quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

LUZ DE DEUS PARA NOSSAS HORAS MAIS ESCURAS - Salmos 18

pregado em outubro de 2010

    



SL 18.4-6, 16-18
4 Laços de morte me cercaram, torrentes de impiedade me impuseram terror.
5 Cadeias infernais me cingiram, e tramas de morte me surpreenderam.
6 Na minha angústia, invoquei o SENHOR, gritei por socorro ao meu Deus. Ele do seu templo ouviu a minha voz, e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos.
16 Do alto me estendeu ele a mão e me tomou; tirou-me das muitas águas.
17 Livrou-me de forte inimigo e dos que me aborreciam, pois eram mais poderosos do que eu.
18 Assaltaram-me no dia da minha calamidade, mas o SENHOR me serviu de amparo.

Todos passamos por noites escuras, porém o Senhor não nos deixa na escuridão, iluminando-nos em nossos piores momentos.

Este salmo por Davi depois de uma grande vitória sobre seus inimigos liderados por Saul. Saul o perseguiu tanto que Davi teve que se refugiar dentro de uma caverna escura. Lá dentro daquela caverna, no meio da escuridão ele aprendeu sobre a ação do Senhor na noite escura.
Ali no escuro ele aprendeu sobre a luz do Senhor. Ali ele aprende tudo sobre o Senhor. Ali ele forma através de sua experiência o cuidado de Javé e forma também sua confissão de fé para toda a sua vida.
Aquele que antes fora celebrado como o grande campeão, agora está fazendo um estágio no abandono de um abrigo, de um refúgio escuro.
Mas ali na escuridão ele não permite que sua vida fosse apagada pela falta de luz, pois ele sabia que ainda que a escuridão o rodeasse, a verdadeira luz estava ali com ele.
Ele aprendeu que ainda que a escuridão o cercasse, não havia razões para o desespero.
Existem alguns momentos em que nos sentimos sem luz, como que abandonados numa caverna qualquer da vida.
Estes momentos são descritos como:

1.A NOITE ESCURA DA ALMA – “laços de morte me cercaram...” (V.4).
Acontece quando os temores nos assaltam, quando perdemos a substância da confiança, a autoestima, as forças interiores que nos faz vencer.
Quando algumas coisas começam a não fazer mais sentido.
Quando procuramos pela esperança, mas ela já foi embora.
Quando procuramos pela fé, mas ela está fraca.
Quando procuramos pelo entusiasmo, mas ele já nos abandonou.
É a escuridão da alma. É a alma da gente dominada pelo terror, pelo pavor, pela a angústia existencial, pelos medos que nos assombram, pelos imprevistos que nos batem à porta.
Mas na noite escura da alma brilha a luz do Senhor, ele “derrama luz nas nossas trevas”.

2. A NOITE ESCURA DAS CIRCUNSTÂNCIAS ADVERSAS “ cadeias infernais me cingiram...tramas de morte me surpreenderam” (v.5)
É quando tudo está bem, de repente as coisas mudam, algo ruim acontece, quando não vemos uma luz no fim do túnel dos acontecimentos.
É quando parece que já não temos mais onde recorrer, não temos mais a situação sob nosso controle.
Mas na escuridão de nossas circunstâncias mais adversas: “ele faz resplandecer a nossa lâmpada”

3. A NOITE ESCURA DAS EMOÇÕES FRAGILIZADAS. “na minha angustia....” (v.6)
É quando nos sentimos abandonados na vida. quando as forças mais confiáveis de nosso ser nos abandonam. É quando não temos mais a confiança de que vamos sobreviver á crise, não temos mais certeza onde o caminho vai dar. Não temos mais certeza se nosso barco vai chegar algum dia á terra firme.

4. A NOITE ESCURA DA PERDA DO CONTROLE. “Tirou-me das muitas águas” (v. 16b)
É quando nos vemos no meio da mais tenebrosa tempestade. Parece que estamos em alto mar. Como nosso barco afundando.
Os discípulos passaram por isso (Mc 6.45-50).
Eles estavam sozinhos no barco. Eles haviam perdido o controle. Parecia que ninguém estava vendo a luta deles.
Mas não, alguém estava acordado, alguém estava vigiando. Alguém andou para dentro da tempestade, chegou perto do barco e disse: “eu estou aqui”. Ele- Jesus – estava no escuro – no escuro da experiência deles.
Na escuridão do mar. No pavor do momento. No terror – quando só se via a tragédia – Jesus falou uma palavra. Jesus derramou luz naquela escuridão toda. O Senhor não nos desampara (vs.16,17)

5- A NOITE ESCURA DAS IMPOSSIBILIDADES. "assaltaram-me no dia na minha calamidade...(V.18)
Sempre tem o dia da calamidade. Temos o dia do nada, que a noite chega antes, que a dor acontece, que a graça parece que não dá as caras. É o dia do abandono. É o dia que se faz escuro.

A noite escura é uma realidade na vida. 
Não há como não enfrentar a dor.
 Não como ver a luz sempre. Nem sempre há consolo. 
Nem sempre nossas lágrimas são enxugadas.
 Nem sempre as coisas são como deveriam ser. 
Uma coisa é certa; a luz muitas vezes é simplesmente
 a graça especial, especialmente preparada para cada momento de nossa vida. 
Mesmo na mais densa escuridão. 
Por isso, sempre temos a possibilidade de nos levantarmos e 
seguir em frente, sem parar – sem desanimar. 
Jesus no alto daquela cruz de dor nos abriu o céu e nos garantiu um lugar espaçoso (v.19).
Ele é nossa garantia que a noite não durará para sempre.
A noite de choro passará e o dia da alegria 
vai finalmente se fazer 
realidade
 em
 nossa vida.
 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

MAS ELE, SOZINHO FICOU NA CRUZ - Mateus 27.33-50

Pregado em abril de 2008
              
               
 MAS ELE, SOZINHO FICOU NA CRUZ
MT 27.33-50

33 E, chegando a um lugar chamado Gólgota, que significa Lugar da Caveira,
34 deram-lhe a beber vinho com fel; mas ele, provando-o, não o quis beber.
35 Depois de o crucificarem, repartiram entre si as suas vestes, tirando a sorte.
36 E, assentados ali, o guardavam.
37 Por cima da sua cabeça puseram escrita a sua acusação: ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS.
38 E foram crucificados com ele dois ladrões, um à sua direita, e outro à sua esquerda.
39 Os que iam passando blasfemavam dele, meneando a cabeça e dizendo:
40 Ó tu que destróis o santuário e em três dias o reedificas! Salva-te a ti mesmo, se és Filho de Deus, e desce da cruz!
41 De igual modo, os principais sacerdotes, com os escribas e anciãos, escarnecendo, diziam:
42 Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se. É rei de Israel! Desça da cruz, e creremos nele.
43 Confiou em Deus; pois venha livrá-lo agora, se, de fato, lhe quer bem; porque disse: Sou Filho de Deus.
44 E os mesmos impropérios lhe diziam também os ladrões que haviam sido crucificados com ele.
45 Desde a hora sexta até à hora nona, houve trevas sobre toda a terra.
46 Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
47 E alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: Ele chama por Elias.
48 E, logo, um deles correu a buscar uma esponja e, tendo-a embebido de vinagre e colocado na ponta de um caniço, deu-lhe a beber.
49 Os outros, porém, diziam: Deixa, vejamos se Elias vem salvá-lo.
50 E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito.

O lugar onde Jesus foi crucificado chama-se Gólgota ou Calvário.
Situa-se fora de Jerusalém.
Depois de ser açoitado, humilhado, ultrajado, levar o escárnio, receber uma coroa de espinhos, carregar a cruz e finalmente ser pregado na cruz – ali ele está pendurado. Levantado entre o céu e a terra.
Ali, na cruz, Jesus está desfigurado.
Ele é crucificado no meio de dois ladrões (transgressores, criminosos, revolucionário, que seja...) como se fosse um criminoso qualquer.
Ali, na cruz, Jesus está sobrecarregado, o mundo inteiro desaba sobre ele.
Ele estava tomando sobre si (levando sobre si) as nossas enfermidades, as nossas dores, o castigo que nos traz a paz, a iniquidade de todos nós, o pecado de muitos.
Ele estava se entregando e sendo entregue por nós.
Ele está sentindo dores indescritíveis.
Ele não procurou fugir da dor.
Ofereceram a ele vinho misturado com mirra – uma espécie de anestésico, capaz de amenizar sua dor. Assim, ele poderia manter sua sanidade mental até o fim. Ele recusou.
As dores de Jesus são voluntárias e conscientes até o fim.
Ele suporta tudo sem reclamar.
Zombam dele, cospem nele, rasgam seu corpo com uma lança e ele não revida, nem mesmo em palavras.
Ele morre em paz, depois do tormento.
Ele entrega o espírito, ele se rende ao pai. Ele fica sozinho, pendurado – levantado entre o céu e a terra.
Não foi uma solidão qualquer.
Estava suspenso, abandonado pelo amigos.
Abandonado pelos discípulos e abandonado pelos seguidores.
O principal abandono, porém, foi o abandono do Pai.
O pai , o ABBÁ, o abandona.
Não há força nele, não vem força de nenhum lugar.
Não haverá socorro do céu.
Não haverá livramento.
Não haverá intervenção sobrenatural.
A mão do Todo-Poderoso não vai agir
A mão salvadora não vai se manifestar
A graça especial, aquela força que invadia a alma dos mártires não se manifestaria, porque ele abriu mão disso.
Ninguém pode vir em seu socorro. Este foi o horror da cruz.
Não havia esperança para Jesus.
Foi o horror maior da cruz de Cristo.

AS IMPLICAÇÕES DA CRUZ
1 – Não havia esperança para Jesus.

Por isso, há esperança para nós. Esperança agora e esperança eterna.

2 – Ele estava sozinho, absolutamente só.
Por isso não somos e jamais seremos abandonados. Nunca mais precisaremos enfrentar as nossas dores sozinhos. Temos a graça de Deus que sempre se manifestará como providência para nós.

3 – Ele enfrentou sozinho a Pilatos e a Herodes.
Por isso, os poderes do mundo não podem nos vencer. Não podem impedir que preguemos o evangelho da esperança para o mundo.

4 – Ele enfrentou a ira dos religiosos.
Por isso ser cristão é seguir a Jesus, não ser escravo de algum sistema religioso.

5 – Sozinho, foi cuspido, açoitado, ultrajado e humilhado.
Para que possa vencer todas os nossos traumas, dores, humilhações. Esta provisão está em nós. Flui da cruz. De Jesus ali levantado.

6 – Sozinho, carregou a cruz.
Não precisamos mais fazer sacrifícios para nos salvar. 
Não precisamos mais lutar pelo nossa salvação. 
Ele fez tudo o que precisava para nossa salvação. Para a nossa justificação. 
Para a nossa redenção. Para a nossa glorificação. 
Tudo esta ao nosso alcance – pela fé.

7 – Sozinho, foi pregado na cruz.
Sozinho foi levantado. Sozinho, consumou a obra da salvação.
Na cruz e da cruz vem a nossa salvação. 
A cruz de Cristo é a obra total de Jesus nos substituindo diante de Deus.
Creiamos nele.
Nos apropriemos da obra da cruz.

UM GRANDE DEUS QUE SE LEMBRA DE UM PEQUENO SER - Salmos 08

Pregado em 2012



UM GRANDE DEUS QUE SE LEMBRA DE UM PEQUENO SER -
Salmos 8
1Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome!
Pois expuseste nos céus a tua majestade.
2Da boca de pequeninos e crianças de peito
suscitaste força, por causa dos teus adversários,
para fazeres emudecer o inimigo e o vingador.
3Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos,
e a lua e as estrelas que estabeleceste,
4que é o homem, que dele te lembres?
E o filho do homem, que o visites?
5Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus
e de glória e de honra o coroaste.
6Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão
e sob seus pés tudo lhe puseste:
7ovelhas e bois, todos,
e também os animais do campo;
8as aves do céu, e os peixes do mar,
e tudo o que percorre as sendas dos mares.
9Ó Senhor, Senhor nosso,
quão magnífico em toda a terra é o teu nome!

O poder de Deus se estende sobre todo o universo.
Não há um lugar onde suas obras não estejam presentes.
Ele, é Senhor forte dos fracos.
Ele recebe o maior louvor, quando estes fortalecidos enfrentam o adversário.
Somos quase nada diante de sua grandeza, mas ele com sua força nos exalta.
Nada escapa à grandeza do Senhor.
Nada é maior – nada é mais glorioso.
Mesmo fazendo um exercício de lógica, não chegaríamos ao entendimento de que a grandeza do Senhor não o faz esquecer do ser humano.
Deus é grande, o ser humano é pequeno.
O texto mostra a grandeza e a sublimidade de Deus e a finitude do ser humano.
Mostra também, a importância do ser humano ao ser usado por Deus.
A pergunta – quem é o ser humano para que se lembre dele? – é maravilhosa.
Mostra que o ser humano ganha significado por obra de Deus.
As lições são:
1 – A grande graça de Deus que sendo Todo-Poderoso sua do ser humano para o abençoar.

2 – A grande dádiva do Senhor em repartir com o ser humano suas obras.

3 – O grande privilégio do ser humano em ser abençoado em fazer a obra de Deus.

4 – A dignidade do ser humano sendo resgatada mesmo sendo finito e pecador.

Tudo isso se consumou na obra de Cristo que foi a maior demonstração do amor de Deus.
É a graça de Deus que valoriza o ser humano diante da eternidade.
Não é o valor humano, nem seus valores que valoriza a graça de Deus, mas a graça que eleva, que transcende o ser humano.
“nele, fomos feitos herança, predestinados...
a fim de sermos para o louvor de sua glória..” Ef 1.11-12

O SENHOR QUE NOS PROTEGE - Salmos 56.8-11

Pregado em novembro de 2012
 
         O SENHOR QUE NOS PROTEGE
Sl 56.8-11
8 Contaste os meus passos quando sofri perseguições; recolheste as minhas lágrimas no teu odre; não estão elas inscritas no teu livro?
9 No dia em que eu te invocar, baterão em retirada os meus inimigos; bem sei isto: que Deus é por mim.
10 Em Deus, cuja palavra eu louvo, no SENHOR, cuja palavra eu louvo,
11 neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer o homem?
12 Os votos que fiz, eu os manterei, ó Deus; render-te-ei ações de graças.
13 Pois da morte me livraste a alma, sim, livraste da queda os meus pés, para que eu ande na presença de Deus, na luz da vida.

A nossa vida está debaixo da mão poderosa do Senhor. 
Vivemos nossa vida sob sua proteção e cuidado.
De acordo com a Palavra de Deus, 
é Deus que intervém 
e não apenas de intenções 
( Deus como intencionista e não intervencionista 
é uma ideia muito bem defendida 
no interessante livro “matar nossos deuses” de José Maria Mardones).
Deus, de acordo com a Palavra é o Javé Jireh – Deus de providência.
Javé Goe’l - que defende seu povo
El Shaddai – que alimenta seu povo
Ra’ah – que é protetor como um pastor.
Neste texto temos uma declaração de fé nesse Deus. 
No Novo Testamento temos a clara intervenção
 de Deus na pessoa de Jesus Cristo,
 que veio ao mundo para salvar seu povo.
A vida do injustiçado, do perseguido parece
 cheia de tristezas e sem sentido.
O Senhor, porém, está com ele dando sentido até ao sofrimento
 e à oposição ao sofrimento e à perseguição.
Quando o Senhor se levanta, os inimigos ou são vencidos, 
derrubados ou batem em retirada.
Ninguém é páreo para o Senhor.
Ninguém é forte diante do Senhor.
Esta é a declaração de fé deste salmo.
Ninguém é forte diante do Senhor.
Ninguém que serve ao Senhor, está sozinho ou desamparado.
Ninguém que serve ao Senhor é fraco ou indefeso.
Olhando para este texto chegamos as seguintes conclusões:
1 – O SENHOR ESTÁ CONOSCO PASSO A PASSO. V.8a
Ele nos acompanha sempre. Em todo o trajeto e em todo o caminho.
2 – O SENHOR ESTÁ CONOSCO EM NOSSOS DRAMAS V.8b
O Senhor nos conforta e nos consola. Está presente em nossas tristezas.
3 – O SENHOR ESTÁ CONOSCO EM NOSSAS BATALHAS. V.9
Não seremos derrotados por nenhum investida do inimigo. Teremos vitória contra o diabo sempre. Teremos vitória contra as trevas sempre.
4 – CONFIANDO NO SENHOR E NA SUA PALAVRA, NÃO TEMOS O QUE TEMER. Vs 10,11
Confiança é a Palavra da vida para quem serve ao Senhor.
Não há derrotados entre o filhos de Deus.
A maior prova é o próprio Deus vindo a nós.
Tornando-se um de nós, na pessoa de Jesus.
Veio ao mundo não apenas para nos defender, mas para morrer por nós
A vitória maior foi – que depois de morrer, ressuscitou para a nossa justificação.
Hoje, está vivo e, mais do que nunca, está conosco!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O CENTURIAO COMO MODELO DE ADORADOR - Mateus 8.5-13

Pregando em junho de 2012


O CENTURIÃO COMO MODELO DE ADORADOR NOS EVANGELHOS.
  Mt 8.5-13 -
5 Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, apresentou-se-lhe um centurião, implorando:
6 Senhor, o meu criado jaz em casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente.
7 Jesus lhe disse: Eu irei curá-lo.
8 Mas o centurião respondeu: Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado.
9 Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz.
10 Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta.
11 Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus.
12 Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.
13 Então, disse Jesus ao centurião: Vai-te, e seja feito conforme a tua fé. E, naquela mesma hora, o servo foi curado.

Muito se fala em adoração nestes dias, mas quando se fala nisso, pensa-se em música, gestos, coreografias, ritos trejeitos, maneirismos, bocas e caras.
É preciso entender que adorar é mais do que um comportamento (o dito estilo de vida), uma reação diante da presença do Todo Poderoso. Muitos até se comportam como adoradores, mas quando as circunstâncias de risco chegam - não reagem como adoradores.
neste texto, temos na figura do Centurião um bom exemplo de um adorador.
Vejamos o que podemos aprender com ele:

EM PRIMEIRO LUGAR, o centurião humilhou-se diante de Jesus.
Ao dizer a Jesus “Senhor, não sou digno de que entres em minha casa.”, ele não teve medo de se expor diante dele como um homem cheio de falhas. Ele não usou de altivez, apesar da posição importante que ocupava, mas mostrou-se por inteiro, em verdade, sem máscaras, sem disfarces, assumindo sua indignidade.

Não é nada fácil para o ser humano se humilhar diante do que quer que seja, mesmo Deus. Somos excessivamente orgulhosos e nada humildes quando estamos diante do Todo Poderoso, do Criador dos céus e da terra e de tudo o que existe no universo.

Quantos vêm aos cultos com arrogância, com criticas, com posturas de grandeza, com exigência.
Quantos vem realmente para adorar a Deus?

EM SEGUNDO LUGAR, ele creu e reconheceu a soberania de Deus em tudo.
O centurião reconheceu a soberania de Deus sobre as circunstâncias. Ele reconhece a soberania de Deus, exercida por Jesus quando diz : não precisa ir, mas diz uma palavra e meu servo será curado.”
Ele cria que Jesus era poderoso, que Deus era poderoso e tinha o poder sobre tudo e sobre todos.
Deus, meus irmãos tem o controle sobre tudo.
Adora realmente, quem não apenas crê que Deus é soberano e governa todas as coisas.
Adora realmente quem também entrega o comando de sua vida a ele. Seus problemas, suas dores.
Adora realmente quem crê nele.
Quem crê que ele é pó Deus dos impossíveis.
Nada é impossível para ele.
Adora quem exercita fé nele.

EM TERCEIRO LUGAR, o centurião, rendeu-se inteiramente ao Senhor.
O centurião reconheceu na pessoa de Jesus a solução para a doença de seu empregado. Ele não tinha, apesar de sua autoridade, poder sobre a doença.
Mas reconheceu em Jesus, esta autoridade.
Esta é a condição, a atitude de um adorador, ele se rende a Jesus em seu desespero.
Ele se entrega...ele não guarda reservas, por quem está ao lado, por quem está lhe vendo.

EM QUARTO LUGAR, a atitude do centurião, surpreendeu àquele a quem adorava.
Jesus “admirou-se’ da postura daquele homem. Admirou-se da fé daquele homem. Surpreendeu-se com a adoração daquele homem.
Hoje que reação você tira do Senhor quanto a tua atitudes?

EM QUINTO LUGAR, o centurião voltou para sua casa com a benção.
Ao adorar o abençoador, foi abençoado por ele. Esta é a grande conclusão desta narrativa. Aquele homem adora a Jesus, aquele que abençoa. Ao adorar aquele poderia abençoa-lo sai abençoado. Quando chega o criado está curado.
Adorar ao Senhor é uma atitude que precisa ter marcos definidos.
A adoração não é cumprir uma formalidade em um culto congregacional. Mas o culto congregacional pode ser um adoração.

O fato de alguém seguir toda liturgia de um culto. De seguir a coreografia de uma celebração pública. De desenvolver todo o rito de um culto. De estar dentro de um esquema cúltico seja num pequeno templo ou numa catedral. De ser em uma sala, salão ou ao ar livre, não significa que aquela pessoa esteja adorando.
Adoração é coração e mente reconhecendo a Deus como criador.
Adoração é coração e mente reconhecendo a soberania de Deus.
Adoração é coração e mente reconhecendo a bondade, o amor, a misericórdia e a graça do Senhor.
Adoração é coração e mente reconhecendo a fidelidade do Senhor.
Adoração é coração e mente reconhecendo Jesus Cristo, como filho de Deus.
Adoração é coração e mente reconhecendo Jesus Cristo, como o Evangelho, a boa-notícia de Deus.

Adoração é coração e mente reconhecendo o Evangelho como a Palavra de Deus ao apresentar a pessoa do Senhor Jesus.
Adoração é coração e mente reconhecendo o sacrifício de Jesus Cristo na cruz para a salvação de pecadores.
Adoração é crer em Jesus, entregar-se a Jesus e reconhecer o senhorio do Senhor Jesus na vida.
Com ou sem música – adora a Deus, quem recebe e vive com Jesus.
Exaltando seu nome e submetendo-se a ele na vida e a vida toda.





sexta-feira, 30 de novembro de 2012

ELE LEVOU A NOSSA CRUZ - João 19.16-24

Pastor Rogerio Nascimento




                                              ELE LEVOU A NOSSA CRUZ
João 19.16-24 -
16 Então, Pilatos o entregou para ser crucificado.
17 Tomaram eles, pois, a Jesus; e ele próprio, carregando a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, Gólgota em hebraico, 18 onde o crucificaram e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.
19 Pilatos escreveu também um título e o colocou no cimo da cruz; o que estava escrito era: JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS. 20 Muitos judeus leram este título, porque o lugar em que Jesus fora crucificado era perto da cidade; e estava escrito em hebraico, latim e grego.
21 Os principais sacerdotes diziam a Pilatos: Não escrevas: Rei dos judeus, e sim que ele disse: Sou o rei dos judeus. 22 Respondeu Pilatos: O que escrevi escrevi. 23 Os soldados, pois, quando crucificaram Jesus, tomaram-lhe as vestes e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e pegaram também a túnica. A túnica, porém, era sem costura, toda tecida de alto a baixo. 24 Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela para ver a quem caberá – para se cumprir a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica lançaram sortes. Assim, pois, o fizeram os soldados.

A mensagem da cruz é mensagem central do cristianismo
Jesus fez tudo o que precisava ser feito para a nossa salvação.
Jesus fez tudo o que não podíamos fazer pela nossa salvação.
É por meio dessa mensagem que as pessoas se aproximam do Salvador – Jesus, o filho que Deus enviou para nos salvar.
A mensagem de hoje trata de Jesus carregando sua cruz.
Ele carregou a cruz, a cruz onde ele iria ser crucificado.
Neste texto estão representados os diferentes tipos e classes sociais
a – PILATOS estava ali (v.16) – Ele entrega Jesus para ser crucificado e escreve também uma placa para colocar no alto da cruz.
b – OS CRIMINOSOS estão ali – os JUDEUS estão ali (v.20) – eles apoiam a crucificação. Eles estão ali como juízes e também como assistentes.
c – OS RELIGIOSOS estão ali (v.21) – eles não acreditam que Jesus seja o salvador. Eles acusam a Jesus de ser um impostor, um blasfemo e um falso.
d – OS SOLDADOS estão ali (vs 23,24) – eles repartem as vestes de Jesus. Alguns tiram proveito próprio da morte de Jesus.
e – OS SEUS SEGUIDORES estavam ali (v.25) – estavam também ali pessoas que o amavam e o seguiam.
Toda a humanidade se fez representar diante da cruz.
Toda a humanidade observou a cena, o drama da paixão de Cristo.
Toda a humanidade depende da cruz, mas Jesus mesmo a carregou.
Ele sozinho a carregou, suportou o peso, o grande peso.
Mesmo quando Simão, o Cirineu a levava, o peso estava sobre Jesus.
E levou a cruz porque?
Porque somente ele deveria e poderia carregá-la e somente ele poderia sofrer o castigo da cruz.
Vejamos com mais detalhe:
1 – OS QUE O LEVARAM ATÉ A CRUZ, JAMAIS PODERIAM SUPORTÁ-LA.
Pilatos estava ali, mas entregou a cruz para Jesus.
Pilatos não poupou a Jesus dos açoites. Se ele iria para a cruz, não precisava ser açoitado, nem carregar sua própria cruz.
Os sacerdotes perseguiram ele. O mandaram prender e zombaram dele.
Os soldados se aproveitaram dele e também o feriram.
Eles não poderiam levar a cruz, era muito pesada, e mais – eles, eram indignos daquela cruz.
2 – O POVO NÃO PODERIA CARREGAR A CRUZ.
O povo é volúvel, o povo pode ser comprado, o povo pode ser manipulado. Alguns não tomaram conhecimento do que estava acontecendo ou não se importaram.
Alguns o observavam e se alegraram. Outros sentiram pena. Outros os ridicularizaram, mas todos o desprezavam. Eles não poderiam carregar a cruz. Eles também eram indignos daquela cruz.
3 – O MUNDO NÃO PODERIA CARREGAR A CRUZ.
O mundo é a causa do pecado.
O mundo é mergulhado no pecado.
O mundo foi corrompido pelo maligno, foi seduzido e se entregou ao diabo.
O mundo não todo não poderia.
 O mundo todo junto não poderia suportar o peso daquela cruz.
Naquela cruz havia um incalculável peso. 
Pesava o peso de todos os pecados de todos os pecadores que haviam se arrependido e de todos os pecadores que haveriam de se arrepender.
4 – O ÚNICO QUE PODERIA LEVAR A CRUZ, LEVOU-A POR TODOS.
Ele, Jesus levou aquela cruz.
“mas ele levou aquela cruz.”
Ao recair sobre aquele corpo desfigurado – todo ferido, moído, cortado e ensanguentado. 
Foi como desabar um peso que moeu até a alma de Jesus.
Todos os pecados da humanidade foram colocados naquele instante sobre os ombros do salvador.
Os pecados de toda aquela multidão de arrependidos que viveram antes da cruz, bem como de todos os que se arrependeriam depois da cruz. 
Todos estes pecados de pecadores pesaram sobre ele.
Nenhum de nós poderia, teria a capacidade para conduzir aquela cruz – pois ela exigia que fosse alguém sem pecado, irrepreensível e ao mesmo tempo vazio de si mesmo – para que os pecados que nela haviam fossem transferidos à ele.
A cruz que eu não levei, que você não levou, mas que ele levou foi o meio de nos salvar.
Ao morrer então, naquela cruz, Jesus assegurou o perdão e o resgate de todo aquele que nele crê, por meio de sua morte.
A cruz que eu não levei, mas que ele levou, foi a maneira que Deus , o Pai escolheu para realizar a salvação eterna.
Ao levar a cruz, ele fez tudo o que precisava ser feito para nos salvar.
Não adiantaria eu ou você fazer.
Só ele poderia – e ele fez.
Ele consumou nossa salvação sozinho.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

ELE FOI FERIDO POR TODOS - Isaías 53

Pregado em abril de 2008


JESUS FOI FERIDO POR TODOS
Isaias 53.1-5
1 Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR?
2 Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse.
3 Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.
4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.
5 Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

O cristianismo é a única religião onde Deus foi ferido.
Onde Deus se apaixona, sofre e morre em favor das pessoas.
É a única religião onde o salvador é o próprio Deus que se oferece em resgate de seu povo. É a única religião onde Deus se faz humano. Onde ele mesmo se torna o sacrifício pela salvação.
Ele é o sacerdote que oferece o sacrifício, sendo ele também o sacrifício, e ele mesmo é quem recebe o sacrifício. Esta é a grandeza da obra de Cristo na cruz. Por tudo isso, a cruz é o lugar da paixão de Cristo. É o lugar do sacrifício, o altar do sacrifício – da entrega de Jesus.
É o lugar do amor de Deus que se doa.
Na paixão de Cristo, temos todos estes elementos. Ele se entregou. Sua entrega foi de dores, muitas dores.
A paixão de Cristo, ou seja, seu sofrimento tem inicio no Getsemani, e termina quando ele dá o último suspiro na cruz.
No Getsemani, dá-se inicio a sua entrega definitiva à hora de sua morte. Ali sue ministério é mudado. Não mais pregações, exemplos, curas e milagres. Mas, é enfrentar a ira de Deus no lugar dos pecadores. Depois do Getsemani, o trajeto é só dor. Jesus é preso e levado a Pilatos, depois é levado à Herodes e novamente a Pilatos.
Pilatos escarnece de Jesus e manda acoitá-lo Jesus é preso à uma coluna no pátio e é acoitado com um chicote. Feito de tiras de couro com bolinhas de chumbo e ossos na ponta.
Sua pele é arrancada e o sangue jorra. Colocam sobre ele o tronco horizontal da cruz com o peso de aproximandamente 70 kilos. É forçado a caminhas com os pés descalços por uma rua cheia de pedras. O trajeto é de quase um kilometro.
Ele está muito ferido, o sangue cobre seu corpo, ele está sem forças e cai várias vezes. Ao chegar no local, é deitado de costas e é pregado na cruz. Ali está desfigurado...ali esta cada vez mais coberto de sangue.
Is 53.2, nos diz que ele estava totalmente desfigurado. Suas dores e feridas foram sem comparação.
Muitos foram martirizados, muitos foram crucificados, mas somente as feridas de Jesus trouxeram salvação à humanidade aos eleitos de Deus. Há na cruz de Cristo o único meio de salvação aos pecadores. Há no sofrimento de Jesus a cura para quem dele se aproximar. Existem algumas verdades sobre as feridas de Jesus que não podemos ignorar.

1 – JESUS FOI FERIDO PELA CRUELDADE E MALDADE DOS HOMENS.
“Ele foi rejeitado e desprezado. Suportou dores e sofrimentos sem fim...’ Is 53.3 “ele foi maltratado...” v.7
“foi preso, condenado e levado para ser morto.” V.8
“vocês mesmo o mataram por mãos de homens maus, que o crucificaram.” At 2.23
Seus inimigos se alegraram quando o pregaram na cruz. Todos se levantaram contra Jesus. Todos os que se sentiam ofendidos, contrariados, desafiados e incomodados por Jesus, cooperaram para o levar à morte. Uns gritavam de alegria, outros se alegravam silenciosamente. Outros o desprezavam, fazendo de conta que não era com eles.

2 – JESUS FOI FERIDO POR DEUS.
“o Senhor castigou o seu servo; fez com que ele sofresse o castigo que nós merecíamos.” Is 53.6 “o Senhor se agradou em moe-lo, fazendo-o sofrer muito.” Is 53.10.
 Ele foi ferido por homens maus. Foi ferido na alma, no corpo todo pelos acoites, na caminhada da via crucis, nos pregos pregados, pelo sol intenso, mas acima de tudo, pela ira de Deus. Castigado, condenado por Deus como substituto do seu povo.
 
3 – JESUS FOI FERIDO POR NOSSOS PECADOS
“ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas enormes iniquidades. O castigo que nos reconciliou com Deus estava sobre ele.” Is 53.5
“ele ofereceu a sua vida como sacrifício pelos pecados, para tirar os pecados.” Is 53.10
Jesus se entregou por nós. Entregou sua vida por nós. Ele morreu para nos salvar. Ele se ofereceu como sacrifício por causa de nossos pecados. Ele foi ferido para que não fossemos condenados.
 
4 – JESUS FOI FERIDO EM NOSSO LUGAR
“o Senhor castigou seu servo, fez com ele sofresse o castigo que nós merecíamos.” Is 53.6
“Cristo sofreu em vosso lugar .” 1Pe 2.21
Esta foi sua obra maravilhosa. Ele foi nosso substituto.
Ele sofreu vicariamente, substituiu os pecadores. Ele não apenas morreu ou sofreu por nós, mas também, em nosso lugar. O “por nós” significa “em nosso lugar.”
Sofreu todas as formas de sofrimentos.
Foi enviado por Deus com esta missão.
De ser o servo sofredor.




VIVER COM PACIÊNCIA, ESPERANÇA E PERSEVERANÇA – Romanos 8.18-25

  Pregado em 03 de maio de 2020 sexto sermão na Pademia                                                                                     ...