segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

SOBRE O CREDO - "Nasceu da Virgem Maria, padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos."

Credo Apostólico - Sermão 21
Pregado em 25 de dezembro de 2016




O NATAL DE MARIA

Lucas 1.26-38
 26 No sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, para uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
27 a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria.
28 E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo.
29 Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se a pensar no que significaria esta saudação.
30 Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus.
31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus.
32 Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai;
33 ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim.
34 Então, disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenho relação com homem algum?
35 Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus.
36 E Isabel, tua parenta, igualmente concebeu um filho na sua velhice, sendo este já o sexto mês para aquela que diziam ser estéril.
37 Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas.
38 Então, disse Maria: Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra. E o anjo se ausentou dela.

Deus tinha um plano, Maria aceitou fazer a vontade de Deus para que ele cumprisse este plano.
Maria , todos sabemos foi a mãe do salvador.
O Credo inclui dois personagens além do Pai, do Filho e do Espírito Santo; Maria e Pilatos. A mãe do Salvador e o algoz do salvador.
Maria para nos dizer sobre a humanidade de Jesus; Pilatos para nos falar da historicidade do salvador.
Quem era Maria? Não era uma mulher madura; Não era uma componente de algum círculo de oração; não era uma diaconisa; não era uma líder em alguma igreja; não era batizada no Espírito Santo nos moldes atuais; não era uma ministra de louvor – Maria era uma adolescente.
Que foi desafiada a tomar uma decisão grandiosa – uma missão assustadora – fazer a vontade de Deus
Veja o que aconteceu com Maria, uma adolescente:
1 - Ela recebe a visita do anjo Gabriel v.26
2 - Ela estava noiva de José – v.27
3 - Ela ouve que o Senhor estava com ela do próprio Deus v.28
4 - Ela fica apavorada v.29
5 - Ela ouve a notícia de seria a mãe do Messias v.30-34
6 - Ela ouve a mais incrível notícia de que o próprio Espírito Santo  a faria ficar grávida v.35
7 - Ela ouve a notícia de que seria mãe de Deus v.35b
8 - Ela se rende à vontade de Deus, apesar de tudo o que envolvia fazer esta vontade do Senhor v.38
Veja o tamanho da missão que Deus dá à Maria:
- Deus tinha um plano eterno de se tornar humano.
- Deus escolhe Maria para cumprir este plano.
- Maria aceita que Deus a use para cumprir este plano eterno.
Vejamos as implicações desses fatos
1 – DEUS TINHA UM PLANO E DECIDIU USAR MARIA. VS 26-31
O grande plano de Deus, o grande propósito de Deus é a história da salvação. O plano de Deus , a vontade de Deus é dirigir o mundo para o Apocalipse 22.
A prioridade de Deus para Maria era que ela fosse a mãe de seu Filho.
Deus não está interessado em apoiar nossos caprichos e planos. Quem cooperar com ele na história da salvação, será abençoado por ele na vida – pois esta pessoa compreendeu o propósito de sua própria vida.
2 – DEUS NÃO APOIOU OS PLANOS DE MARIA, MAS ACHOU EM MARIA UMA PESSOA QUE ACEITOU OS PLANOS DE DEUS. VS 32-38
Maria como toda adolescente, jovem ou mulher tinha seus planos maravilhosos para a vida. Mas abriu mão porque foi abençoada por Deus, porque foi escolhida para ser parte do plano de Deus e fazer sua vontade.
Deus não tem compromisso em apoiar nossos planos, pois a maioria dos nossos planos são contra os planos dele. A maioria da nossa vontade, é contra a vontade dele.
A verdade é que fazemos planos e pedimos para Deus apoiá-los e abençoá-los. Nossa teologia é a do filho do pai rico – do filhinho ou filhinha do papai – ou do Deus papai Noel.
3 – A ATITUDE DE MARIA É O MAIOR EXEMPLO DE COMO AGIR COM A VONTADE DE DEUS – V.38
A atitude de Maria é uma atitude de submissão incondicional aos caminhos do Senhor.
A atitude de Maria revela a atitude certa de quem tem planos, mas se dispõe a anulá-los para fazer a vontade do Senhor e cumprir seus planos;
Perguntas para a vida
1 – Você se interessa em saber quais os planos para a sua vida?
2 – você tem se interessado em fazer a vontade de Deus? Ou apenas saber a vontade de Deus?
3 – Você teria a coragem de Maria – abrir mão de todos os seus planos e sonhos para dizer – sim Senhor, eu estou aqui ao teu dispor – à tua disposição!
Uma adolescente teve esta coragem – esta disposição e você? Como você está agindo diante do Deus todo poderoso?
4 – Em meio a toda a sua vida, seus planos, sonhos, decisões, vontades, desejos – que parte é a parte do Senhor? Que lugar ele ocupa nisso tudo?
Nosso salvador veio ao mundo. O mundo precisava ser salvo e não tinha como se salvar sozinho. Deus envia seu Filho ao mundo. Deus fez-se um Deus. O Verbo se fez carne. Veio ao mundo para morrer em substituição àqueles que ele na eternidade amou. Veio com a missão única de resgatar pecadores. "Nasceu da Virgem Maria".

SOBRE O CREDO - "na remissão dos pecados"

Credo Apostólico - Sermão 20
18 de dezembro de 2016




    

                     A SURPREENDENTE OBRA DA GRAÇA

                NA TRANSFORMAÇÃO DE UM CATIVO.



Salmo 40.1-10
1 Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro.

2 Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos.
3 E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no SENHOR.
4 Bem-aventurado o homem que põe no SENHOR a sua confiança e não pende para os arrogantes, nem para os afeiçoados à mentira.
5 São muitas, SENHOR, Deus meu, as maravilhas que tens operado e também os teus desígnios para conosco; ninguém há que se possa igualar contigo. Eu quisera anunciá-los e deles falar, mas são mais do que se pode contar.
6 Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos; holocaustos e ofertas pelo pecado não requeres.
7 Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito;
8 agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei.
9 Proclamei as boas-novas de justiça na grande congregação; jamais cerrei os lábios, tu o sabes, SENHOR.
10 Não ocultei no coração a tua justiça; proclamei a tua fidelidade e a tua salvação; não escondi da grande congregação a tua graça e a tua verdade.

A libertação da escravidão do pecado, é o que nos leva a experimentar a graça. A graça nos leva a experimentar a libertação do pecado.
Este Salmo fala de livramento. É o cântico de quem se viu liberto da pior aflição, da maior tribulação e aperto, e agora sentido-se livre dispõe-se a servir. Quer declarar a todos sua nova condição e quer anunciar sua nova vida, sua nova disposição. Ele tem uma missão, que é falar a todos sua nova alegria e motivação. O texto é maravilhoso. Ele anda, flui em cada palavra.
Nos versos que lemos, após o testemunho de sua libertação, o autor fala de sua nova caminhada, sua nova forma de ver a vida. Ele não está mais preso, e faz um voto de fidelidade ao seu novo senhor.
Ele foi tirado, resgatado pelo Senhor  que o ouviu (v.1).
É colocado em uma nova posição (v.2).
Tem uma nova forma de viver (v.3).
Declara a importância do Senhor em sua vida (v.4).
Fala do desejo de contar a todos a novidade que está experimentando (v.5).
Os versos seguintes descrevem suas novas atitudes. São atitudes existênciais e vivenciais, frutos de sua experiência. Destes versos podemos tirar lições preciosas de como viver nossa vida, depois que fomos libertos pelo poder do Senhor Jesus.
 
Depois que experimentamos a libertação do pecado, através da obra da Cruz. Vejamos as lições que o texto nos ensina:
1 – ELE FEZ DE DEUS O SENHOR DE VIDA - V. 6 “...minhas orelhas furaste” . Uma expressão que indica a obediência e submissão. Baseada na lei do escravo livre (Ex 21.6). Esta é atitude de reconhecimento do senhorio do Senhor. A pessoa foi cativada, ela se coloca na posição de servo de seu novo Senhor. Ela passa a servir ao Senhor, não porque os outros servem, mas por que ela decidiu servir.
Reconhecendo que na Septuaginta diz "abriste meus ouvidos", o que o autor aos Hebreus confirma, o autor quer dizer que ele foi conduzido ao livramento. Ao afirmar "um corpo me deste", a Septuaginta coloca este texto como uma referência direta à encarnação do Messias. Mais uma vez este texto, se refere àquele que se colocou totalmente à disposição do seu Senhor.
2 – ELE SE COLOCOU À DISPOSIÇÃO DO SENHOR - V.7  “ eu disse: aqui estou....”
Esta é a disposição do liberto. Antes eles estava preso ao pecado. Cativo, prisioneiro das forças escravizadoras do diabo, mas vendo-se liberto, ele quer se dispor ao Senhor. Quer testemunhar, quer servir..quer fazer algo. //Muitas pessoas tem medo de se envolver. As vezes pelas experiências que já tiveram. Pelas feridas que trazem. Na vida com Jesus, no evangelho, na igreja, você não será mandado, não será explorado. Jesus traz libertação. Pregamos a verdade e Jesus disse que “a verdade liberta”. Disponha-se, a fazer mais para o Senhor através da igreja. Não se esconda....quando o Senhor te chamar diga: aqui estou...
3 – ELE TINHA PRAZER NA VONTADE DO SENHOR - V.8 “...agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu...”
Ele avança no seu testemunho-resolução, e faz questão de dizer que não está sendo forçado. Ele não foi coagido, constrangido. Ele não está sendo obrigado a fazer a vontade de Deus. Ele foi tocado pela graça, experimentou a graça, viver a graça e quer fazer a vontade do Senhor por amor. Ele não quer mais coordenar sua própria vida, ser independente, autônomo, dono do próprio destino.//Não queira ser independente. Jamais faça a sua vontade própria. Muitos querem coordenar a sua vida. Querem ir sem Deus ter mandado, querem fazer algo sem que Deus tenha pedido. Fazem seus próprios planos sem que o Senhor esteja envolvido. Jesus disse “ a minha comida é fazer a vontade do Pai” no Getsêmani ele disse: “não se faça como eu quero, mas como tu queres”.
4 – ELE APAIXONOU-SE PELA PALAVRA DO SENHOR - V.8b “...dentro em meu coração está a tua lei”
Ele está apaixonado pelo Senhor. Ele foi liberto da aflição e da destruição. Ele viveu a lie da morte, mas foi liberto desta lei. Ele descobriu a Lei do espírito e da vida. A Lei do pecado e da morte, fora vencida. A nova Lei o libertou da antiga Lei. Ele descobriu a graça. A nova Lei não escraviza. Não julga, não condena. A nova Lei absolve, justifica e salva. A Palavra de Deus é nossa única regra de fé e pratica. Não estamos servindo a uma ideologia, não estamos servindo a um idéia, mas ao Senhor. A palavra existe para ser obedecida. Quem não segue a Palavra, ou não serve a Deus ou é desviado. A Bíblia diz: “lâmpada para meus pés é a tua Palavra...” Sl 105.119.
5 – ELE NÃO SE CALOU COM RELAÇÃO À EXPERIÊNCIA DA GRAÇA. V.9b“proclamei as boas novas de justiça na grande congregação... “jamais cerrei os lábios, tu o sabes, Senhor... V.10 “não ocultei no coração a tua justiça, proclamei a tua fidelidade e a tua salvação”.  
 V.10b “ não escondi da grande congregação a tua graça e tua verdade”
Veja a grandeza desta declaração. Ele desde que experimentou a nova vida, ele não se calou mais. Botou a boca no trombone, e falou, falou, testemunhou sua nova condição. Tendo experimentado a libertação, ele não quer mais se calar.
A verdade e a graça se manifestaram na pessoa de Jesus Cristo. Foi na cruz que a graça de Deus foi demonstrada em nosso favor. Jesus nos tirou da prisão, da pior prisão. A prisão da desgraça. Agora, livres das correntes da desgraça, vivamos alegremente a graça do Senhor, desfrutemos a graça e festejemos para sempre a nova vida que o Senhor Jesus conquistou para nós na cruz.
Aquele que vivia perdido, triste, amargurado, derrotado e sem rumo, agora quer falar pra todo sobre a nova realidade. Como dize aquela música – “eu vou falar pra todo mundo, vou falar pra todo mundo que eu só quero você”. Este é o sentimento deste homem.  Tendo experimentado a liberdade, sendo transformado pela Palavra ele não esconde sua nova vida. Ele guarda pra si. Ele não se envergonha de seu senhor. Este homem não vê a hora de contagiar outros com aquilo que o Senhor fez em sua vida.
Ele que antes, vivera escondido, amargurado e derrotado, agora aprende o sentido de viver em comunidade, na comunidade e na comunhão. Ele, agora vive na benção, cercado de bençãos, mergulhado na benção. A benção é uma realidade em sua vida.  A benção de Deus precisa nos acompanhar. O crente não deve levar aquela vida de mendicância da benção. Sempre atrás de uma benção. Sempre perseguindo uma benção, mas deve ser perseguido pela benção (DT 28.2). Não pode viver a benção individualista.
 
O abençoado, abençoa.
Uma pessoa abençoada influencia os outros. 
 Uma pessoa abençoada muda os outros. Abençoa os outros. Um crente é acompanhado pela graça. Transborda graça, vive a graça. Transforma a graça em verdade na sua vida.

SOBRE O CREDO - " a Comunhão dos Santos"


Pregado em 11 de dezembro de 2016


                        Credo Apostólico - Sermão 19



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                     VIVENDO A COMUNHÃO DOS SANTOS
Atos 2. 42-47
42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.
43 Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos.
44 Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.
45 Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.
46 Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração,
47 louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.

A igreja dos apóstolos vivia a Palavra. Eles viviam o amor de Jesus.
 
Eles eram cristãos. Eles cumpriam o mandamento de Jesus para a igreja. Amar uns aos outros. Os primeiros crentes se dedicaram à comunhão, especialmente no aspecto da comunhão espiritual. A igreja precisa praticar algumas atitudes da verdadeira comunhão.
1 – COMPARTILHAR A PALAVRA. A igreja , como comunidade precisa compartilhar verdades bíblicas. Cada um necessita desenvolver a pratica de compartilhar o que Deus está ensinando através do estudo pessoal. A igreja necessita transbordar verdades bíblicas. Aprender juntos a aplicar verdades bíblicas na vida. Cada um precisa amorosamente transmitir verdades bíblicas uns aos outros.  
Colossenses 3.16-  Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. 17-  E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.
2 – MINISTRAR CURA UNS AOS OUTROS. Muitos na igreja, na comunidade sofrem sozinhos. Duas verdades sobre a igreja: a primeira que é uma comunidade de santos. A segunda, que é uma comunidade de pecadores. Os santos são pecadores. Os pecadores são santos. Santos santificados pelo Espírito Santo na aplicação da Palavra de Deus. De que maneira ministrar curas – compartilhando dores, sofrimentos e necessidades. Um dos mandamentos à igreja é “orem uns pelos outros’”.  
Veja Tiago 5.16 – “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” A igreja precisa desenvolver a prática de compartilhar a vida. Para que haja encorajamento e ajuda.
3 – AJUDAR E SE DEIXAR AJUDAR. Na igreja de Atos, lemos que “havia um só coração e uma só alma” entre eles. Hoje os crentes quase não sabem o que é isso. A arte de incentivar uns aos outros. A arte de exortar, ou seja encorajar, animar uns aos outros na vida cristã. Não é “cobrar” uns aos outros. Não é investigar a vida do outro. Não caçar pecados, mas ajudar a ser tudo aquilo que a Palavra ensino. A admoestação cristã é a arte de incentivar uns aos outros a fazer a vontade de Deus – a seguir Jesus.
4 – ORAR UNS PELOS OUTROS. Oramos pouco uns pelos outros. Quando oramos, oramos de forma geral. Para ter uma boa comunhão, precisamos ter oração sincera, frequente e com conhecimento do que os outros necessitam. Orar com tempo e com palavras.
Colossenses 1.9 “Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual; 10 - a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus; 11 - sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria,”
O bom é ter amigos ou parceiros de oração. Nada é pequeno ou particular demais para compartilhar com parceiros assim. Existe um compromisso e responsabilidade entre os parceiros de oração. Crie o hábito de orar pelos outros.
5 – REPARTIR O QUE TEMOS. Não podemos esquecer a importância de compartilhar  o que temos materialmente com os irmãos.
 Veja o que diz  a CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER. Capitulo XXVI – DA COMUNHÃO DOS SANTOS
 II. Os santos são, pela sua profissão, obrigados a manter uma santa sociedade e comunhão no culto de Deus e na observância de outros serviços espirituais que tendam à sua mútua edificação, bem como a socorrer uns aos outros em coisas materiais, segundo as suas respectivas necessidades e meios; esta comunhão, conforme Deus oferecer ocasião, deve estender-se a todos aqueles que em qualquer lugar, invocam o nome do Senhor Jesus.
Heb.10.24-25 Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.
I João 3.17;” Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?”
At. 11.29-30. “ Os discípulos, cada um conforme as suas posses, resolveram enviar socorro aos irmãos que moravam na Judéia; O que eles, com efeito, fizeram, enviando-o aos presbíteros por intermédio de Barnabé e de Saulo.
III. Esta comunhão que os santos têm com Cristo não os torna de modo algum participantes da substância da sua Divindade, nem iguais a Cristo em qualquer respeito; afirmar uma ou outra coisa, é ímpio e blasfemo. A sua comunhão de uns com os outros não destrói, nem de modo algum enfraquece o título ou domínio que cada homem tem sobre os seus bens e possessões.
Isto não significa dar o que temos aos outros. Não significa também que devemos repartir o que temos com os outros – mas compartilhar – isto é atender às necessidades dos outros, se necessário repartindo o que temos.
A vontade de compartilhar nossos bens é um bom teste da veracidade de nossa comunhão. De fato, isso deve ser algo natural e espontâneo, porque estamos preocupados com todos os membros do corpo de Cristo.
2 Corintios 8.13-14 – “Porque não é para que os outros tenham alívio, e vós, sobrecarga; mas para que haja igualdade,  suprindo a vossa abundância, no presente, a falta daqueles, de modo que a abundância daqueles venha a suprir a vossa falta, e, assim, haja igualdade,”
Os primeiros crentes deram muito valor à comunhão. Não era uma comunidade de cada um por si. Do “vire-se”. Não havia necessitados entre eles. Assim era com os puritanos. Eles formavam comunidades e todos compartilhavam do que tinham para o bem da comunidade.
 
Para pensarmos sobre nossa missão
Onde a comunidade está mais deficiente? O que cada um pode fazer para melhorar a comunhão?
Em que nos diferenciamos de outras comunidades?
Qual nosso conceito de cristianismo e como vivemos nosso cristianismo?
O que podemos fazer para rompermos com este estilo de vida mundano, secularizado ao extremo onde a individualidade, auto realização,  egoísmo e consumismo imperam?
O que podemos fazer para rompermos com a cultura evangelical da ambição mundana por sucesso, riquezas matérias onde a benção é egoísta e avarenta.

SOBRE O CREDO - "Na santa igreja católica.”


 Pregado em 06 de dezembro de 2016

                   O Credo Apostólico - Sermão 18

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                              A IGREJA DE CRISTO.
Mt 16.13-19
13 Indo Jesus para os lados de Cesaréia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem?
14 E eles responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas.

15 Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou?
16 Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
17 Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.
18 Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
19 Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus.
 
 A igreja é o plano eterno de Deus para salvar pecadores por meio da obra de Cristo na Cruz - como demonstração da graça de Deus.
A igreja é uma comunidade de pecadores que foram redimidos, resgatados e regenerados. É a comunidade que foi resgatada da escravidão do juízo divino por causa do pecado. Foram predestinados por meio da eleição eterna, foram chamados, regenerados, justificados e finalmente serão glorificados.
A igreja, eklesia, é a comunidade dos chamados, dos separados para pertencerem a Deus. É a comunidade trinitária, Deus elegeu, Cristo por meio de sua obra resgatou e o Espírito Santo santifica e preserva em santidade para a glorificação. 
A igreja é o povo de Deus. Catecismo Maior - pergunta 62 - O que é a Igreja visível? A igreja visível é uma comunidade composta de todos quantos, em todos os tempos e lugares do mundo, professam a verdadeira religião, juntamente com seus filhos. Pergunta 65 - O que é a Igreja invisível? A igreja invisível é o número completo dos eleitos, que tem sido e que hão de ser reunidos em um corpo sob Cristo, a cabeça."

O que torna uma comunidade tornar-se uma igreja de Cristo: Os reformadores estavam de acordo que uma igreja precisava dos seguintes fatores essenciais, que são descritos na Confissão Belga : Pregação verdadeira das Escrituras, administração correta das ordenanças, aplicação correta da disciplina eclesiástica.

                 I - AS MARCAS DA IGREJA. 
1 - A igreja é santa. Ela é separada, chamada para Deus e para seu serviço. 
2- A Igreja é católica. Ela é de todos. De todas as nações e povos. A catolicidade da igreja significa que a igreja de Cristo é a Igreja de todas as épocas e ligares. 
Karl Barth - " a igreja não dispõe de sua catolicidade: é o Deus eterno e universalmente presente que dispõe dela."
Ela não é católica em si mesma, sua mensagem e serviço destinam-se a toda humanidade. Porque não temos medo de usar o termo "Católico".
A Credo Niceno diz - [ creio numa] igreja una, santa, católica e apostólica. O Credo Apostólico diz - "a santa igreja católica". O Credo de Atanásio diz - "A fé católica." 
O termo católico quer dizer "de todos", "comum a todos", "universal". Cremos na catolicidade de igreja. Catolicidade, não é o mesmo que catolicismo. O termo universal (segundo entendo), não traduz de forma plena o termo católico, pois parece ser muito mais inclusivo, sendo que católico, tem sua inclusividade limitada à todos os santos somente. 
Por isso, não tenhamos medo do termo "católico" - pois estamos afirmando a "catolicidade" da igreja e não confessando o "catolicismo".
3 - A igreja é apostólica. A igreja está fundamentada doutrinariamente na doutrina dos apóstolos. Nenhuma outra doutrina, nenhuma outra revelação deve ser apresentada.
4 - A igreja é una. Só há uma igreja cristã. Há elementos que unem a igreja e as diferenças não a podem dividir. Por outro lado a unidade deve preservar a verdade e as descrições anteriores. 
5 - A igreja é missionária e missional. A igreja está em missão, por isso é missionária. A igreja é uma missão, por isso é missional.

               II - A ESSÊNCIA DA IGREJA.

1 - A igreja está fundamentada em Cristo. " sobre esta pedra edificarei a minha igreja."
Cristo, o Filho de Deus é o fundamento da igreja. 
A Igreja não está fundamentada sobre projetos humanos. A igreja é de Cristo e não de qualquer um de nós. Ninguém pode roubar o mérito de Cristo e substituir pelos seus. A igreja não tem donos. Não tem clãs. Não tem dinastias. Somente Cristo. Foi o sangue de Cristo que formou a igreja.

2 - A Igreja é edificada em Cristo. "edificarei a minha igreja" 
Todas as bases, todos os elementos ds edificação da igreja devem estar Cristo. 
A doutrina dos apóstolos é o chão onde a igreja anda. A igreja nunca vai depender de projetos, estratégias e métodos humanos. Alguns enfraquecem tanto a ideia da igreja, quando a fazer desaparecer de alguns momentos da história. São aqueles que pensam a igreja começou com sua denominação. Aprendam senhores, a igreja em toda a história prevaleceu. Ela sempre avançou, mesmo em tempos de escuridão, perseguição, automutilação, heresias internas e apostasias.

3 - A igreja é preservada por Cristo. “as portas do inferno não prevalecerão... "
A igreja não será vencida pelo mundo nunca. 
A questão deste texto é que a igreja não está na defensiva, mas está na ofensiva. Quem defende as portas é que está se defendendo. Não faz sentido a ideia de que a igreja está sendo atacada e precisa defender suas portas. As portas do inferno não prevalecem, porque a igreja está na ofensiva. O evangelho invade as portas do inferno. O evangelho chega e ilumina as trevas. O evangelho avança contra o reino das trevas.

4 - A igreja tem uma missão no mundo. " o que ligares na terra será ligado nos céus"
A igreja não está na defensiva, a Igreja está no mundo para transformar o mundo.  Jesus disse - Ide por todo mundo...pregue o evangelho...cure os enfermos...ressuscite os mortos...batize...ensine. A igreja tem uma missão no mundo - não é defender-se, mas atacar as trevas. Às vezes, parece que a igreja está numa trincheira acuada. A igreja é luz nas trevas. A igreja é o reino que avança. Avançar até encher o mundo, esta é a missão. A igreja é a missão de Deus no mundo. É o plano de Deus para a cidade. Para cada cidade. Para a nossa cidade. É o plano de Deus para as nações da terra. É o plano de Deus para o futuro da Terra.

CONSIDERAÇÕES

- Você não é a igreja, você pertence à igreja. Pois a igreja é uma comunidade de salvos onde se prega e ouve a verdadeira doutrina, onde são administradas as ordenanças ou sacramentos e onde se aplica a correta disciplina eclesiástica contra o pecado.
- Logo você não pode ser um cristão sozinho.
- A igreja é santa, logo, tua vida expressa um representante verdadeiro da verdadeira igreja?
- A igreja é portadora da Palavra de Deus, tendo-a como única regra de fé prática – e você é portador da Palavra de Deus na prática de vida.
- A igreja sendo missionária e missional, você tem se identificado com estas características.
- Como você vai ser igreja, sendo da igreja neste próximo ano?
- Ore por sua igreja, envolva-se, abrace, trabalhe e lute pela igreja neste ano.

VIVER COM PACIÊNCIA, ESPERANÇA E PERSEVERANÇA – Romanos 8.18-25

  Pregado em 03 de maio de 2020 sexto sermão na Pademia                                                                                     ...