quinta-feira, 25 de julho de 2019

A gordura, melhor parte da oferta - Exposições em Levítico nº 12

Sermão pregado em 28 de outubro de 2018, na Capela Missional em Porto Alegre.


                      Exposições em Levítico - Sermão nº 12

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A GLÓRIA DE CRISTO E SUA MORTE EFICAZ – REPRESENTADAS NA GORDURA E NO SANGUE DO SACRIFICIO.

Levítico 7.22-27
22Disse mais o Senhor a Moisés: 23Fala aos filhos de Israel, dizendo: Não comereis gordura de boi, nem de carneiro, nem de cabra. 24A gordura do animal que morre por si mesmo e a do dilacerado por feras podem servir para qualquer outro uso, mas de maneira nenhuma as comereis; 25porque qualquer que comer a gordura do animal, do qual se trouxer ao Senhor oferta queimada, será eliminado do seu povo. 26Não comereis sangue em qualquer das vossas habitações, quer de aves, quer de gado. 27Toda pessoa que comer algum sangue será eliminada do seu povo.

A gordura falava da glória exclusiva de Deus, o sangue falava que a salvação vinha somente de Deus.
Na oferta ou sacrifício oferecido ao Senhor, duas coisas eram importantes: a gordura e o sangue.

A gordura da oferta deveria ser queimada e o sangue deveria ser apresentados ao Senhor.

I – A GORDURA REPRESENTAVA O VALOR DO SACRIFICIO. VS 23-25
A gordura era proibida na dieta dos hebreus. No sacrifício era tido como a principal parte.
A gordura representava a melhor parte do animal e passou a representar a honra e as melhores bênçãos. A gordura é um símbolo daquilo que Deus aceita. A gordura também representava a força. A gordura também representava o valor do sacrifício. Um animal gordo era valioso. 
A gordura determinava o valor, a força, a qualidade.
A exclusividade da gordura para Deus, fala da glória exclusiva para Deus.
Este é o sentido de Isaías 41.8 - Eu sou o SENHOR, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura.
Este é o sentido dos primeiros três mandamentos.
O ofertante deveria dar a melhor oferta e o melhor da oferta a Deus, em contrapartida, Deus dava o melhor de si para eles.
Vemos a profundidade disso no texto de Romanos 9.4,5 -  São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas; 5 deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém!
Jesus foi a maior dádiva de Deus. O melhor de Deus.
 Quando vier a plenitude do reino de Deus, Na Volta de Jesus, ele promete um banquete com gorduras aos seus filhos. Isso significa, que Deus nos fará desfrutar da sua glória, de sua plenitude.
Is 25.6 -  O SENHOR dos Exércitos
dará neste monte a todos os povos um banquete de coisas gordurosas, uma festa com vinhos velhos, pratos gordurosos com tutanos e vinhos velhos bem clarificados.
Jr 31.11 - 14 - Porque o SENHOR redimiu a Jacó e o livrou da mão do que era mais forte do que ele. 12 Hão de vir e exultar na altura de Sião, radiantes de alegria por causa dos bens do SENHOR, do cereal, do vinho, do azeite, dos cordeiros e dos bezerros; a sua alma será como um jardim regado, e nunca mais desfalecerão. 13 Então, a virgem se alegrará na dança, e também os jovens e os velhos; tornarei o seu pranto em júbilo e os consolarei; transformarei em regozijo a sua tristeza. 14 Saciarei de gordura a alma dos sacerdotes, e o meu povo se fartará com a minha bondade, diz o SENHOR.
Obviamente, toda esta linguagem fala das infinitas dádivas da salvação e da glorificação. É tão gloriosa que não linguagem para expressar.

II  – SANGUE REPRESENTAVA A MORTE DO SENHOR JESUS E SEU SANGUE DERRAMADO. Vs26-27
O sangue também era proibido na dieta dos hebreus. Nenhum tipo de sangue devia ser consumido, pois simbolizava a morte de Jesus e seu sangue derramado na Cruz.
 O sangue é o elemento mais importante da vida física de uma pessoa. Jesus deu o seu sangue por nós – ou seja, sua vida.
Se a gordura dada exclusivamente a Deus falava da glória exclusiva de Deus,
 o sangue exclusivo para Deus era o reconhecimento que  a  vida pertencia a Deus e que a salvação vinha somente de Deus. Não tem nada a ver com doar sangue para salvar vidas. 
Não tem a ver com sangue usado na medicina. Mas eram preceitos quanto ao sacrifício. 
O sangue era a vida, era a salvação, era a expiação, falava do perdão dos pecados.
É o sangue de Jesus que nos purifica de nossos pecados. Isso é tão importante sabermos, 
pois esta é nossa salvação. O perdão de nossos pecados.
Pela morte de Jesus que alcançamos todas as dádivas da salvação.
Romanos 3.24-25 - sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, 25 a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;
Efésios 1.7 - no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça,
1 Pedro 1. 18 sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram,
19 mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo,
1 João 1.7 - Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.
APLICANDO OS PRINCÍPIOS DA EXCLUSIVADE A DEUS
1 – Não damos nada para Deus que ele já não tenha nos dado.
Como sabemos o que fazer para Deus, se ele não nos der ou ordenar?
Agostinho – “Dá-me o que me ordenas, e ordenas o que quiseres”.
Tudo o que nos cerca, todo o mundo, todo o universo, tudo é ordenado
 e conduzido por aquele a quem adoramos.
Reconheçamos sua soberania em tudo e nos submetamos ao seu Senhorio.
2 – Não criemos ídolos, para oferecer a eles qualquer coisa em sacrifício.
Uma vez que Deus por meio de Cristo já ofereceu o sacrifício que necessitávamos, não façamos ídolos na vida, no coração, na família, em nada, absolutamente nada para colocar nosso coração.
3 – Que a nossa devoção seja exclusiva daquele que nos criou e nos chamou para Ele.
Seguindo a proposição anterior, não façamos um altar para absolutamente nada. 
Não seja devoto de nenhum outro deus, principalmente daquilo que venha a ocupar mente mais do o Evangelho a ocupa. Mais do que Deus. Mas do que os pensamentos no salvador.
4 – Que levemos a sério, aquilo que o Senhor ordena, sem relativizar seus mandamentos e o que ele pede.
A vida Cristã não é vivida pelo princípio da autonomia, mas da Teonomia, ou seja, pela consciência de que é a Lei de Deus que rege a nossa existência e deve reger nossa prática de vida.
Há apenas estas duas opções, ou teonomia ou autonomia. 
Há quem deseja viver a vida de forma autonôma, mas o cristão ama a Deus e ama a sua Lei.
 O cristão tem a Jesus como seu senhor, seu rei. 
Ele é governado pela Lei de Deus e não por sua próprio direção.
A gordura do sacrifício como oferecida a Deus, nos lembra que a glória pertence a Deus.
A glória de Deus foi revelado em Jesus. Em Jesus vemos a glória de Deus.
Deus que pede o melhor de nós, na verdade, nos 
ofereceu e nos deu o melhor - seu próprio filho. Nos deu a salvação
 e nos deu a sua própria herança. Mais ainda, nos fez sua herança.
 Nos chama para si.
 Pensamos que a mais profunda teologia
 é aquela que nos fala
 da satisfação em Deus.
 Sim, ela é grandiosa.

 Mas maior teologia é aquela que nos mostra o 
quanto a nossa satisfação nele, 
na verdade é ele mesmo em nós.
Que glória, há no Evangelho.
Que glória há em Cristo. 
Como de forma extraordinária afirmou 
Jonathan Edwards: 
" Não há excelências, que não temos em encontrado em Cristo,
 pois toda a dimensão da glória está nele."

Viva para Deus. Experimente viver um vida de devoção a Deus.
Transforme sua espiritualidade em devoção apaixonada.
Viva seus dias em devoção. Faça de sua vida, de seus momentos, de seus dias, de suas semanas, de seus anos - uma história de devocação a Deus.
"Pois teu é o Reino, o Poder e a Glória para Sempre. Amém.
A ele toda a glória, sempre, para sempre. Amém.

Jesus cumpre as ofertas pela culpa e a Oferta Pacífica - Exposições em Levítico nº 11

 Sermão pregado em 21 de outubro de 2018, na Capela Missional em Porto Alegre.




                                Exposições em Levítico  - Sermão nº 11

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       O SIGNIFICADO EM CRISTO DAS OFERTAS PELA CULPA E PACÍFICA.
Capítulo 7.1-21
1 Esta é a lei da oferta pela culpa; coisa santíssima é.
2 No lugar onde imolam o holocausto, imolarão a oferta pela culpa, e o seu sangue se aspergirá sobre o altar, em redor.
3 Dela se oferecerá toda a gordura, a cauda e a gordura que cobre as entranhas;
4 também ambos os rins e a gordura que neles há, junto aos lombos; e o redenho sobre o fígado com os rins se tirará.
5 O sacerdote o queimará sobre o altar em oferta queimada ao SENHOR; é oferta pela culpa.
6 Todo varão entre os sacerdotes a comerá; no lugar santo, se comerá; coisa santíssima é.
7 Como a oferta pelo pecado, assim será a oferta pela culpa; uma única lei haverá para elas: será do sacerdote que, com ela, fizer expiação.
8 O sacerdote que oferecer o holocausto de alguém terá o couro do holocausto que oferece,
9 como também toda oferta de manjares que se cozer no forno, com tudo que se preparar na frigideira e na assadeira, será do sacerdote que a oferece.
10 Toda oferta de manjares amassada com azeite ou seca será de todos os filhos de Arão, tanto de um como do outro.
11 Esta é a lei das ofertas pacíficas que alguém pode oferecer ao SENHOR.
12 Se fizer por ação de graças, com a oferta de ação de graças trará bolos asmos amassados com azeite, obreias asmas untadas com azeite e bolos de flor de farinha bem amassados com azeite.
13 Com os bolos trará, por sua oferta, pão levedado, com o sacrifício de sua oferta pacífica por ação de graças.
14 E, de toda oferta, trará um bolo por oferta ao SENHOR, que será do sacerdote que aspergir o sangue da oferta pacífica.
15 Mas a carne do sacrifício de ação de graças da sua oferta pacífica se comerá no dia do seu oferecimento; nada se deixará dela até à manhã.
16 E, se o sacrifício da sua oferta for voto ou oferta voluntária, no dia em que oferecer o seu sacrifício, se comerá; e o que dele ficar também se comerá no dia seguinte.
17 Porém o que ainda restar da carne do sacrifício, ao terceiro dia, será queimado.
18 Se da carne do seu sacrifício pacífico se comer ao terceiro dia, aquele que a ofereceu não será aceito, nem lhe será atribuído o sacrifício; coisa abominável será, e a pessoa que dela comer levará a sua iniqüidade.
19 A carne que tocar alguma coisa imunda não se comerá; será queimada. Qualquer que estiver limpo comerá a carne do sacrifício.
20 Porém, se alguma pessoa, tendo sobre si imundícia, comer a carne do sacrifício pacífico, que é do SENHOR, será eliminada do seu povo.
21 Se uma pessoa tocar alguma coisa imunda, como imundícia de homem, ou de gado imundo, ou de qualquer réptil imundo e da carne do sacrifício pacífico, que é do SENHOR, ela comer, será eliminada do seu povo.


Esta porção do texto bíblico nos fala do significado da oferta pela culpa e das ofertas pacifica.
Aprendemos até aqui que havia quatro tipos de Ofertas ou Sacrifícios.
1 - A Oferta do Holocausto – capitulo 1 – Holocausto quer dizer “o que sobe” – era um sacrifício queimado. Era para a aproximação de Deus. O holocausto representava a morte de Jesus.  Representava Jesus que foi nosso sacrifício para nos aproximar de Deus.
2 – A Oferta do Banquete – Capítulo 2 – Era com cereais e bolos – era para a comunhão com Deus.  Representava a vida de Jesus, que nos trouxe comunhão com Deus.
3 – A Oferta Pacífica  - Capítulo 3 – Era uma mistura das duas primeiras. Era para a paz com Deus. Representava Jesus que nos deu paz com Deus.
4 – A Oferta pelo Pecado – Era parecida com a primeira – era para perdão da culpa dos pecados. Representava Jesus que é o sacrifício para perdão dos nossos pecados.

                              I - NOTAS TEXTUAIS
1 - A oferta pela culpa era semelhante a oferta de holocausto – vs 1-5
2 - O sacerdote deveria ficar com o couro – v.8.
Indicando a essência e o valor do sacrifício. O couro era valioso pois servia para a fabricação de uma variedade de coisas importantes.
3 - A gravidade do pecado é demonstrada pela culpa que cai sobre o pecador, por isso a necessidade de ênfase na oferta pela culpa – vs 7-9
4 - A oferta pacifica era para a paz com Deus e ela poderia também ser oferecida como ações de graças ou para fazer um voto ao Senhor – vs.12-16
5 - Como a oferta pacífica era uma parte queimada ao Senhor, outra parte comida pelo sacerdote e convidados, o que sobrava deveria ser queimado – v.18
6 - A parte que deveria ser comida, sendo carne, deveria ser consumida em no máximo três dias, caso contrário, se tornaria imunda, tornaria imunda a pessoa que comesse e anularia o sacrifício oferecido – v.19-20
7 - Como o sacrifício era oferecido ao Deus Santo, em favor do pecador, se este sacrifício fosse tratado com desleixo ou de forma profana, isso seria considerado um delito grave, podendo a pessoa ser eliminada do meio do povo – v.21

                                   II - NOTAS HOMILÉTICAS
1 - A OFERTA PELA CULPA – 7.1-10
1 Esta é a lei da oferta pela culpa; coisa santíssima é.
2 No lugar onde imolam o holocausto, imolarão a oferta pela culpa, e o seu sangue se aspergirá sobre o altar, em redor.
3 Dela se oferecerá toda a gordura, a cauda e a gordura que cobre as entranhas;
4 também ambos os rins e a gordura que neles há, junto aos lombos; e o redenho sobre o fígado com os rins se tirará.
5 O sacerdote o queimará sobre o altar em oferta queimada ao SENHOR; é oferta pela culpa.
6 Todo varão entre os sacerdotes a comerá; no lugar santo, se comerá; coisa santíssima é.
7 Como a oferta pelo pecado, assim será a oferta pela culpa; uma única lei haverá para elas: será do sacerdote que, com ela, fizer expiação.
8 O sacerdote que oferecer o holocausto de alguém terá o couro do holocausto que oferece,
9 como também toda oferta de manjares que se cozer no forno, com tudo que se preparar na frigideira e na assadeira, será do sacerdote que a oferece.
10 Toda oferta de manjares amassada com azeite ou seca será de todos os filhos de Arão, tanto de um como do outro.

Nós já aprendemos que Deus é santo, por isso nosso pecado é tão ofensivo a Deus. o pecado não é apenas um erro. Deus não pode tolerar ou admitir aquilo que não combina com sua santidade.
Já vimos também que a Oferta ou Sacrifício pela culpa do pecado era para que a pessoa não fosse condenada por Deus por causa de seus pecados.
Um animal era morto e queimado até virar cinzas.
Ao invés do pecador ser condenado e castigado, a condenação e o castigo caía sobre o sacrifício. O sacrifício era tratado como o pecador deveria ser tratado. Se Deus fosse tratar cada um de nós de acordo com nossos pecados, não sobraria nada de nós. A graça de Deus providenciou os sacrifícios que eles ofereciam
Aquele sacrifício representava Jesus. Jesus sofreu em nosso lugar. Jesus foi tratado como nós merecíamos. Ele sofreu o que nós deveríamos sofrer.
Deixa eu falar um pouco sobre o inferno. A pessoa que mais falou no inferno foi o próprio Senhor Jesus.
O que é o inferno na Bíblia.
Condição, estado ou lugar atual dos mortos. No Antigo Testamento é chamado de SHEOL – No Novo Testamento é HADES.
 Lugar da condenação eterna - GEENA
O HADES no dia do julgamento entregará seus mortos – Ap 20.13 / O HADES será lançado no GEENA ou lago de fogo – Ap 20.14
O HADES, portanto é o lugar, estado ou condição  –onde os não salvos estão em tormentos antes de serem lançados no GEENA .
O HADES é o estado ou lugar dos não salvos antes de serem ressuscitados na Ressurreição do Juízo. Em linguagem simples, seria o HADES é  “inferno temporário”, antes do “inferno eterno que é o GEENA.”
Todo mundo sabe que o inferno é real. Existe. É o lugar da condenação eterna. Jesus ensinou que ele existe. Não existe  o inferno onde o diabo manda. Alguns pensam que o Diabo vai castigar as pessoas no inferno. Não. Não é assim. O inferno foi feito para o Diabo, mas não para ele mandar – mas é o lugar onde será condenado. Agora o Diabo e os demônios não estão no inferno. Eles estão no mundo. Promovendo o pecado e o mal. Um dia o Diabo e os demônios serão lançados no inferno para serem castigados eternamente. Os pecadores que não se arrependem também. Porque são culpados.
Jesus tira a nossa culpa – por isso, não vamos para o inferno. Na cruz Jesus sofreu  o inferno em nosso lugar para que cada um de nós – livres da culpa – tenhamos a esperança da vida eterna com Deus.
2 – A OFERTA PELA PAZ – 7.11-21
11 Esta é a lei das ofertas pacíficas que alguém pode oferecer ao SENHOR.
12 Se fizer por ação de graças, com a oferta de ação de graças trará bolos asmos amassados com azeite, obreias asmas untadas com azeite e bolos de flor de farinha bem amassados com azeite.
13 Com os bolos trará, por sua oferta, pão levedado, com o sacrifício de sua oferta pacífica por ação de graças.
14 E, de toda oferta, trará um bolo por oferta ao SENHOR, que será do sacerdote que aspergir o sangue da oferta pacífica.
15 Mas a carne do sacrifício de ação de graças da sua oferta pacífica se comerá no dia do seu oferecimento; nada se deixará dela até à manhã.
16 E, se o sacrifício da sua oferta for voto ou oferta voluntária, no dia em que oferecer o seu sacrifício, se comerá; e o que dele ficar também se comerá no dia seguinte.
17 Porém o que ainda restar da carne do sacrifício, ao terceiro dia, será queimado.
18 Se da carne do seu sacrifício pacífico se comer ao terceiro dia, aquele que a ofereceu não será aceito, nem lhe será atribuído o sacrifício; coisa abominável será, e a pessoa que dela comer levará a sua iniqüidade.
19 A carne que tocar alguma coisa imunda não se comerá; será queimada. Qualquer que estiver limpo comerá a carne do sacrifício.
20 Porém, se alguma pessoa, tendo sobre si imundícia, comer a carne do sacrifício pacífico, que é do SENHOR, será eliminada do seu povo.
21 Se uma pessoa tocar alguma coisa imunda, como imundícia de homem, ou de gado imundo, ou de qualquer réptil imundo e da carne do sacrifício pacífico, que é do SENHOR, ela comer, será eliminada do seu povo.
A outra oferta deste capítulo é chamada de Pacífica. Era para pessoa ter paz com Deu. A culpa do pecado faz com que a pessoa não tenha paz. Ela se sente culpada e o culpado não tem paz. Esta oferta era oferecida para a pessoa ter paz com Deus. Esta oferta fala de Jesus. Jesus é nossa paz, pois tira a nossa culpa.
O crente que crê em Jesus, crê que ele perdoou seus pecados. Quem já foi perdoado não anda mais se sentido culpado.
A reconciliação com Deus, ou seja, a paz com Deus é obra de Jesus em nossa vida. Por isso, devemos dar graças a Deus por Jesus. Por isso, devemos fazer três coisas.
Se pecarmos devemos pedir que Deus nos perdoa pelo sacrifício de Jesus.
Depois de pedirmos perdão – devemos crer neste perdão e não vivermos mais como culpados. Fomos limpos.
Depois de perdoados, devemos fugir do pecado.
Isto é a felicidade do Cristão. O perdão e a felicidade de termos sido perdoados por causa de nosso salvador – Jesus.
APLICAÇÕES
1 - A primeira coisa que  é resolvida com o perdão do nosso pecado é culpa.
2 - Outro efeito do perdão de nosso pecado são as consequências quanto à condenação.
3 - Não há mais condenação ou seja, consequências diante de Deus.
O perdão de nossos pecados elimina a ideia ou tentativas de pagar por nossos pecados, uma vez que eles foram pagos por Cristo.
4 - O perdão dos nossos pecados, sendo quanto à culpa, não elimina as possíveis  consequências naturais do pecado.
5 - A paz com Deus garante nosso relacionamento filial com Ele. Ele é nosso Pai e nós somos seus filhos.
6 - O perdão nos leva a paz que nos dá a certeza do perdão.
7 – O perdão dos pecados nos leva à paz com Deus, que é a certeza de que fomos aceitos por ele.
8 – A paz com Deus termina de vez com nossa busca com ele, uma vez que por ele fomos encontrados e com ele nos encontramos.




quarta-feira, 24 de julho de 2019

Holocausto e Manjares, Ofertas que foram cumpridas em Jesus na cruz - Exposições em Levítico nº 10

Sermão pregado em 14 de outubro de 2018, na Capela Missional em Porto Alegre


                               Exposições em Levítico – Sermão 10

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A VIDA E A MORTE DE JESUS REPRESENTADAS NAS OFERTAS DO HOLOCAUSTO E DE MANJARES.
LEVÍTICO 6.8 – 18
8 Disse mais o SENHOR a Moisés: 9 Dá ordem a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto: o holocausto ficará na lareira do altar toda a noite até pela manhã, e nela se manterá aceso o fogo do altar. 10 O sacerdote vestirá a sua túnica de linho e os calções de linho sobre a pele nua, e levantará a cinza, quando o fogo houver consumido o holocausto sobre o altar, e a porá junto a este.
11 Depois, despirá as suas vestes e porá outras; e levará a cinza para fora do arraial a um lugar limpo.
12 O fogo, pois, sempre arderá sobre o altar; não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas.
13 O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará. 14 Esta é a lei da oferta de manjares: os filhos de Arão a oferecerão perante o SENHOR, diante do altar. 15 Um deles tomará dela um punhado de flor de farinha da oferta de manjares com seu azeite e todo o incenso que está sobre a oferta de manjares; então, o queimará sobre o altar, como porção memorial de aroma agradável ao SENHOR.
16 O restante dela comerão Arão e seus filhos; asmo se comerá no lugar santo; no pátio da tenda da congregação, o comerão.
17 Levedado não se cozerá; sua porção dei-lhes das minhas ofertas queimadas; coisa santíssima é, como a oferta pelo pecado e a oferta pela culpa. 18 Todo varão entre os filhos de Arão comerá da oferta de manjares; estatuto perpétuo será para as vossas gerações dentre as ofertas queimadas do SENHOR; tudo o que tocar nelas será santo.

Todas as ofertas representavam Jesus, era como se Jesus estivesse ali sendo oferecido a Deus e quando na cruz ele foi morto, todas as outras ofertas foram cumpridas, sendo Jesus a última oferta.

Aprendemos até aqui que havia quatro tipos de Ofertas ou Sacrifícios.
1 - A Oferta do Holocausto – capitulo 1 – Holocausto quer dizer “o que sobe” – era um sacrifício queimado. Era para a aproximação de Deus. O holocausto representava a morte de Jesus.  Representava Jesus que foi nosso sacrifício para nos aproximar de Deus.
2 – A Oferta do Banquete – Capítulo 2 – Era com cereais e bolos – era para a comunhão com Deus.  Representava a vida de Jesus, que nos trouxe comunhão com Deus.
3 – A Oferta Pacífica  - Capítulo 3 – Era uma mistura das duas primeiras. Era para a paz com Deus. Representava Jesus que nos deu paz com Deus.
4 – A Oferta pelo Pecado – Era parecida com a primeira – era para perdão da culpa dos pecados. Representava Jesus que é o sacrifício para perdão dos nossos pecados.

Neste texto se fala de como o sacerdote deveria proceder antes, durante e depois das ofertas  do Holocausto e do Banquete ou Manjares.
                                    -    I  -
No holocausto a oferta deveria ser queimada totalmente
A oferta de Holocausto poderia ser:- um gado adulto (boi, cabrito ou carneiro)
- Um filho de gado (bezerro ou novilho, cabrito ou cordeiro) –
- Aves (Pombas ou rolinhas
v. 8 Disse mais o SENHOR a Moisés: 9 Dá ordem a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto: o holocausto ficará na lareira do altar toda a noite até pela manhã, e nela se manterá aceso o fogo do altar. 10 O sacerdote vestirá a sua túnica de linho e os calções de linho sobre a pele nua, e levantará a cinza, quando o fogo houver consumido o holocausto sobre o altar, e a porá junto a este.
11 Depois, despirá as suas vestes e porá outras; e levará a cinza para fora do arraial a um lugar limpo.
12 O fogo, pois, sempre arderá sobre o altar; não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas.
13 O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará.
Esta oferta representava Jesus e seu sacrifício em nosso lugar.
                                            -   I - 
A OFERTA DO HOLOCAUSTO REPRESENTAVA A MORTE DE JESUS.
Na oferta do Holocausto, ele deveria manter o fogo aceso – indicando a presença continua de Deus. Ele deveria colocar vestes limpas – indicando a pureza e a santidade.
Ele deveria levar as cinzas para um lugar a parte – indicando que o sacrifício havia sido feito. A oferta do holocausto representava a morte de Jesus. Ele veio ao mundo para morrer no lugar, em substituição aos pecadores. Toda a oferta do Holocausto apontava para a morte de Jesus. Ele foi morto em nosso lugar. Ele sofreu a penalidade que era nossa. Ele nos substituiu.
Sua morte foi expiatória, e ele sofreu a punição como pecador.

A identificação de Cristo com o pecador é especialmente evidente na sua morte. O pecado e o pecador foram punidos nele.

Galatas 3.13 – “Cristo nos resgatou da maldição da Lei, fazendo-se ele próprio maldição en nosso lugar.”
Na crucificação, sua identificação com os pecadores se completou ao experimentar o abandono de Deus Pai, quando ele proferiu as palavras: “Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?” (Mt 15.34).
Sua morte foi redentora. Jesus ao morrer resgatou a muitos. Mt 10.45 – “não veio para ser servido, mas para serir e dar a sua vida em resgate por muitos.”
Sua morte na cruz, foi o preço pago por nossa libertação. Ef 4.8 – “quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens.”
Sua morte foi um triunfo sobre o diabo e forças do mal. Desde o inicio de seu ministério, Jesus enfrentou o reino das trevas. Ele sempre esteve empenhado numa confrotação direta entre o Filho de Deus e domínio do diabo.
Desde o momento em que Jesus aparece pregando o  reino de Deus, o poder do diabo vai sendo enfrentado. Mt 8.29 – “que temos nós contigo, ó Filho de Deus! Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?”
Lucas 11.20 – “Se porém, eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente, é chegado o reino de Deus sobre vós.”
Seu sofimento foi vitorioso, pois foi uma conquista definitiva sobre o reino das trevas. Na cruz o diabo e todos os principados e potestades foram vencidos (Col 2.12-15). Uma das grandes mentiras do diabo é que o sofrimento produz apostasia. Foi assim que desafiou a Deus  permitir tocar na vida de Jó (Jó 2.4-5).
Na sua morte ele sofreu o castigo de todos nós, ele bebeu por completo o cálice amargo da ira de Deus, que causou nele os maiores sofrimentos já experimentado por qualquer outro ser no universo.
Isaias 53.5 – “...ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.”
O sacerdote representava Jesus que ofereceu o sacrifício por nós. A oferta representava Jesus que morreu por nós. Jesus então está prefigurado no sacerdote e na oferta.

                                           -  II - 

A OFERTA DE MANJARES REPRESENTAVA A VIDA PERFEITA DE JESUS              
A oferta de manjares ou Banquete era de flor de farinha, azeite e grãos.
Deveria ser uma parte queimada e outra parte deveria ser comida pelo sacerdote e sua família.
v. 14 Esta é a lei da oferta de manjares: os filhos de Arão a oferecerão perante o SENHOR, diante do altar. 15 Um deles tomará dela um punhado de flor de farinha da oferta de manjares com seu azeite e todo o incenso que está sobre a oferta de manjares; então, o queimará sobre o altar, como porção memorial de aroma agradável ao SENHOR.
16 O restante dela comerão Arão e seus filhos; asmo se comerá no lugar santo; no pátio da tenda da congregação, o comerão.
17 Levedado não se cozerá; sua porção dei-lhes das minhas ofertas queimadas; coisa santíssima é, como a oferta pelo pecado e a oferta pela culpa. 18 Todo varão entre os filhos de Arão comerá da oferta de manjares; estatuto perpétuo será para as vossas gerações dentre as ofertas queimadas do SENHOR; tudo o que tocar nelas será santo.

Na Oferta do Banquete ou Manjares, o sacerdote deveria pegar os ingredientes da Oferta – A flor de farinha e azeite e oferecer a Deus como aroma agradável ao Senhor. Fermento não deveria ser oferecido. O sacerdote e seus filhos deveriam comer uma parte perante o Senhor.
A Flor da farinha – representava aquilo que é verdadeiro, original, que não é falso.
O azeite significava a aprovação de Deus. O fermento aquilo que era contaminado ou que contaminava. A oferta de manjares ou banquete representava a vida perfeita de Jesus. Ele veio ao mundo sendo Deus verdadeiro. Ele era aprovado por Deus Pai. Ele não tinha pecado. Não tinha contaminação. Quando Jesus veio ao mundo – “Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado;
“o qual por nós homens e para nossa salvação desceu do Céu, e encarnou pelo Espírito Santo e da Virgem Maria e se fez homem, e por nossa causa foi crucificado,”
O Senhor Jesus Cristo, sendo o Eterno Filho de Deus, uma pessoa distinta da Trindade gloriosa, Deus manifestado em carne, Deus sobre todas as coisas, bendito eternamente, tomou um corpo que era totalmente humano, mas como era Deus, era também totalmente puro, santo e sem possibilidade de contrair mancha – absolutamente isento de toda a semente ou principio de pecado.
Nosso Senhor foi feito corpo, foi feito humano – veio como um ser humano – mas não herdou a natureza pecaminosa.
O Senhor Jesus foi o único homem perfeito que já pisou na terra. Era todo perfeito – nele todas as qualidades morais se encontravam em divina e, portanto, perfeita proporção. Nenhuma qualidade preponderava.
Nele se entrelaçavam-se singularmente a majestade que amedrontava até os demônios e a delicadeza que dava que deixava as pessoas encantadas em sua presença.
Os escribas e fariseus eram severamente censurados por Ele, enquanto a mulher samaritana e a mulher que é descrita como pecadora eram inexplicável e irresistivelmente atraídas por ele.
Não havia bipolaridade em Jesus. Não havia distorções no caráter e na personalidade de Jesus.
Por isso a flor de farinha era uma representação de Jesus. Por isso, o azeite representava a vida de Jesus.
A flor de farinha representava nos mostra esta perfeição de Jesus. Mostra a excelência de sua pessoa. A excelência de seu caráter. A excelência de suas perfeições.
Por isso a expressão – oferecer como aroma agradável ao Senhor – era uma expressão que falava em como a vida de Jesus foi agradável ao Pai.
Pela morte de Jesus nós fomos justificados por Deus – nossa culpa foi tirada. Pela vida perfeita de Jesus, a nossa vida podre, quando nós chegamos diante de Deus – é substituída. Desta forma, a nossa vida não é perfeita, mas a de Jesus é – e a vida de Jesus é aceita por Deus.
Se cremos em Jesus estamos nele e ele nos substituiu na presença do Pai. A perfeição dele é colocada em nós.
Devemos tudo a Jesus. Pois ele é tudo para nós. A oferta de Holocausto e a Oferta de Manjares.
PORQUE PRECISAMOS DA MORTE DE JESUS
Porque na sua morte, ele morreu a morte que era nossa. A morte de um culpado. A morte de um condenado. Ele foi condenado em nosso lugar.
PORQUE PRECISAMOS DA VIDA PERFEITA DE JESUS
Porque um santo morreu no lugar de um pecador como eu.
Somente Deus poderia nos salvar, logo somente Deus vivendo na terra poderia nos substituir.
Ele sendo Deus nos salvou. Ele sendo humano me representou.
Sua vida perfeita foi que possibilitou que sua morte fosse redentora para todos nós.


VIVER COM PACIÊNCIA, ESPERANÇA E PERSEVERANÇA – Romanos 8.18-25

  Pregado em 03 de maio de 2020 sexto sermão na Pademia                                                                                     ...