terça-feira, 7 de agosto de 2007

Servir ao Senhor em Liberdade - Salmos 40.6-10

Pregado em agosto de 2007 (Continuação do primeiro sermão sobre o Sl 40


 



                                                                       Sl 40.6-10
6 Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos; 
holocaustos e ofertas pelo pecado não requeres.
7 Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito;
8 agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei.
9 Proclamei as boas-novas de justiça na grande congregação; jamais cerrei os lábios, tu o sabes, SENHOR.
10 Não ocultei no coração a tua justiça; proclamei a tua fidelidade e a tua salvação; não escondi da grande congregação a tua graça e a tua verdade.


A libertação da escravidão do pecado, é o que nos leva a experimentar a graça. A graça nos leva a experimentar a libertação do pecado.
  
Este Salmo fala de livramento. É o cântico de quem se viu liberto da pior aflição, da maior tribulação e aperto, e agora sentido-se livre dispõe-se a servir. Quer declarar a todos sua nova condição e quer anunciar sua nova vida, sua nova disposição. Ele tem uma missão, que é falar a todos sua nova alegria e motivação. O texto é maravilhoso. Ele anda, flui em cada palavra.
Nos versos que lemos, após o testemunho de sua libertação, o autor fala de sua nova caminhada, sua nova forma de ver a vida. Ele não está mais preso, e faz um voto de fidelidade ao seu novo senhor. Ele foi tirado, resgatado das mãos de um Senhor tirano e terrível (v.1), é colocado em uma nova posição (v.2), Tem uma nova forma de viver (v.3), declara a importância do Senhor em sua vida (v.4) e fala do desejo de contar a todos a novidade que está experimentando (v.5). Os versos seguintes descrevem suas novas atitudes. São atitudes existenciais e vivenciais, frutos de sua experiência.
Destes versos podemos tirar lições preciosas de como viver nossa vida, depois que fomos libertos pelo poder do Senhor Jesus. Depois que experimentamos a libertação do pecado, através da obra da Cruz. Vejamos as lições que o texto nos ensina:

1 - DEIXE QUE DEUS SEJA O TEU SENHOR - V. 6
“...minhas orelhas furaste” . 
Uma expressão que indica a obediência e submissão. Baseada na lei do escravo livre (Ex 21.6). Esta é atitude de reconhecimento do senhorio do Senhor. A pessoa foi cativada, ela se coloca na posição de servo de seu novo Senhor. Ela passa a servir ao Senhor, não porque os outros servem, mas por que ela decidiu servir.
Aplicação: Não faça as coisas porque os outros estão fazendo. Tenha você sua convicção. Tenha você sua fé. Tenha personalidade. Adore a Deus como ele lhe pede.

2 - DISPONHA-SE AO SENHOR - V.7
“ eu disse: aqui estou....”
Esta é a disposição do liberto. Antes eles estava preso ao pecado. Cativo, prisioneiro das forças escravizadoras do diabo, mas vendo-se liberto, ele quer se dispor ao Senhor. Quer testemunhar, quer servir..quer fazer algo.
Aplicação: Muitas pessoas tem medo de se envolver. As vezes pelas experiências que já tiveram. Pelas feridas que trazem. Na vida com Jesus, no evangelho, na igreja, você não será mandado, não será explorado. Jesus traz libertação. Pregamos a verdade e Jesus disse que “a verdade liberta”. Disponha-se, a fazer mais para o Senhor através da igreja. Não se esconda....quando o Senhor te chamar diga: aqui estou...

3 - BUSQUE SEMPRE A VONTADE DO SENHOR - V.8
“...agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu...”Ele avança no seu testemunho-resolução, e faz questão de dizer que não está sendo forçado. Ele não foi coagido, constrangido. Ele não está sendo obrigado a fazer a vontade de Deus. Ele foi tocado pela graça, experimentou a graça, viver a graça e quer fazer a vontade do Senhor por amor. Ele não quer mais coordenar sua própria vida, ser independente, autônomo, dono do próprio destino.
Aplicação: Não queira ser independente. Jamais faça a sua vontade própria. Muitos querem coordenar a sua vida. Querem ir sem Deus ter mandado, querem fazer algo sem que Deus tenha pedido. Fazem seus próprios planos sem que o Senhor esteja envolvido. Jesus disse “ a minha comida é fazer a vontade do Pai” no Getsêmani ele disse: “não se faça como eu quero, mas como tu queres”.

4 - PRATIQUE A PALAVRA DO SENHOR - V.8b
“...dentro em meu coração está a tua lei” Ele está apaixonado pelo Senhor. Ele foi liberto da aflição e da destruição. Ele viveu a lie da morte, mas foi liberto desta lei. Ele descobriu a Lei do espírito e da vida. A Lei do pecado e da morte, fora vencida. A nova Lei o libertou da antiga Lei. Ele descobriu a graça. A nova Lei não escraviza. Não julga, não condena. A nova Lei absolve, justifica e salva.
Aplicação. A Palavra de Deus é nossa única regra de fé e pratica. Não estamos servindo a uma ideologia, não estamos servindo a um ideia, mas ao Senhor. A palavra existe para ser obedecida. Quem não segue a Palavra, ou não serve a Deus ou é desviado. A Bíblia diz: “lâmpada para meus pés é a tua Palavra...” Sl 105.119.

5 - ANUNCIE A PALAVRA A OUTRAS PESSOAS - V.9
“proclamei as boas novas de justiça na grande congregação...”
Tendo experimentado a libertação, ele não quer mais se calar. Aquele que vivia perdido, triste, amargurado, derrotado e sem rumo, agora quer falar pra todo sobre a nova realidade. Como dize aquela música – “eu vou falar pra todo mundo, vou falar pra todo mundo que eu só quero você”. Este é o sentimento deste homem.
Aplicação: Não seja um crente omisso. Não seja um crente calado. Você deve anunciar Jesus a outras pessoas. Fale, testemunhe, anuncie Jesus as pessoas.

6 - NÃO SE CALE COM RELAÇÃO À EXPERIÊNCIA DA GRAÇA - V.9b
“jamais cerrei os lábios, tu o sabes, Senhor...”
Veja a grandeza desta declaração. Ele desde que experimentou a nova vida, ele não se calou mais. Botou a boca no trombone, e falou, falou, testemunhou sua nova condição.
Aplicação: Existem pessoas que apenas vêm à igreja, ano após ano e não falam de Jesus, não anunciam sua nova fé, sua vida. . Jesus quer você participando. Participe trazendo pessoas, ofertando, dando ideias, estimulando, etc.. Abrindo sua casa para fazermos reuniões....

                  7 - DÊ BOM TESTEMUNHO V.10
“não ocultei no coração a tua justiça, proclamei a tua fidelidade e a tua salvação”.
Tendo experimentado a liberdade, sendo transformado pela Palavra ele não esconde sua nova vida. Ele guarda pra si. Ele não se envergonha de seu senhor. Ele não oculta sua nova fé.
Aplicação: Muitos não estão dispostos a dar bom testemunho. Querem ser crentes de qualquer maneira, de qualquer jeito. Querem ser independentes. Querem ser crentes autônomos.

8 - SEJA UMA PESSOA ABENÇOADA - V.10b
“ não escondi da grande congregação a tua graça e tua verdade” 
Este é sua nova casa. A congregação. Naquele tempo era o tabernáculo. Onde o povo se reunia para festejar ao Senhor. Ele não iriam mais viver isolado. Ele agora tinha um povo, o povo do Senhor. Ele que antes, vivera escondido, amargurado e derrotado, agora aprende o sentido de viver em comunidade, na comunidade e na comunhão. Ele, agora vive na benção, cercado de bênçãos, mergulhado na benção. A benção é uma realidade em sua vida.
Aplicação. A benção de Deus precisa nos acompanhar. O crente não deve levar aquela vida de mendicância da benção. Sempre atrás de uma benção. Sempre perseguindo uma benção, mas deve ser perseguido pela benção (DT 28.2). Não pode viver a benção individualista. O abençoado, abençoa.

Uma pessoa abençoada influencia os outros. Uma pessoa abençoada muda os outros. Abençoa os outros. Um crente é acompanhado pela graça. Transborda graça, vive a graça. Transforma a graça em verdade na sua vida. Jesus nos tirou da prisão, da pior prisão. A prisão da desgraça. Agora, livres das correntes da desgraça, vivamos alegremente a graça do Senhor, desfrutemos a graça e festejemos para sempre a nova vida que o Senhor Jesus conquistou para nós na cruz.
(pregada no ano novo – entrada de 2006 – Erechim).

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

LUTERO E A PREGAÇÃO



Martinho Lutero pregando








Nove propriedades e virtudes do pregador.


A autoridade de Lutero como pregador é inquestionável. Sua importância para o mundo evangélico nem se fala.
Com toda sua autoridade ele apresenta "nove propriedades e virtudes" de um bom pregador.
1. Ensinar sistemáticamente - Deve pregar toda a Escritura.
2. Ter boa perspicácia - ser inteligente em sua pregação. Saber usar a imaginação.
3. Ser eloquente - Saber se fazer entender. Saber transmitir de maneira clara e convincente sua mensagem. Não ser cansativo. Não confundir eloquencia com altura de voz. Um pregador pode falar bem alto e não ser eloquente.
4. Ter boa voz. Falar para ser ouvido. Falar audivelmente. Muitos pregadores falam como se estivessem morrendo. O pregador deve saber usar bem sua voz. Deve evitar falar num ritmo só.
5. Ter boa memória - Saber tirar proveito daquilo que estudou.
6. Deve saber quando chegar ao fim - Um bom sermão não é interminável.
7. Ter certeza de sua doutrina - Transmitir segurança daquilo que está falando.
8. Deve arriscar e envolver o corpo e o sangue, as riquezas e a honra na Palavra.
9. Deve se deixar zombar e escarnecer por todos.
O risco da ridicularização, o risco de perder a vida, os bens e o bom nome - segundo Lutero, eram os testes para ser um "bom pregador".

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

APRENDENDO A CONFIAR - Os lírios do Campo

Rogerio Nascimento - Pregado em julho de 2007

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A confiança no Senhor nos livra das ansiedades deste mundo

Mt 6.25-34

25 Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?
26 Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?
27 Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?
28 E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam.
29 Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.
30 Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé?
31 Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos?
32 Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas;
33 buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
34 Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.

Jesus está proferindo o Sermão do Monte. Ele está mostrando como viver o reino de Deus. Qual a dimensão experimental do Reino de Deus. Ele mostra que a fé não é um conceito, a vida cristã não é uma filosofia e Deus não é um ser vago e impessoal, mas real.
Jesus nos mostra um Pai onisciente, ele sabe tudo. Como Deus onisciente ele toma conhecimento de tudo aquilo que precisamos.
Jesus nos mostra que o pai é todo poderoso, onipotente. .
Como Deus onipotente ele tem condições de satisfazer todas as nossas necessidades, porém, é necessário dizer que Deus não quer apenas nos dar coisas por dar, ele não prioriza nossa satisfação, mas nossa salvação. Existe hoje, uma idéia que Deus existe para satisfazer nossas necessidades, que Deus tem obrigação de nos fazer felizes. Esta não é a verdade, Ele quer nossa salvação, nossa santidade e só vai nos dar aquilo que contribui para isso.Também não é verdade que Ele não intervém em nossa vida, que ele não sabe o que vai acontecer conosco. Não é verdade que para Ele o futuro não existe. Que ele não sabe o que vai acontecer. Que ele não nos ajuda em nossas particularidades. Este não é o Deus das Escrituras.
Como Deus bondoso, cheio de misericórdia e amor ele quer nos suprir de tudo.
Ele se acha profundamente interessado nos destinos de nossa vida, seja nas coisas grandes, seja nos pormenores de nossa existência.
Aquele que conseguir viver isso, viver estas verdades se livra de alguns sentimentos importantes.
A preocupação ansiosa.
A preocupação com o dia de amanhã.
A atitude doentia de antecipar os problemas, sofrendo já aquilo que imaginamos vai acontecer no futuro.
Os ensinamentos de Jesus são consoladores e também motivadores para nossa vida.

1 – a vida é uma grande benção v.25
A ansiedade tira a alegria da vida. Os discípulos de Jesus tem prazer na vida.O resto são pormenores com relação a vida. Comer, beber e vestir são bênçãos que devem ser buscadas, mas são milagres menores. A grande benção, o grande milagre é a vida.
Se Deus fez o maior e o mais difícil, cuidará também do mais simples e mais fácil.
Não estejam ansiosos, preocupados e angustiados.
A confiança no Senhor torna a nossa vida uma vida abençoada.
A vida de quem crê no Senhor é uma vida de qualidade.

2 – A providência divina é um recurso aos seguidores de Jesus v.26-27
As aves do céu são exemplos de vida livre de ansiedades e preocupações. As aves não plantam, nem colhem, mas são devidamente alimentadas.
A ênfase não está no fato de que não trabalham, mas no fato que não se preocupam e não antecipam o futuro.
Jesus não disse não semeiem, não trabalhem, mas cofiem na providência de Deus.
Trabalhem sim, mas confiemos na providência de Deus.
Somos o povo do Senhor. Ele é o nosso Deus.
A ansiedade não nos ajuda.

3 – Deus sempre quer o melhor para nós . v.28-30
As vezes não entendemos certas coisas que nos acontecem, mas o Senhor quer cuidar de nós, mesmo que as vezes opte entre nos e nossas coisas.
O senhor nos fortalece a cada dia. Não seremos lançados no fogo. Não seremos desprezados. Não seremos desprezados. Não seremos abandonados.
Muito antes de pensarmos qual seria a solução adequada, Deus já decidiu qual seria.

4 – Nossas perguntas devem ser transformadas em afirmações de fé. V31 – 32
Temos muitas perguntas a fazer, porém, muitas vezas fazemos as perguntas às pessoas erradas. Perguntas não solucionam nossos problemas. Somente as perguntas da fé nos dão sentido. Perguntas como a do Salmista ou de Habacuque : "até quando?" é que nos trazem a fé. O que faremos? Perguntamos! Quando feitas a nós mesmos ou aos outros, estas perguntas se transformam em dúvidas, e em falta de fé. O texto aqui nos diz que devemos confiar no Senhor todas nossas preocupações. Aquilo que se transforma em pergunta, a fé transforma em afirmação.

5 – A cura da ansiedade é buscar o reino de Deus . v. 33
Buscar é uma atitude. Uma decisão pessoal. Uma questão pessoal.
Nossa vontade tem parte na cura da ansiedade.
Nossos pensamentos negativos não nos ajudarão. Nossa confiança dá espaço para o Senhor operar em nossa vida.
Jesus nos aponta uma atitude altamente solucionadora. Buscar o reino de Deus é fazer sua vontade.
Um coração ocupado com o reino de Deus não deixa espaço para a ansiedade, a inquietação, a preocupação.

6 –Presente ou futuro não fazem diferença quando Deus cuida de nós.v.34
A data ou dia não faz diferença, mas sim a presença de Jesus no meu dia.
Não devemos antecipar os problemas de amanhã. O que é problema hoje amanhã Deus proverá.
Jesus não estimula a imprudência, a imprevidência, o desleixo, mas a fé no cuidado do Senhor.
Existe uma recompensa para os que confiam agora no Senhor.

Este é o nosso Deus. O Deus revelado em Jesus. Somos eleitos do Senhor. Filhos do Senhor. Estamos no mundo para expressar a glória de Deus. O Senhor Jesus na cruz, abriu para nós todas as bênçãos dos céus (Ef 1.2,3). Na cruz a provisão da salvação nos foi dada, e como salvos todas as bênçãos da perseverança dos santos nos tem alcançado.



terça-feira, 31 de julho de 2007

SER UM PREGADOR

John Knox pregando




SOBRE A EXPERIÊNCIA DE SER UM PREGADOR
Ser um pregador é ser fiel à proclamação da Palavra que o transformou. "Sou grato para com aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o ministério, a mim que noutro tempo era blasfemo, perseguidor e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade. Transbordou, porém, a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus" 1Tm 1.12-14

O pregador do Evangelho, não é um qualquer, é um proclamador dos céus na terra. Existem muitos chamados neste mundo. Há pessoas que são chamadas para ser empresários, executivos, governantes, reis e rainhas, mas o chamado para ser um pregador está além destes chamados. É uma determinação soberana do próprio Deus, escolhendo alguns para tão grande tarefa.
Neste texto temos um retrato das características essenciais do ministro e daquele que almeja ser considerado um pregador. Não apenas considerado, mas ser.
1. Capacitação - "..me capacitou" - O termo grego "endunamasanti" de endunamoo, significa "receber poder", receber capacidade, receber as qualificações". Aquele que chama é aquele que dá a capacidade. Que qualifica. Há um poder do alto entregue ao pregador.
2. fidelidade - "me considerou fiel" - ele diz que o próprio Senhor atribui esta característica à ele. O Senhor o achou confiável para tão grande missão. O pregador do Evangelho precisa ser fiel ao Evangelho. Ele não pode substituir o Evangelho. Ele precisa ter a Palavras, as Escrituras à sua frente. Ele não pode pregar outra palavra, outra mensagem senão a Palavra de Deus, revelada nas Escrituras.
3. Chamado - "me designou.." - O termo grego "Titemi" - traz o sentido de nomear, deu autoridade, chamou para o fim especifico, deu as credenciais necessárias, concedeu a honra, comissionou. Ele não pode considerar sua missão, uma missão qualquer. Ele não pode negligenciar este chamado. Ele não pode menosprezar. Ele não pode achar que é mais uma função na vida. Ele não pode conciliar esta com outra função. Ele tem que priorizar este chamado.
4. Transformação - "...noutro tempo eu era" - Este testemunho do que noutro tempo ele era, nos mostra a transformação que ele experimentou após conhecer o evangelho. Ele experimentou esta transformação. Não pode o pregador não ser transformado. Ele não pode ter o coração envelhecido e sem transformação.
5. Conhecimento experimental da graça - "...alcancei misericórdia...transbordou a graça". Esta é uma declaração gloriosa. "eu experimentei a graça" eu fui "alvo da misericórdia".
Ser um pregador não é uma missão qualquer. O pregador da Palavra tem uma tarefa grandiosa, que é proclamar principalmente o amor de Deus aos pecadores. A principal função do pregador é levar ao mundo a mensagem que Deus quer salvar e abençoar, através de Cristo.
Um pregador é um apaixonado pelo evangelho, pois, por ele foi transformado e por ele dá a vida. A vida do pregador deve ser o Evangelho de Cristo.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

ADORAÇÃO ALÉM DOS GESTOS - Isaías 1

pregado me julho de 2007


ADORAÇÃO ALÉM DOS GESTOS
Is 1.10-20

Os gesto que fazemos não adora a Deus, a menos que no coração estejamos adorando.


10 Ouvi a palavra do SENHOR, vós, príncipes de Sodoma; prestai ouvidos à lei do nosso Deus, vós, povo de Gomorra.
11 De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? – diz o SENHOR. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes.
12 Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes os meus átrios?
13 Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniqüidade associada ao ajuntamento solene.
14 As vossas Festas da Lua Nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer.
15 Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.
16 Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal.
17 Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas.
18 Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.
19 Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra.
20 Mas, se recusardes e fordes rebeldes, sereis devorados à espada; porque a boca do SENHOR o disse.
 
  
Assim como os magos e os pastores adoraram ao Senhor Jesus, também nós devemos adorá-lo. Mas vejam que eles adoraram cada um de forma diferente. Quanto aos magos, uns ofereceram ouro, outros incenso, outros mirra. Os pastores falaram palavras de adoração: Gloria a Deus nas alturas...
Cada um de nós é chamado a adorar a Deus através de Jesus. O que é um adorador? Um adorador é aquele que:
a) Entrega toda a sua vida a Jesus para glorificar a Deus.
b) Através da rendição se oferece a Deus através de Jesus.
c) Expressa-se publicamente em adoração a Deus.
d) Faz parte da igreja de Jesus.
Na nova aliança, não pode existir adoração autêntica a não ser através da Palavra e através de Jesus. Na Antiga aliança as pessoas adoravam a Deus através dos rituais. O que passou a chamar-se culto. Na nova aliança não há mais necessidade de rituais para adorar a Jesus, mas alguns ritos não foram abolidos, pois é através de ritos que nos expressamos publicamente diante do Senhor..
Os ritos não são inúteis, pois seria praticamente impossível cultuar publicamente sem rituais. Todo gesto ou expressão corporal é chamado de rito. Eles servem para materializar ou dar significados aos sentimentos interiores a serem comunicados.
Através dos ritos nos colocamos na cena, não apenas como expectadores, mas como participantes.
A principal forma é através dos gestos.
O gesto é expressão da alma.
O gesto é a maneira de expressar o que vai no interior.
O gesto reflete um sentimento, ou estado de espírito.
Os gestos são: expressões faciais, dos olhos, postura do corpo, das mãos etc.
O “sim” acompanha a expressão – olhar de aprovação...
Em nossos cultos usamos o corpo para expressar nossa adoração e louvor ao Senhor.
Exemplos:
Fechar os olhos, curvar as frontes, erguer as mãos, postar-se de pé, ajoelhar-se.
Agora isso tudo por si só não é adoração.

1 – O GESTO NÃO TEM SIGNIFICADO ALGUM, SE NÃO FOR EXPRESSÃO DE UMA ATITUDE INTERIOR DO CORAÇÃO (IS 1.11)
Os gesto que fazemos não adora a Deus, a menos que no coração estejamos adorando.
A própria fala não tem valor algum se não expressar o interior. O rito, não tem valor em si mesmo. O rito é vazio sem a verdade. O rito é mágica, sem o coração, sem a intenção verdadeira que sai da alma, do ser de quem reconhece a soberania de Deus.

2- O GESTO MAIS A VOZ NÃO SÃO SUFICIENTES PARA PRESTAR CULTO (IS 1.12-14)
 Alguns gestos e expressões usados no culto:
a) Levantar as mãos – é um dos gestos mais comuns na igreja hoje. É uma marca dos carismáticos, renovados ou pentecostais. É um gesto incentivado pela palavra (Sl 63.3,5)
Muitos, porém levantam as mãos porque querem se identificar com os outros. Esse gesto as vezes revela os que têm e os que não tem algo mais..
se você levanta as mão você é um adorador, se não levanta.... mas, é claro que não tem nada ver isso.
Esse gesto só tem real significado se usado como expressão da alma.
Sinal de rendição. Sinal de suplica. Sinal de quem quer receber, sinal de quem quer entregar, se entregar. Sinal de quem está se abrindo para receber algo de Deus. Sinal quem quer voar, tocar na mão do Senhor.
Se não significar algo é um gesto vazio. Nenhum gesto em si mesmo pode produzir efeitos e manifestações se não houver significados neles.
b) Aleluia – é uma expressão muito usada nos cultos. Significa “louvado seja o Senhor” . é uma expressão de adoração e só deve ser usada com o sentido de realmente adorar e declarar nossa profunda adoração ao Senhor.
c) Amém – é concordância com Deus. Quem diz amém, diz: É assim, eu concordo, eu aceito, eu estou nessa. É isso mesmo. Verdade. Está completo. Tem sentido.
“estas coisas diz o amém” Ap. 3.14 – "amém, vem Senhor Jesus". Ap 22.16
Amém também significa a máxima verdade. Jesus usava a expressão: Amém, amém.
d) Glória- A expressão usada pelos pastores em Belém. Gloria é a presença de Deus. É todo o significado de Deus.
Gloria a Deus nas alturas é uma expressão de admiração e espanto. É uma expressão de exaltação ao Senhor. Glorificar a Deus é a maior expressão da vida. quem não glorifica a Deus não agrada a Deus. Não adianta eu “dar glória” com a boca e com a vida não glorificar a Deus.
Falar sem perceber o significado é desonrar o valor da expressão.

3) O CORPO PRECISA ESTAR ENVOLVIDO NA ADORAÇÃO, MAS SOMENTE O CORPO NÃO É SUFICIENTE PARA ADORAR AO SENHOR (IS 1.15-16)
Fechar os olhos tem sua utilidade, mas não é uma necessidade da oração. Pode orar com os olhos ou fechados.
Dobrar os joelhos é um sinal de reverência, uma atitude interior de submissão, sem essa condição interior é vazio.
Devemos adorar com o nosso corpo. Tudo o que há mim, bendiga ao Senhor.
A Bíblia nos diz para louvar ao Senhor com as mãos; aplaudindo, prostrando-se, gritando, cantando, dançando, porém se não for autêntico, de coração.
 Se não for para o Senhor é ritual vazio que Deus não recebe.
Sou a favor da coreografia, desde que ela seja feita por pessoas que se consagram a Deus. 
Existem muitas igrejas que usam a coreografia no culto, algumas com pessoas dedicadas à oração outras por puro modismo. 
Deus não recebe nosso culto se não for autêntico. Se não for em espírito.

4) A VIDA PRECISA ESTAR ENVOLVIDA NA ADORAÇÃO (IS 1.16,17).
Sem vida, sem caráter santo, sem consagração, sem temor a Deus não existe adoração.
a) Se você quer adorar como os magos adoraram ofereça o que você tem de melhor a Deus.
b) Se você quer adorar como os pastores adoraram ofereça palavras, expressões e gestos autênticos ao Senhor.
c) Se você quer adorar como os anjos adoram a Deus, renda-se totalmente, sem reservas de corpo, alma e espírito ao Senhor. Quem adora não precisa mostrar que adora. Adorar não se exibir. Adoração não é exibição. Não é um show para os outros. Não é fazer cena. Adoração é uma entrega ao Senhor. É dizer, Deus! Quem adora, precisa saber adorar sozinho.

O Senhor quer fazer de você um adorador autêntico, não um imitador. Tire da sua alma uma adoração. Entre no tempo com temor. Entre no templo com ações de graças (Sl 100).
Adoramos a Deus somente se reconhecemos o senhorio de Cristo.
 A adoração precisa ser cristocêntrica. 
Não existe mais a adoração do Antigo Testamento. 
Aquela era a Antiga Aliança, estamos 
na Nova Aliança e, agora, 
somente existe verdadeira adoração em Jesus. 
Através do Espirito adoramos a Cristo,
 assim, adoramos a Deus.

terça-feira, 24 de julho de 2007

A ORAÇÃO DE NEEMAIS - Neemias 01


pastor Rogério Nascimento
Pregado em julho de 2007





                                      APRENDENDO COM A ORAÇÃO DE NEEMIAS
Ne 1.1-11

A atitude de orar não se encontra entre as principais atividades das pessoas.
 
  
1 As palavras de Neemias, filho de Hacalias. No mês de quisleu, no ano vigésimo, estando eu na cidadela de Susã,
2 veio Hanani, um de meus irmãos, com alguns de Judá; então, lhes perguntei pelos judeus que escaparam e que não foram levados para o exílio e acerca de Jerusalém.
3 Disseram-me: Os restantes, que não foram levados para o exílio e se acham lá na província, estão em grande miséria e desprezo; os muros de Jerusalém estão derribados, e as suas portas, queimadas.
4 Tendo eu ouvido estas palavras, assentei-me, e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus.
5 E disse: ah! SENHOR, Deus dos céus, Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos!
6 Estejam, pois, atentos os teus ouvidos, e os teus olhos, abertos, para acudires à oração do teu servo, que hoje faço à tua presença, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, os quais temos cometido contra ti; pois eu e a casa de meu pai temos pecado.
7 Temos procedido de todo corruptamente contra ti, não temos guardado os mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos que ordenaste a Moisés, teu servo.
8 Lembra-te da palavra que ordenaste a Moisés, teu servo, dizendo: Se transgredirdes, eu vos espalharei por entre os povos;
9 mas, se vos converterdes a mim, e guardardes os meus mandamentos, e os cumprirdes, então, ainda que os vossos rejeitados estejam pelas extremidades do céu, de lá os ajuntarei e os trarei para o lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o meu nome.
10 Estes ainda são teus servos e o teu povo que resgataste com teu grande poder e com tua mão poderosa.
11 Ah! Senhor, estejam, pois, atentos os teus ouvidos à oração do teu servo e à dos teus servos que se agradam de temer o teu nome; concede que seja bem sucedido hoje o teu servo e dá-lhe mercê perante este homem. Nesse tempo eu era copeiro do rei.
 
Muitos acham que é uma atitude ultrapassada.
Existem pessoas porém que estão descobrindo que a oração os sustenta quando os problemas que enfrentam parecem maiores que elas.
Neste texto Neemias nos conta sua experiência com a oração. Ele soube noticias que seu povo e que a cidade de Jerusalém encontrava-se em miséria. Ele estava em outro pais e sentia-se impossibilitado de ajudar. O que ele fez. Voltou-se para Deus em oração.
Do seu exemplo na oração podemos aprender como a oração pode tornar-se um fator decisivo em nossa vida.
Ao analisarmos a experiência da oração de Neemias chegamos a algumas conclusões que são lições práticas para nossa vida.

Primeira lição – A oração deve proceder do conhecimento de uma necessidade especifica – vs 1-4
Muitas de nossas orações são vagas, vazias. São apenas pedidos a Deus que abençoe a alguém ou a nós mesmos. Quando oramos por alguém geralmente não procuramos saber a real situação e necessidade da pessoa. Quando quisermos orar por alguém devemos entender que devemos nos concentrar numa luta por aquela pessoa. A oração disse Jesus não mera tagarelice, é uma guerra.
O relato de Hanani era um relato preocupante. E o conhecimento das condições daquelas pessoas leva Neemias a orar. Ele passa dias orando e jejuando. Ele não soltou apenas algumas palavras. Ele lutou em oração.

Segunda lição – A oração deve ser fruto de reverência a Deus – v.5
Neemias começa sua oração exaltando ao Senhor. “Ó Senhor, Deus dos céus, Deus grande e Temível...”.
Ele focaliza sua oração sobre a grandeza daquele de quem se aproxima. Ele está diante da majestade do Senhor, reconhece e declara isso. Quanto mais ele declara a grandeza do Senhor, menor se torna seu problema. Menos medo da vida ele tem.
O Senhor Jesus nos ensinou este tipo de oração, na oração do Pai Nosso.

Terceira lição – A oração deve ser fruto de um coração arrependido – v. 6-7
Neemias reconhece que é um pecador. Ele não está ali para fazer nem uma exigência a Deus. Ele não diz que tem algum direito. Ele não está em uma posição de colocar Deus contra a parede. Ele se confessa um pecador.

Quarta lição – A oração deve se basear numa aliança com Deus – v. 8-9
Muitas de nossas orações são ocasionais, descompromissadas. A oração de Neemias demonstra que ele conhecia as promessas do Senhor, ele conhecia a Palavra de Deus. Demonstra também como a Palavra controlava sua vida.

Quinta lição – A oração deve também louvar a Deus. V.10
Muitas pessoas oram, mas só pedem. Pedir é muito importante, mas não esqueça de agradecer a Deus, reconhecendo que ele tem agido na sua vida.

Sexta lição – a oração deve ser perseverante . v.11
Suas palavras finais neste texto revelam que ele seguirá orando. Na continuação do texto chegamos a conclusão que ele orou quatro meses até que a resposta viesse.
Há muitas pessoas que oram, seguem o mesmo exemplo da oração de Neemias, mas não obtém o resultado que ele obteve, mas falham em perseverar.
Ele continuou orando. Muitas vezes começamos a orar e depois não perseveramos. Ele poderia orar uma ou duas vezes e depois deixar tudo como estava.

Algumas lições práticas que tiramos são:
1) Não podemos orar como se estivéssemos apertando um botão de um microondas ou uma campanhia que chama um atendente.
2) Não podemos orar como se o Senhor fosse um garoto de recados que saltasse sempre que ocasionalmente soltamos nossas palavras.
3) Não podemos orar apenas uma ou duas vezes e já cobrarmos uma resposta.A oração coloca nossa vida em conformidade com a vontade de Deus.
A oração nos prepara para receber a resposta.
A oração fortalece nosso propósito de vida. estabelece e firma nossos planos.
A oração nos eleva da desconfiança para a confiança.
Da incredulidade para a fé.
Da independência para a dependência de Deus.
Os auto-suficientes não oram, apenas falam consigo mesmos.
Os auto-satisfeitos não tem conhecimento de sua necessidade.
A oração também tem o poder de colocar os problemas no lugar deles. Todos eles são menos do que o Senhor.
A oração nos dá novas perspectivas. Abre nossos olhos para coisas nunca vistas antes.
A oração também não é fruto nem reflexos de mentes e corações egoístas.
A oração torna Deus maior para nós e quanto maior o Senhor se torna para nós, menor é nossa visão dos problemas.
Para concluir: nossas orações diárias diminuem nossas preocupações diárias.
Jesus orava sempre. Devemos orar sempre. Neemias era um homem de grandes orações e foi um homem de grandes ações.








Exposição em Rute - A teologia da História


Pregado em fevereiro de 2006

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A SANTIFICAÇÃO DA HISTÓRIA COMO HISTÓRIA DA SALVAÇÃO.

Vemos a Graça através do domínio soberano e providencial de Deus sobre os acontecimentos.
 
O livro de Rute nos traz algumas lições importantes.
Vemos a Graça através do domínio soberano e providencial de Deus sobre os acontecimentos.
Vemos também que existe uma outra história a ser escrita através dos acontecimentos das escolhas e das circunstâncias humanas.



I - AÇÃO SOBERANA DE DEUS NA HISTÓRIA DA REDENÇÃO.

capitulo 1 – de Belém a Moabe.

No livro de Rute todos os nomes são significativos. Em toda a Bíblia, aliás, os nomes são importantes. Na maneira hebraica de pensar, saber o nome de uma pessoa é conhecer seu caráter, conhecer a pessoa. O nome é a pessoa.. Quando Abraão se tornou uma nova pessoa, ele recebeu um novo nome.
A Bíblia não é uma alegoria, nem esconde significados ocultos por trás de histórias e personagens. Minha intenção nesta mensagem é tirar lições a partir da história e seus detalhes. No livro de Rute, como em muitas outras passagens, temos uma riqueza muito grande nos detalhes. Cada verso, cada lugar e cada nome são altamente significativos. Vejamos os nomes e os significados dos personagens do Livro de Rute. Em primeiro lugar o nome Belém, significa Casa do Pão.
Elimeleque significa “Deus é meu Rei”.
Noemi significa doçura, amável.
Malom significa estar enfermo.
Quiliom aquele que é fraco.
Vejamos agora como se desenrola o drama dos primeiros versículos:
Falta Pão em Belém, na terra do pão. O termo Lehem – “pães” fartura de pães. Lugar onde se fabrica pães (padaria). Lugar onde há pão.
Elimeleque (Deus é meu Rei), cujo nome deveria expressar toda confiança na provisão de Deus sai de Belém, onde o Senhor era Deus, onde Javé era Deus e vai para Moabe, terra onde o Senhor não era Rei. Lá o deus que era adorado era um deus falso, chamado Camos.
Noemi que tinha o nome de doçura, tem que enfrentar a dureza extrema da vida.
Vejamos também que a mudança ao invés de trazer benção, trouxe maldição. Ao invés de trazer soluções trouxe mais complicações. A segunda opção tornou-se pior do que a primeira.
Note ainda que Malom e Quiliom que tinham nome de doença e fraqueza acabam cumprindo seus destinos.
Noemi tinha um nome maravilhoso. Seu nome era doçura, mas a vida para ela foi dura.
Noemi tenha enfrentado as maiores dificuldades, ela recebeu a ajuda do Senhor.
Se Elimeleque contrariou seu destino incluído no nome. Se Noemi não encontrou na vida o que tinha no nome. Seus filhos cumpriram exatamente o que havia sido determinado em seus nomes. Malom que tinha doença no nome morre jovem. Quiliom que tinha fraqueza no nome também morre cedo.
Veja que Elimeleque sai de Belém, casa do pão. Terra onde Javé, o Senhor era Deus, e vai para Moabe, terra onde Javé o Deus verdadeiro não era Rei. Ele sai da terra onde Senhor se manifestava, abençoava e foi para um lugar onde não havia a benção de Deus.
Podemos resumir que Elimeleque – Que Deus como rei – Sai da terra do Pão (da provisão) e vai para a Moabe (onde Deus não era rei).
As noras moabitas.
Rute significa – “a que é companheira”, “a que fica”. Na hora da escolha ela segue com Noemi –
Orfa – a que se vê pelas costas.
Noemi volta e seu diz que seu nome deveria ser Mara (amarga) – 1.20
Elas voltam no inicio do tempo da colheita – 1.22

Capitulo 2 – A colheita e os parentes pobres. Rute colhe nos campos de Boaz – o forte, o que ajuda.
A providência divina a leva a este campo, porque era parente (2.3; 2.19-20).


III - A GRAÇA DO REMIDOR
CAPÍTULO 3
Vemos que geralmente há uma graça especial de Deus atuando nos momentos de sofrimento humano e que há recursos confortadores vindo dos céus.
Vemos a graça de Deus trazendo provisão, de maneira muito material, na oportunidade que Rute teve de rebuscar nos campos de Boaz e através da generosidade do próprio Boaz.
Vemos neste texto a graça do parente remidor de quem veio os grandes benefícios para Rute e Noemi.
Da perspectiva do Novo Testamento podemos ver como a graciosa providencia de Deus está relacionada à pessoa de Cristo.
Todos os benefícios de Rute eram providencias de Deus, através de Boaz.
Agora, todos os benefícios de Deus para nós é através de Cristo.
Precisamos conhecer estes benefícios.
Como diz Calvino: "Conhecemos a Cristo, na medida em que conhecemos os seus benefícios.
Cristo é nosso parente remidor e traz consigo o perdão de nossos pecados e todos os outros benefícios de sua paixão".
1) É nele que Deus estabeleceu seus propósitos para o mundo. (Ef 15.10)
2) É nele que Deus estabeleceu seus propósitos eternos. ( Ef 3.11ss)
3) É nele que Deus tem seus propósitos consoladores para as dores do mundo (2 Cor 1.3-5)
4) É nele que Deus nos traz provisões. É através de Cristo que os ricos recursos da provisão de Deus nos são transmitidos (2Cor 8.9)
5) É em cristo que aprendemos a viver acima das circunstâncias (Fp 4.11-19).
Ele nos chama para sermos membros de sua família.
Ele penetra na dor do nosso sofrimento e carrega a dor conosco encorajando-nos a confiar em nosso pai celestial para fazer duas coisas:
a) Aqui nos dando o pão de cada dia e a salvação do pecado.
b) E depois nos recebendo no banquete das bodas do Cordeiro.
É preciso mais do que conhecer os baneficios de Cristo, crer na obra de Cristo e também receber em nossa vida estes benefícios.
A tentativa de Noemi de tomar o controle da situação.
Rute vai até a eira de Boaz. Deus assume o controle, através da atitude de Boaz de não tomar Rute naquela noite como esposa.


Capitulo 4 – Vê-se o controle soberano de Deus sobre a história
– pois as famílias de Ló e Abraão se encontram. A geração de Ló tem sua redenção e passa a ter parte na genealogia do Salvador.
Obede – “servo, aquele que adora.”
Jessé – “Deus existe” ou “presente de Deus”.

VIVER COM PACIÊNCIA, ESPERANÇA E PERSEVERANÇA – Romanos 8.18-25

  Pregado em 03 de maio de 2020 sexto sermão na Pademia                                                                                     ...