quinta-feira, 29 de novembro de 2012

JUNTO À CRUZ - RETRATOS DA CRUZ

Pregado em abril de 2008
 


João 19.1-16
1 Então, por isso, Pilatos tomou a Jesus e mandou açoitá-lo.
2 Os soldados, tendo tecido uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e vestiram-no com um manto de púrpura.
3 Chegavam-se a ele e diziam: Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas.
4 Outra vez saiu Pilatos e lhes disse: Eis que eu vo-lo apresento, para que saibais que eu não acho nele crime algum.
5 Saiu, pois, Jesus trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Disse-lhes Pilatos: Eis o homem!
6 Ao verem-no, os principais sacerdotes e os seus guardas gritaram: Crucifica-o! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós outros e crucificai-o; porque eu não acho nele crime algum.
7 Responderam-lhe os judeus: Temos uma lei, e, de conformidade com a lei, ele deve morrer, porque a si mesmo se fez Filho de Deus.
8 Pilatos, ouvindo tal declaração, ainda mais atemorizado ficou,
9 e, tornando a entrar no pretório, perguntou a Jesus: Donde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta.
10 Então, Pilatos o advertiu: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?
11 Respondeu Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada; por isso, quem me entregou a ti maior pecado tem.
12 A partir deste momento, Pilatos procurava soltá-lo, mas os judeus clamavam: Se soltas a este, não és amigo de César! Todo aquele que se faz rei é contra César!
13 Ouvindo Pilatos estas palavras, trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, no hebraico Gabatá.
14 E era a parasceve pascal, cerca da hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso rei.
15 Eles, porém, clamavam: Fora! Fora! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? Responderam os principais sacerdotes: Não temos rei, senão César!
16 Então, Pilatos o entregou para ser crucificado.

Este texto narra nas entrelinhas o retrato fiel, o perfil de alguns personagens envolvidos diretamente na morte do Senhor Jesus.
Diante de Jesus, ninguém fica indiferente.
Jesus sempre provoca reações fortes.
Diante do Senhor Jesus, a pessoa se revela como realmente é.
Vejamos quem são as pessoas que estão à sombra e ao pé da cruz:

1 – OS JUDEUS INCRÉDULOS. O primeiro retrato que encontramos é o dos judeus incrédulos (vejam bem os judeus da época, não todos, mas aqueles representados principalmente pelos fariseus e saduceus.)
Nós os vemos por mais quatro horas rejeitando a oferta de Pilatos para libertar a Jesus.
Eles não querem saber, eles exigem com ferocidade sua crucificação.
Clamam agressivamente por sua condenação à morte.
Eles rejeitam a Jesus e assumem a culpa maior pela morte de Jesus.
Os judeus eram filhos de Israel. Descendentes de Abrãao; à eles pertenciam os dons de Deus.
A Lei pertencia à eles. As promessas, as cerimônias da Lei, os sacrifícios e o templo.
Eles professavam aguardar o messias. O profeta maior do que Moisés, um descendente de Davi que estabeleceria um Reino eterno.
Eles estavam cegos espiritualmente insensíveis à obra de Deus, com a consciência cauterizada. Seus olhos estavam fechados à benção e não viram que Deus os tinha escolhido para serem abençoados.

2 – PÔNCIO PILATOS E SUA FALTA DE PRINCÍPIOSO segundo retrato que encontramos é o de Pilatos, governador romano ali.
Nós o vemos sem saber que decisão tomar.
Ele sabia o que era correto, mas com medo de agir.
Escondeu sua covardia atrás de seu cargo.
Sacrificou a justiça em nome do status e da aceitação popular.
Amou a opinião das pessoas. Revelou um coração sem nobreza, sem grandeza.
Revelou-se um homem sem dignidade.
Vendeu Jesus pelo preço de sua própria fama.
Trocou a verdade pela vaidade. Trocou o céu pela terra. Desprezou a verdade iludido pelo povo.

3 – O SENHOR JESUS E SUA MISSÃO REDENTORA. Vemos também, em seguida, o salvador da humanidade – o Filho de Deus. O Deus encarnado – sendo chicoteado, coroado com uma coroa de espinhos, escarnecido, esbofeteado, rejeitado pelo povo, injustamente condenado ao mais indigno tipo de morte.
No entanto, ele era o eterno filho de Deus. Aquele que havia criado o mundo. Aquele que tinha toda a glória desde antes da fundação do mundo. Aquele a quem todos os anjos adoravam.
Ele veio ao mundo para salvar os pecadores – pregou o Evangelho e cumpriu sua missão.
Ele fez tudo por amor.
Não existe amor para comparar com este amor. E amor perfeito, celestial – divinal.
Jamais devemos esquecer que Jesus sofreu por causa de nossos pecados, o justo pelos injustos. Ele foi traspassado por causa de nossas transgressões e ferido por causa de nossas iniquidades.
Precisamos seguir o exemplo de Jesus em todas as aflições e provas de nossas vidas.
Precisamos seguir seu exemplo de paciência.
Vejamos o retrato dele. Vemos o retrato de Jesus diante da situação.
Quando ele foi rejeitado.
Quando foi ultrajado, não fez ameaças, mas entregou-se a Deus.
Ao ser maltratado, suportou.
Precisamos nos revestir destas mesmas atitudes.
Olhemos atentamente para aquele que sem murmurar, suportou tamanha oposição da parte dos pecadores e esforcemo-nos para glorificá-lo através do sofrimento e da prática do Evangelho.

4 – NÓS MESMOS, CADA UM DE NÓS COM TODOS NOSSOS DEFEITOS E NECESSIDADES. Também precisamos nos ver diante do cenário da Cruz.
Também nós, somos colocados diante de Jesus.
Também nós diante de Jesus somos expostos.
Nosso verdadeiro ser se manifesta.
Não temos o que esconder diante dele.
À semelhança dos judeus da época – nossos olhos também se fecham.
Muitas e muitas vezes não vemos a benção.
Ficamos cegos em nossas razões. Nos fechamos para a vontade de Deus.
Por causa da ignorância do nossos coração. Por causa da nossa vontade, de nosso egoísmo e vaidade, perdemos a benção e nos afastamos da graça.
Por causa da dureza de nosso coração.
Não vemos as coisas de Deus.
Não damos ouvidos á voz do Senhor.
Não valorizamos os dons de Deus.
Não praticamos a Palavra.
Não obedecemos.
Não mudamos.
Não imitamos a Jesus.
Sabemos por onde ir, mas não vamos.
Sabemos o procedimento certo, mas como Caim – procedemos errado.
Sabemos que sem Jesus nos perdemos.
Sabemos que sem olhar para Jesus, o que sobra são trevas.
Sabemos que sem Jesus, não temos luz alguma.
O que nos falta?
Assumir nossa posição com Jesus.
Nos unirmos à ele. Permanecer nele. Olhar para ele.
Olhar para a Cruz de Cristo é a maneira de não nos desviarmos para as perdições da vida.



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

HERODES - O HOMEM QUE FOI IGNORADO POR JESUS

Pregado em Março de 2008




               Lucas 23.8-12
8 Herodes, vendo a Jesus, sobremaneira se alegrou, pois havia muito queria vê-lo, por ter ouvido falar a seu respeito; esperava também vê-lo fazer algum sinal.
9 E de muitos modos o interrogava; Jesus, porém, nada lhe respondia.
10 Os principais sacerdotes e os escribas ali presentes o acusavam com grande veemência.
11 Mas Herodes, juntamente com os da sua guarda, tratou-o com desprezo, e, escarnecendo dele, fê-lo vestir-se de um manto aparatoso, e o devolveu a Pilatos.
12 Naquele mesmo dia, Herodes e Pilatos se reconciliaram, pois, antes, viviam inimizados um com o outro.

Jesus foi levado à Pilatos para ser julgado, mas Pilatos quis evitar a todo custo tomar uma posição.

Uma das fugas de Pilatos foi enviar Jesus a Herodes.
Herodes Antipas era filho de Herodes, o grande – que mandou matar os meninos recém nascidos e de até dois anos na época do nascimento de Jesus.
Herodes era um rei deposto, só guardava o título e um certo status simbólico.
Herodes havia mandado matar João Batista. Ele havia tomado a mulher se seu irmão e João condenou esta atitude. Herodias, ma mulher sugere à sua filha que peça a cabeça de João Batista em uma bandeja. João Batista costumava ser ouvido por Herodes (Mc 6.30).
Herodes também odiava a Jesus e o ameaçava de morte.
Logo que Jesus entra no palácio, Herodes se alegra e procura interrogar Jesus.
Herodes esperava ver Jesus fazer algum milagre.
Agora veja a cena. Jesus era um pregador. Ele falava para anunciar boas novas de salvação a todos.
Até diante de Pilatos, Jesus falou de sua missão. Falou sobre a verdade. Falou sobre o Reino.
Mas, muito impressionante foi o silêncio triunfal de Jesus perante Herodes. Foi um sermão sem palavras. Um dos mais eloquentes sermões de Jesus.
Diante de Pilatos, Jesus fala com firmeza e clareza, diante de Herodes – Jesus guarda silêncio.
Mas, porque, Jesus não fala com Herodes?

As conclusões são impressionantes
I – HERODES HAVIA IGNORADO A GRAÇA DE DEUS.
Ao contrário de Pilatos, que ouvira Jesus pela primeira vez, Herodes tivera suas oportunidades.
Ele ouvia as pregações de João Batista. Se impressionava com elas, mas por causa da luxúria manda tirar a cabeça de João.

Veja o que aconteceu com Herodes:
1 – HERODES IGNOROU A OPORTUNIDADE DADA POR DEUS.
Ele ouviu a Palavra. Deus falou com ele.
Falou através de João Batista – ele ignorou totalmente a pregação que ouvira.
Ignorou também a mensagem de Jesus.
Ele perdeu a oportunidade. Quem ignora a oportunidade perde a oportunidade.
Herodes não quis saber de consertar sua vida.
2 HERODES PREFERIU SEU PRÓPRIO CAMINHO, IGNORANDO O CAMINHO DE DEUS.
Sendo uma autoridade, tendo o titulo de rei, ele deveria ter se arrependido, fazer o que era correto.
Seguiu, porém, a conduta cruel do pai; arrogante, orgulhosa, pomposa.
Adulterou e se afastou cada vez mais da razão espiritual.
Espiritualmente, estava morto. Seu coração esta fechado.
Era um porco que se sujava cada dia mais.

II – HERODES TENDO IGNORADO A DEUS, FOI IGNORADO POR JESUS.
A graça havia passado pelo coração de Herodes, mas já tinha ido embora.
O silêncio de Jesus foi uma dura pregação da lei divina.
Herodes não era mais digno da graça de Deus.
O que aconteceu com Herodes pode acontecer com todos aqueles que, ouvindo a Palavra tantas vezes, não obedece à ela.
Herodes foi ignorado por Jesus, porque o ignorou antes.
Aprendemos duas lições com isso:
1 – O TEMPO DA GRAÇA NA VIDA DE UMA PESSOA, PODE PASSAR.
Deus não dá pérolas a porcos.
Deus fala, adverte, corrige e insiste, mas há um tempo em que ele entrega a pessoa à dureza de seu coração.
A ignorância da pessoa à conduz a desgraça.
O desprezo à graça, coloca a pessoa diante de sua opção.
O pecado de ignorar a Palavra, tardar a correção da vida, desprezar a benção de Deus, pode levar a pessoa a perder o tempo da graça em sua vida.
Quem perde o tempo da graça, perde a benção.
Como diz a Palavra – “se hoje ouvires a voz do Senhor, não endureça o coração.’ Hb 3.7,8
Mais
“Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer um de vocês, perverso coração de incredulidade que afaste do Deus vivo.” Hb 3.12

2 – O TEMPO DA BENÇÃO NA VIDA DE UMA PESSOA PODE PASSAR.
O tempo de Herodes havia passado. Há um tempo em que Deus nos chama.
Ele nos atrai – ele nos procura. Se deixarmos as oportunidades para trás. Se não ouvirmos a sua Palavra, virá um tempo em que a pessoa terá de correr atrás da benção. Então, pode ser tarde demais.
Veja o que o texto bíblico diz:
“...eis agora, o tempo sobremodo oportuno, eis agora o dia da salvação.”
A pessoa rejeitada por Jesus, entra em desespero.
Veja, o desespero final de Herodes: “escarneceu, desprezou...”
Herodes, veste um manto branco em Jesus. Um manto de candidato. Envia-o de volta a Pilatos.
É a atitude de escárnio. É o ato do desesperado.
Não podemos perder o dia da benção.
Na vida de quem segue a Jesus, a benção o segue, o persegue.
Que jamais precisemos sair atrás da graça.
Ela já veio até nós.
Jesus vem a nós. Não o rejeitemos. Não deixemos ele nos ignorar – por tê-lo ingorado.



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

PILATOS - O HOMEM QUE NÃO SOUBE O QUE FAZER COM JESUS.

Pregado em Março de 2008
  JOÃO 18.33 – 19.1-6 - 1 Então, por isso, Pilatos tomou a Jesus e mandou açoitá-lo.2 Os soldados, tendo tecido uma coroa de espinhos, puseram na cabeça e vestiram-no com um manto de púrpura.3 Chegavam-se a ele e diziam: Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas.4 Outra vez saiu Pilatos e lhes disse: Eis que eu vo-lo apresento, para que saibais que eu não acho nele crime algum.5 Saiu, pois, Jesus trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Disse-lhes Pilatos: Eis o homem!6 Ao verem-no, os principais sacerdotes e os seus guardas gritaram: Crucifica-o! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós outros e crucificai-o; porque eu não acho nele crime algum.7 Responderam-lhe os judeus: Temos uma lei, e, de conformidade com a lei, ele deve morrer, porque a si mesmo se fez Filho de Deus.8 Pilatos, ouvindo tal declaração, ainda mais atemorizado ficou,9 e, tornando a entrar no pretório, perguntou a Jesus: Donde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta.10 Então, Pilatos o advertiu: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?11 Respondeu Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada; por isso, quem me entregou a ti maior pecado tem.12 A partir deste momento, Pilatos procurava soltá-lo, mas os judeus clamavam: Se soltas a este, não és amigo de César! Todo aquele que se faz rei é contra César!13 Ouvindo Pilatos estas palavras, trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, no hebraico Gabatá.14 E era a parasceve pascal, cerca da hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso rei.15 Eles, porém, clamavam: Fora! Fora! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? Responderam os principais sacerdotes: Não temos rei, senão César!16 Então, Pilatos o entregou para ser crucificado.

Pilatos era o governador da Judéia. Era a maior autoridade romana ali, por isso, os judeus levam Jesus à ele.
Ele tinha o poder de decidir o que fazer com Jesus.
Ele fugiu da responsabilidade.
Ele hesitou na hora da decisão.
Ele não assumiu sua culpa.
Ele demonstrou fraqueza.
Jesus está diante de Pelotas para ser julgado.
Aquele que um dia irá julgar o mundo, se permitiu ser julgado e condenado.
O comportamento de Pilatos revelou sua fraqueza diante da maior oportunidade de sua vida.
Diante do desafio da vida, ele demonstra no seu comportamento, o quanto era fraco em seu caráter.
Veja, que o próprio Senhor Jesus questionou o caráter de Pilatos – João 18.33-24
Pilatos, por várias vezes ironiza a postura e as declarações de Jesus:
“verdade que és o rei dos judeus?” 18.33
“logo tu és rei?” 18.37
“que é a verdade?” 18.38
“querem que eu solte o rei dos judeus?” 18.39
“eis o homem.” 19.5
“eis aqui o rei de vocês.” 19.14
“querem que eu crucifique o rei de vocês?” 19.15
Pilatos também, apesar de considerar Jesus inocente, aproveitou e exercitou sua crueldade com Jesus mandou açoitá-lo. 19.1
Deixou que os soldados fizessem um coroação com requintes de crueldade sádicos. 19.2
Apresentou Jesus todo ensanguentado ao povo. 19.4
Entregou Jesus para ser crucificado. 19.16
Os próprios judeus sabiam da fraqueza de Pilatos pela forma que exercem sua pressão.
Vejamos as características negativas do caráter de Pilatos, segundo o que aprendemos nos relatos dos evangelhos.

1 –PILATOS DEMONSTROU FALTA DE PRINCÍPIOS.
Pilatos sabia da inocência de Jesus, mas governava um povo em crise de identidade.
Um povo sem liberdade a mais de 600 anos.
Era um povo traumatizado e neurotizado.
Geralmente quem sofre muito nas mãos dos outros, criam defesas e sentimentos destrutivos, pois não encontram paz com os outros e criam estereótipos negativos em cada pessoa que aparece querendo fazer o bem. Fica sempre com um pé atrás.
Pilatos desejava agradar o povo. O seu grande desejo era a simpatia do povo.
Ele queria o aplauso popular.
Este homem – Pilatos – é o emblema de todos aqueles que para defender sua reputação vivem sem princípios.
Quantos tem a consciência de que seus atos estão errados, mas mesmo assim, não mudam.

2 – PILATOS DEMONSTROU TER SEDE POR RECONHECIMENTO
Ele valorizava o louvor das pessoas, ou seja, gostava de receber o louvor das pessoas.
O louvor e o reconhecimento dos outros é o ídolo diante do qual se prostram.
A este ídolo diante do qual se prostram, eles sacrificam a consciência, a paz interior e a própria alma.
Qualquer que seja nossa posição nesta vida, devemos ser guiados – pautar nossas ações pelos princípios da humildade. Deixar que Jesus seja glorificado em nossa vida.
O louvor das pessoas é algo pobre, débil e inconstante. Esta aqui hoje, mas amanhã já era.
Tem gente viciada em status, poses, posturas, reconhecimento e exemplos.
Querem muito dar exemplo, mas não tem ensinamentos.
Querem muito dar exemplos, acabam se tornando uma caricatura.
“servo inútil” é o melhor elogio.

3 – PILATOS DEMONSTROU TER MEDO DE SER REJEITADO.
Pilatos, não quis soltar Jesus, porque seria rejeitado pelo povo. Ele amava a popularidade. Não queria ser impopular. A fama era tudo para ele.
Não ouviu a voz do exemplo de Jesus.
Não se importou com a inocência de Jesus. O que importava era a exigência do povo.
Ele não ouviu nem mesmo a voz do povo.
Se estamos na vontade de Deus, não importa as pessoas.
O líder não deve seguir o povo, o povo segue o líder.
O pastor conduz as ovelhas.
Se tememos ao Senhor, então não devemos temer a ninguém.
Se estamos na vontade de Deus, nada pode nos deter.
Rejeição, desprezo, incompreensão, não reconhecimento não é motivo de desânimo, mas de seguir a Jesus.

4 – PILATOS DEMONSTROU SENTIR-SE O DONO DA VERDADE.
Pilatos, em determinado momento, pergunta? Esta pergunta não era a pergunta de quem queria aprender.
Era mais a atitude da soberba.
Era uma chamada á controvérsia, à polêmica.
Era uma exclamação desdenhosa e sarcástica.
Existem pessoas que já tem sua própria verdade – não querem continuar aprendendo – acham que sabem de tudo.
Nunca estão erradas – estão sempre certas.
A única verdade que conhecem, são suas próprias convicções.
Não são aprendizes, não querem ser discípulos
São mestres de si mesmos.
São pessoas inflexíveis, duras e que não aceitam que exista vida inteligente fora de suas cabeças.
Pilatos não entendeu sua oportunidade. Perdeu a chance de mudar. Perdeu a graça. Perdeu a vida. Perdeu a salvação.
Aprendemos que Jesus transforma o ser de uma pessoa.
Precisamos ser transformados.
Precisamos deixar ele nos transformar.
Precisam quando diante dele, olhar para ele, e receber dele tudo o que ele nos oferece.

CAIFÁS - O HOMEM QUE REJEITOU JESUS

Pregado em novembro de 2007


 Mt 26.57-67 
57 E os que prenderam Jesus o levaram à casa de Caifás, o sumo sacerdote, onde se haviam reunido os escribas e os anciãos.
58 Mas Pedro o seguia de longe até ao pátio do sumo sacerdote e, tendo entrado, assentou-se entre os serventuários, para ver o fim.
59 Ora, os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte.
60 E não acharam, apesar de se terem apresentado muitas testemunhas falsas. Mas, afinal, compareceram duas, afirmando:
61 Este disse: Posso destruir o santuário de Deus e reedificá-lo em três dias.
62 E, levantando-se o sumo sacerdote, perguntou a Jesus: Nada respondes ao que estes depõem contra ti?
63 Jesus, porém, guardou silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse: Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus.
64 Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste; entretanto, eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu.
65 Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou! Que necessidade mais temos de testemunhas? Eis que ouvistes agora a blasfêmia!
66 Que vos parece? Responderam eles: É réu de morte.
67 Então, uns cuspiram-lhe no rosto e lhe davam murros, e outros o esbofeteavam, dizendo:


  Não há salvação para quem rejeita a Jesus.

 A Bíblia diz “não há outro nome que possa nos trazer salvação.’ Atos 4.12
crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa.” At 16.31
Se com tua boca confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos serás salvo.” Rom 10.9
Caifás era o sumo sacerdote do templo nos dias de Jesus.
Ele era o representante religioso do povo.
Era para ele ser o representante de Deus na terra.
Ele era o representante espiritual pelo povo.
Ele deveria ser o elo entre a vontade de Deus e o povo.
Porém, ele era um religioso, mas não conhecia a Deus.
Ele tinha toda a aparência, o ritual, as roupas, a doutrina – tudo estava religiosamente certo em Caifás.
Ele deveria ser o primeiro a reconhecer e receber a Jesus.
Desde o inicio ele se apegou ao seu cargo, aos seus dogmas, ao seu sistema religioso e à sua tradição religiosa e perseguiu a Jesus.
Não descansou enquanto não prendeu Jesus.
Foi Caifás o mentor da prisão de Jesus.
Foi Caifás o homem que tentou desde o inicio infernizar a vida de Jesus.

Neste texto, temos as atitudes ímpias de Caifás.

I – AS ESCOLHAS DAQUELE QUE REJEITOU A JESUS.
Aquele que deveria ser o maior defensor de Jesus, revelou ser o maior perseguidor.
Ele não apenas rejeitou a Jesus, mas teve atitudes ímpias com relação a Jesus.

1 – ELE PROCUROU CULPA EM JESUS – VS 59-61
Depois de prender Jesus, ele tenta de todo modo achar culpa em Jesus.
Ele busca acusar Jesus de pecado.
Ele busca algo para comprometer  Jesus.

2 – ELE REJEITOU A DIVINDADE DE JESUS – VS 62-63
Ele não acreditou em Jesus. Não creu que Jesus era o filho de Deus.
Não acreditou que Jesus era Deus feito gente.
Ele não acreditou que Jesus era a revelação de Deus.

3 – ELE REJEITOU A MISSÃO REDENTORA DE JESUS.
Caifás oferecia sacrifícios a Deus em favor do povo. Porém, rejeitou o verdadeiro sacrifício.
Deus não estava mais no sacrifício e o verdadeiro cordeiro de Deus já estava no mundo – para tirar o pecado do mundo.
Ao rejeitar Jesus como cordeiro de Deus – ele rejeita a Deus e é rejeitado por Deus.

4 – ELE SE APEGOU ÀS APARÊNCIAS E À HIPOCRISIA.
O vazio, a ausência de Deus em sua vida, leva Caifás ao desespero.
A hipocrisia do sumo sacerdote ganha grande realce. Age como se fora tomado de grande dor, embora quisesse gritar de alegria.
Ele faz uma notável exibição de devoção religiosa. Rasga sua túnica sacerdotal e acusa Jesus de blasfêmia.
Ele se apega à sua tradição e assume a atitude hipócrita – ele faz uma cena. Que cena!

II – ATITUDES QUE DEMONSTRAM REJEIÇÃO A JESUS
Se Jesus chegasse hoje diante de nós, sem se apresentar, com certeza seria rejeitado.

1 – REJEITA A JESUS QUEM REJEITA SUA DIVINDADE.
Caifás não aceitou a divindade de Jesus.
Jesus veio ao mundo para nos substituir diante de Deus.
Ele era o salvador, mas somente Deus pode nos salvar.
Ele veio para nos salvar.
Ele era Deus entre nós.
Não aceitar este fato traz condenação.
Quem rejeita a Jesus, rejeita a Deus.

2 – REJEITA A JESUS QUEM REJEITA SUA OBRA SALVADORA.
Caifás, não creu na obra salvadora de Jesus. Ele não aceitou que Jesus era o salvador.Ele não creu que Jesus era o messias.
Quem não se acha pecador, não pensa precisar de salvação.
Quem procura salvação fora de Jesus, fica por fim sem salvação.
Quem não procura na cruz de Cristo a salvação, não encontra o salvador.

3 – REJEITA A JESUS, QUEM REJEITA A PALAVRA DE JESUS.
Caifás ouvia todos os dias o relato das pregações de Jesus (por seus informantes).
Cada mensagem a ele transmitida, servia para endurecer o seu coração.
Há muitas pessoas hoje que quanto mais ouvem, mais longe vivem da Palavra de Jesus.

4 – REJEITA A JESUS, QUEM NÃO VIVE A VERDADE DE JESUS.
Caifás demonstrou toda a sua hipocrisia ao fingir sua devoção a Deus.
A hipocrisia imita a espiritualidade.
Quem não consegue viver a verdade, se apega a uma falsa espiritualidade.
Quem não consegue viver a verdade, forja uma aparência de espiritualidade.
Hipócrita é aquele que vive a aparência da fé.
Qual a nossa atitude hoje com Jesus?

Aceitar a Jesus é recebê-la com verdade – com o coração e com paixão.

 
 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A SALVAÇÃO É A MAIOR FESTA

Pregado em 2012

Lucas 5.27-32
27Passadas estas coisas, saindo, viu um publicano, chamado Levi, assentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me! 28Ele se levantou e, deixando tudo, o seguiu. 
29Então, lhe ofereceu Levi um grande banquete em sua casa; e numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa. 30Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores? 31Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. 32Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento.
Como é preciosa a salvação de um pecador

A conversão é a transformação de uma pessoa perdida, condenada à perdição eterna, em um discípulo de Jesus.
Uma pessoa perdida é “transformada” em seguidor do Senhor Jesus.
Todos nascemos em pecado e no pecado. Com a natureza corrompida.
Por isso precisamos da salvação – da conversão.
A conversão é uma gloriosa mudança.

Este texto nos mostra:
1 – É A GRAÇA DO SENHOR JESUS CRISTO QUE CHAMA OS PECADORES.
Ele chamou um publicano para tornar-se seu discípulo.
Foi a ele que o senhor disse – “segue-me”
Todos são candidatos a salvação. Jamais devemos dizer que alguém é “muito perdido” e que é impossível que seja salvo por Jesus.

2 – A CONVERSÃO É A MAIOR ALEGRIA POSSÍVEL DA VIDA.
“ele ofereceu um banquete”
Ele considerou a salvação uma festa. Nenhum outro acontecimento pode causar tanta alegria em uma pessoa quanto a salvação.
A conversão é o passar da morte para a vida. É ser abençoado com as provisões espirituais. Ser adotado na família da glória. Esta alegria – satisfação dever ser manifestada sempre que alguém se converte (Lc 15.32).

3 – QUEM SE CONVERTE CHAMA OUTROS À CONVERSÃO.
Levi convidou outros publicanos e outros pecadores amigos seus. O texto diz que ali havia uma multidão de publicanos e outros pecadores.
Ele conhecia a necessidade de salvação deles. Desejou que ele conhecessem o salvador. Foi salvo e lutou para que outros também conhecessem a Jesus e fossem salvos.
Foi chamado para conhecer a Jesus e chamou outros a Jesus.

4 – A SALVAÇÃO NÃO É UM JUGO, MAS UMA LIBERTAÇÃO.
Não transforme sua fé em Jesus em um jugo, nem para você, nem para os outros.
“eu não vim salvar justos.”
Ele não veio salvar religiosos, pessoas boas etc.
Ele é salvador de pessoas miseráveis, desamparadas, corrompidas, arruinadas.
Devemos nos apropriar desta salvação.
Vivamos nossa vida em Cristo sempre com alegria
Não se deixe contaminar pelo legalismo. Não se torne um religioso.
Não transforme sua fé – seu discipulado – não transforme sua experiência num jugo.
Levi experimentou uma novidade em sua vida. Que o deixou melhor, mais livre. O transformou em discípulo do salvador.
Olhe para Jesus aquele que te chama. Do alto de sua cruz. De seu sacrifício ele oferece hoje a salvação. Do alto de sua cruz ele faz o convite – “segue-me.”
 


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

TOMAR A CRUZ E SEGUIR JESUS

Pregado em junho de 2011
Lucas 9.23

Seguir a Jesus é tomar a sua cruz
Ser cristão é uma opção não por sucesso e bem estar – é uma opção pelo sofrimento e esvaziamento.

Vejamos as lições deste texto:
1 - TOMAR A CRUZ É O MESMO QUE MORRER POR JESUS.
Quem não está na obra de Cristo, está na obra de si mesmo.
Quem não está no serviço de Cristo, está a serviço de si mesmo.
Ao tomar a cruz, optamos pelo sacrifício. Fazemos a escolha de viver para Jesus.
De morrer nele, por ele e com ele. Com ele, por ele e nele. Por ele, com ele e nele.

2 – TOMAR A CRUZ É O MESMO QUE OPTAR PELA RESSURREIÇÃO.
É a opção pela ressurreição.
Quem não toma a cruz faz a opção pela vida mundana.
No mundo, do mundo, pelo mundo e como o mundo.
É a opção do conforto sem confronto.
Quem não toma a cruz faz o opção pela vida feliz construída por si mesmo.
Da felicidade adquirida por suas conquistas.
Quem toma a cruz faz o opção da negação. De morrer para si mesmo, de morrer para seus pecados. De morrer para viver a vida eterna. Na vontade de Deus.

3 – TOMAR A CRUZ É O MESMO QUE NEGAR A SI MESMO.
Quem não toma a cruz faz a opção de lutar por si mesmo.
De construir um mundo seu com a matéria copiada do mundo dos outros.
Do mundo do nada. Do mundo da vaidade. Do nada que dá no caos.
No caos que dá na perdição.
Sem fazer sacrifício algum pelos outros, mas por si mesmo e pelos seus.

4 – TOMAR A CRUZ É O MESMO QUE IMITAR AO SENHOR JESUS.
Quem não toma a cruz faz a opção de imitar a vida ordinária, que o mundo acha extraordinária. É a não imitação de Jesus.
Quem não toma a cruz vive a vida mundana – cheia de ira, de vingança, de não-perdão, sem misericórdia, sem amor.
Sem compreensão, sem tolerância e sem doação.
Imitar a Jesus é tomar a cruz.
Na cruz Jesus perdoou.
Na cruz Jesus compreendeu.
Não cruz Jesus distribuiu misericórdia e graça.
Na cruz Jesus salvou – não gente boa e santa, mas pecadores.
Tome a cruz. A cruz de Deus. A cruz de Cristo.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

JESUS E OS PECADORES

Pregado em março de 2007


JESUS CHAMA OS PECADORES
Lucas 5.27-32
27Passadas estas coisas, saindo, viu um publicano, chamado Levi, assentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me! 28Ele se levantou e, deixando tudo, o seguiu. 
29Então, lhe ofereceu Levi um grande banquete em sua casa; e numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa. 30Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores? 31Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. 32Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento.
Jesus não veio para ficar cultivando santos. Ele veio para chamar pecadores – salvar pecadores.

Veja neste texto que:
1 – JESUS VAI AOS PECADORES E VÊ OS PECADORES. 
“saiu e viu um publicano.”
2 – PECADORES SEGUIAM A JESUS.
“deixando tudo, levantou-se e o seguiu.”
O Senhor Jesus não esperava o pecador deixar de ser pecador. Não esperava mudar de vida antes. Ele aceitava o pecador como pecador.
O segundo fato é que a exemplo do publicano, o pecador precisa levantar-se, deixar a velha a vida.
3 – O PECADOR LEVOU JESUS ATÉ SUA CASA E CONVIDOU OUTROS PECADORES.
“Havia ali uma multidão de publicanos..”
Veja o exemplo de como deve ser a igreja (sim, estes encontros de Jesus deveriam ser o exemplo para as igrejas. Que se transformaram em templos, formalidades, cultos organizados etc.)
4 – OS RELIGIOSOS NÃO QUEREM LEVAR OS PECADORES A JESUS – QUEREM QUE SE TORNEM RELIGIOSOS COMO ELES.
“ os escribas, os fariseus, murmuravam...”
Esta é a postura dos religiosos, não querem fazer discípulos de Jesus e para Jesus, mas para eles mesmos.
5 – JESUS É O MÉDICO SALVADOR DE PECADORES E DOENTES – DOENTES DE DOENÇAS E DE PECADOS. 
“Os saudáveis não precisam de médico, mas os enfermos; não vim chamar os justos, mas, sim os pecadores...”
Isto é incrível. Hoje parece que ninguém crê nisso. Estamos cheios de cursos sobre “igrejas saudáveis” que nada mais significa do que “institucionalizar a igreja”.  Igreja que não seja “cheias’ de pecadores – não é igreja nos moldes de Jesus, o mestre.

CONCLUSÃO
 Jesus se aproxima do pecador, inicia um relacionamento com ele. Esta é a doutrina da eleição.
Não olhamos para ele, mas ele olha para nós.
Não buscamos a Deus – ele nos busca no pecado.
Levi é um pecador – ele não está a procura de Jesus.
Jesus chama-o para mudar de vida, a arrepender-se de seus pecados. Iniciar um novo estilo de vida com Jesus.


 

VIVER COM PACIÊNCIA, ESPERANÇA E PERSEVERANÇA – Romanos 8.18-25

  Pregado em 03 de maio de 2020 sexto sermão na Pademia                                                                                     ...