quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

BARRABÁS - O HOMEM QUE ESCAPOU DA CRUZ – II - Mateus 27.15-26

Pregado em Março de 2008
 
Mt 27.15-26 -
15 Ora, por ocasião da festa, costumava o governador soltar ao povo um dos presos, conforme eles quisessem.
16 Naquela ocasião, tinham eles um preso muito conhecido, chamado Barrabás.
17 Estando, pois, o povo reunido, perguntou-lhes Pilatos: A quem quereis que eu vos solte, a Barrabás ou a Jesus, chamado Cristo?
18 Porque sabia que, por inveja, o tinham entregado.
19 E, estando ele no tribunal, sua mulher mandou dizer-lhe: Não te envolvas com esse justo; porque hoje, em sonho, muito sofri por seu respeito.
20 Mas os principais sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo a que pedisse Barrabás e fizesse morrer Jesus.
21 De novo, perguntou-lhes o governador: Qual dos dois quereis que eu vos solte? Responderam eles: Barrabás!
22 Replicou-lhes Pilatos: Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? Seja crucificado! Responderam todos.
23 Que mal fez ele? Perguntou Pilatos. Porém cada vez clamavam mais: Seja crucificado!
24 Vendo Pilatos que nada conseguia, antes, pelo contrário, aumentava o tumulto, mandando vir água, lavou as mãos perante o povo, dizendo: Estou inocente do sangue deste [justo]; fique o caso convosco!
25 E o povo todo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!
26 Então, Pilatos lhes soltou Barrabás; e, após haver açoitado a Jesus, entregou-o para ser crucificado.
Jesus não apenas morreu por nós, mas em nosso lugar.
Na sua morte, foi castigado por nós.
Ele levou nossos pecados e sofreu a morte que nós merecíamos, da mesma forma que morreu a morte que era de Barrabás.
Ele foi pendurado em uma cruz no lugar de Barrabás, assim como foi pendurado na cruz em nosso lugar.
Como Barrabás, nós estávamos condenados.
“mortos em nossos delitos e pecados.”
“mortos em nossas transgressões.”
O sangue de Jesus foi derramado, como sangue da substituição.
Como Barrabás estávamos condenados à morte eterna, até Jesus ter tomado nosso lugar.
Como Barrabás, fomos libertados e essa liberdade é libertação eterna.
“todos nós, tal qual ovelhas nos desviamos, cada um de nós voltou para o seu próprio caminho, e o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós.” Is 53.6
Vejamos alguma lições deste fato:
- I  - 
A substituição de Cristo, não garantiu para Barrabás a salvação eterna, mas somente a salvação “daquela” cruz.

No plano eterno a salvação é exclusiva “oikonomia” administração de Deus. No plano eterno a salvação é questão de “eleição” eterna. De escolha divina e nisto temos de nos curvar com reverente ignorância diante de tão grandiosa verdade.
No horizonte humano e histórico a salvação é também uma decisão humana. É uma fato que envolve uma história pessoal. Um “crer”.
A morte de Cristo não garante para nós a salvação de não “crermos” nela. A não ser que creiamos nele.
Mais uma vez, estamos olhando as coisas, como evento humano e histórico.
No plano eterno, cremos, porque, Deus colocou em nós fé para exercitarmos este “crer”.
- II – 
Precisamos nos apropriar dos benefícios da obra realizada por Cristo.
Como? Crendo no sacrifício de Jesus, como solução para nossa tão grande perdição.
“porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.” (ver Rom 5.6-8)
“Cristo morreu pelos nossos pecados.” 1Cor 15.3
“Ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios pecados, mas ainda pelos do mundo inteiro.” ‘João 2.2
- III –
 Somos cada um o próprio Barrabás.
Barrabás não era pior do que cada um de nós, em termos de natureza pecaminosa. A cruz que era dele, é também a nossa. Deveria ser a nossa.
Assim como Barrabás merecia ter morrido na cruz feita para ele, nós também merecíamos a nossa cruz.
Mas, houve para Barrabás um substituto. Há pra nós um substituto. Jesus Cristo.
- IV –
Ao substituir Barrabás, Cristo deu cores históricas à substituição pelos salvos.
Esta é grandeza da obra da cruz. 
É sua poderosa influência.
 Seu grandioso poder.Jesus Cristo, 
o substituto –o único que por ser Deus,
 poderia substituir a humanidade. 
Assim o fez.
Assim morreu.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

BARRABÁS - O HOMEM QUE ESCAPOU DA CRUZ - I - Mateus 27.15-26

Pregado em março de 2008



O HOMEM QUE ESCAPOU DA CRUZ  - I -
Mt 27.15-26 - Ora, por ocasião da festa, costumava o governador soltar ao povo um dos presos, conforme eles quisessem.16 Naquela ocasião, tinham eles um preso muito conhecido, chamado Barrabás.17 Estando, pois, o povo reunido, perguntou-lhes Pilatos: A quem quereis que eu vos solte, a Barrabás ou a Jesus, chamado Cristo?18 Porque sabia que, por inveja, o tinham entregado.19 E, estando ele no tribunal, sua mulher mandou dizer-lhe: Não te envolvas com esse justo; porque hoje, em sonho, muito sofri por seu respeito.20 Mas os principais sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo a que pedisse Barrabás e fizesse morrer Jesus.21 De novo, perguntou-lhes o governador: Qual dos dois quereis que eu vos solte? Responderam eles: Barrabás!22 Replicou-lhes Pilatos: Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? Seja crucificado! Responderam todos.23 Que mal fez ele? Perguntou Pilatos. Porém cada vez clamavam mais: Seja crucificado!24 Vendo Pilatos que nada conseguia, antes, pelo contrário, aumentava o tumulto, mandando vir água, lavou as mãos perante o povo, dizendo: Estou inocente do sangue deste [justo]; fique o caso convosco!25 E o povo todo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!26 Então, Pilatos lhes soltou Barrabás; e, após haver açoitado a Jesus, entregou-o para ser crucificado.

Jesus, substituíndo a Barrabás, se tornou o nosso substituto. Sendo nosso substituto, substituiu, também a Barrabás.
Pilatos, estava julgando Jesus e como solução, oferece Barrabás como última opção.
Segundo muitas fontes, o primeiro nome de Barrabás, também era Jesus, por isso, Pilatos perguntas se o povo queria Barrabás ou Jesus chamado Cristo.
Veja que são os sacerdotes e os lideres que fazem a opção.Barrabás era um prisioneiro condenado a ser crucificado. Era um homicida, um assassino (At 3.14)
Se algum homem no planeta soube realmente o que significa Jesus ter tomado a sua cruz e morrido em seu lugar, esse homem foi Barrabás.
Se existe uma pessoa com a qual cada um de nós pode se identificar, essa pessoa é Barrabás.
Barrabás foi o homem liberto no lugar de Jesus.
Mas, porque Pilatos, diante de tantos prisioneiros oferece justamente Barrabás?
O texto diz que Barrabás era muito conhecido – episemon- “popular”, “marcado” – talvez fosse um herói para muitos.
A verdade, é que Pilatos escolheu o pior prisioneiro.
Barrabás significa – “filho do pai”. Talvez fosse de uma família notória.
O certo, é que seria crucificado naquele dia.
A terceira cruz, a cruz do meio era destinada à ele.
Barrabás, soube da notícia. Ao invés de ser crucificado, é declarado livre, e sabe que outro será crucificado em seu lugar.
Vejamos as verdades que este acontecimento nos traz:
I – BARRABÁS ESCAPOU DA CRUZ POR CAUSA DA OPÇÃO DO MUNDO PELO PECADO.
O mundo é atraído pelo pecado. Pilatos escolhe o pior bandido para oferecer como opção a Jesus.
Três prisioneiros estavam condenados à morte. O líder do bando, mais dois comparsas.
O pior homem do povo foi oferecido como opção ao melhor homem que já existiu.
Um criminoso e um justo.
Um filho do diabo diante do filho de Deus.
Os lideres escolheram Barrabás. Os religiosos escolheram Barrabás. Isto revela duas intrigantes realidades:
1 – As soluções e escolhas do mundo são pelas piores opções e pela razão pecaminosa.
O pecado trouxe cegueira às pessoas. Assim, as pessoas escolheram as piores atitudes.
Escolheram o mal. Fazem as piores opções possíveis.
Entre o bom e ruim, escolhem o ruim.
Entre o bem e o mal, escolhem o mal.
O bem é criticado. Quem anda certo é criticado. Quem quer se santificar é ridicularizado.
O melhor, sempre é considerado o pior. O pior, sempre é considerado o melhor.
Escolhe-se a pior opção. Escolhe-se pelo prazer, pela satisfação. Pelo egoísmo.
Odeia-se o bem. Ama-se o mal.
2 – Os valores do mundo são condicionados e movidos pelo desejo pecaminoso.
O povo não quis o filho de Deus. O povo não aceitou a justiça. A escolha do povo era contrária à vontade de Deus.
Escolheram um homicida, rejeitando a vida.
O mundo valoriza o erro. O mundo valoriza quem não tem valor.
O prazer, a satisfação, a diversão, o sucesso, a fama, os aplausos, a aprovação, o reconhecimento, o dinheiro – nada disso tem valor para Deus.Prefere-se o ódio ao amor. Prefere-se a vingança ao perdão.
II – BARRABÁS, ESCAPOU DA CRUZ POR CAUSA DA OPÇÃO DE DEUS PELA GRAÇA.
"Lá entre os dois ladrões,e na mesma cruz em que Barrabás, o líder do bando deveria ser crucificado, seu substituto morreu’ A.T.Robertson
O condenado foi posto em liberdade. Aquele que não tinha culpa, foi condenado à morte.
Isto revela duas maravilhosas realidades.
1 – A escolha iníqua das pessoas, foi a oportunidade da graça se manifestar.
A palavra de Deus diz: “onde aumentou o pecado, aumentou ainda mais a graça.” Rom 5.20
Onde as pessoas erraram, Deus fez deste erro a oportunidade da manifestação da misericórdia.
Por isso, hoje a graça e a misericórdia alcançam o necessitado, o pecador, o desesperado.
Nem tudo está perdido para os perdidos.
2 – A escolha de Barrabás foi a maneira de Deus para nos salvar.
Na pior escolha da humanidade, Deus agiu com a maior manifestação da graça.
Jesus, substituíndo a Barrabás, se tornou o nosso substituto. Sendo nosso substituto, substituiu, também a Barrabás.
Jesus foi crucificado na cruz que era para Barrabás.
Ele morreu no lugar do bandido.
Ele, Barrabás, se tornou o símbolo daqueles que se arrependem.
Barrabás, ilustra da doutrina da expiação. Jesus morreu como substuto.
Ele substituiu a todos nós. Ele morreu em nosso lugar.
Nosso papel é aceitar sua morte como nossa.
Ao substituir Barrabás, Jesus o livrou apenas da pena da cruz.
Ao aceitar sua morte na cruz, não somos apenas livres de uma cruz, mas da condenação eterna.
Esta é a grande doutrina da expiação.
Jesus morrendo não por nós, mas em nosso lugar.
Jesus morrendo em nosso lugar – sua morte se torna morte “por nós”.
Mas tenha isso em mente, primeiramente devemos pensar sua morte como substituição. Ele substituiu você na cruz. Diante de Deus.
Creia nesta grandiosa revelação. Nesta maravilhosa revelação.

LUZ DE DEUS PARA NOSSAS HORAS MAIS ESCURAS - Salmos 18

pregado em outubro de 2010

    



SL 18.4-6, 16-18
4 Laços de morte me cercaram, torrentes de impiedade me impuseram terror.
5 Cadeias infernais me cingiram, e tramas de morte me surpreenderam.
6 Na minha angústia, invoquei o SENHOR, gritei por socorro ao meu Deus. Ele do seu templo ouviu a minha voz, e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos.
16 Do alto me estendeu ele a mão e me tomou; tirou-me das muitas águas.
17 Livrou-me de forte inimigo e dos que me aborreciam, pois eram mais poderosos do que eu.
18 Assaltaram-me no dia da minha calamidade, mas o SENHOR me serviu de amparo.

Todos passamos por noites escuras, porém o Senhor não nos deixa na escuridão, iluminando-nos em nossos piores momentos.

Este salmo por Davi depois de uma grande vitória sobre seus inimigos liderados por Saul. Saul o perseguiu tanto que Davi teve que se refugiar dentro de uma caverna escura. Lá dentro daquela caverna, no meio da escuridão ele aprendeu sobre a ação do Senhor na noite escura.
Ali no escuro ele aprendeu sobre a luz do Senhor. Ali ele aprende tudo sobre o Senhor. Ali ele forma através de sua experiência o cuidado de Javé e forma também sua confissão de fé para toda a sua vida.
Aquele que antes fora celebrado como o grande campeão, agora está fazendo um estágio no abandono de um abrigo, de um refúgio escuro.
Mas ali na escuridão ele não permite que sua vida fosse apagada pela falta de luz, pois ele sabia que ainda que a escuridão o rodeasse, a verdadeira luz estava ali com ele.
Ele aprendeu que ainda que a escuridão o cercasse, não havia razões para o desespero.
Existem alguns momentos em que nos sentimos sem luz, como que abandonados numa caverna qualquer da vida.
Estes momentos são descritos como:

1.A NOITE ESCURA DA ALMA – “laços de morte me cercaram...” (V.4).
Acontece quando os temores nos assaltam, quando perdemos a substância da confiança, a autoestima, as forças interiores que nos faz vencer.
Quando algumas coisas começam a não fazer mais sentido.
Quando procuramos pela esperança, mas ela já foi embora.
Quando procuramos pela fé, mas ela está fraca.
Quando procuramos pelo entusiasmo, mas ele já nos abandonou.
É a escuridão da alma. É a alma da gente dominada pelo terror, pelo pavor, pela a angústia existencial, pelos medos que nos assombram, pelos imprevistos que nos batem à porta.
Mas na noite escura da alma brilha a luz do Senhor, ele “derrama luz nas nossas trevas”.

2. A NOITE ESCURA DAS CIRCUNSTÂNCIAS ADVERSAS “ cadeias infernais me cingiram...tramas de morte me surpreenderam” (v.5)
É quando tudo está bem, de repente as coisas mudam, algo ruim acontece, quando não vemos uma luz no fim do túnel dos acontecimentos.
É quando parece que já não temos mais onde recorrer, não temos mais a situação sob nosso controle.
Mas na escuridão de nossas circunstâncias mais adversas: “ele faz resplandecer a nossa lâmpada”

3. A NOITE ESCURA DAS EMOÇÕES FRAGILIZADAS. “na minha angustia....” (v.6)
É quando nos sentimos abandonados na vida. quando as forças mais confiáveis de nosso ser nos abandonam. É quando não temos mais a confiança de que vamos sobreviver á crise, não temos mais certeza onde o caminho vai dar. Não temos mais certeza se nosso barco vai chegar algum dia á terra firme.

4. A NOITE ESCURA DA PERDA DO CONTROLE. “Tirou-me das muitas águas” (v. 16b)
É quando nos vemos no meio da mais tenebrosa tempestade. Parece que estamos em alto mar. Como nosso barco afundando.
Os discípulos passaram por isso (Mc 6.45-50).
Eles estavam sozinhos no barco. Eles haviam perdido o controle. Parecia que ninguém estava vendo a luta deles.
Mas não, alguém estava acordado, alguém estava vigiando. Alguém andou para dentro da tempestade, chegou perto do barco e disse: “eu estou aqui”. Ele- Jesus – estava no escuro – no escuro da experiência deles.
Na escuridão do mar. No pavor do momento. No terror – quando só se via a tragédia – Jesus falou uma palavra. Jesus derramou luz naquela escuridão toda. O Senhor não nos desampara (vs.16,17)

5- A NOITE ESCURA DAS IMPOSSIBILIDADES. "assaltaram-me no dia na minha calamidade...(V.18)
Sempre tem o dia da calamidade. Temos o dia do nada, que a noite chega antes, que a dor acontece, que a graça parece que não dá as caras. É o dia do abandono. É o dia que se faz escuro.

A noite escura é uma realidade na vida. 
Não há como não enfrentar a dor.
 Não como ver a luz sempre. Nem sempre há consolo. 
Nem sempre nossas lágrimas são enxugadas.
 Nem sempre as coisas são como deveriam ser. 
Uma coisa é certa; a luz muitas vezes é simplesmente
 a graça especial, especialmente preparada para cada momento de nossa vida. 
Mesmo na mais densa escuridão. 
Por isso, sempre temos a possibilidade de nos levantarmos e 
seguir em frente, sem parar – sem desanimar. 
Jesus no alto daquela cruz de dor nos abriu o céu e nos garantiu um lugar espaçoso (v.19).
Ele é nossa garantia que a noite não durará para sempre.
A noite de choro passará e o dia da alegria 
vai finalmente se fazer 
realidade
 em
 nossa vida.
 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

MAS ELE, SOZINHO FICOU NA CRUZ - Mateus 27.33-50

Pregado em abril de 2008
              
               
 MAS ELE, SOZINHO FICOU NA CRUZ
MT 27.33-50

33 E, chegando a um lugar chamado Gólgota, que significa Lugar da Caveira,
34 deram-lhe a beber vinho com fel; mas ele, provando-o, não o quis beber.
35 Depois de o crucificarem, repartiram entre si as suas vestes, tirando a sorte.
36 E, assentados ali, o guardavam.
37 Por cima da sua cabeça puseram escrita a sua acusação: ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS.
38 E foram crucificados com ele dois ladrões, um à sua direita, e outro à sua esquerda.
39 Os que iam passando blasfemavam dele, meneando a cabeça e dizendo:
40 Ó tu que destróis o santuário e em três dias o reedificas! Salva-te a ti mesmo, se és Filho de Deus, e desce da cruz!
41 De igual modo, os principais sacerdotes, com os escribas e anciãos, escarnecendo, diziam:
42 Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se. É rei de Israel! Desça da cruz, e creremos nele.
43 Confiou em Deus; pois venha livrá-lo agora, se, de fato, lhe quer bem; porque disse: Sou Filho de Deus.
44 E os mesmos impropérios lhe diziam também os ladrões que haviam sido crucificados com ele.
45 Desde a hora sexta até à hora nona, houve trevas sobre toda a terra.
46 Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
47 E alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: Ele chama por Elias.
48 E, logo, um deles correu a buscar uma esponja e, tendo-a embebido de vinagre e colocado na ponta de um caniço, deu-lhe a beber.
49 Os outros, porém, diziam: Deixa, vejamos se Elias vem salvá-lo.
50 E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito.

O lugar onde Jesus foi crucificado chama-se Gólgota ou Calvário.
Situa-se fora de Jerusalém.
Depois de ser açoitado, humilhado, ultrajado, levar o escárnio, receber uma coroa de espinhos, carregar a cruz e finalmente ser pregado na cruz – ali ele está pendurado. Levantado entre o céu e a terra.
Ali, na cruz, Jesus está desfigurado.
Ele é crucificado no meio de dois ladrões (transgressores, criminosos, revolucionário, que seja...) como se fosse um criminoso qualquer.
Ali, na cruz, Jesus está sobrecarregado, o mundo inteiro desaba sobre ele.
Ele estava tomando sobre si (levando sobre si) as nossas enfermidades, as nossas dores, o castigo que nos traz a paz, a iniquidade de todos nós, o pecado de muitos.
Ele estava se entregando e sendo entregue por nós.
Ele está sentindo dores indescritíveis.
Ele não procurou fugir da dor.
Ofereceram a ele vinho misturado com mirra – uma espécie de anestésico, capaz de amenizar sua dor. Assim, ele poderia manter sua sanidade mental até o fim. Ele recusou.
As dores de Jesus são voluntárias e conscientes até o fim.
Ele suporta tudo sem reclamar.
Zombam dele, cospem nele, rasgam seu corpo com uma lança e ele não revida, nem mesmo em palavras.
Ele morre em paz, depois do tormento.
Ele entrega o espírito, ele se rende ao pai. Ele fica sozinho, pendurado – levantado entre o céu e a terra.
Não foi uma solidão qualquer.
Estava suspenso, abandonado pelo amigos.
Abandonado pelos discípulos e abandonado pelos seguidores.
O principal abandono, porém, foi o abandono do Pai.
O pai , o ABBÁ, o abandona.
Não há força nele, não vem força de nenhum lugar.
Não haverá socorro do céu.
Não haverá livramento.
Não haverá intervenção sobrenatural.
A mão do Todo-Poderoso não vai agir
A mão salvadora não vai se manifestar
A graça especial, aquela força que invadia a alma dos mártires não se manifestaria, porque ele abriu mão disso.
Ninguém pode vir em seu socorro. Este foi o horror da cruz.
Não havia esperança para Jesus.
Foi o horror maior da cruz de Cristo.

AS IMPLICAÇÕES DA CRUZ
1 – Não havia esperança para Jesus.

Por isso, há esperança para nós. Esperança agora e esperança eterna.

2 – Ele estava sozinho, absolutamente só.
Por isso não somos e jamais seremos abandonados. Nunca mais precisaremos enfrentar as nossas dores sozinhos. Temos a graça de Deus que sempre se manifestará como providência para nós.

3 – Ele enfrentou sozinho a Pilatos e a Herodes.
Por isso, os poderes do mundo não podem nos vencer. Não podem impedir que preguemos o evangelho da esperança para o mundo.

4 – Ele enfrentou a ira dos religiosos.
Por isso ser cristão é seguir a Jesus, não ser escravo de algum sistema religioso.

5 – Sozinho, foi cuspido, açoitado, ultrajado e humilhado.
Para que possa vencer todas os nossos traumas, dores, humilhações. Esta provisão está em nós. Flui da cruz. De Jesus ali levantado.

6 – Sozinho, carregou a cruz.
Não precisamos mais fazer sacrifícios para nos salvar. 
Não precisamos mais lutar pelo nossa salvação. 
Ele fez tudo o que precisava para nossa salvação. Para a nossa justificação. 
Para a nossa redenção. Para a nossa glorificação. 
Tudo esta ao nosso alcance – pela fé.

7 – Sozinho, foi pregado na cruz.
Sozinho foi levantado. Sozinho, consumou a obra da salvação.
Na cruz e da cruz vem a nossa salvação. 
A cruz de Cristo é a obra total de Jesus nos substituindo diante de Deus.
Creiamos nele.
Nos apropriemos da obra da cruz.

UM GRANDE DEUS QUE SE LEMBRA DE UM PEQUENO SER - Salmos 08

Pregado em 2012



UM GRANDE DEUS QUE SE LEMBRA DE UM PEQUENO SER -
Salmos 8
1Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome!
Pois expuseste nos céus a tua majestade.
2Da boca de pequeninos e crianças de peito
suscitaste força, por causa dos teus adversários,
para fazeres emudecer o inimigo e o vingador.
3Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos,
e a lua e as estrelas que estabeleceste,
4que é o homem, que dele te lembres?
E o filho do homem, que o visites?
5Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus
e de glória e de honra o coroaste.
6Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão
e sob seus pés tudo lhe puseste:
7ovelhas e bois, todos,
e também os animais do campo;
8as aves do céu, e os peixes do mar,
e tudo o que percorre as sendas dos mares.
9Ó Senhor, Senhor nosso,
quão magnífico em toda a terra é o teu nome!

O poder de Deus se estende sobre todo o universo.
Não há um lugar onde suas obras não estejam presentes.
Ele, é Senhor forte dos fracos.
Ele recebe o maior louvor, quando estes fortalecidos enfrentam o adversário.
Somos quase nada diante de sua grandeza, mas ele com sua força nos exalta.
Nada escapa à grandeza do Senhor.
Nada é maior – nada é mais glorioso.
Mesmo fazendo um exercício de lógica, não chegaríamos ao entendimento de que a grandeza do Senhor não o faz esquecer do ser humano.
Deus é grande, o ser humano é pequeno.
O texto mostra a grandeza e a sublimidade de Deus e a finitude do ser humano.
Mostra também, a importância do ser humano ao ser usado por Deus.
A pergunta – quem é o ser humano para que se lembre dele? – é maravilhosa.
Mostra que o ser humano ganha significado por obra de Deus.
As lições são:
1 – A grande graça de Deus que sendo Todo-Poderoso sua do ser humano para o abençoar.

2 – A grande dádiva do Senhor em repartir com o ser humano suas obras.

3 – O grande privilégio do ser humano em ser abençoado em fazer a obra de Deus.

4 – A dignidade do ser humano sendo resgatada mesmo sendo finito e pecador.

Tudo isso se consumou na obra de Cristo que foi a maior demonstração do amor de Deus.
É a graça de Deus que valoriza o ser humano diante da eternidade.
Não é o valor humano, nem seus valores que valoriza a graça de Deus, mas a graça que eleva, que transcende o ser humano.
“nele, fomos feitos herança, predestinados...
a fim de sermos para o louvor de sua glória..” Ef 1.11-12

O SENHOR QUE NOS PROTEGE - Salmos 56.8-11

Pregado em novembro de 2012
 
         O SENHOR QUE NOS PROTEGE
Sl 56.8-11
8 Contaste os meus passos quando sofri perseguições; recolheste as minhas lágrimas no teu odre; não estão elas inscritas no teu livro?
9 No dia em que eu te invocar, baterão em retirada os meus inimigos; bem sei isto: que Deus é por mim.
10 Em Deus, cuja palavra eu louvo, no SENHOR, cuja palavra eu louvo,
11 neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer o homem?
12 Os votos que fiz, eu os manterei, ó Deus; render-te-ei ações de graças.
13 Pois da morte me livraste a alma, sim, livraste da queda os meus pés, para que eu ande na presença de Deus, na luz da vida.

A nossa vida está debaixo da mão poderosa do Senhor. 
Vivemos nossa vida sob sua proteção e cuidado.
De acordo com a Palavra de Deus, 
é Deus que intervém 
e não apenas de intenções 
( Deus como intencionista e não intervencionista 
é uma ideia muito bem defendida 
no interessante livro “matar nossos deuses” de José Maria Mardones).
Deus, de acordo com a Palavra é o Javé Jireh – Deus de providência.
Javé Goe’l - que defende seu povo
El Shaddai – que alimenta seu povo
Ra’ah – que é protetor como um pastor.
Neste texto temos uma declaração de fé nesse Deus. 
No Novo Testamento temos a clara intervenção
 de Deus na pessoa de Jesus Cristo,
 que veio ao mundo para salvar seu povo.
A vida do injustiçado, do perseguido parece
 cheia de tristezas e sem sentido.
O Senhor, porém, está com ele dando sentido até ao sofrimento
 e à oposição ao sofrimento e à perseguição.
Quando o Senhor se levanta, os inimigos ou são vencidos, 
derrubados ou batem em retirada.
Ninguém é páreo para o Senhor.
Ninguém é forte diante do Senhor.
Esta é a declaração de fé deste salmo.
Ninguém é forte diante do Senhor.
Ninguém que serve ao Senhor, está sozinho ou desamparado.
Ninguém que serve ao Senhor é fraco ou indefeso.
Olhando para este texto chegamos as seguintes conclusões:
1 – O SENHOR ESTÁ CONOSCO PASSO A PASSO. V.8a
Ele nos acompanha sempre. Em todo o trajeto e em todo o caminho.
2 – O SENHOR ESTÁ CONOSCO EM NOSSOS DRAMAS V.8b
O Senhor nos conforta e nos consola. Está presente em nossas tristezas.
3 – O SENHOR ESTÁ CONOSCO EM NOSSAS BATALHAS. V.9
Não seremos derrotados por nenhum investida do inimigo. Teremos vitória contra o diabo sempre. Teremos vitória contra as trevas sempre.
4 – CONFIANDO NO SENHOR E NA SUA PALAVRA, NÃO TEMOS O QUE TEMER. Vs 10,11
Confiança é a Palavra da vida para quem serve ao Senhor.
Não há derrotados entre o filhos de Deus.
A maior prova é o próprio Deus vindo a nós.
Tornando-se um de nós, na pessoa de Jesus.
Veio ao mundo não apenas para nos defender, mas para morrer por nós
A vitória maior foi – que depois de morrer, ressuscitou para a nossa justificação.
Hoje, está vivo e, mais do que nunca, está conosco!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O CENTURIAO COMO MODELO DE ADORADOR - Mateus 8.5-13

Pregando em junho de 2012


O CENTURIÃO COMO MODELO DE ADORADOR NOS EVANGELHOS.
  Mt 8.5-13 -
5 Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, apresentou-se-lhe um centurião, implorando:
6 Senhor, o meu criado jaz em casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente.
7 Jesus lhe disse: Eu irei curá-lo.
8 Mas o centurião respondeu: Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado.
9 Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz.
10 Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta.
11 Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus.
12 Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.
13 Então, disse Jesus ao centurião: Vai-te, e seja feito conforme a tua fé. E, naquela mesma hora, o servo foi curado.

Muito se fala em adoração nestes dias, mas quando se fala nisso, pensa-se em música, gestos, coreografias, ritos trejeitos, maneirismos, bocas e caras.
É preciso entender que adorar é mais do que um comportamento (o dito estilo de vida), uma reação diante da presença do Todo Poderoso. Muitos até se comportam como adoradores, mas quando as circunstâncias de risco chegam - não reagem como adoradores.
neste texto, temos na figura do Centurião um bom exemplo de um adorador.
Vejamos o que podemos aprender com ele:

EM PRIMEIRO LUGAR, o centurião humilhou-se diante de Jesus.
Ao dizer a Jesus “Senhor, não sou digno de que entres em minha casa.”, ele não teve medo de se expor diante dele como um homem cheio de falhas. Ele não usou de altivez, apesar da posição importante que ocupava, mas mostrou-se por inteiro, em verdade, sem máscaras, sem disfarces, assumindo sua indignidade.

Não é nada fácil para o ser humano se humilhar diante do que quer que seja, mesmo Deus. Somos excessivamente orgulhosos e nada humildes quando estamos diante do Todo Poderoso, do Criador dos céus e da terra e de tudo o que existe no universo.

Quantos vêm aos cultos com arrogância, com criticas, com posturas de grandeza, com exigência.
Quantos vem realmente para adorar a Deus?

EM SEGUNDO LUGAR, ele creu e reconheceu a soberania de Deus em tudo.
O centurião reconheceu a soberania de Deus sobre as circunstâncias. Ele reconhece a soberania de Deus, exercida por Jesus quando diz : não precisa ir, mas diz uma palavra e meu servo será curado.”
Ele cria que Jesus era poderoso, que Deus era poderoso e tinha o poder sobre tudo e sobre todos.
Deus, meus irmãos tem o controle sobre tudo.
Adora realmente, quem não apenas crê que Deus é soberano e governa todas as coisas.
Adora realmente quem também entrega o comando de sua vida a ele. Seus problemas, suas dores.
Adora realmente quem crê nele.
Quem crê que ele é pó Deus dos impossíveis.
Nada é impossível para ele.
Adora quem exercita fé nele.

EM TERCEIRO LUGAR, o centurião, rendeu-se inteiramente ao Senhor.
O centurião reconheceu na pessoa de Jesus a solução para a doença de seu empregado. Ele não tinha, apesar de sua autoridade, poder sobre a doença.
Mas reconheceu em Jesus, esta autoridade.
Esta é a condição, a atitude de um adorador, ele se rende a Jesus em seu desespero.
Ele se entrega...ele não guarda reservas, por quem está ao lado, por quem está lhe vendo.

EM QUARTO LUGAR, a atitude do centurião, surpreendeu àquele a quem adorava.
Jesus “admirou-se’ da postura daquele homem. Admirou-se da fé daquele homem. Surpreendeu-se com a adoração daquele homem.
Hoje que reação você tira do Senhor quanto a tua atitudes?

EM QUINTO LUGAR, o centurião voltou para sua casa com a benção.
Ao adorar o abençoador, foi abençoado por ele. Esta é a grande conclusão desta narrativa. Aquele homem adora a Jesus, aquele que abençoa. Ao adorar aquele poderia abençoa-lo sai abençoado. Quando chega o criado está curado.
Adorar ao Senhor é uma atitude que precisa ter marcos definidos.
A adoração não é cumprir uma formalidade em um culto congregacional. Mas o culto congregacional pode ser um adoração.

O fato de alguém seguir toda liturgia de um culto. De seguir a coreografia de uma celebração pública. De desenvolver todo o rito de um culto. De estar dentro de um esquema cúltico seja num pequeno templo ou numa catedral. De ser em uma sala, salão ou ao ar livre, não significa que aquela pessoa esteja adorando.
Adoração é coração e mente reconhecendo a Deus como criador.
Adoração é coração e mente reconhecendo a soberania de Deus.
Adoração é coração e mente reconhecendo a bondade, o amor, a misericórdia e a graça do Senhor.
Adoração é coração e mente reconhecendo a fidelidade do Senhor.
Adoração é coração e mente reconhecendo Jesus Cristo, como filho de Deus.
Adoração é coração e mente reconhecendo Jesus Cristo, como o Evangelho, a boa-notícia de Deus.

Adoração é coração e mente reconhecendo o Evangelho como a Palavra de Deus ao apresentar a pessoa do Senhor Jesus.
Adoração é coração e mente reconhecendo o sacrifício de Jesus Cristo na cruz para a salvação de pecadores.
Adoração é crer em Jesus, entregar-se a Jesus e reconhecer o senhorio do Senhor Jesus na vida.
Com ou sem música – adora a Deus, quem recebe e vive com Jesus.
Exaltando seu nome e submetendo-se a ele na vida e a vida toda.





VIVER COM PACIÊNCIA, ESPERANÇA E PERSEVERANÇA – Romanos 8.18-25

  Pregado em 03 de maio de 2020 sexto sermão na Pademia                                                                                     ...