terça-feira, 23 de julho de 2019

Ofertas Por Pecados de Sacrilégio - Exposições em Levítico


                       Sermão pregado em 16 de setembro de 2018 na Capela Missional em Porto Alegre.

                         Exposições em Levítico - Sermão nº 06

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OFERTAS POR PECADOS ESPECIFICAMENTE OFENSIVOS À SANTIDADE DE DEUS.
Levítico 5.1-13
1 Quando alguém pecar nisto: tendo ouvido a voz da imprecação, sendo testemunha de um fato, por ter visto ou sabido e, contudo, não o revelar, levará a sua iniqüidade;
2 ou quando alguém tocar em alguma coisa imunda, seja corpo morto de besta-fera imunda, seja corpo morto de animal imundo, seja corpo morto de réptil imundo, ainda que lhe fosse oculto, e tornar-se imundo, então, será culpado;
3 ou quando tocar a imundícia de um homem, seja qual for a imundícia com que se faça imundo, e lhe for oculto, e o souber depois, será culpado;
4 ou quando alguém jurar temerariamente com seus lábios fazer mal ou fazer bem, seja o que for que o homem pronuncie temerariamente com juramento, e lhe for oculto, e o souber depois, culpado será numa destas coisas.
5 Será, pois, que, sendo culpado numa destas coisas, confessará aquilo em que pecou.
6 Como sua oferta pela culpa, pelo pecado que cometeu, trará ele ao SENHOR, do gado miúdo, uma cordeira ou uma cabrita como oferta pelo pecado; assim, o sacerdote, por ele, fará expiação do seu pecado.
7 Se as suas posses não lhe permitirem trazer uma cordeira, trará ao SENHOR, como oferta pela culpa, pelo pecado que cometeu, duas rolas ou dois pombinhos: um como oferta pelo pecado, e o outro como holocausto.
8 Entregá-los-á ao sacerdote, o qual primeiro oferecerá aquele que é como oferta pelo pecado e lhe destroncará, com a unha, a cabeça, sem a separar do pescoço.
9 Do sangue da oferta pelo pecado aspergirá sobre a parede do altar e o restante do sangue, fá-lo-á correr à base do altar; é oferta pelo pecado.
10 E do outro fará holocausto, conforme o estabelecido; assim, o sacerdote, por ele, fará oferta pelo pecado que cometeu, e lhe será perdoado.
11 Porém, se as suas posses não lhe permitirem trazer duas rolas ou dois pombinhos, então, aquele que pecou trará, por sua oferta, a décima parte de um efa de flor de farinha como oferta pelo pecado; não lhe deitará azeite, nem lhe porá em cima incenso, pois é oferta pelo pecado.
12 Entregá-la-á ao sacerdote, e o sacerdote dela tomará um punhado como porção memorial e a queimará sobre o altar, em cima das ofertas queimadas ao SENHOR; é oferta pelo pecado.
13 Assim, o sacerdote, por ele, fará oferta pelo pecado que cometeu em alguma destas coisas, e lhe será perdoado; o restante será do sacerdote, como a oferta de manjares.


Deus é santo e exige santidade de seu povo, isto é integridade e pureza em todas as áreas do ser e da vida.

Na oferta pelo pecado três coisas são colocadas em primeiro lugar: O falar a verdade, O dever de evitar o que Deus considera impuro e o zelo pelas coisas que Deus santificou ou separou para si.
Temos aqui um vislumbre do caráter de Deus. Deus ama a verdade. Deus ama a pureza e Deus é zeloso pelo seu nome.
Esta oferta, segue o anterior que é sobre o sacrifício pelo pecado. E esta oferta reúne elementos das anteriores. Na verdade as ofertas já foram apresentadas especificamente.
A Oferta de aproximação de Deus  - O Holocausto – Levítico 1
A oferta de Comunhão com Deus – a Oferta de Manjares ou Banquete – Levítico 2
A de reconciliação e paz com Deus - A Oferta Pacífica – Levítico - 3
A  Oferta pelos pecados – Levítico 4
Agora vamos ver as ofertas por pecados específicos – Levítico 5, 6,e 7.
Deus não pode aceitar nosso pecado – por isso – providenciou um meio de perdão. Primeiro era pelas ofertas que deveriam ser oferecidas – depois pelo sacrifício de Cristo.

   I - OS PECADOS 5.1-5
1 – O PECADO DE NÃO FALAR A VERDADE – V.1
1 Quando alguém pecar nisto: tendo ouvido a voz da imprecação, sendo testemunha de um fato, por ter visto ou sabido e, contudo, não o revelar, levará a sua iniquidade;
Deus é verdade, ama a verdade e abomina a mentira.
O primeiro pecado mencionado neste capitulo é ver ou saber de um fato, ser chamado para testemunhar e mentir. Mentir ou ocultar a verdade. Sabemos que o testemunho era caso de vida ou morte. Do testemunho dependia a integridade individual e a justiça comunitária. O falso testemunho ou a omissão do testemunho era um pecado gravíssimo – Inclusive é o Nono Mandamento.
Jamais devemos mentir sobre um fato. A mentira é proibida para um cristão. Nunca devemos mentir. Dar um falso testemunho para proteger uma pessoa amiga quando ela está errada, não agrada a Deus.  Por isso, é melhor não ficar dando opinião em tudo. Falar somente o necessário sobre as pessoas é uma boa atitude.
Deus ama a verdade. Deus ama a palavra verdadeira. A mentira ou a falsidade é abominável.
Um cristão deve ser uma pessoa totalmente confiável.
2 – O PECADO DE TOCAR COISAS IMPURAS – VS 2-3
2 ou quando alguém tocar em alguma coisa imunda, seja corpo morto de besta-fera imunda, seja corpo morto de animal imundo, seja corpo morto de réptil imundo, ainda que lhe fosse oculto, e tornar-se imundo, então, será culpado;
3 ou quando tocar a imundícia de um homem, seja qual for a imundícia com que se faça imundo, e lhe for oculto, e o souber depois, será culpado;
Deus é santo, por isso, ama a pureza e abomina o que é impuro.
Este segundo pecado era tocar em algum animal morto ou em alguma coisa humana que fosse proibido na Lei de Deus. Depois vamos ter neste mesmo livro a descrição do que era proibido.
A lição é que Deus ama a pureza, o que é limpo.
Deus não suporta sujeira e queria que seu povo fosse limpo. Era pecado não ser limpo. Por isso ele chamava todos a serem santos. Santidade é limpeza total. Do corpo e da alma.  O Salmo 14 – diz – mãos limpas e coração puro.
Tiago 1.27 - A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.
Colossenses 3. 5 Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria;
6 por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência].
7 Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas.
8 Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar.
9 Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos
10 e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou;
1 Tessalonicenses 4.7 -   Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação.
3 – O PECADO DO JURAMENTO – V.4,5
4 ou quando alguém jurar temerariamente com seus lábios fazer mal ou fazer bem, seja o que for que o homem pronuncie temerariamente com juramento, e lhe for oculto, e o souber depois, culpado será numa destas coisas.
5 Será, pois, que, sendo culpado numa destas coisas, confessará aquilo em que pecou.
Deus é santo e ama aquilo que ele santifica.
Quem fala a verdade não precisa jurar. O juramento é uma coisa muito séria. Não que não podemos jurar. Podemos jurar amizade com alguém. Jurar fidelidade, como os casais fazem. O Senhor mesmo jurou cumprir  a aliança. Mas Jesus disse para não jurar, para que não corrêssemos o risco de estar pecando.  Ver Mateus 5.34 - Entretanto, Eu vos afirmo: Não jureis de forma alguma; nem pelos céus, que são o trono de Deus; 35nem pela terra, por ser o estrado onde repousam seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei. 
Mateus 23. 16 - Ai de vós, guias cegos, que dizeis: Quem jurar pelo santuário, isso é nada; mas, se alguém jurar pelo ouro do santuário, fica obrigado pelo que jurou!
17 Insensatos e cegos! Pois qual é maior: o ouro ou o santuário que santifica o ouro?
18 E dizeis: Quem jurar pelo altar, isso é nada; quem, porém, jurar pela oferta que está sobre o altar fica obrigado pelo que jurou.
19 Cegos! Pois qual é maior: a oferta ou o altar que santifica a oferta?
20 Portanto, quem jurar pelo altar jura por ele e por tudo o que sobre ele está.
21 Quem jurar pelo santuário jura por ele e por aquele que nele habita;
Os juramentos era a banalização das palavras e das coisas pelo que se jurava. No caso, as coisas pelas quais se estava jurando, valia menos que as palavras que a pessoa falava.
O principal motivo para proibição do juramento banal era justamente a banalização daquilo que era sagrado. Deus expressava-se por meio de coisas sagradas. Sagrado era seu nome. Os pagãos juravam pelos seus deuses. Eles até mesmo amaldiçoavam seus deuses. A proibição do juramente era para que as pessoas não caíssem no pecado do sacrilégio, da profanação, da prevaricação e da blasfêmia.

                 II –  A SOLUÇÃO PARA ESTES PECADOS – VS 6- 13
1 –  AS OFERTAS PODERIAM SER DE ACORDO COM O QUE A PESSOA PODIA. VS 6-11
6 Como sua oferta pela culpa, pelo pecado que cometeu, trará ele ao SENHOR, do gado miúdo, uma cordeira ou uma cabrita como oferta pelo pecado; assim, o sacerdote, por ele, fará expiação do seu pecado.
7 Se as suas posses não lhe permitirem trazer uma cordeira, trará ao SENHOR, como oferta pela culpa, pelo pecado que cometeu, duas rolas ou dois pombinhos: um como oferta pelo pecado, e o outro como holocausto.
8 Entregá-los-á ao sacerdote, o qual primeiro oferecerá aquele que é como oferta pelo pecado e lhe destroncará, com a unha, a cabeça, sem a separar do pescoço.
9 Do sangue da oferta pelo pecado aspergirá sobre a parede do altar e o restante do sangue, fá-lo-á correr à base do altar; é oferta pelo pecado.
10 E do outro fará holocausto, conforme o estabelecido; assim, o sacerdote, por ele, fará oferta pelo pecado que cometeu, e lhe será perdoado.
11 Porém, se as suas posses não lhe permitirem trazer duas rolas ou dois pombinhos, então, aquele que pecou trará, por sua oferta, a décima parte de um efa de flor de farinha como oferta pelo pecado; não lhe deitará azeite, nem lhe porá em cima incenso, pois é oferta pelo pecado.
A condição social não é impedimento para cultuar a Deus.
Quem tinha condições deveria oferecer uma oferta de maior valor.
Os mais pobres poderiam oferecer ofertas mais simples.
Se alguém fosse muito pobre, poderia trazer um pouco de farinha, e isso seria aceito. Assim o gasto com a oferta pelo pecado era reduzido mais que qualquer outro, para ensinar que a pobreza não obstrui o caminho do perdão a alguém. Da mesma forma, uma lição paralela é que todos podem colaborar com as coisas que pertencem a Deus.
 Se o transgressor trazia duas rolas, uma era para oferta pelo pecado e a outra para o holocausto.
Devemos nos certificar primeiramente que nossa paz esteja estabelecida com Deus, e então podemos esperar que nossos serviços para sua glória sejam aceitos por Ele. Quando se oferecia farinha, não se devia fazer de maneira que fosse agradável ao paladar com azeite, nem ao olfato com incenso, para indicar como o pecado é odioso.
 Por meio destes sacrifícios, Deus falava de consolo para os que haviam pecado, a fim de que não se desesperassem nem se enfraquecessem em seus pecados. De igual forma falava de cautela para não pecarem mais, a fim de recordar quão incômodo era fazer expiação
2 -  OS SACERDOTES DEVERIAM OFERECER ESTAS OFERTAS AO SENHOR VS 12-13
12 Entregá-la-á ao sacerdote, e o sacerdote dela tomará um punhado como porção memorial e a queimará sobre o altar, em cima das ofertas queimadas ao SENHOR; é oferta pelo pecado.
13 Assim, o sacerdote, por ele, fará oferta pelo pecado que cometeu em alguma destas coisas, e lhe será perdoado; o restante será do sacerdote, como a oferta de manjares.
O sacerdote era o represente de Deus entre o povo.
O sacerdote era um homem escolhido por Deus para oferecer sacrifícios pelos pecadores.  Eles deveriam primeiro oferecer sacrifícios por eles mesmos e depois fazer os sacrifícios pelo povo. Eles deveriam ser da tribo de Levi.
Eles representavam Jesus. Jesus foi o nosso sacerdote que ofereceu o melhor sacrifício, porque era o melhor sacerdote.
Hoje não existe mais sacerdotes, porque Jesus é o nosso sacerdote.
Ele ofereceu a oferta por nossos pecados. A oferta era ele mesmo.
Hebreus 4. 14 - Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão.
15 Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. 16 Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.

O QUE PODEMOS CONCLUIR DIANTE DO QUE FOI EXPOSTO:
A verdade deve nos acompanhar a vida em toda a vida e em todos os sentidos. A verdade é um pressuposto divino.  A Palavra de Deus é a Verdade. O Senhor Jesus Cristo é a Verdade. O Espírito Santo é o Espírito da Verdade.
Assim como Deus odeia o que é impuro, também nós devemos zelar pela pureza em nossa vida. Façamos uma limpeza em nossa vida.
Amemos tudo o que é limpo. 
O que Deus considera impuro e imundo – assim também devemos considerar – pois somos o seu povo.
Não podemos banalizar aquilo que é sagrado.
Aquilo que é prescrito pelas Escrituras não pode ser relativizado. O povo de Israel foi chamado a ser separado das outras nações. Este é o sentido do livro de Levítico. A igreja é o povo de Deus, e fomos separados para sermos santos, ou seja pensar como Deus pensa neste mundo miserável e imundo. Nesta cultura imunda.
1 Pedro 2.9 - Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;
Não há um impedimento, que seja ou sirva de justificativa, motivo ou desculpa para não cultuarmos a Deus.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

A Oferta pelo Pecado - Exposições em Levítico - 05



                 Sermão pregado em 09 de setembro de 2018 - Na Capela Missional em Porto Alegre.

                      LEVÍTICO – A QUARTA OFERTA - Sermão 05

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                        OFERTA PELO PECADO – Levítico Capítulo 4.
1 Falou Deus a  Moisés:

2 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguém pecar por ignorância contra qualquer dos mandamentos do SENHOR, por fazer contra algum deles o que não se deve fazer,
3 se o sacerdote ungido pecar para escândalo do povo, oferecerá pelo seu pecado um novilho sem defeito ao SENHOR, como oferta pelo pecado.
4 Trará o novilho à porta da tenda da congregação, perante o SENHOR; porá a mão sobre a cabeça do novilho e o imolará perante o SENHOR.
5 Então, o sacerdote ungido tomará do sangue do novilho e o trará à tenda da congregação;
6 e, molhando o dedo no sangue, aspergirá dele sete vezes perante o SENHOR, diante do véu do santuário.
7 Também daquele sangue porá o sacerdote sobre os chifres do altar do incenso aromático, perante o SENHOR, altar que está na tenda da congregação; e todo o restante do sangue do novilho derramará à base do altar do holocausto, que está à porta da tenda da congregação.
8 Toda a gordura do novilho da expiação tirará dele: a gordura que cobre as entranhas e toda a gordura que está sobre as entranhas,
9 como também os dois rins, a gordura que está sobre eles e junto aos lombos; e o redenho sobre o fígado com os rins, tirá-los-á
10 como se tiram os do novilho do sacrifício pacífico; e o sacerdote os queimará sobre o altar do holocausto.
11 Mas o couro do novilho, toda a sua carne, a cabeça, as pernas, as entranhas e o excremento,
12 a saber, o novilho todo, levá-lo-á fora do arraial, a um lugar limpo, onde se lança a cinza, e o queimará sobre a lenha; será queimado onde se lança a cinza.
13 Mas, se toda a congregação de Israel pecar por ignorância, e isso for oculto aos olhos da coletividade, e se fizerem, contra algum dos mandamentos do SENHOR, aquilo que se não deve fazer, e forem culpados,
14 e o pecado que cometeram for notório, então, a coletividade trará um novilho como oferta pelo pecado e o apresentará diante da tenda da congregação.
15 Os anciãos da congregação porão as mãos sobre a cabeça do novilho perante o SENHOR; e será imolado o novilho perante o SENHOR.
16 Então, o sacerdote ungido trará do sangue do novilho à tenda da congregação;
17 molhará o dedo no sangue e o aspergirá sete vezes perante o SENHOR, diante do véu.
18 E daquele sangue porá sobre os chifres do altar que está perante o SENHOR, na tenda da congregação; e todo o restante do sangue derramará à base do altar do holocausto, que está à porta da tenda da congregação.
19 Tirará do novilho toda a gordura e a queimará sobre o altar;
20 e fará a este novilho como fez ao novilho da oferta pelo pecado; assim lhe fará, e o sacerdote por eles fará expiação, e eles serão perdoados.
21 Depois, levará o novilho fora do arraial e o queimará como queimou o primeiro novilho; é oferta pelo pecado da coletividade.
22 Quando um príncipe pecar, e por ignorância fizer alguma de todas as coisas que o SENHOR, seu Deus, ordenou se não fizessem, e se tornar culpado;
23 ou se o pecado em que ele caiu lhe for notificado, trará por sua oferta um bode sem defeito.
24 E porá a mão sobre a cabeça do bode e o imolará no lugar onde se imola o holocausto, perante o SENHOR; é oferta pelo pecado.
25 Então, o sacerdote, com o dedo, tomará do sangue da oferta pelo pecado e o porá sobre os chifres do altar do holocausto; e todo o restante do sangue derramará à base do altar do holocausto.
26 Toda a gordura da oferta, queimá-la-á sobre o altar, como a gordura do sacrifício pacífico; assim, o sacerdote fará expiação por ele, no tocante ao seu pecado, e este lhe será perdoado.
27 Se qualquer pessoa do povo da terra pecar por ignorância, por fazer alguma das coisas que o SENHOR ordenou se não fizessem, e se tornar culpada;
28 ou se o pecado em que ela caiu lhe for notificado, trará por sua oferta uma cabra sem defeito, pelo pecado que cometeu.
29 E porá a mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado e a imolará no lugar do holocausto.
30 Então, o sacerdote, com o dedo, tomará do sangue da oferta e o porá sobre os chifres do altar do holocausto; e todo o restante do sangue derramará à base do altar.
31 Tirará toda a gordura, como se tira a gordura do sacrifício pacífico; o sacerdote a queimará sobre o altar como aroma agradável ao SENHOR; e o sacerdote fará expiação pela pessoa, e lhe será perdoado.
32 Mas, se pela sua oferta trouxer uma cordeira como oferta pelo pecado, fêmea sem defeito a trará.
33 E porá a mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado e a imolará por oferta pelo pecado, no lugar onde se imola o holocausto.
34 Então, o sacerdote, com o dedo, tomará do sangue da oferta pelo pecado e o porá sobre os chifres do altar do holocausto; e todo o restante do sangue derramará à base do altar.
35 Tirará toda a gordura, como se tira a gordura do cordeiro do sacrifício pacífico; o sacerdote a queimará sobre o altar, em cima das ofertas queimadas do SENHOR; assim, o sacerdote, por essa pessoa, fará expiação do seu pecado que cometeu, e lhe será perdoado.


Os sacrifícios pelo pecado, era o reconhecimento da pecaminosidade do ofertante, ao mesmo tempo que apontava para o sacrifício perfeito que seria cumprido na pessoa de Cristo.

Chegamos à oferta que era oferecida para perdão dos pecados.
Este sacrifício permitia ao israelita remir a sua culpa por qualquer pecado não intencional que ofendesse a santidade de Deus.
Estes pecados incluíam alguma violação inadvertida da lei ou qualquer ofensa ao Senhor. Incluía também falhas contra o próximo como não testemunhar, fraudes dentre outros que serão explicados depois.
Mas vejam que não estava previsto  rituais de expiação para pecados intencionais e deliberados contra Deus. Pecados como roubo ou prejuízo ao próximo sempre envolvia restituição.
O tipo de oferta e os detalhes de como oferecer dependia de quem cometia o pecado e de quem estava ofertando.
Havia diferentes graus nos sacrifícios segundo a categoria do ofertante. Embora Deus exija a mesma santidade de todos e em todos, nem todos têm a mesma luz e responsabilidade.
Uma era o oferta do sacerdote, outra dos lideres do povo e outra do povo.
As ofertas também obedeciam uma diferenciação social. Os sacerdotes deveriam oferecer uma oferta mais valiosa, que era o novilho sem defeito. O povo coletivamente em caso de pecados graves, também deveria oferecer um novilho. Os líderes deveriam oferecer cabritos ou cabras. O pobre poderia oferecer um par de pombinhos e o muito pobre, um punhado de farinha.
O ofertante deveria colocar a mão sobre o sacrifício como sinal de que aquele sacrifício o substituiria. O sacrifício seria cortado e queimado. O sacrifício seria tratado segundo o merecimento de quem estava substituindo.
1 - O QUE ERA - Este tipo de oferta compreendia tanto pecados contra Deus como com o próximo, mas só valia para pecados não premeditados. 4.2  Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguém pecar por ignorância contra qualquer dos mandamentos do SENHOR, por fazer contra algum deles o que não se deve fazer,
Para Deus a oferta servia como purificação da impureza, para com o próximo restituição à ofensa ou ao dano causado.
2 - COMO ERA - O elementos desta oferta eram de acordo com a categoria do ofertante:
O Sacerdote – v. 3 se o sacerdote ungido pecar para escândalo do povo, oferecerá pelo seu pecado um novilho sem defeito ao SENHOR, como oferta pelo pecado.
A  Congregação – v. 13 Mas, se toda a congregação de Israel pecar por ignorância, e isso for oculto aos olhos da coletividade, e se fizerem, contra algum dos mandamentos do SENHOR, aquilo que se não deve fazer, e forem culpados,
14 e o pecado que cometeram for notório, então, a coletividade trará um novilho como oferta pelo pecado e o apresentará diante da tenda da congregação.
Os Líderes do Povo – v. 22 Quando um príncipe pecar, e por ignorância fizer alguma de todas as coisas que o SENHOR, seu Deus, ordenou se não fizessem, e se tornar culpado; 23 ou se o pecado em que ele caiu lhe for notificado, trará por sua oferta um bode sem defeito.
Uma Pessoa – v. 27 Se qualquer pessoa do povo da terra pecar por ignorância, por fazer alguma das coisas que o SENHOR ordenou se não fizessem, e se tornar culpada; 28 ou se o pecado em que ela caiu lhe for notificado, trará por sua oferta uma cabra sem defeito, pelo pecado que cometeu.
O sangue deveria ser aspergido (respingado) em todos os lados do altar e até mesmo dentro do santo dos santos em alguns casos.
O sangue aspergido (respingado) representava o sangue de Jesus que lavou nossos pecados. É o sangue de Jesus – ou seja, sua morte na cruz que lava, nos purifica de todos nossos pecados.
Era esse o significado do sacrifício. Encontramos Jesus em cada detalhe de cada oferta que estamos estudando.
3 - O RESULTADO
Era para perdão dos pecados por ignorância. Ou seja, aqueles pecados que não era por rebeldia intencional. Ao perdoar os pecados, a pessoa ficava livre da condenação e do castigo divino.
O pecado era castigado no sacrifício.
A pessoa colocava a mão sobre a oferta e com isso o pecado era transferido para a oferta.
v. 3 se o sacerdote ungido pecar ...v.4 porá a mão sobre a cabeça do novilho e o imolará perante o SENHOR.
v. 13 Mas, se toda a congregação de Israel pecar por ignorância, ...v. 15 Os anciãos da congregação porão as mãos sobre a cabeça do novilho perante o SENHOR; e será imolado o novilho perante o SENHOR.
v. 20 ... o sacerdote por eles fará expiação, e eles serão perdoados. v. 22 Quando um príncipe pecar,  v. 24 E porá a mão sobre a cabeça do bode e o imolará no lugar onde se imola o holocausto, perante o SENHOR; é oferta pelo pecado. v.26 o sacerdote fará expiação por ele, no tocante ao seu pecado, e este lhe será perdoado. v. 27 Se qualquer pessoa do povo da terra pecar por ignorância, v. 29 E porá a mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado e a imolará no lugar do holocausto. V. 31 o sacerdote fará expiação pela pessoa, e lhe será perdoado. V.35 o sacerdote, por essa pessoa, fará expiação do seu pecado que cometeu, e lhe será perdoado.
Assim também, para nós que cremos em Jesus, nossos pecados foram transferido para ele – e ele sofreu o castigo em nosso lugar.
4 - QUEM DEVERIA OFERECER O SACRIFICIO
Em primeiro lugar – Os sacerdotes, porque eles representavam Cristo e por isso não deveriam ser culpados de pecados. V.3-12
Em segundo Lugar – O povo todo – para que o povo não sofresse juízo divino por causa dos seus pecados. V. 13-21
Em terceiro lugar – Os Líderes – porque os lideres representavam todas as tribos, então os pais de cada família e os lideres das tribos deveriam dar o exemplo para todos – V, 22-26
Em quarto lugar – Cada um individualmente – Porque cada um é responsável por seus próprios pecados.
5 – ONDE O SACRIFÍCIO DEVERIA SER QUEIMADO.
No caso do sacrifício do povo, dos líderes e de cada um individualmente, uma parte do sacrifício era oferecido a Deus e outra parte o sacerdote comia. No caso de oferta do sacerdote, todo o sacrifício era queimado fora do acampamento ou arraial.
V. 12  ...o novilho todo, levá-lo-á fora do arraial, a um lugar limpo, onde se lança a cinza, e o queimará sobre a lenha; será queimado onde se lança a cinza.
V.21 -  levará o novilho fora do arraial e o queimará como queimou o primeiro novilho; é oferta pelo pecado da coletividade.
O sacrifício seria queimado fora do arraial porque depois que ele se tornava substituto do pecador, ele passava a ser considerado imundo. Assim como o sacrifício era queimado fora do arraial, o Senhor Jesus foi crucificado fora da cidade de Jerusalém.
O autor da carta aos Hebreus define muito bem isto.
Hebreus 13. 11 Pois aqueles animais cujo sangue é trazido para dentro do Santo dos Santos, pelo sumo sacerdote, como oblação pelo pecado, têm o corpo queimado fora do acampamento. 12 Por isso, foi que também Jesus, para santificar o povo, pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta. 13 Saiamos, pois, a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério. 14 Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir. 15 Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.
O autor aqui contextualiza isto nos chamado a Cristo que foi imolado fora da cidade – demonstrando que devemos sair do sistema de pecados. Sair da cidade do pecado porque ele nos santificou. Ele foi morto fora da cidade e o chamado é para sairmos também. O chamado é de não conformação com nenhum sistema seja secular ou religioso. A vida cristã é de culto a Deus. É de confissão prática do nome do Senhor.
6 – O QUE REPRESENTAVA
 Esta oferta pelo pecado representava Cristo.
Era trazido um sacrifício perfeito, o sangue deveria ser aspergido e a gordura deveria queimada de forma exclusiva para o Senhor.
Disse mais o SENHOR a Moisés:
v. 3 se o sacerdote ungido pecar para escândalo do povo, oferecerá pelo seu pecado um novilho sem defeito ao SENHOR, como oferta pelo pecado.
V. 5 Então, o sacerdote ungido tomará do sangue do novilho e o trará à tenda da congregação; 6 e, molhando o dedo no sangue, aspergirá dele sete vezes perante o SENHOR, diante do véu do santuário.
8 Toda a gordura do novilho da expiação tirará dele: a gordura que cobre as entranhas e toda a gordura que está sobre as entranhas,
16 Então, o sacerdote ungido trará do sangue do novilho à tenda da congregação;
17 molhará o dedo no sangue e o aspergirá sete vezes perante o SENHOR, diante do véu.
19 Tirará do novilho toda a gordura e a queimará sobre o altar;
23 , trará por sua oferta um bode sem defeito.
26 Toda a gordura da oferta, queimá-la-á sobre o altar, como a gordura do sacrifício pacífico; assim, o sacerdote fará expiação por ele, no tocante ao seu pecado, e este lhe será perdoado.
28  trará por sua oferta uma cabra sem defeito, pelo pecado que cometeu.
31 Tirará toda a gordura, como se tira a gordura do sacrifício pacífico; o sacerdote a queimará sobre o altar como aroma agradável ao SENHOR; e o sacerdote fará expiação pela pessoa, e lhe será perdoado.
32 Mas, se pela sua oferta trouxer uma cordeira como oferta pelo pecado, fêmea sem defeito a trará.
35 Tirará toda a gordura, como se tira a gordura do cordeiro do sacrifício pacífico; o sacerdote a queimará sobre o altar, em cima das ofertas queimadas do SENHOR; assim, o sacerdote, por essa pessoa, fará expiação do seu pecado que cometeu, e lhe será perdoado.
O sangue derramado era a essência do sacrifício. Simbolizava a morte. A gordura representava a riqueza do sacrifício. Esta gordura, como vimos no sermão anterior apontava para as excelências de Cristo. Para a glória de Cristo.
Hoje como Cristo já é a nossa oferta por nossos pecados – não devemos oferecer mais nada em troca do perdão dos nossos pecados, apenas confiar em Cristo. Tendo ele como nosso salvador e obedecendo sua Palavra.
Na cruz o Senhor Jesus Cristo foi oferecido como oferta pelo nosso pecado. Ali ele era tanto a oferta como o sacerdote que ofereceu a oferta. Era tanto o sacerdote perfeito, como o sacrifício perfeito. Quando pecamos, o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo pecado. Ele, portanto, é o cumprimento desta oferta. Ele é o nosso sacrifício pelo pecado.
Assim como o a sacrifício substituía o pecador – o Senhor Jesus nos substituiu. Assim como o sacrifício era tratado segundo o merecimento do ofertante, assim o Senhor Jesus foi tratado segundo o nosso merecimento. O sacrifício era queimado e o ofertante ficava livre do juízo. O Senhor Jesus foi crucificado e sua morte subiu como oferta diante do Senhor e nós ficamos livres do juízo.
O pior que poderia nos acontecer é o juízo de Deus pesando sobre nós. É a morte eterna como juízo sobre nós.
Rom 7.24 Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? 25 Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.
 8.1 Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.
31 Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
32 Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?
33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica.
34 Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.
35 Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?
36 Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro.
37 Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.
38 Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes,
39 nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.
1 Coríntios 15.55 Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? 56 O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. 57 Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.
Quais as conclusões a que chegamos?
O que podemos dizer sobre a aplicação a cada um de nós?
Como vivemos isso?
O que podemos dizer aos pecadores?
Como devemos nos sentir em relação a Deus e sua justiça?
Quais as respostas para a nossa vida?
As respostas se bem respondidas nos mostram o Evangelho da salvação.
Nos mostram a maravilhosa graça de Deus.
Nos mostram os benefícios do sacrifício de Jesus na cruz.
Estas são as conclusões:
Em Cristo, portanto, já não somos mais condenados, mas justificados.
Em Cristo, portanto, não somos mais alvos da ira de Deus, mas perdoados.
Jesus é nossa justificação.
Jesus é nosso perdão.
Jesus foi julgado em nosso lugar.
Jesus enfrentou o julgamento em nosso lugar para sermos aceitos por Deus.
Você não é mais um condenado. Não viva mais como um condenado.
Não viva mais como culpado.
Se você creu no sacrifício de Jesus, já um filho de Deus. Já foi julgado e absolvido.
Teus pecados forram perdoados. Deus não te condena mais, e, se Deus não te condena mais, não há mais acusação, não há mais nada que alguém possa dizer. Não mais maldição. Não há mais condenação – há apenas – alguém perdoado – por causa da obra de Jesus na cruz. Este é o Evangelho. Este é o nosso Evangelho. Este é o Evangelho que cremos e pregamos. Para a glória de Deus.


A Oferta Pacífica - Exposições em Levítico - 04

                                    Sermão pregado em 02 de Setembro de 2018 na Capela Missional em Porto Alegre

EXPOSIÇÕES EM LEVÍTICO - SERMÃO 04

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                                   OFERTA PACÍFICA – Lv 3
1 Se a oferta de alguém for sacrifício pacífico, se a fizer de gado, seja macho ou fêmea, oferecê-la-á sem defeito diante do SENHOR.

2 E porá a mão sobre a cabeça da sua oferta e a imolará diante da porta da tenda da congregação; e os filhos de Arão, os sacerdotes, aspergirão o sangue sobre o altar, ao redor.
3 Do sacrifício pacífico fará oferta queimada ao SENHOR: a gordura que cobre as entranhas e toda a gordura que está sobre as entranhas,
4 como também os dois rins, a gordura que está sobre eles e junto aos lombos; e o redenho sobre o fígado com os rins, tirá-los-á.
5 E os filhos de Arão queimarão tudo isso sobre o altar, em cima do holocausto, que estará sobre a lenha no fogo; é oferta queimada, de aroma agradável ao SENHOR.
6 Se a sua oferta por sacrifício pacífico ao SENHOR for de gado miúdo, seja macho ou fêmea, sem defeito a oferecerá.
7 Se trouxer um cordeiro por sua oferta, oferecê-lo-á perante o SENHOR.
8 E porá a mão sobre a cabeça da sua oferta e a imolará diante da tenda da congregação; e os filhos de Arão aspergirão o sangue sobre o altar, em redor.
9 Então, do sacrifício pacífico trará ao SENHOR por oferta queimada a sua gordura: a cauda toda, a qual tirará rente ao espinhaço, e a gordura que cobre as entranhas, e toda a gordura que está sobre as entranhas,
10 como também os dois rins, a gordura que está sobre eles e junto aos lombos; e o redenho sobre o fígado com os rins, tirá-los-á.
11 E o sacerdote queimará tudo isso sobre o altar; é manjar da oferta queimada ao SENHOR.
12 Mas, se a sua oferta for uma cabra, perante o SENHOR a trará.
13 E porá a mão sobre a sua cabeça e a imolará diante da tenda da congregação; e os filhos de Arão aspergirão o sangue sobre o altar, em redor.
14 Depois, trará dela a sua oferta, por oferta queimada ao SENHOR: a gordura que cobre as entranhas e toda a gordura que está sobre as entranhas,
15 como também os dois rins, a gordura que está sobre eles e junto aos lombos; e o redenho sobre o fígado com os rins, tirá-los-á.
16 E o sacerdote queimará tudo isso sobre o altar; é manjar da oferta queimada, de aroma agradável. Toda a gordura será do SENHOR.
17 Estatuto perpétuo será durante as vossas gerações, em todas as vossas moradas; gordura nenhuma nem sangue jamais comereis.

A oferta de paz, era como um banquete onde Deus como anfitrião convidava o pecador para a comunhão e este convidava outros para desfrutar desta dádiva também.
Esta era a oferta de comunhão ou de reconciliação com Deus. Indicava que havia paz entre Deus e o pecador.
O termo original para – Oferta pacífica – é Zebah Shelamim – que significa – uma oferta para pacificação entre inimigos.  Uma aliança entre inimigos. Uma oferta em favor da paz entre inimigos. Usando um exemplo cultural aprendidos nos filmes de Western ou nos gibis – temos o famoso cachimbo da paz
Depois da imolação – o sacrifício era dividido entre Deus, o sacerdote e o ofertante. Queimados no altar do holocausto, ficam os rins, o fígado e toda a gordura. Aos sacerdotes cabiam a coxa direita e o peito. O restante ia para o ofertante, que oferecia um banquete para a família e convidados. Era mais ou menos como os banquetes que selavam alianças e contratos entre tribos, reis,reinados etc.
Esta oferta é um anuncio do Evangelho, onde o Senhor Jesus Cristo em sua morte na cruz estabeleceu a verdadeira reconciliação entre Deus e o pecador.

1 – A OFERTA ERA PARA PAZ ENTRE DEUS E O PECADOR –
V.1 Se a oferta de alguém for sacrifício pacífico, se a fizer de gado, seja macho ou fêmea, oferecê-la-á sem defeito diante do SENHOR. 3 Do sacrifício pacífico fará oferta queimada ao SENHOR: a gordura que cobre as entranhas e toda a gordura que está sobre as entranhas,6 Se a sua oferta por sacrifício pacífico ao SENHOR for de gado miúdo, seja macho ou fêmea, sem defeito a oferecerá. 7 Se trouxer um cordeiro por sua oferta, oferecê-lo-á perante o SENHOR. 9 Então, do sacrifício pacífico trará ao SENHOR por oferta queimada a sua gordura.
Como já foi dito, o termo – é SHELEM OU SHALOMN- significa – estabelecer paz, pacificar, estar completo, estar bem.
O objetivo desta oferta era a paz com Deus. A reconciliação entre o pecador e Deus.
A relação do ser humano pecador com Deus é inimizade. O pecador não ama a Deus e não quer obedecer sua Lei. Deus, por causa do pecado não pode receber o pecador devido à sua santidade. A oferta pacífica era uma dádiva de Deus para reconciliar o pecador consigo mesmo.

2 -  A OFERTA SERIA SEMPRE DE UM ANIMAL SEM DEFEITO
V. 1 - Se a oferta de alguém for sacrifício pacífico, se a fizer de gado, seja macho ou fêmea, oferecê-la-á sem defeito diante do SENHOR.
V. 6 Se a sua oferta por sacrifício pacífico ao SENHOR for de gado miúdo, seja macho ou fêmea, sem defeito a oferecerá.
12 Mas, se a sua oferta for uma cabra, perante o SENHOR a trará.
Ao contrário do HOLOCAUSTO, a oferta pacífica aceitava animais machos ou fêmeas. A exigência é que fosse sem defeito.
Isso demonstrava em primeiro lugar a excelência da oferta.
Em segundo lugar cumpria o propósito de representar o significa mais importante – o verdadeiro sacrifício que é Cristo.
O grande significado desta oferta é Cristo – sua excelência e sua perfeição.

3 – A OFERTA ERA EM SUBSTITUIÇÃO AO OFERTANTE
V.2 E porá a mão sobre a cabeça da sua oferta e a imolará diante da porta da tenda da congregação; e os filhos de Arão, os sacerdotes, aspergirão o sangue sobre o altar, ao redor.
V.8 E porá a mão sobre a cabeça da sua oferta e a imolará diante da tenda da congregação; e os filhos de Arão aspergirão o sangue sobre o altar, em redor.
V. 13 E porá a mão sobre a sua cabeça e a imolará diante da tenda da congregação; e os filhos de Arão aspergirão o sangue sobre o altar, em redor.
A pessoa colocava a mão sobre a oferta – assim, ele estava transferindo a culpa do seu pecado para o sacrifício. Era a fé da pessoa. Assim também, nós cremos em Jesus. Como se colocássemos a mão sobre Jesus. Colocar a mão era transferir a culpa e a condenação. Jesus assumiu nossa culpa e nossa condenação.
O ato de o ofertante colocar a mão sobre a cabeça do animal era a identificação como se ele dissesse: este animal me representa.
Assim também, o Senhor Jesus Cristo se torna o nosso represente e nosso suficiente substituto.

4 – A OFERTA ERA QUEIMADA DIANTE DO SENHOR.
V.3 Do sacrifício pacífico fará oferta queimada ao SENHOR: a gordura que cobre as entranhas e toda a gordura que está sobre as entranhas,
V.5 E os filhos de Arão queimarão tudo isso sobre o altar, em cima do holocausto, que estará sobre a lenha no fogo; é oferta queimada, de aroma agradável ao SENHOR.
V.11 E o sacerdote queimará tudo isso sobre o altar; é manjar da oferta queimada ao SENHOR.
V.16 E o sacerdote queimará tudo isso sobre o altar; é manjar da oferta queimada, de aroma agradável.
O ato e exigência de queimar a oferta, contém a importância do simbolismo que é “subir” perante o Senhor. A oferta deveria ser transformada em fumaça. A oração por exemplo “sobe” perante o Senhor.
Apocalipse 8.4 -  subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos.
Juízes 13. 19 -Tomou, pois, Manoá um cabrito e uma oferta de manjares e os apresentou sobre uma rocha ao SENHOR; e o Anjo do SENHOR se houve maravilhosamente. Manoá e sua mulher estavam observando. 20 Sucedeu que, subindo para o céu a chama que saiu do altar, o Anjo do SENHOR subiu nela; o que vendo Manoá e sua mulher, caíram com o rosto em terra.
Não era a fumaça em si que importava – mas o que ela representava. A aceitação de Deus.
Isso também representava a aceitação de Deus quanto ao sacrifício de Cristo na cruz.
Hebreus 9. 4 porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados.
5 Por isso, ao entrar no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste; antes, um corpo me formaste; 6 não te deleitaste com holocaustos e ofertas pelo pecado. 10 Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas.
11 Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados; 12 Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus.

5 – A OFERTA TINHA COMO PRIORIDADE O OFERECIMENTO DA GORDURA AO SENHOR.
V.3 Do sacrifício pacífico fará oferta queimada ao SENHOR: a gordura que cobre as entranhas e toda a gordura que está sobre as entranhas,
V.4 como também os dois rins, a gordura que está sobre eles ... 9 Então, do sacrifício pacífico trará ao SENHOR por oferta queimada a sua gordura: ...e a gordura que cobre as entranhas, e toda a gordura que está sobre as entranhas,
V.10 como também os dois rins, a gordura que está sobre eles e junto aos lombos...11 E o sacerdote queimará tudo isso sobre o altar; é manjar da oferta queimada ao SENHOR. 14 Depois, trará dela a sua oferta, por oferta queimada ao SENHOR: a gordura que cobre as entranhas e toda a gordura que está sobre as entranhas, 15 como também os dois rins, a gordura que está sobre eles e junto aos lombos; e o redenho sobre o fígado com os rins, tirá-los-á. 16 ... Toda a gordura será do SENHOR.
17 Estatuto perpétuo será durante as vossas gerações, em todas as vossas moradas; gordura nenhuma nem sangue jamais comereis.
A gordura era proibida na dieta dos hebreus. No sacrifício era tido como a principal parte.
a gordura representava a melhor parte do animal e passou a representar a honra e as melhores bênçãos. A gordura é um símbolo daquilo que Deus aceita. A gordura também representava a força. Quando vier a plenitude do reino de Deus, ele promete um banquete com gorduras aos seus filhos.
Is 25.6 -  O SENHOR dos Exércitos dará neste monte a todos os povos um banquete de coisas gordurosas, uma festa com vinhos velhos, pratos gordurosos com tutanos e vinhos velhos bem clarificados.
Jr 31.11 - 14 - Porque o SENHOR redimiu a Jacó e o livrou da mão do que era mais forte do que ele. 12 Hão de vir e exultar na altura de Sião, radiantes de alegria por causa dos bens do SENHOR, do cereal, do vinho, do azeite, dos cordeiros e dos bezerros; a sua alma será como um jardim regado, e nunca mais desfalecerão. 13 Então, a virgem se alegrará na dança, e também os jovens e os velhos; tornarei o seu pranto em júbilo e os consolarei; transformarei em regozijo a sua tristeza. 14 Saciarei de gordura a alma dos sacerdotes, e o meu povo se fartará com a minha bondade, diz o SENHOR.
Em outros textos onde se fala dos detalhes desta oferta (Lev. 7 – 19 – 22  e DT 12) , é nos dito que a parte que não era oferecido ao Senhor, deveria ser comido pela família na presença do Senhor no mesmo dia.
Nesta oferta uma parte era de Deus e outra do ofertante, representando que ambos, Deus e o pecador estavam pacificados.
Era um banquete na presença de Deus que era o anfitrião e o ofertante era o convidado.
Deveriam ser convidados também o Levita que dependia das ofertas, o pobre que não tinha como oferecer esta oferta ao Senhor, o órfão e a viúva
Esta oferta aponta para a obra de Cristo no cruz que trouxe a paz com Deus de maneira que nele somos reconciliados com Deus Pai desfazendo a inimizade que havia por causa do pecado.
2 Corintios 5.18 Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação,19 a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.20 De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus.21 Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.
Portanto, nosso Senhor Jesus Cristo cumpriu de modo pleno esta ordenança. Ele é nossa oferta pacifica ou de reconciliação com Deus. Rm 5.8-11 - 8 Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. 9 Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. 10 Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida; 11 e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação.
A paz com Deus não é fruto de nossa piedade ou devoção. Não é fruto de uma experiência buscada por atos humanos. Mas é fruto da justificação mediante a fé na obra de Cristo.
Romanos 5.1 - Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;
Considerações importantes a aplicações para a vida.
Deus convida o crente a ter paz e comunhão com ele – mas antes o pecado deve ser resolvido.
A reconciliação com Deus não é por algo que fazemos – mas uma dádiva graciosa de Deus por meio do sacrifício de Jesus Cristo na cruz – por isso, é uma violação desta dádiva quando se resolve viver ainda no pecado.
Por termos sido reconciliados com Deus, aceitos por ele com base nos méritos de Cristo – deveríamos viver nossa vida como uma fumaça agradável diante de Deus.
Viva em comunhão com Deus - Isso se faz crendo na suficiência da sacrifício de Jesus.
Cresça na comunhão com Deus - Isso se faz conhecendo a Deus por meio da sua Palavra.
Permaneça em comunhão com Deus - Isso se faz obedecendo os seus mandamentos.

VIVER COM PACIÊNCIA, ESPERANÇA E PERSEVERANÇA – Romanos 8.18-25

  Pregado em 03 de maio de 2020 sexto sermão na Pademia                                                                                     ...