segunda-feira, 22 de julho de 2019

A Oferta pelo Pecado - Exposições em Levítico - 05



                 Sermão pregado em 09 de setembro de 2018 - Na Capela Missional em Porto Alegre.

                      LEVÍTICO – A QUARTA OFERTA - Sermão 05

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                        OFERTA PELO PECADO – Levítico Capítulo 4.
1 Falou Deus a  Moisés:

2 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguém pecar por ignorância contra qualquer dos mandamentos do SENHOR, por fazer contra algum deles o que não se deve fazer,
3 se o sacerdote ungido pecar para escândalo do povo, oferecerá pelo seu pecado um novilho sem defeito ao SENHOR, como oferta pelo pecado.
4 Trará o novilho à porta da tenda da congregação, perante o SENHOR; porá a mão sobre a cabeça do novilho e o imolará perante o SENHOR.
5 Então, o sacerdote ungido tomará do sangue do novilho e o trará à tenda da congregação;
6 e, molhando o dedo no sangue, aspergirá dele sete vezes perante o SENHOR, diante do véu do santuário.
7 Também daquele sangue porá o sacerdote sobre os chifres do altar do incenso aromático, perante o SENHOR, altar que está na tenda da congregação; e todo o restante do sangue do novilho derramará à base do altar do holocausto, que está à porta da tenda da congregação.
8 Toda a gordura do novilho da expiação tirará dele: a gordura que cobre as entranhas e toda a gordura que está sobre as entranhas,
9 como também os dois rins, a gordura que está sobre eles e junto aos lombos; e o redenho sobre o fígado com os rins, tirá-los-á
10 como se tiram os do novilho do sacrifício pacífico; e o sacerdote os queimará sobre o altar do holocausto.
11 Mas o couro do novilho, toda a sua carne, a cabeça, as pernas, as entranhas e o excremento,
12 a saber, o novilho todo, levá-lo-á fora do arraial, a um lugar limpo, onde se lança a cinza, e o queimará sobre a lenha; será queimado onde se lança a cinza.
13 Mas, se toda a congregação de Israel pecar por ignorância, e isso for oculto aos olhos da coletividade, e se fizerem, contra algum dos mandamentos do SENHOR, aquilo que se não deve fazer, e forem culpados,
14 e o pecado que cometeram for notório, então, a coletividade trará um novilho como oferta pelo pecado e o apresentará diante da tenda da congregação.
15 Os anciãos da congregação porão as mãos sobre a cabeça do novilho perante o SENHOR; e será imolado o novilho perante o SENHOR.
16 Então, o sacerdote ungido trará do sangue do novilho à tenda da congregação;
17 molhará o dedo no sangue e o aspergirá sete vezes perante o SENHOR, diante do véu.
18 E daquele sangue porá sobre os chifres do altar que está perante o SENHOR, na tenda da congregação; e todo o restante do sangue derramará à base do altar do holocausto, que está à porta da tenda da congregação.
19 Tirará do novilho toda a gordura e a queimará sobre o altar;
20 e fará a este novilho como fez ao novilho da oferta pelo pecado; assim lhe fará, e o sacerdote por eles fará expiação, e eles serão perdoados.
21 Depois, levará o novilho fora do arraial e o queimará como queimou o primeiro novilho; é oferta pelo pecado da coletividade.
22 Quando um príncipe pecar, e por ignorância fizer alguma de todas as coisas que o SENHOR, seu Deus, ordenou se não fizessem, e se tornar culpado;
23 ou se o pecado em que ele caiu lhe for notificado, trará por sua oferta um bode sem defeito.
24 E porá a mão sobre a cabeça do bode e o imolará no lugar onde se imola o holocausto, perante o SENHOR; é oferta pelo pecado.
25 Então, o sacerdote, com o dedo, tomará do sangue da oferta pelo pecado e o porá sobre os chifres do altar do holocausto; e todo o restante do sangue derramará à base do altar do holocausto.
26 Toda a gordura da oferta, queimá-la-á sobre o altar, como a gordura do sacrifício pacífico; assim, o sacerdote fará expiação por ele, no tocante ao seu pecado, e este lhe será perdoado.
27 Se qualquer pessoa do povo da terra pecar por ignorância, por fazer alguma das coisas que o SENHOR ordenou se não fizessem, e se tornar culpada;
28 ou se o pecado em que ela caiu lhe for notificado, trará por sua oferta uma cabra sem defeito, pelo pecado que cometeu.
29 E porá a mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado e a imolará no lugar do holocausto.
30 Então, o sacerdote, com o dedo, tomará do sangue da oferta e o porá sobre os chifres do altar do holocausto; e todo o restante do sangue derramará à base do altar.
31 Tirará toda a gordura, como se tira a gordura do sacrifício pacífico; o sacerdote a queimará sobre o altar como aroma agradável ao SENHOR; e o sacerdote fará expiação pela pessoa, e lhe será perdoado.
32 Mas, se pela sua oferta trouxer uma cordeira como oferta pelo pecado, fêmea sem defeito a trará.
33 E porá a mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado e a imolará por oferta pelo pecado, no lugar onde se imola o holocausto.
34 Então, o sacerdote, com o dedo, tomará do sangue da oferta pelo pecado e o porá sobre os chifres do altar do holocausto; e todo o restante do sangue derramará à base do altar.
35 Tirará toda a gordura, como se tira a gordura do cordeiro do sacrifício pacífico; o sacerdote a queimará sobre o altar, em cima das ofertas queimadas do SENHOR; assim, o sacerdote, por essa pessoa, fará expiação do seu pecado que cometeu, e lhe será perdoado.


Os sacrifícios pelo pecado, era o reconhecimento da pecaminosidade do ofertante, ao mesmo tempo que apontava para o sacrifício perfeito que seria cumprido na pessoa de Cristo.

Chegamos à oferta que era oferecida para perdão dos pecados.
Este sacrifício permitia ao israelita remir a sua culpa por qualquer pecado não intencional que ofendesse a santidade de Deus.
Estes pecados incluíam alguma violação inadvertida da lei ou qualquer ofensa ao Senhor. Incluía também falhas contra o próximo como não testemunhar, fraudes dentre outros que serão explicados depois.
Mas vejam que não estava previsto  rituais de expiação para pecados intencionais e deliberados contra Deus. Pecados como roubo ou prejuízo ao próximo sempre envolvia restituição.
O tipo de oferta e os detalhes de como oferecer dependia de quem cometia o pecado e de quem estava ofertando.
Havia diferentes graus nos sacrifícios segundo a categoria do ofertante. Embora Deus exija a mesma santidade de todos e em todos, nem todos têm a mesma luz e responsabilidade.
Uma era o oferta do sacerdote, outra dos lideres do povo e outra do povo.
As ofertas também obedeciam uma diferenciação social. Os sacerdotes deveriam oferecer uma oferta mais valiosa, que era o novilho sem defeito. O povo coletivamente em caso de pecados graves, também deveria oferecer um novilho. Os líderes deveriam oferecer cabritos ou cabras. O pobre poderia oferecer um par de pombinhos e o muito pobre, um punhado de farinha.
O ofertante deveria colocar a mão sobre o sacrifício como sinal de que aquele sacrifício o substituiria. O sacrifício seria cortado e queimado. O sacrifício seria tratado segundo o merecimento de quem estava substituindo.
1 - O QUE ERA - Este tipo de oferta compreendia tanto pecados contra Deus como com o próximo, mas só valia para pecados não premeditados. 4.2  Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguém pecar por ignorância contra qualquer dos mandamentos do SENHOR, por fazer contra algum deles o que não se deve fazer,
Para Deus a oferta servia como purificação da impureza, para com o próximo restituição à ofensa ou ao dano causado.
2 - COMO ERA - O elementos desta oferta eram de acordo com a categoria do ofertante:
O Sacerdote – v. 3 se o sacerdote ungido pecar para escândalo do povo, oferecerá pelo seu pecado um novilho sem defeito ao SENHOR, como oferta pelo pecado.
A  Congregação – v. 13 Mas, se toda a congregação de Israel pecar por ignorância, e isso for oculto aos olhos da coletividade, e se fizerem, contra algum dos mandamentos do SENHOR, aquilo que se não deve fazer, e forem culpados,
14 e o pecado que cometeram for notório, então, a coletividade trará um novilho como oferta pelo pecado e o apresentará diante da tenda da congregação.
Os Líderes do Povo – v. 22 Quando um príncipe pecar, e por ignorância fizer alguma de todas as coisas que o SENHOR, seu Deus, ordenou se não fizessem, e se tornar culpado; 23 ou se o pecado em que ele caiu lhe for notificado, trará por sua oferta um bode sem defeito.
Uma Pessoa – v. 27 Se qualquer pessoa do povo da terra pecar por ignorância, por fazer alguma das coisas que o SENHOR ordenou se não fizessem, e se tornar culpada; 28 ou se o pecado em que ela caiu lhe for notificado, trará por sua oferta uma cabra sem defeito, pelo pecado que cometeu.
O sangue deveria ser aspergido (respingado) em todos os lados do altar e até mesmo dentro do santo dos santos em alguns casos.
O sangue aspergido (respingado) representava o sangue de Jesus que lavou nossos pecados. É o sangue de Jesus – ou seja, sua morte na cruz que lava, nos purifica de todos nossos pecados.
Era esse o significado do sacrifício. Encontramos Jesus em cada detalhe de cada oferta que estamos estudando.
3 - O RESULTADO
Era para perdão dos pecados por ignorância. Ou seja, aqueles pecados que não era por rebeldia intencional. Ao perdoar os pecados, a pessoa ficava livre da condenação e do castigo divino.
O pecado era castigado no sacrifício.
A pessoa colocava a mão sobre a oferta e com isso o pecado era transferido para a oferta.
v. 3 se o sacerdote ungido pecar ...v.4 porá a mão sobre a cabeça do novilho e o imolará perante o SENHOR.
v. 13 Mas, se toda a congregação de Israel pecar por ignorância, ...v. 15 Os anciãos da congregação porão as mãos sobre a cabeça do novilho perante o SENHOR; e será imolado o novilho perante o SENHOR.
v. 20 ... o sacerdote por eles fará expiação, e eles serão perdoados. v. 22 Quando um príncipe pecar,  v. 24 E porá a mão sobre a cabeça do bode e o imolará no lugar onde se imola o holocausto, perante o SENHOR; é oferta pelo pecado. v.26 o sacerdote fará expiação por ele, no tocante ao seu pecado, e este lhe será perdoado. v. 27 Se qualquer pessoa do povo da terra pecar por ignorância, v. 29 E porá a mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado e a imolará no lugar do holocausto. V. 31 o sacerdote fará expiação pela pessoa, e lhe será perdoado. V.35 o sacerdote, por essa pessoa, fará expiação do seu pecado que cometeu, e lhe será perdoado.
Assim também, para nós que cremos em Jesus, nossos pecados foram transferido para ele – e ele sofreu o castigo em nosso lugar.
4 - QUEM DEVERIA OFERECER O SACRIFICIO
Em primeiro lugar – Os sacerdotes, porque eles representavam Cristo e por isso não deveriam ser culpados de pecados. V.3-12
Em segundo Lugar – O povo todo – para que o povo não sofresse juízo divino por causa dos seus pecados. V. 13-21
Em terceiro lugar – Os Líderes – porque os lideres representavam todas as tribos, então os pais de cada família e os lideres das tribos deveriam dar o exemplo para todos – V, 22-26
Em quarto lugar – Cada um individualmente – Porque cada um é responsável por seus próprios pecados.
5 – ONDE O SACRIFÍCIO DEVERIA SER QUEIMADO.
No caso do sacrifício do povo, dos líderes e de cada um individualmente, uma parte do sacrifício era oferecido a Deus e outra parte o sacerdote comia. No caso de oferta do sacerdote, todo o sacrifício era queimado fora do acampamento ou arraial.
V. 12  ...o novilho todo, levá-lo-á fora do arraial, a um lugar limpo, onde se lança a cinza, e o queimará sobre a lenha; será queimado onde se lança a cinza.
V.21 -  levará o novilho fora do arraial e o queimará como queimou o primeiro novilho; é oferta pelo pecado da coletividade.
O sacrifício seria queimado fora do arraial porque depois que ele se tornava substituto do pecador, ele passava a ser considerado imundo. Assim como o sacrifício era queimado fora do arraial, o Senhor Jesus foi crucificado fora da cidade de Jerusalém.
O autor da carta aos Hebreus define muito bem isto.
Hebreus 13. 11 Pois aqueles animais cujo sangue é trazido para dentro do Santo dos Santos, pelo sumo sacerdote, como oblação pelo pecado, têm o corpo queimado fora do acampamento. 12 Por isso, foi que também Jesus, para santificar o povo, pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta. 13 Saiamos, pois, a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério. 14 Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir. 15 Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.
O autor aqui contextualiza isto nos chamado a Cristo que foi imolado fora da cidade – demonstrando que devemos sair do sistema de pecados. Sair da cidade do pecado porque ele nos santificou. Ele foi morto fora da cidade e o chamado é para sairmos também. O chamado é de não conformação com nenhum sistema seja secular ou religioso. A vida cristã é de culto a Deus. É de confissão prática do nome do Senhor.
6 – O QUE REPRESENTAVA
 Esta oferta pelo pecado representava Cristo.
Era trazido um sacrifício perfeito, o sangue deveria ser aspergido e a gordura deveria queimada de forma exclusiva para o Senhor.
Disse mais o SENHOR a Moisés:
v. 3 se o sacerdote ungido pecar para escândalo do povo, oferecerá pelo seu pecado um novilho sem defeito ao SENHOR, como oferta pelo pecado.
V. 5 Então, o sacerdote ungido tomará do sangue do novilho e o trará à tenda da congregação; 6 e, molhando o dedo no sangue, aspergirá dele sete vezes perante o SENHOR, diante do véu do santuário.
8 Toda a gordura do novilho da expiação tirará dele: a gordura que cobre as entranhas e toda a gordura que está sobre as entranhas,
16 Então, o sacerdote ungido trará do sangue do novilho à tenda da congregação;
17 molhará o dedo no sangue e o aspergirá sete vezes perante o SENHOR, diante do véu.
19 Tirará do novilho toda a gordura e a queimará sobre o altar;
23 , trará por sua oferta um bode sem defeito.
26 Toda a gordura da oferta, queimá-la-á sobre o altar, como a gordura do sacrifício pacífico; assim, o sacerdote fará expiação por ele, no tocante ao seu pecado, e este lhe será perdoado.
28  trará por sua oferta uma cabra sem defeito, pelo pecado que cometeu.
31 Tirará toda a gordura, como se tira a gordura do sacrifício pacífico; o sacerdote a queimará sobre o altar como aroma agradável ao SENHOR; e o sacerdote fará expiação pela pessoa, e lhe será perdoado.
32 Mas, se pela sua oferta trouxer uma cordeira como oferta pelo pecado, fêmea sem defeito a trará.
35 Tirará toda a gordura, como se tira a gordura do cordeiro do sacrifício pacífico; o sacerdote a queimará sobre o altar, em cima das ofertas queimadas do SENHOR; assim, o sacerdote, por essa pessoa, fará expiação do seu pecado que cometeu, e lhe será perdoado.
O sangue derramado era a essência do sacrifício. Simbolizava a morte. A gordura representava a riqueza do sacrifício. Esta gordura, como vimos no sermão anterior apontava para as excelências de Cristo. Para a glória de Cristo.
Hoje como Cristo já é a nossa oferta por nossos pecados – não devemos oferecer mais nada em troca do perdão dos nossos pecados, apenas confiar em Cristo. Tendo ele como nosso salvador e obedecendo sua Palavra.
Na cruz o Senhor Jesus Cristo foi oferecido como oferta pelo nosso pecado. Ali ele era tanto a oferta como o sacerdote que ofereceu a oferta. Era tanto o sacerdote perfeito, como o sacrifício perfeito. Quando pecamos, o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo pecado. Ele, portanto, é o cumprimento desta oferta. Ele é o nosso sacrifício pelo pecado.
Assim como o a sacrifício substituía o pecador – o Senhor Jesus nos substituiu. Assim como o sacrifício era tratado segundo o merecimento do ofertante, assim o Senhor Jesus foi tratado segundo o nosso merecimento. O sacrifício era queimado e o ofertante ficava livre do juízo. O Senhor Jesus foi crucificado e sua morte subiu como oferta diante do Senhor e nós ficamos livres do juízo.
O pior que poderia nos acontecer é o juízo de Deus pesando sobre nós. É a morte eterna como juízo sobre nós.
Rom 7.24 Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? 25 Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.
 8.1 Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.
31 Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
32 Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?
33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica.
34 Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.
35 Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?
36 Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro.
37 Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.
38 Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes,
39 nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.
1 Coríntios 15.55 Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? 56 O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. 57 Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.
Quais as conclusões a que chegamos?
O que podemos dizer sobre a aplicação a cada um de nós?
Como vivemos isso?
O que podemos dizer aos pecadores?
Como devemos nos sentir em relação a Deus e sua justiça?
Quais as respostas para a nossa vida?
As respostas se bem respondidas nos mostram o Evangelho da salvação.
Nos mostram a maravilhosa graça de Deus.
Nos mostram os benefícios do sacrifício de Jesus na cruz.
Estas são as conclusões:
Em Cristo, portanto, já não somos mais condenados, mas justificados.
Em Cristo, portanto, não somos mais alvos da ira de Deus, mas perdoados.
Jesus é nossa justificação.
Jesus é nosso perdão.
Jesus foi julgado em nosso lugar.
Jesus enfrentou o julgamento em nosso lugar para sermos aceitos por Deus.
Você não é mais um condenado. Não viva mais como um condenado.
Não viva mais como culpado.
Se você creu no sacrifício de Jesus, já um filho de Deus. Já foi julgado e absolvido.
Teus pecados forram perdoados. Deus não te condena mais, e, se Deus não te condena mais, não há mais acusação, não há mais nada que alguém possa dizer. Não mais maldição. Não há mais condenação – há apenas – alguém perdoado – por causa da obra de Jesus na cruz. Este é o Evangelho. Este é o nosso Evangelho. Este é o Evangelho que cremos e pregamos. Para a glória de Deus.


A Oferta Pacífica - Exposições em Levítico - 04

                                    Sermão pregado em 02 de Setembro de 2018 na Capela Missional em Porto Alegre

EXPOSIÇÕES EM LEVÍTICO - SERMÃO 04

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                                   OFERTA PACÍFICA – Lv 3
1 Se a oferta de alguém for sacrifício pacífico, se a fizer de gado, seja macho ou fêmea, oferecê-la-á sem defeito diante do SENHOR.

2 E porá a mão sobre a cabeça da sua oferta e a imolará diante da porta da tenda da congregação; e os filhos de Arão, os sacerdotes, aspergirão o sangue sobre o altar, ao redor.
3 Do sacrifício pacífico fará oferta queimada ao SENHOR: a gordura que cobre as entranhas e toda a gordura que está sobre as entranhas,
4 como também os dois rins, a gordura que está sobre eles e junto aos lombos; e o redenho sobre o fígado com os rins, tirá-los-á.
5 E os filhos de Arão queimarão tudo isso sobre o altar, em cima do holocausto, que estará sobre a lenha no fogo; é oferta queimada, de aroma agradável ao SENHOR.
6 Se a sua oferta por sacrifício pacífico ao SENHOR for de gado miúdo, seja macho ou fêmea, sem defeito a oferecerá.
7 Se trouxer um cordeiro por sua oferta, oferecê-lo-á perante o SENHOR.
8 E porá a mão sobre a cabeça da sua oferta e a imolará diante da tenda da congregação; e os filhos de Arão aspergirão o sangue sobre o altar, em redor.
9 Então, do sacrifício pacífico trará ao SENHOR por oferta queimada a sua gordura: a cauda toda, a qual tirará rente ao espinhaço, e a gordura que cobre as entranhas, e toda a gordura que está sobre as entranhas,
10 como também os dois rins, a gordura que está sobre eles e junto aos lombos; e o redenho sobre o fígado com os rins, tirá-los-á.
11 E o sacerdote queimará tudo isso sobre o altar; é manjar da oferta queimada ao SENHOR.
12 Mas, se a sua oferta for uma cabra, perante o SENHOR a trará.
13 E porá a mão sobre a sua cabeça e a imolará diante da tenda da congregação; e os filhos de Arão aspergirão o sangue sobre o altar, em redor.
14 Depois, trará dela a sua oferta, por oferta queimada ao SENHOR: a gordura que cobre as entranhas e toda a gordura que está sobre as entranhas,
15 como também os dois rins, a gordura que está sobre eles e junto aos lombos; e o redenho sobre o fígado com os rins, tirá-los-á.
16 E o sacerdote queimará tudo isso sobre o altar; é manjar da oferta queimada, de aroma agradável. Toda a gordura será do SENHOR.
17 Estatuto perpétuo será durante as vossas gerações, em todas as vossas moradas; gordura nenhuma nem sangue jamais comereis.

A oferta de paz, era como um banquete onde Deus como anfitrião convidava o pecador para a comunhão e este convidava outros para desfrutar desta dádiva também.
Esta era a oferta de comunhão ou de reconciliação com Deus. Indicava que havia paz entre Deus e o pecador.
O termo original para – Oferta pacífica – é Zebah Shelamim – que significa – uma oferta para pacificação entre inimigos.  Uma aliança entre inimigos. Uma oferta em favor da paz entre inimigos. Usando um exemplo cultural aprendidos nos filmes de Western ou nos gibis – temos o famoso cachimbo da paz
Depois da imolação – o sacrifício era dividido entre Deus, o sacerdote e o ofertante. Queimados no altar do holocausto, ficam os rins, o fígado e toda a gordura. Aos sacerdotes cabiam a coxa direita e o peito. O restante ia para o ofertante, que oferecia um banquete para a família e convidados. Era mais ou menos como os banquetes que selavam alianças e contratos entre tribos, reis,reinados etc.
Esta oferta é um anuncio do Evangelho, onde o Senhor Jesus Cristo em sua morte na cruz estabeleceu a verdadeira reconciliação entre Deus e o pecador.

1 – A OFERTA ERA PARA PAZ ENTRE DEUS E O PECADOR –
V.1 Se a oferta de alguém for sacrifício pacífico, se a fizer de gado, seja macho ou fêmea, oferecê-la-á sem defeito diante do SENHOR. 3 Do sacrifício pacífico fará oferta queimada ao SENHOR: a gordura que cobre as entranhas e toda a gordura que está sobre as entranhas,6 Se a sua oferta por sacrifício pacífico ao SENHOR for de gado miúdo, seja macho ou fêmea, sem defeito a oferecerá. 7 Se trouxer um cordeiro por sua oferta, oferecê-lo-á perante o SENHOR. 9 Então, do sacrifício pacífico trará ao SENHOR por oferta queimada a sua gordura.
Como já foi dito, o termo – é SHELEM OU SHALOMN- significa – estabelecer paz, pacificar, estar completo, estar bem.
O objetivo desta oferta era a paz com Deus. A reconciliação entre o pecador e Deus.
A relação do ser humano pecador com Deus é inimizade. O pecador não ama a Deus e não quer obedecer sua Lei. Deus, por causa do pecado não pode receber o pecador devido à sua santidade. A oferta pacífica era uma dádiva de Deus para reconciliar o pecador consigo mesmo.

2 -  A OFERTA SERIA SEMPRE DE UM ANIMAL SEM DEFEITO
V. 1 - Se a oferta de alguém for sacrifício pacífico, se a fizer de gado, seja macho ou fêmea, oferecê-la-á sem defeito diante do SENHOR.
V. 6 Se a sua oferta por sacrifício pacífico ao SENHOR for de gado miúdo, seja macho ou fêmea, sem defeito a oferecerá.
12 Mas, se a sua oferta for uma cabra, perante o SENHOR a trará.
Ao contrário do HOLOCAUSTO, a oferta pacífica aceitava animais machos ou fêmeas. A exigência é que fosse sem defeito.
Isso demonstrava em primeiro lugar a excelência da oferta.
Em segundo lugar cumpria o propósito de representar o significa mais importante – o verdadeiro sacrifício que é Cristo.
O grande significado desta oferta é Cristo – sua excelência e sua perfeição.

3 – A OFERTA ERA EM SUBSTITUIÇÃO AO OFERTANTE
V.2 E porá a mão sobre a cabeça da sua oferta e a imolará diante da porta da tenda da congregação; e os filhos de Arão, os sacerdotes, aspergirão o sangue sobre o altar, ao redor.
V.8 E porá a mão sobre a cabeça da sua oferta e a imolará diante da tenda da congregação; e os filhos de Arão aspergirão o sangue sobre o altar, em redor.
V. 13 E porá a mão sobre a sua cabeça e a imolará diante da tenda da congregação; e os filhos de Arão aspergirão o sangue sobre o altar, em redor.
A pessoa colocava a mão sobre a oferta – assim, ele estava transferindo a culpa do seu pecado para o sacrifício. Era a fé da pessoa. Assim também, nós cremos em Jesus. Como se colocássemos a mão sobre Jesus. Colocar a mão era transferir a culpa e a condenação. Jesus assumiu nossa culpa e nossa condenação.
O ato de o ofertante colocar a mão sobre a cabeça do animal era a identificação como se ele dissesse: este animal me representa.
Assim também, o Senhor Jesus Cristo se torna o nosso represente e nosso suficiente substituto.

4 – A OFERTA ERA QUEIMADA DIANTE DO SENHOR.
V.3 Do sacrifício pacífico fará oferta queimada ao SENHOR: a gordura que cobre as entranhas e toda a gordura que está sobre as entranhas,
V.5 E os filhos de Arão queimarão tudo isso sobre o altar, em cima do holocausto, que estará sobre a lenha no fogo; é oferta queimada, de aroma agradável ao SENHOR.
V.11 E o sacerdote queimará tudo isso sobre o altar; é manjar da oferta queimada ao SENHOR.
V.16 E o sacerdote queimará tudo isso sobre o altar; é manjar da oferta queimada, de aroma agradável.
O ato e exigência de queimar a oferta, contém a importância do simbolismo que é “subir” perante o Senhor. A oferta deveria ser transformada em fumaça. A oração por exemplo “sobe” perante o Senhor.
Apocalipse 8.4 -  subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos.
Juízes 13. 19 -Tomou, pois, Manoá um cabrito e uma oferta de manjares e os apresentou sobre uma rocha ao SENHOR; e o Anjo do SENHOR se houve maravilhosamente. Manoá e sua mulher estavam observando. 20 Sucedeu que, subindo para o céu a chama que saiu do altar, o Anjo do SENHOR subiu nela; o que vendo Manoá e sua mulher, caíram com o rosto em terra.
Não era a fumaça em si que importava – mas o que ela representava. A aceitação de Deus.
Isso também representava a aceitação de Deus quanto ao sacrifício de Cristo na cruz.
Hebreus 9. 4 porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados.
5 Por isso, ao entrar no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste; antes, um corpo me formaste; 6 não te deleitaste com holocaustos e ofertas pelo pecado. 10 Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas.
11 Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados; 12 Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus.

5 – A OFERTA TINHA COMO PRIORIDADE O OFERECIMENTO DA GORDURA AO SENHOR.
V.3 Do sacrifício pacífico fará oferta queimada ao SENHOR: a gordura que cobre as entranhas e toda a gordura que está sobre as entranhas,
V.4 como também os dois rins, a gordura que está sobre eles ... 9 Então, do sacrifício pacífico trará ao SENHOR por oferta queimada a sua gordura: ...e a gordura que cobre as entranhas, e toda a gordura que está sobre as entranhas,
V.10 como também os dois rins, a gordura que está sobre eles e junto aos lombos...11 E o sacerdote queimará tudo isso sobre o altar; é manjar da oferta queimada ao SENHOR. 14 Depois, trará dela a sua oferta, por oferta queimada ao SENHOR: a gordura que cobre as entranhas e toda a gordura que está sobre as entranhas, 15 como também os dois rins, a gordura que está sobre eles e junto aos lombos; e o redenho sobre o fígado com os rins, tirá-los-á. 16 ... Toda a gordura será do SENHOR.
17 Estatuto perpétuo será durante as vossas gerações, em todas as vossas moradas; gordura nenhuma nem sangue jamais comereis.
A gordura era proibida na dieta dos hebreus. No sacrifício era tido como a principal parte.
a gordura representava a melhor parte do animal e passou a representar a honra e as melhores bênçãos. A gordura é um símbolo daquilo que Deus aceita. A gordura também representava a força. Quando vier a plenitude do reino de Deus, ele promete um banquete com gorduras aos seus filhos.
Is 25.6 -  O SENHOR dos Exércitos dará neste monte a todos os povos um banquete de coisas gordurosas, uma festa com vinhos velhos, pratos gordurosos com tutanos e vinhos velhos bem clarificados.
Jr 31.11 - 14 - Porque o SENHOR redimiu a Jacó e o livrou da mão do que era mais forte do que ele. 12 Hão de vir e exultar na altura de Sião, radiantes de alegria por causa dos bens do SENHOR, do cereal, do vinho, do azeite, dos cordeiros e dos bezerros; a sua alma será como um jardim regado, e nunca mais desfalecerão. 13 Então, a virgem se alegrará na dança, e também os jovens e os velhos; tornarei o seu pranto em júbilo e os consolarei; transformarei em regozijo a sua tristeza. 14 Saciarei de gordura a alma dos sacerdotes, e o meu povo se fartará com a minha bondade, diz o SENHOR.
Em outros textos onde se fala dos detalhes desta oferta (Lev. 7 – 19 – 22  e DT 12) , é nos dito que a parte que não era oferecido ao Senhor, deveria ser comido pela família na presença do Senhor no mesmo dia.
Nesta oferta uma parte era de Deus e outra do ofertante, representando que ambos, Deus e o pecador estavam pacificados.
Era um banquete na presença de Deus que era o anfitrião e o ofertante era o convidado.
Deveriam ser convidados também o Levita que dependia das ofertas, o pobre que não tinha como oferecer esta oferta ao Senhor, o órfão e a viúva
Esta oferta aponta para a obra de Cristo no cruz que trouxe a paz com Deus de maneira que nele somos reconciliados com Deus Pai desfazendo a inimizade que havia por causa do pecado.
2 Corintios 5.18 Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação,19 a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.20 De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus.21 Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.
Portanto, nosso Senhor Jesus Cristo cumpriu de modo pleno esta ordenança. Ele é nossa oferta pacifica ou de reconciliação com Deus. Rm 5.8-11 - 8 Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. 9 Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. 10 Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida; 11 e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação.
A paz com Deus não é fruto de nossa piedade ou devoção. Não é fruto de uma experiência buscada por atos humanos. Mas é fruto da justificação mediante a fé na obra de Cristo.
Romanos 5.1 - Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;
Considerações importantes a aplicações para a vida.
Deus convida o crente a ter paz e comunhão com ele – mas antes o pecado deve ser resolvido.
A reconciliação com Deus não é por algo que fazemos – mas uma dádiva graciosa de Deus por meio do sacrifício de Jesus Cristo na cruz – por isso, é uma violação desta dádiva quando se resolve viver ainda no pecado.
Por termos sido reconciliados com Deus, aceitos por ele com base nos méritos de Cristo – deveríamos viver nossa vida como uma fumaça agradável diante de Deus.
Viva em comunhão com Deus - Isso se faz crendo na suficiência da sacrifício de Jesus.
Cresça na comunhão com Deus - Isso se faz conhecendo a Deus por meio da sua Palavra.
Permaneça em comunhão com Deus - Isso se faz obedecendo os seus mandamentos.

A Oferta do Banquete - Exposições em Levítico - 03

Sermão pregado em 26 de Agosto de 2018 na Capela Missional em Porto Alegre.
                             LEVÍTICO – A SEGUNDA OFERTA.


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OFERTA DO BANQUETE -  de MANJARES ou de CEREAL .

Levítico 2
1 Quando alguma pessoa fizer oferta de manjares ao SENHOR, a sua oferta será de flor de farinha; nela, deitará azeite e, sobre ela, porá incenso.
2 Levá-la-á aos filhos de Arão, os sacerdotes, um dos quais tomará dela um punhado da flor de farinha e do seu azeite com todo o seu incenso e os queimará como porção memorial sobre o altar; é oferta queimada, de aroma agradável ao SENHOR.
3 O que ficar da oferta de manjares será de Arão e de seus filhos; é coisa santíssima das ofertas queimadas ao SENHOR.
4 Quando trouxeres oferta de manjares, cozida no forno, será de bolos asmos de flor de farinha amassados com azeite e obreias asmas untadas com azeite.
5 Se a tua oferta for de manjares cozida na assadeira, será de flor de farinha sem fermento amassada com azeite.
6 Em pedaços a partirás e, sobre ela, deitarás azeite; é oferta de manjares.
7 Se a tua oferta for de manjares de frigideira, far-se-á de flor de farinha com azeite.
8 E a oferta de manjares, que daquilo se fará, trarás ao SENHOR; será apresentada ao sacerdote, o qual a levará ao altar.
9 Da oferta de manjares tomará o sacerdote a porção memorial e a queimará sobre o altar; é oferta queimada, de aroma agradável ao SENHOR.
10 O que ficar da oferta de manjares será de Arão e de seus filhos; é coisa santíssima das ofertas queimadas ao SENHOR.
11 Nenhuma oferta de manjares, que fizerdes ao SENHOR, se fará com fermento; porque de nenhum fermento e de mel nenhum queimareis por oferta ao SENHOR.
12 Deles, trareis ao SENHOR por oferta das primícias; todavia, não se porão sobre o altar como aroma agradável.
13 Toda oferta dos teus manjares temperarás com sal; à tua oferta de manjares não deixarás faltar o sal da aliança do teu Deus; em todas as tuas ofertas aplicarás sal.
14 Se trouxeres ao SENHOR oferta de manjares das primícias, farás a oferta de manjares das tuas primícias de espigas verdes, tostadas ao fogo, isto é, os grãos esmagados de espigas verdes.
15 Deitarás azeite sobre ela e, por cima, lhe porás incenso; é oferta de manjares.
16 Assim, o sacerdote queimará a porção memorial dos grãos de espigas esmagados e do azeite, com todo o incenso; é oferta queimada ao SENHOR.

O objetivo das ofertas antigas, assim como de nosso culto hoje é que sejam agradáveis ao SENHOR.

Este é o nome do segundo tipo de oferta ou sacrifício a Deus que era oferecido. Esta oferta era para que a pessoa pudesse se consagrar a Deus, ser aceita na presença de Deus.
Era um sacrifício com grãos, flor de farinha e incenso, pães sem fermento e sal
A flor de farinha – era a farinha recém peneirada. Farinha nova.
Esta oferta embora separada aqui, fazia parte da oferta do Holocausto (Nm 15).
Este sacrifício representava a Cristo – porque Cristo é o sacrifício que nos permite sermos aceitos por Deus.
Dedicação a Deus e consagração a  Deus – Era a oferta que tornava a vida da pessoa aceitável (santa) diante de Deus. – Lv 2 – 6.14-23 – Lv 23.13.
Por causa da natureza radicalmente corrompida pelo pecado, nenhum ser humano pode ser aceito diante de Deus, devido às suas imperfeições. Somente a perfeição é aceita por Deus. Deus é santo e não poder conviver com os pecadores. Esta oferta era oferecida como um presente a Deus, representando a dedicação completa da pessoa à Ele, por isso era uma oferta de consagração.
Ao fazer esta oferta a pessoa se consagrava a Deus. Seus elementos eram: cereais (grãos), flor de farinha, pão assado sem fermento, azeite, incenso e sal. Uma porção era queimada como memorial, ou seja diante do Senhor e outra porção era dada aos sacerdotes.
Vamos ver como era em detalhes.

1 – A OFERTA DE FARINHA, AZEITE E INCENSO – VS 1 – 3
A oferta deveria ser a melhor oferta, do melhor que se tinha.
Esta oferta era por isso, um memorial diante do Senhor, ou seja, um presente agradável a Deus.
A Farinha e o azeite representavam os mais importantes alimentos.
Ter azeite e farinha era sinal da bênção de Deus – veja por exemplo a viúva (1 Reis 17).
Representava Cristo, pois ele é o verdadeiro sacrifício que agradou a Deus.

2 – A OFERTA DE BOLOS SEM FERMENTO E AZEITE – VS 4-10
Deveria ser oferecido o que Deus considerava agradável a ele – Não era a pessoa que decidia o que agradava a Deus, mas ele mesmo.
O bolo assado era para que houvesse a participação dos sacerdotes. Eles comiam uma parte da oferta – como representação da comunhão entre Deus e o ofertante – como sinal de um culto onde participam o ofertante e Deus que recebe a oferta. O sacerdote, no caso, era o mediador entre o pecador e Deus. O sacerdote que apresentava a oferta a Deus representava Cristo – pois Cristo é nosso sacerdote. Quem oferecia a oferta era o sacerdote a Deus. Cristo ofereceu a si mesmo a Deus. Ele é a oferta e o sacerdote ao mesmo tempo.

3 -  A OFERTA COM SAL, MAS SEM FERMENTO E MEL – VS 11 – 13
O sal era obrigatório. O sal significava a pureza e a purificação. Representava a aliança. Era chamada também de aliança de sal.
O fermento representava a obra humana, o esforço, também a corrupção.
 O mel as delicias, o prazer e a diversão humana.
 Tanto o fermento, como o mel poderiam ser oferecidos como primícias, mas não poderiam ser queimados.
O fermento representava a obra humana, o esforço, também a corrupção.
 O mel as delicias, o prazer e a diversão humana.
 Tanto o fermento, como o mel poderiam ser oferecidos como primícias, mas não poderiam ser queimados.
Nosso culto a Deus deve ser com aquilo que Deus gosta e não do que gostamos.

4 – A OFERTA MAIS SIMPLES – GRAOS TOSTADOS E AZEITE VS 14-16
Esta era o oferta mais simples – pois era o alimento mais simples. Os mais pobres tinham como alimento. Mas vejam que esta oferta simples deveria ser primícias, ou seja, a primeira parte da colheita. A oferta era prioridade.
Aqui entendemos a prioridade que devemos dar ao culto. A oferta das primícias simbolizavam duas coisas:
 Primeiro, ele entregou o seu melhor. Segundo, Cristo se entregou voluntária e amorosamente por nós.
Esta oferta era também substitutiva e propiciatória, pois apontava para a vida perfeita que o ser humano não poderia viver. Apontava para a vida perfeita que o Senhor Jesus viveu. Cumprindo plenamente a Lei, para que sendo cumprida nele, ficássemos livres de sermos por ela condenados. Desta forma O Senhor Jesus Cristo viveu esta vida perfeita e cumpriu esta ordenança plenamente. Hebreus 10. 10 E foi porque Jesus Cristo executou a vontade de Deus, oferecendo por uma só vez a sua própria vida em sacrifício, que nós somos limpos do pecado.11 Na antiga aliança, os sacerdotes deviam todos os dias executar muitas vezes os mesmos sacrifícios que nunca podiam apagar os pecados. 12 Mas Cristo, .... 14 Por meio daquela única oferta da sua própria vida, Cristo tornou perfeitos para sempre aqueles que são santificados.
Nossa vida imperfeita é aceita, por que Deus aceitou a vida perfeita de Jesus. 
Nossa vida imperfeita é aceita por Deus, porque ele aceitou a oferta pefeita que foi a morte de Jesus na cruz.
Foi na cruz que tudo aconteceu. 
Foi na cruz que Jesus morreu e na morte de Jesus nós fomos aceitos por Deus.
Jesus morreu na cruz para ser o substituto dos pecadores.
Jesus morreu sem pecado, levando os nossos pecados.
Jesus foi condenado sendo inocente, porque estava levando sobre ele a nossa condenação.
Dessa forma, ele foi condenado em nosso lugar e nós fomos absolvidos.
Por isso ele nos chama a compartilhar de sua perfeição em santidade, porque ele nos santifica por sua palavra.
Assim como na oferta do holocausto – a oferta de banquete – nas suas quatro formas, representava Jesus. Ele cumpriu tudo o que está nesta oferta . Ele é a oferta de banquete .
 Nunca mais ninguém precisará fazer de novo – porque Jesus foi a ultima oferta que nos torna aceitáveis a Deus e nos faz ter comunhão com ele. Hoje somente por meio da obra de Jesus nosso culto é aceito – 1 Pedro 2.5 - também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.
Este é o cumprimento pleno da oferta de manjares. Assim temos comunhão com Deus.
Quando você oferece culto a Deus – está cumprindo esta oferta. Quando você cultua a Deus por meio de Cristo, rendendo-se a Deus, você cumpre esta oferta. Você está crendo na provisão de Deus para ter comunhão com ele.
Você está exercitando a verdadeira religião que é a obediência aos mandamentos de Deus.
Por meio desta oferta devemos aprender a importância do culto para nossa família. Hoje não precisamos mais oferecer a oferta de manjares, por Jesus é esta oferta.
O culto para nós deve ser prioridade. 
Ensine seus filhos sobre o dia do Senhor. 
Ensine sua família sobre a prioridade do culto.
 Só não venha ao culto de você e sua família tiver algo mais importante para fazer.



VIVER COM PACIÊNCIA, ESPERANÇA E PERSEVERANÇA – Romanos 8.18-25

  Pregado em 03 de maio de 2020 sexto sermão na Pademia                                                                                     ...