo na Bíblia tem vários significados, como o juízo de punição, como o fogo do inferno. Há o significado também de purificação. Mas neste contexto de Levítico é o da presença de Deus. Lembrem que eles estavam debaixo de uma coluna de fogo durante as noites.

v. 10 O sacerdote vestirá a sua túnica de linho e os calções de linho sobre a pele nua, e levantará a cinza, quando o fogo houver consumido o holocausto sobre o altar, e a porá junto a este.
No verso 10 somos informados que o sacerdote deveria vestir uma roupa específica  para o ritual. Somos informados também que ele deveria cuidar da cinza e do fogo.
II - VESTES LIMPAS REPRESENTAVA A SANTIDADE EXIGIDA POR DEUS
O sacerdote deveria trocar de roupa em cada turno do dia.
O sacerdote para oferecer o sacrifício perante o Senhor, deveria estar sempre de roupas limpas. Isso mais do que tudo significa a purificação e santidade pessoal.
Um exemplo disso é que depois do Cativeiro Babilônico, havia um sacerdote chamado Josué, e ele se apresenta para realizar o primeiro sacrifício na novo templo, mas por alguma razão suas vestes não estavam limpas.
Zacarias 3. 1 Deus me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do SENHOR, e Satanás estava à mão direita dele, para se lhe opor.
2 Mas o SENHOR disse a Satanás: O SENHOR te repreende, ó Satanás; sim, o SENHOR, que escolheu a Jerusalém, te repreende; não é este um tição tirado do fogo?
3 Ora, Josué, trajado de vestes sujas, estava diante do Anjo.
4 Tomou este a palavra e disse aos que estavam diante dele: Tirai-lhe as vestes sujas. A Josué disse: Eis que tenho feito que passe de ti a tua iniqüidade e te vestirei de finos trajes.
5 E disse eu: ponham-lhe um turbante limpo sobre a cabeça. Puseram-lhe, pois, sobre a cabeça um turbante limpo e o vestiram com trajes próprios; e o Anjo do SENHOR estava ali,
O texto termina dizendo que o anjo do Senhor estava ali. O anjo do Senhor no Antigo Testamento é o próprio Filho de Deus, que depois viria ao mundo.
Jesus é a nossa roupa limpa. Ele nos limpou. Ele trocou nossas  roupas. Isso é nossa natureza velha foi transformada numa nova natureza.

v. 11 Depois, despirá as suas vestes e porá outras; e levará a cinza para fora do arraial a um lugar limpo.
No verso 11 somos informados que depois do sacrifício pronto, ele deveria colocar outra roupa para levar a cinza para fora do acampamento;
III - AS CINZAS ERA A PROVA DA PURIFICAÇÃO REALIZADA
Cinzas no Antigo Testamento tem também vários significados. Isaías 44.20 - Ajoelhar-me-ia eu diante de um pedaço de árvore? 20 Tal homem se apascenta de cinza; o seu coração enganado o iludiu, de maneira que não pode livrar a sua alma, nem dizer: Não é mentira aquilo em que confio?
Aqui a cinza representa aquilo que é sem valor, sem sentido como a idolatria.
Poderia ser miséria (Sl 102.9. Jr 6.26). Também humilhação (Dn 9.3, Jonas 3.6; Is 58.5)
Mas aqui significa purificação do pecado.
Numeros 19.9-10 - 9 Um homem limpo ajuntará a cinza da novilha e a depositará fora do arraial, num lugar limpo, e será ela guardada para a congregação dos filhos de Israel, para a água purificadora; é oferta pelo pecado. 10 O que apanhou a cinza da novilha lavará as vestes e será imundo até à tarde; isto será por estatuto perpétuo aos filhos de Israel e ao estrangeiro que habita no meio deles.
Hebreus 9.13 Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da carne, 14 muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!

v. 12 O fogo, pois, sempre arderá sobre o altar; não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas.
No verso 12 somos informados que ele deveria toda manha cedo renovar o fogo e preparar o sacrifício do dia.
IV - O AMANHECER ERA A LEMBRANÇA DA MISERICÓRDIA RENOVADA.
v. 13 O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará.
Cada manhã devemos nos lembrar que a misericórdia do Senhor é a causa dela.
Lamentações 3.22 As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; 23 renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.

v. 13 O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará.
No verso 13 nos é dito que os sacerdotes deveriam cuidar do fogo para que ele nunca apagasse.
O SACERDOTE DEVERIA ZELAR PELA PRESENÇA DE DEUS CONTÍNUA ENTRE O POVO.
O fogo simbolizava a presença de Deus e os sacerdotes precisavam zelar por esta presença.
Quando o fogo consumia o sacrifício, era como se Deus o estivesse consumindo. Deus estava exercendo seu justo juízo sobre o pecado. O fogo era a presença de Deus purificando o povo de seus pecados.

Evidentemente o que nos chama a atenção aqui é o uso do tempo pelo sacerdote e suas responsabilidades com o sagrado.
Costumamos separar o sagrado do profano. O ensinamento bíblico nos leva a isso.
A Bíblia nos ensina uma cosmovisão, uma visão de mundo em que o sagrado deve ser levado à vida secular e a vida secular deve ser vivida à luz do sagrado.
Não podemos viver uma bipolaridade, uma vida dupla entre o sagrado e o secular.
Deus é o Senhor de todas as coisas, de todos os espaços e de tudo o que nos cerca.
A dicotomia que deve existir é entre o sagrado e o profano. O profano é aquilo que viola o sentido último das coisas que são de Deus.
Muitos cristãos vivem uma vida profana, porque no seu dia a dia, no seu envolvimento com a cultura, elas profanam aquilo que é sagrado.
Profanam a família, profanam a profissão, profanam o casamento, profanam o namoro. Vivem vidas profanas, não conseguindo viver a vida como uma missão.
O tempo é um material divino em nosso benefício. O sacerdote deveria ordenar sua rotina.
O sacerdote não poderia usar mal nem desperdiçar seu tempo.
Aqui temos uma lição importante para nós que vemos o tempo da perspectiva da eternidade. Não estamos aqui para usar o tempo secularmente sem o santificar.
Esta era a missão do sacerdote e ele deveria fazer isso segundo o propósito de Deus para a glória de Deus. Ele estava cumprindo um chamado divino com responsabilidades específicas.
A pergunta que precisamos fazer é se estou vivendo minha vida, usando meu tempo para a glória de Deus ao usar meu tempo, e nas áreas da vida buscando o sentido em Deus.
O meu dia – qual é o chamado de Deus para aquele dia.
Sendo Pai – como eu vou usar a minha paternidade para a glória de Deus.
Lazer – como eu posso me divertir sem quebrar os mandamentos?
Namoro – como eu posso namorar sem que o namoro seja desonroso para mim e meus pais, e para Deus?
Na minha posição política – como não fazer disso um fim em si mesmo.
Nossa vida no mundo deve ser vivida na perspectiva da vida eterna. Deus me colocou no mundo e me dá dias e dia na terra.
Jesus veio ao mundo e se submeteu a rotina dos dias. Ele viveu os dias para a glória de Deus.
João 17 - 4 Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer; 5 e, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo.6 Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra.7 Agora, eles reconhecem que todas as coisas que me tens dado provêm de ti; 8 porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste, e eles as receberam, e verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste.
O sacerdote vivia sua vida em função de Deus em primeiro lugar e dos outros em segundo lugar.
Ou em primeiro lugar para os outros porque, ele vivia uma missão divina.
COMO VIVER DE FORMA EXTRAORDINARIA NOSSA JORNADA ORDINÁRIA
Que no nosso dia a dia lembremos que a nossa vida é vivida na presença de Deus. Na presença da Santíssima Trindade.
Que nosso dia a dia seja santificado pela santidade prática de nosso modo de viver o dia.
Que no nosso dia a dia tenhamos praticas devocionais que nos leve ao desejo de purificação pessoal contínua.
Que a cada amanhecer nos lembremos de celebrar a misericórdia renovada de nosso Deus.
Que nos lembremos diariamente que a presença de Deus deve ser nossa maior paixão, nosso maior alvo e nosso maior motivo de satisfação.
Que nosso dia começe com Deus em nós. Que nosso dia começe com a busca de satisfação em Deus naquele dia.
Que a cada amanhecer, tenhamos em mente que aquele dia é uma dádiva do Senhor, e que o próprio dia é oportunidade de ser um dia devocional.
Que a cada dia, ao amanhecer tomemos a decisão de sermos mais devotos a Deus.
Que a cada dia, durante o dia, pratiquemos a piedade máxima, a devoção máxima, entreguemos ao Senhor do dia o máximo que tivermos, o máximo que somos, o máximo que dispomos. 
Que Deus seja glorificado! Que Jesus Cristo, o Senhor da Cruz seja o Senhor do dia. Que o Espírito Santo seja presença certa no processo de vivermos o dia que o Senhor nos deu - todos os dias.

terça-feira, 23 de julho de 2019

Oferta pelo Pecado contra o Próximo - Exposições em Levítico nº 08

Sermão pregado em 30 de setembro de 2018, na Capela Missional em Porto Alegre.



                                               Exposições em Levítico – Sermão nº 08
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         PECADOS CONTRA O PRÓXIMO, SÃO OFENSAS CONTRA  DEUS.  
Levítico 6.1-7
1 Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:
2 Quando alguma pessoa pecar, e cometer ofensa contra o SENHOR, e negar ao seu próximo o que este lhe deu em depósito, ou penhor, ou roubar, ou tiver usado de extorsão para com o seu próximo;
3 ou que, tendo achado o perdido, o negar com falso juramento, ou fizer alguma outra coisa de todas em que o homem costuma pecar,
4 será, pois, que, tendo pecado e ficado culpada, restituirá aquilo que roubou, ou que extorquiu, ou o depósito que lhe foi dado, ou o perdido que achou,
5 ou tudo aquilo sobre que jurou falsamente; e o restituirá por inteiro e ainda a isso acrescentará a quinta parte; àquele a quem pertence, lho dará no dia da sua oferta pela culpa.
6 E, por sua oferta pela culpa, trará, do rebanho, ao SENHOR um carneiro sem defeito, conforme a tua avaliação, para a oferta pela culpa; trá-lo-á ao sacerdote.
7 E o sacerdote fará expiação por ela diante do SENHOR, e será perdoada de qualquer de todas as coisas que fez, tornando-se, por isso, culpada.

O pecado contra o próximo é pecado contra Deus – por isso Deus exige restituição como condição ao perdão da culpa. 

OS TIPOS DE OFERTAS
1 - A Oferta de aproximação de Deus  - O Holocausto – Levítico 1
2 - A oferta de Comunhão com Deus – a Oferta de Manjares ou Banquete – Levítico 2
3 - A oferta de reconciliação e paz com Deus - A Oferta Pacífica – Levítico – 3
4 - A  Oferta pelos pecados – Levítico 4
 5 - Regulamentações da oferta pelos pecados  – Levítico 5, 6,e 7.

A Lei de Deus é sempre perfeita. A Lei nos chama para amar a Deus. Para cultuar a ele de forma exclusiva. A zelar pelo seu nome. Mas a Lei de Deus também nos chama para amar o nosso próximo como amamos a nós mesmos.

Neste texto – nós vemos que Deus nos ensina a proteger o próximo e as coisas que são dele.
A Aliança entre Deus e seu povo torna um delito a quebra da lei, tanto quanto ao sagrado como ao secular.
Visto que Deus é o verdadeiro dono, é também o protetor das posses de uma pessoa.
As três formas de ofensas consistem em fraude no que diz respeito a bens em depósito, roubo e extorsão em relação ao próximo.
A Lei ensinava aquilo que sabemos por meio do Novo Testamento:
- É proibido dar falso testemunho contra o próximo
Êxodo 20.16 – Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
Proibido defraudar ou enganar o próximo
Levítico 19.13 –   Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás; a paga do jornaleiro não ficará contigo até pela manhã.
 - Amar o próximo como a si mesmo
Levítico 19.18 – Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR.
Veja Mateus 5.43-44 - 43 Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. 44 Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; 45 para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. 46 Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? 47 E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo? 48 Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.
Romanos 13.8 -10 -  A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei. 9 Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 10 O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.
Gálatas 5.14 – Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Tiago 2.8 – 10 - Se vós, contudo, observais a lei régia segundo a Escritura: Amarás o teu próximo como a ti mesmo, fazeis bem; 9 se, todavia, fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, sendo arguidos pela lei como transgressores. 10 Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos.

Especificamente o que o texto no diz:

1 – É PECADO CONTRA O SENHOR QUEBRAR A CONFIANÇA QUE O PRÓXIMO DEPOSITO EM NÓS.  V. 2 Quando alguma pessoa pecar, e cometer ofensa contra o SENHOR, e negar ao seu próximo o que este lhe deu em depósito, ou penhor, ou roubar, ou tiver usado de extorsão para com o seu próximo;
O pecado aqui era a pessoa negar devolver ao próximo aquilo que ele havia emprestado. O bem de uma pessoa era primeiramente de Deus e Ele é protetor zeloso de tudo. Deus não está impassível diante de qualquer injustiça, nem contra o dono da posse, nem quando alguém quer aumentar suas posses tomando o que não é seu.

2 – É PECADO CONTRA O SENHOR DEFRAUDAR OU ENGANAR O SEU PRÓXIMO.  V. 3 ou que, tendo achado o perdido, o negar com falso juramento, ou fizer alguma outra coisa de todas em que o homem costuma pecar.
Defraudar é enganar com uma promessa mentirosa. A ganância do ser humano leva a desejar o que não é seu, levando à consequências pecaminosas. Quando alguém jurava, por exemplo que algo não estaria com ele, já estando.
Isto é um exemplo e tipo dos vários pecados que o ser humano pratica  - ou fizer alguma outra coisa de todas em que o homem costuma pecar.
Quantas mentiras se pratica do tipo – não tenho, não está comigo, não estou fazendo, não fiz.

3 – O VERDADEIRO ARREPENDIMENTO ENVOLVE RESTITUIÇÃO PLENA  À PARTE OFENDIDA. 4 será, pois, que, tendo pecado e ficado culpada, restituirá aquilo que roubou, ou que extorquiu, ou o depósito que lhe foi dado, ou o perdido que achou,
O arrependimento vem com o desejo de prestar contas da dívida
Não faz sentido, por exemplo eu tomar algo que outra pessoa considera valioso pra si. Indo para um lado existencial e moral, roubar o bom nome, a boa fama de uma pessoa – eu ir – pedir perdão para Deus, Deus me perdoar e ficar a pessoa sem o seu bem, sem sua boa fama.

4 – A RESTITUIÇÃO À PARTE OFENDIDA É O RECONHECIMENTO DO PECADO E À RENÚNCIA AO PECADO PRATICADO.
4 será, pois, que, tendo pecado e ficado culpada, restituirá aquilo que roubou, ou que extorquiu, ou o depósito que lhe foi dado, ou o perdido que achou,
5 ou tudo aquilo sobre que jurou falsamente; e o restituirá por inteiro e ainda a isso acrescentará a quinta parte; àquele a quem pertence, lho dará no dia da sua oferta pela culpa.
O arrependimento vem também com o desejo de prestar contas do prejuízo causado.
Onde foi cometido o pecado, deve se fazer a restituição.
Esta restituição era de um quinto do valor do dando causado – 20 por cento.
Até que seja feita a justiça, meus irmãos, até que seja feito o máximo e o que estiver ao nosso alcance fazer à pessoa prejudicada, não deveríamos ter o consolo do perdão.

5 – O PERDÃO DE DEUS MAIS DO QUE TUDO É O PERDÃO QUANTO À CULPA PELO PECADO.
6 E, por sua oferta pela culpa, trará, do rebanho, ao SENHOR um carneiro sem defeito, conforme a tua avaliação, para a oferta pela culpa; trá-lo-á ao sacerdote.
7 E o sacerdote fará expiação por ela diante do SENHOR, e será perdoada de qualquer de todas as coisas que fez, tornando-se, por isso, culpada.
Sendo um pecado contra Deus, o dano causado a uma pessoa, tornava a pessoa culpada diante de Deus. O Senhor havia sido ofendido.
Esta é a expiação que o Senhor Jesus Cristo efetuou na cruz. Ele levou a nossa culpa. Era isso que a oferta pela culpa representava.
Significa que o Senhor aquele pecado não será punido com o juízo divino.
Mas o que o ritual da oferta pela culpa nos ensina é que Deus está pronto para perdoar o meu pecado contra o meu próximo – mas também, Deus que é misericordioso comigo é justo com o próximo.
Por isso, só depois de devolver e restituir o dano é que se  poderia oferecer uma oferta  a Deus para alcançar o perdão.
Não valia somente devolver o objeto ou valor – não valia apenas oferecer a oferta para ser perdoada.
Este é o sentido de: Mateus 5.23-24  - 23 Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta.
O que aprendemos:
Se pecamos contra alguém, temos que pedir perdão para esta pessoa. Além de pedir perdão para a pessoa, temos que devolver o que é dela.
O significa dos 20 por cento para nós é a responsabilidade da restituição. – por exemplo – se eu falei mal de uma pessoa para a outra – não basta eu pedir perdão para a pessoa – eu tenho que procurando a  pessoa pra quem eu falei da outra, falar a verdade. Isso é devolver a verdade sobre quem eu falei mal.
Daí sim, eu posso pedir para Deus me perdoar. Deus não perdoa se eu não devolver o que eu peguei da pessoa – seja um objeto, seja o bom nome desta pessoa.
Assim aprendemos que antes de pedir para Deus me perdoar – eu preciso acertar com meus irmãos.
O perdão de Deus é um perdão baseado nos méritos de Cristo. O perdão de Deus custou a morte de seu Filho.
O perdão de Deus não é uma graça sem sentido, incondicional.
O perdão de Deus é uma oferta divina ao arrependido.
O verdadeiro arrependido não é aquele que se diz arrependido, que pensa estar arrependido, que imagina estar arrependido. O arrependido é aquele que ao reconhecer a sua ofensa a Deus, a sua quebra dos mandamentos, lamenta seu pecado, volta atrás na sua decisão de pecar e decide abandonar o seu pecado.
Quem não decidiu abandonar o pecado não está arrependido.
Arrependimento é conversão, é lamento pelo pecado e abandono do pecado.


A Seriedade do Pecado e o Valor do Sacrifício - Exposições em Levítico 07

Sermão pregado em 23 de setembro de 2018 na Capela Missional em Porto Alegre.



                                    Exposições em Levítico – Sermão nº 07

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                       A SERIEDADE DO PECADO E A NECESSIDADE DO SACRIFICIO
Levítico 5.14 -19
14 Disse mais o SENHOR a Moisés:
15 Quando alguém cometer ofensa e pecar por ignorância nas coisas sagradas do SENHOR, então, trará ao SENHOR, por oferta, do rebanho, um carneiro sem defeito, conforme a tua avaliação em siclos de prata, segundo o siclo do santuário, como oferta pela culpa.
16 Assim, restituirá o que ele tirou das coisas sagradas, e ainda acrescentará o seu quinto, e o dará ao sacerdote; assim, o sacerdote, com o carneiro da oferta pela culpa, fará expiação por ele, e lhe será perdoado.
17 E, se alguma pessoa pecar e fizer contra algum de todos os mandamentos do SENHOR aquilo que se não deve fazer, ainda que o não soubesse, contudo, será culpada e levará a sua iniquidade.
18 E do rebanho trará ao sacerdote um carneiro sem defeito, conforme a tua avaliação, para oferta pela culpa, e o sacerdote, por ela, fará expiação no tocante ao erro que, por ignorância, cometeu, e lhe será perdoado.
19 Oferta pela culpa é; certamente, se tornou culpada ao SENHOR.


Precisamos entender que a oferta pelo pecado é uma demonstração da seriedade do pecado e da grandiosidade da graça de Deus.

Neste texto temos a continuação das regras e implicações da oferta pelo pecado e culpa.
Vimos anteriormente os tipos de ofertas ou sacrifícios.
A Oferta de aproximação de Deus  - O Holocausto – Levítico 1
A oferta de Comunhão com Deus – a Oferta de Manjares ou Banquete – Levítico 2
A de reconciliação e paz com Deus - A Oferta Pacífica – Levítico - 3
A  Oferta pelos pecados – Levítico 4
Oferta pelos pecados de sacrilégio – Levítico 5.1-3
Este texto de hoje, nos apresenta ainda as ofertas pelo pecado. Os capítulos 5 e 6 são regulamentações da oferta por vários tipos ou categoria de pecados.
O que vamos ver hoje são proposições importantes, que se seguem:

I – DEUS LEVA A SÉRIO AS COISAS SAGRADAS.
v. 15 Quando alguém cometer ofensa e pecar por ignorância nas coisas sagradas do SENHOR, então, trará ao SENHOR, por oferta, do rebanho, um carneiro sem defeito, conforme a tua avaliação em siclos de prata, segundo o siclo do santuário, como oferta pela culpa.
Na época do Antigo Testamento, havia coisas sagradas. Tinha de tudo. Um altar, a Arca da Aliança, a bacia onde os sacerdotes lava as mãos, o tabernáculo e tudo que havia nele era sagrado. Sagrado, significa que era de Deus.  Era pecado tocar nestas coisas sem a permissão de Deus. somente os sacerdotes poderiam tocar nestas coisas.
Quem tocasse sem permissão ou fizesse mau uso destas coisas poderia sofrer o castigo divino – a menos que oferecesse um sacrifício. Esta é a misericórdia e a graça de Deus – sempre tinha uma saída para quem pecasse.
Não podemos banalizar aquilo que é sagrado. Aquilo que é prescrito pelas Escrituras não pode ser relativizado. O povo de Israel foi chamado a ser separado das outras nações. Este é o sentido do livro de Levítico. A igreja é o povo de Deus, e fomos separados para sermos santos, ou seja pensar como Deus pensa neste mundo miserável e imundo. Nesta cultura imunda.
1 Pedro 2.9 - Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;
Hoje não existem mais coisas sagradas. Todos os objetos que foram mencionados, apontavam para Jesus. Eles simbolizavam Jesus.
Por isso, hoje não tem mais coisas santas. Temos que cuidar bem da igreja, do púlpito da igreja, das cadeiras – mas nada disso sagrado. Tudo é para nosso uso por isso, temos que cuidar bem.
O que é santo hoje é o nome de Deus, por isso, não devemos usar seu nome em vão. A igreja e não devemos maculá-la com práticas pecaminosas. Não devemos profanar o culto, oferecendo aquilo que não está prescrito nas Escrituras. Não devemos colocar elementos profanos em nosso culto. Havia o pecado, mas havia o sacrifício pelo pecado.
Hoje existe o pecado, mas existe Jesus que é nosso sacrifício pelo pecado.

II  – DEUS LEVA A SÉRIO SEUS MANDAMENTOS.
V. 17 E, se alguma pessoa pecar e fizer contra algum de todos os mandamentos do SENHOR aquilo que se não deve fazer, ainda que o não soubesse, contudo, será culpada e levará a sua iniquidade.
Os mandamentos de Deus são sagrados e Deus leva muito a sério cada um deles.
É pecado quebrar os mandamentos. Pecar é quebrar os mandamentos.
Os dez mandamentos são um resumo do que devemos guardar.
Aquele que ama a Deus deve guardar seus mandamentos e quem diz que ama a Deus mas não ama seus mandamentos, na verdade não ama a Deus. O texto diz que – se alguma pessoa pecar contra algum de todos os mandamentos do Senhor – Isto significa que Deus quer obediência à sua Palavra toda.
Podemos resumir o que Deus pede de nós:
Amar a Deus sobre todas as coisas. Amar a Jesus. Amar o Espírito Santo.
Não usar o nome de Deus em vão nunca.
Cultuar a Deus nos domingos. Só não vir ao culto se tiver alguma coisa mais importante pra fazer – mas não há coisa mais importante, né?
Honrar os pais –Não fazer mal às pessoas – valorizar a família – Valorizar as coisas dos outros – não mentir – não acusar ninguém – não desejar as coisas dos outros – ler a Palavra – orar – cultuar – não falar palavrões.
Estas coisas não devem ser feitas para sermos salvos – nem pensando que fazendo isso, ou por fazermos isso, vamos para o céu.
Mas devem ser feitas porque são mandamentos de Deus. Amar os mandamentos é sinal e prova do nosso amor a Deus.
Lembrando que aquelas pessoas que lemos no texto – na época de Levítico tinham que oferecer sacrifício de forma muito frequente por seus pecados.
Nosso sacrifício já foi oferecido.
Nosso sacrifício foi Cristo que é válido para nós todos os dias.

III –  DEUS LEVA A SÉRIO O PECADO A PONTO DE PUNIR O PECADOR
16 Assim, restituirá o que ele tirou das coisas sagradas, e ainda acrescentará o seu quinto, e o dará ao sacerdote; assim, o sacerdote, com o carneiro da oferta pela culpa, fará expiação por ele, e lhe será perdoado.
17 E, se alguma pessoa pecar e fizer contra algum de todos os mandamentos do SENHOR aquilo que se não deve fazer, ainda que o não soubesse, contudo, será culpada e levará a sua iniquidade.
Veja que aqui já se coloca a restituição como norma ou condição do perdão. Este pecado estava relacionado a todo tipo de situação, inclusive naquilo que era pego nas guerras – como aconteceu com Acã em Josué 5 – 7, quando ele se apossou de objetos que Deus havia consagrado para si. Junto com o sacrifício para perdão, deveria ser trazido junto, além do que se tinha pego, mais um quinto ou vinte por cento. O perdão estava condicionado à restituição. Isso nos mostra que o pecado não fica encoberto ou esquecido – mas deve sempre ser punido.
Mais adiante vamos ver este mesmo princípio sendo aplicado em caso de prejuízos ao próximo.
Quanto a Deus, não que ele necessitasse dessa restituição, quem precisava disso era o próprio pecador. Era como se ele estivesse sendo liberto daquele pecado. Este é o principio do perdão dos pecados. Deixar, abandonar o pecado. Aqui também está a ideia prefigurada da conversão. Provérbios 28.13 -  O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.
 Salmos 32.1 Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto.
2 Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo. 3 Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. 4 Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio. 5 Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado.
A restituição ou devolução envolvia esta ideia de não encobrir o pecado. De revelar o pecado.

IV – DEUS LEVA A SÉRIO A RESPONSABILIDADE DO PECADOR
18 E do rebanho trará ao sacerdote um carneiro sem defeito, conforme a tua avaliação, para oferta pela culpa, e o sacerdote, por ela, fará expiação no tocante ao erro que, por ignorância, cometeu, e lhe será perdoado.
19 Oferta pela culpa é; certamente, se tornou culpada ao SENHOR.
Aqui fala do valor da oferta que precisava ser avaliada. O ofertante precisava saber o valor da oferta. No caso aqui a avaliação era o SICLO. O siclo era uma medido de peso, assim como o Kilo hoje e não uma moeda. A oferta valia pelo peso dela.
O valor da oferta nos mostra o quanto é ofensivo o pecado. O Novo Testamento nos fala do valor do sacrifício de Cristo para avaliar quanto nosso pecado – nossa vida de pecado ofende a Deus.
1 Pedro 1. 18 sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram,
19 mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo,
O sacrifício de Cristo é comparado à coisas chamadas de corruptíveis como outro e prata que são metais preciosos – mas veja que ele afirma que ouro e prata não se comparam à preciosidade, ao valor do sangue de Jesus, da morte de Jesus.

V – DEUS LEVA A SÉRIO O SEU JUÍZO, MAS TAMBÉM OFERECE MISERICÓRDIA E GRAÇA AO PECADOR.
v.18 o sacerdote, por ela, fará expiação no tocante ao erro que, por ignorância, cometeu, e lhe será perdoado. 19 Oferta pela culpa é; certamente, se tornou culpada ao SENHOR.
Nestas ofertas vemos o peso do pecado. Vemos a seriedade do pecado. Vemos como Deus leva a serio o pecado e o porque do juízo sobre o pecador. Mas também vemos que a iniciativa do perdão é de Deus. É isto que chamamos de graça e misericórdia. A ideia da oferta foi de Deus. A culpa é transferida do pecador para a oferta. Isto é graça. Isto é misericórdia. A ideia no Novo Testamento é que Deus nos regastou.
Colossenses 1.13 Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, 14 no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.
Efésios 1.7 - no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça,
1 Coríntios 1.30 Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção,
31 para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.

Vamos às aplicações:
CONSIDERANDO QUE DEUS LEVA A SÉRIO AS COISAS SAGRADAS.
Devemos zelar por aquilo que Deus ama.
Uma das coisas que devemos fazer é ensinar nossos filhos a amar o que Deus ama. A amar a igreja. Amar o culto. Amar o dia do Senhor.
CONSIDERANDO QUE  DEUS LEVA A SÉRIO SEUS MANDAMENTOS.
Devemos amar seus mandamentos.
Aqui também vai uma recomendação de ensinar o valor dos mandamentos para nossos filhos. Dizer que a Bíblia é um livro de mandamentos.
CONSIDERANDO QUE DEUS LEVA A SÉRIO O PECADO A PONTO DE PUNIR O PECADOR
Devemos levar o pecado muito a sério, levando em conta que não se trata apenas de um erro, mas de uma ofensa Deus.
CONSIDERANDO QUE DEUS LEVA A SÉRIO A RESPONSABILIDADE DO PECADOR
Devemos assumir nossas responsabilidades como povo de Deus.
CONSIDERANDO QUE DEUS LEVA A SÉRIO O SEU JUÍZO, MAS TAMBÉM OFERECE MISERICÓRDIA E GRAÇA AO PECADOR.
Podemos contar com sua misericórdia.
Sim, podemos contar com a misericórdia de Deus, porque Jesus na cruz pagou nossos pecados.
Podemos contar com a misericórdia de Deus, porque Jesus sofreu a punição do transgressor.
Podemos contar  com a misericórdia de Deus, porque Jesus substituiu aquele que merecia a punição por seu pecado.
Podemos contar com a misericórdia de Deus, porque Jesus sofreu a ira de Deus.
Podemos contar com a misericórdia de Deus, porque toda justiça de Deus foi satisfeita, ou realizada no sacrifício de Jesus na cruz.
Podemos contar com a misericórdia de Deus, porque os méritos de Jesus na cruz são suficientes para que o pecador seja aceito por Deus, considerado limpo de seus pecados que o sujavam.
Podemos contar com a misericórdia de Deus, porque Jesus conquistou este direito ao pecador.
Desfrutemos, portanto, de tão grande misericórdia demonstrada a cada um de nós.



VIVER COM PACIÊNCIA, ESPERANÇA E PERSEVERANÇA – Romanos 8.18-25

  Pregado em 03 de maio de 2020 sexto sermão na Pademia                                                                                     ...