segunda-feira, 26 de novembro de 2012

CAIFÁS - O HOMEM QUE REJEITOU JESUS

Pregado em novembro de 2007


 Mt 26.57-67 
57 E os que prenderam Jesus o levaram à casa de Caifás, o sumo sacerdote, onde se haviam reunido os escribas e os anciãos.
58 Mas Pedro o seguia de longe até ao pátio do sumo sacerdote e, tendo entrado, assentou-se entre os serventuários, para ver o fim.
59 Ora, os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte.
60 E não acharam, apesar de se terem apresentado muitas testemunhas falsas. Mas, afinal, compareceram duas, afirmando:
61 Este disse: Posso destruir o santuário de Deus e reedificá-lo em três dias.
62 E, levantando-se o sumo sacerdote, perguntou a Jesus: Nada respondes ao que estes depõem contra ti?
63 Jesus, porém, guardou silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse: Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus.
64 Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste; entretanto, eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu.
65 Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou! Que necessidade mais temos de testemunhas? Eis que ouvistes agora a blasfêmia!
66 Que vos parece? Responderam eles: É réu de morte.
67 Então, uns cuspiram-lhe no rosto e lhe davam murros, e outros o esbofeteavam, dizendo:


  Não há salvação para quem rejeita a Jesus.

 A Bíblia diz “não há outro nome que possa nos trazer salvação.’ Atos 4.12
crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa.” At 16.31
Se com tua boca confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos serás salvo.” Rom 10.9
Caifás era o sumo sacerdote do templo nos dias de Jesus.
Ele era o representante religioso do povo.
Era para ele ser o representante de Deus na terra.
Ele era o representante espiritual pelo povo.
Ele deveria ser o elo entre a vontade de Deus e o povo.
Porém, ele era um religioso, mas não conhecia a Deus.
Ele tinha toda a aparência, o ritual, as roupas, a doutrina – tudo estava religiosamente certo em Caifás.
Ele deveria ser o primeiro a reconhecer e receber a Jesus.
Desde o inicio ele se apegou ao seu cargo, aos seus dogmas, ao seu sistema religioso e à sua tradição religiosa e perseguiu a Jesus.
Não descansou enquanto não prendeu Jesus.
Foi Caifás o mentor da prisão de Jesus.
Foi Caifás o homem que tentou desde o inicio infernizar a vida de Jesus.

Neste texto, temos as atitudes ímpias de Caifás.

I – AS ESCOLHAS DAQUELE QUE REJEITOU A JESUS.
Aquele que deveria ser o maior defensor de Jesus, revelou ser o maior perseguidor.
Ele não apenas rejeitou a Jesus, mas teve atitudes ímpias com relação a Jesus.

1 – ELE PROCUROU CULPA EM JESUS – VS 59-61
Depois de prender Jesus, ele tenta de todo modo achar culpa em Jesus.
Ele busca acusar Jesus de pecado.
Ele busca algo para comprometer  Jesus.

2 – ELE REJEITOU A DIVINDADE DE JESUS – VS 62-63
Ele não acreditou em Jesus. Não creu que Jesus era o filho de Deus.
Não acreditou que Jesus era Deus feito gente.
Ele não acreditou que Jesus era a revelação de Deus.

3 – ELE REJEITOU A MISSÃO REDENTORA DE JESUS.
Caifás oferecia sacrifícios a Deus em favor do povo. Porém, rejeitou o verdadeiro sacrifício.
Deus não estava mais no sacrifício e o verdadeiro cordeiro de Deus já estava no mundo – para tirar o pecado do mundo.
Ao rejeitar Jesus como cordeiro de Deus – ele rejeita a Deus e é rejeitado por Deus.

4 – ELE SE APEGOU ÀS APARÊNCIAS E À HIPOCRISIA.
O vazio, a ausência de Deus em sua vida, leva Caifás ao desespero.
A hipocrisia do sumo sacerdote ganha grande realce. Age como se fora tomado de grande dor, embora quisesse gritar de alegria.
Ele faz uma notável exibição de devoção religiosa. Rasga sua túnica sacerdotal e acusa Jesus de blasfêmia.
Ele se apega à sua tradição e assume a atitude hipócrita – ele faz uma cena. Que cena!

II – ATITUDES QUE DEMONSTRAM REJEIÇÃO A JESUS
Se Jesus chegasse hoje diante de nós, sem se apresentar, com certeza seria rejeitado.

1 – REJEITA A JESUS QUEM REJEITA SUA DIVINDADE.
Caifás não aceitou a divindade de Jesus.
Jesus veio ao mundo para nos substituir diante de Deus.
Ele era o salvador, mas somente Deus pode nos salvar.
Ele veio para nos salvar.
Ele era Deus entre nós.
Não aceitar este fato traz condenação.
Quem rejeita a Jesus, rejeita a Deus.

2 – REJEITA A JESUS QUEM REJEITA SUA OBRA SALVADORA.
Caifás, não creu na obra salvadora de Jesus. Ele não aceitou que Jesus era o salvador.Ele não creu que Jesus era o messias.
Quem não se acha pecador, não pensa precisar de salvação.
Quem procura salvação fora de Jesus, fica por fim sem salvação.
Quem não procura na cruz de Cristo a salvação, não encontra o salvador.

3 – REJEITA A JESUS, QUEM REJEITA A PALAVRA DE JESUS.
Caifás ouvia todos os dias o relato das pregações de Jesus (por seus informantes).
Cada mensagem a ele transmitida, servia para endurecer o seu coração.
Há muitas pessoas hoje que quanto mais ouvem, mais longe vivem da Palavra de Jesus.

4 – REJEITA A JESUS, QUEM NÃO VIVE A VERDADE DE JESUS.
Caifás demonstrou toda a sua hipocrisia ao fingir sua devoção a Deus.
A hipocrisia imita a espiritualidade.
Quem não consegue viver a verdade, se apega a uma falsa espiritualidade.
Quem não consegue viver a verdade, forja uma aparência de espiritualidade.
Hipócrita é aquele que vive a aparência da fé.
Qual a nossa atitude hoje com Jesus?

Aceitar a Jesus é recebê-la com verdade – com o coração e com paixão.

 
 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A SALVAÇÃO É A MAIOR FESTA

Pregado em 2012

Lucas 5.27-32
27Passadas estas coisas, saindo, viu um publicano, chamado Levi, assentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me! 28Ele se levantou e, deixando tudo, o seguiu. 
29Então, lhe ofereceu Levi um grande banquete em sua casa; e numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa. 30Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores? 31Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. 32Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento.
Como é preciosa a salvação de um pecador

A conversão é a transformação de uma pessoa perdida, condenada à perdição eterna, em um discípulo de Jesus.
Uma pessoa perdida é “transformada” em seguidor do Senhor Jesus.
Todos nascemos em pecado e no pecado. Com a natureza corrompida.
Por isso precisamos da salvação – da conversão.
A conversão é uma gloriosa mudança.

Este texto nos mostra:
1 – É A GRAÇA DO SENHOR JESUS CRISTO QUE CHAMA OS PECADORES.
Ele chamou um publicano para tornar-se seu discípulo.
Foi a ele que o senhor disse – “segue-me”
Todos são candidatos a salvação. Jamais devemos dizer que alguém é “muito perdido” e que é impossível que seja salvo por Jesus.

2 – A CONVERSÃO É A MAIOR ALEGRIA POSSÍVEL DA VIDA.
“ele ofereceu um banquete”
Ele considerou a salvação uma festa. Nenhum outro acontecimento pode causar tanta alegria em uma pessoa quanto a salvação.
A conversão é o passar da morte para a vida. É ser abençoado com as provisões espirituais. Ser adotado na família da glória. Esta alegria – satisfação dever ser manifestada sempre que alguém se converte (Lc 15.32).

3 – QUEM SE CONVERTE CHAMA OUTROS À CONVERSÃO.
Levi convidou outros publicanos e outros pecadores amigos seus. O texto diz que ali havia uma multidão de publicanos e outros pecadores.
Ele conhecia a necessidade de salvação deles. Desejou que ele conhecessem o salvador. Foi salvo e lutou para que outros também conhecessem a Jesus e fossem salvos.
Foi chamado para conhecer a Jesus e chamou outros a Jesus.

4 – A SALVAÇÃO NÃO É UM JUGO, MAS UMA LIBERTAÇÃO.
Não transforme sua fé em Jesus em um jugo, nem para você, nem para os outros.
“eu não vim salvar justos.”
Ele não veio salvar religiosos, pessoas boas etc.
Ele é salvador de pessoas miseráveis, desamparadas, corrompidas, arruinadas.
Devemos nos apropriar desta salvação.
Vivamos nossa vida em Cristo sempre com alegria
Não se deixe contaminar pelo legalismo. Não se torne um religioso.
Não transforme sua fé – seu discipulado – não transforme sua experiência num jugo.
Levi experimentou uma novidade em sua vida. Que o deixou melhor, mais livre. O transformou em discípulo do salvador.
Olhe para Jesus aquele que te chama. Do alto de sua cruz. De seu sacrifício ele oferece hoje a salvação. Do alto de sua cruz ele faz o convite – “segue-me.”
 


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

TOMAR A CRUZ E SEGUIR JESUS

Pregado em junho de 2011
Lucas 9.23

Seguir a Jesus é tomar a sua cruz
Ser cristão é uma opção não por sucesso e bem estar – é uma opção pelo sofrimento e esvaziamento.

Vejamos as lições deste texto:
1 - TOMAR A CRUZ É O MESMO QUE MORRER POR JESUS.
Quem não está na obra de Cristo, está na obra de si mesmo.
Quem não está no serviço de Cristo, está a serviço de si mesmo.
Ao tomar a cruz, optamos pelo sacrifício. Fazemos a escolha de viver para Jesus.
De morrer nele, por ele e com ele. Com ele, por ele e nele. Por ele, com ele e nele.

2 – TOMAR A CRUZ É O MESMO QUE OPTAR PELA RESSURREIÇÃO.
É a opção pela ressurreição.
Quem não toma a cruz faz a opção pela vida mundana.
No mundo, do mundo, pelo mundo e como o mundo.
É a opção do conforto sem confronto.
Quem não toma a cruz faz o opção pela vida feliz construída por si mesmo.
Da felicidade adquirida por suas conquistas.
Quem toma a cruz faz o opção da negação. De morrer para si mesmo, de morrer para seus pecados. De morrer para viver a vida eterna. Na vontade de Deus.

3 – TOMAR A CRUZ É O MESMO QUE NEGAR A SI MESMO.
Quem não toma a cruz faz a opção de lutar por si mesmo.
De construir um mundo seu com a matéria copiada do mundo dos outros.
Do mundo do nada. Do mundo da vaidade. Do nada que dá no caos.
No caos que dá na perdição.
Sem fazer sacrifício algum pelos outros, mas por si mesmo e pelos seus.

4 – TOMAR A CRUZ É O MESMO QUE IMITAR AO SENHOR JESUS.
Quem não toma a cruz faz a opção de imitar a vida ordinária, que o mundo acha extraordinária. É a não imitação de Jesus.
Quem não toma a cruz vive a vida mundana – cheia de ira, de vingança, de não-perdão, sem misericórdia, sem amor.
Sem compreensão, sem tolerância e sem doação.
Imitar a Jesus é tomar a cruz.
Na cruz Jesus perdoou.
Na cruz Jesus compreendeu.
Não cruz Jesus distribuiu misericórdia e graça.
Na cruz Jesus salvou – não gente boa e santa, mas pecadores.
Tome a cruz. A cruz de Deus. A cruz de Cristo.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

JESUS E OS PECADORES

Pregado em março de 2007


JESUS CHAMA OS PECADORES
Lucas 5.27-32
27Passadas estas coisas, saindo, viu um publicano, chamado Levi, assentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me! 28Ele se levantou e, deixando tudo, o seguiu. 
29Então, lhe ofereceu Levi um grande banquete em sua casa; e numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa. 30Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores? 31Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. 32Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento.
Jesus não veio para ficar cultivando santos. Ele veio para chamar pecadores – salvar pecadores.

Veja neste texto que:
1 – JESUS VAI AOS PECADORES E VÊ OS PECADORES. 
“saiu e viu um publicano.”
2 – PECADORES SEGUIAM A JESUS.
“deixando tudo, levantou-se e o seguiu.”
O Senhor Jesus não esperava o pecador deixar de ser pecador. Não esperava mudar de vida antes. Ele aceitava o pecador como pecador.
O segundo fato é que a exemplo do publicano, o pecador precisa levantar-se, deixar a velha a vida.
3 – O PECADOR LEVOU JESUS ATÉ SUA CASA E CONVIDOU OUTROS PECADORES.
“Havia ali uma multidão de publicanos..”
Veja o exemplo de como deve ser a igreja (sim, estes encontros de Jesus deveriam ser o exemplo para as igrejas. Que se transformaram em templos, formalidades, cultos organizados etc.)
4 – OS RELIGIOSOS NÃO QUEREM LEVAR OS PECADORES A JESUS – QUEREM QUE SE TORNEM RELIGIOSOS COMO ELES.
“ os escribas, os fariseus, murmuravam...”
Esta é a postura dos religiosos, não querem fazer discípulos de Jesus e para Jesus, mas para eles mesmos.
5 – JESUS É O MÉDICO SALVADOR DE PECADORES E DOENTES – DOENTES DE DOENÇAS E DE PECADOS. 
“Os saudáveis não precisam de médico, mas os enfermos; não vim chamar os justos, mas, sim os pecadores...”
Isto é incrível. Hoje parece que ninguém crê nisso. Estamos cheios de cursos sobre “igrejas saudáveis” que nada mais significa do que “institucionalizar a igreja”.  Igreja que não seja “cheias’ de pecadores – não é igreja nos moldes de Jesus, o mestre.

CONCLUSÃO
 Jesus se aproxima do pecador, inicia um relacionamento com ele. Esta é a doutrina da eleição.
Não olhamos para ele, mas ele olha para nós.
Não buscamos a Deus – ele nos busca no pecado.
Levi é um pecador – ele não está a procura de Jesus.
Jesus chama-o para mudar de vida, a arrepender-se de seus pecados. Iniciar um novo estilo de vida com Jesus.


 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A ORAÇÃO DE HABACUQUE

Pregado em abril de 2007






HABACUQUE, O PROFETA EM CRISE

Habacuque foi um profeta diferente. Todos os outros profetas eram voz de Deus para o povo. Habacuque foi a voz do povo para Deus. Foi o profeta-intercessor.
Ele viveu nos anos 600 antes de Cristo. Sua época foi de muita crise moral. O povo vivia numa decadência moral e espiritual muito grande.
Habacuque, então com muita fé, se levanta como intercessor.
Depois de muito orar, ele então levanta sua queixa ao Senhor – “Até quando, Senhor, eu vou clamar e tu não vais me responder?”
Ele diz que quanto mais ele ora, mais as coisas andam ao contrário do que pelo que ele ora.
Quando vem a resposta de Deus, esta não é o que ele esperava.
Deus diz que não vai responder sua oração da forma que ele quer.
Ele clama por solução, intercede pelo povo, e Deus diz: A coisa vai piorar. Eu vou mandar os caldeus invadir o país, destruir a cidade e escravizar o povo.
O intercessor entra em crise. Reclama, argumenta, ora e diz que ficar esperando uma resposta.
Deus diz que vai mesmo castigar o povo e não vai mudar de ideia.
O profeta-intercessor, então intercede segundo a vontade de Deus e diz: “Tudo bem. Então na tua ira, lembra de ser misericordioso.
O Senhor cobra apenas uma atitude do intercessor – viver pela fé
Ele então, glorifica a Deus pelos seus atributos e termina sua oração com palavras incomparáveis – com uma adoração incondicional.
Vejamos, então as lições deste  livro. ORAÇÃO-RESPOSTA-ORAÇÃO.-RESPOSTA
I – ELE INICIA BUSCANDO UMA INTERVENÇÃO DE DEUS NA HISTÓRIA. ( 1.2-4)
Habacuque, como bom intercessor, começa reclamando a presença de Deus – ele buscca uma intervenção divina.
Ele está preocupado com seu povo.
Vejamos as atitudes do intercessor:
1 – Ele não se conformou com a situação do povo.
Por isso, foi para a oração. Ele buscou em Deus a solução e a salvação.
2 – Ele não se conformou com o silêncio de Deus.
Ele clamou, não viu o resultado, não viu a resposta de Deus, então ele não se conformando intensifica sua intercessão e não encontrando a resposta – faz perguntas.
A sua oração é uma pergunta: - Até quando?
II – A RESPOSTA DE DEUS É CONTRÁRIA ÀS EXPECTATIVAS DO INTERCESSOR. (1.5-11)
O intercessor clama por salvação e solução, mas a resposta de Deus é inesperada. Deus diz: “vou fazer uma obra maravilhosa, surpreendente, se contarem ninguém vai acreditar.”
Essa obra era:
            1.      Vou levantar os Caldeus.
Um povo destemido e violento. Um povo sedento de conquistas. Um povo que tem um exercito invencível.
2.      Eles virão contra vocês.
Eles não vêm para ajudar, não vêm para abençoar vocês. Eles vêm para exercer meu juízo contra vocês. Habacuque queria uma resposta e obteve uma resposta.
Não como eles esperava, mas  a resposta veio.

III – DIANTE DA RESPOSTA DE DEUS, O INTERCESSOR EXPOE SUA PERPLEXIDADE. (1.12-17)
Apesar da resposta do Senhor ser assustadora, o intercessor não desanima. Ele continua orando, abrindo seu coração e reconhecendo a grandeza e soberania do Senhor.
1.      Ele adora o Senhor (vs 12-13)
2.      Ele questiona os métodos do Senhor (vs 14-17)

IV – ELE REVELA PERSEVERANÇA, PERSISTÊNCIA E ATITUDE VIGILANTE. (2.1-5)
Ele estava vigiando, não foi fazer outra coisa. Não desistiu de orar. Não desistiu de clamar. Ele ficou firme no lugar onde Deus o colocou. Ele não desistiu e não desanimou.
1.      Ele esperou por uma resposta (vs 1)
O intercessor não é uma pessoa sem fé.
O intercessor precisa desafiar o tempo.
Ele precisa de fé para não descrer diante das questões incompreensíveis da vida.
2.      Ele esperou o tempo de Deus (vs 2-3)
Ele não deixou a demora de Deus roubar sua fé em Deus.
Ele entendeu que Deus é soberano sobre o tempo e na hora certa ele vai agir.

V – DEUS REVELA AO INTERCESSOR SEUS PROPÓSITOS SOBERANOS. (2.6-20)
Deus conta com os intercessores. Deus mesmo levanta intercessores para que seus planos se realizem. Seus propósitos são sempre santos.
1.      Ele revela que antes de beneficiar as pessoas ele quer que as pessoas deixem o pecado.
2.      Ele revela que seu maior propósito é a santidade das pessoas e não a felicidade a qualquer preço. O intercessor precisa entender que Deus não vai agir pela felicidade de quem não quer santidade.

VI – O INTERCESSOR QUE AGRADA A DEUS É AQUELE QUE SE AGRADA DE DEUS. (3.1-16)
Entendendo o propósito de Deus, o intercessor se revela um adorador. Ele diz: “Tenho declarações, estou maravilhado”. Ele portanto diz: “ Senhor, conta comigo”. Ele diz: “Senhor na tua ira, lembra da misericórdia. No dia do juízo, volta a agir em nosso meio.”
Os versos seguintes são pura doxologia, glorificações ao Senhor e reconhecimento de sua santidade, seu poder, sua glória. Vejamos as declarações de Habacuque:
a)      Valoriza a palavra de Deus (v.2)
b)      Pede um retorno do Senhor ao povo (v.2)
c)      Ele reconhece a misericórdia do Senhor (v.2)
d)      Ele reconhece a glória do Senhor (v.3)
e)      Ele reconhece que o Senhor é luz, poder e salvação (v.4)
f)       O senhor é sobre as nações (v.6)
g)      É muito sábio (v.10)
h)      É digno de ser adorado (v.16)

VII - LIÇÕES PARA TODOS OS INTERCESSORES (vs 17-18)
Ele colocou sua vida totalmente ao Senhor. E isso que um intercessor deve fazer. Ainda que não dê certo no começo. Ainda que não dê certo nunca. Ainda que ninguém apoie. Ainda que tudo pareça errado. Ainda que ninguém faça junto. As lições finais que aprendemos são as seguintes:
1.      Precisamos caminhar com Deus em oração, ainda que a vida diga não.
2.      Precisamos caminhar com Deus em oração, ainda que a alegria se transforme em tristeza.
3.      Precisamos caminhar com Deus em oração, ainda que as situações permaneçam as mesmas.
4.      Precisamos caminhar com Deus em oração, ainda que ele não responda.
5.      Precisamos caminhar com Deus em oração, pelo prazer de ser um intercessor, ser amigo dele. Fazer parte de sua obra.

VIII – A POSTURA PERMANENTE DO INTERCESSOR (vs 19)
Habacuque cresceu mais do que sua dor. Ele na intercessão cresceu com Deus e em Deus. Ele não estava cabisbaixo. Ele não estava mal humorado. Ele não era um derrotado. Como Jesus na cruz, no auge da dor. Ele confia em deus que conta conosco.

NÃO SABEMOS, DEUS SABE!

Pastor Rogério Nascimento
Texto – João 9.2
“mestre quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?”
Deus é Deus das e sobre as circunstâncias. As pessoas, quando alguma coisa sai errado, querem achar um culpado. As vezes precisam achar um culpado. A acusação de pecado é clássica por parte dos legalistas.Mas, porque coisas acontecem?
Será que Deus, com sua vontade e soberania está por trás, das dores, das tragédias?
O melhor é afirmar que não sabemos.Vivemos e devemos afirmar a nossa fé em Deus e o mistério da vida.
Jesus, diz neste texto que tal aconteceu para que se manifestasse as obras de Deus na vida daquele cego.
Não foi por acaso, não foi por acidente, não foi um acidente genético que fez aquele homem um cego.
Não foi por causa de um pecado particular e específico. Não foi por maldição. Não foi por sina, carma ou semeadura.
A causa foi ...”para que se manifeste nele as obras de Deus.”
O que podemos concluir é que o cego era cego – e Deus sabia que ele era cego. Deus tinha um “algo a ver” com aquele cego e com o fato de ele ser cego.
Ao ler atentamente este texto. Ao pensar cuidadosamente no mistério deste texto, trago algumas lições que podem ser úteis para a vida.
Lições sobre os acontecimentos e porque acontecem:
1 – QUEM SABE SEJA PARA QUE VOCÊ SE APROXIME DE DEUS.
No plano divino, no universo do  além-tempo, no horizonte divino isto iria acontecer – mas no horizonte histórico, onde se movem as causas – esta aproximação de Deus tem uma causa, precisa de uma causa. Esta causa não compreendida está dentro da soberania de Deus. É preciso confiar nele.
2 – QUEM SABE SEJA PARA QUE VOCÊ CUMPRA OS PROPÓSITOS DE DEUS.
Não que Ele dependa de uma ação, de uma decisão, mas o ser humano precisa. Como não somos seres sem sentido e buscamos sentindo – quem sabe certas circunstâncias são doídas para que tenha sentido e em tendo este sentido nos lançamos na vida espiritual.
3 – QUEM SABE SEJA PARA QUE VOCÊ GLORIFIQUE A DEUS.
As dificuldades nos levam a lutar, a transcender.  Glorificar a Deus só é possível quando o colocamos na vida real. Quando o incluímos no dia a dia. E isto fazemos crendo em Jesus, confiando totalmente no Senhor. Vendo a cruz. Somente vemos a cruz, se ela tiver sentido para nós. Só tem sentido real aquilo que pelo menos em parte experimentamos.
4 – QUEM SABE SEJA PARA QUE VOCÊ SEJA ALVO DE UM GRANDE MILAGRE DO SENHOR.
Não há limite para ação de Deus na vida de uma pessoa. E se este ponto for verdadeiro, sua vida será um testemunho. Um tipo redentivo e redentor para a vida de muitas pessoas.
5 – QUEM SABE SEJA PARA SUA SALVAÇÃO ETERNA.
Este cego conheceu a Jesus. Foi tocado por Jesus e foi transformado por Jesus. Depois que foi curado, testemunho de Jesus e seu encontro com o Salvador passou a ser o sentido de sua vida. Seu encontro foi maior do que a antiga cegueira. Mas, o foi sua deficiência que levou o salvador a ele e ele ao salvador.
Nossas perguntas – nossas filosofias – nossas conclusões são importantes, porque nos levam ao crescimento pessoal. Ao desabafo. Mas o que realmente importa é se Deus vai fazer a obra real na tua vida ou não. Jesus curou o cego e foi isso que importou.
Na cruz de Cristo está todo o sentido para todas as coisas.
Ali o sofrimento ganhou significado.
As dores de Cristo foram e são nossa salvação.
Nossas dores ganham sentido e significado quando confiamos, cremos e absorvemos a obra da Cruz em nossa vida.


terça-feira, 13 de novembro de 2012

PAZ NA TEMPESTADE

        Pregado em setembro de 2011


 
Texto Lc 8.22-25 - 22 Aconteceu que, num daqueles dias, entrou ele num barco em companhia dos seus discípulos e disse-lhes: Passemos para a outra margem do lago; e partiram.23 Enquanto navegavam, ele adormeceu. E sobreveio uma tempestade de vento no lago, correndo eles o perigo de soçobrar.24 Chegando-se a ele, despertaram-no dizendo: Mestre, Mestre, estamos perecendo! Despertando-se Jesus, repreendeu o vento e a fúria da água. Tudo cessou, e veio a bonança.25 Então, lhes disse: Onde está a vossa fé? Eles, possuídos de temor e admiração, diziam uns aos outros: Quem é este que até aos ventos e às ondas repreende, e lhe obedecem?
As tempestades são inevitáveis na vida, mas sempre podemos contar com o socorro de nosso Senhor.
Quem já não se viu em grandes  apuros, quando parece que tudo vai afundar? Os discípulos se viram nesta situação. Foi um momento dramático na vida deles, mas com eles estava o Senhor – que acalma a tempestade. Qualquer tempestade.
Mas na situação, eles aprenderam definitivamente alguns lições que fariam muito bem para a nossa fé.
1 – NOSSO SENHOR ERA DEUS, MAS ASSUMIU FORMA, VIDA E ESTRUTURA PSICOLÓGICAS HUMANAS.
“enquanto navegavam, ele adormeceu..”
O Senhor  Jesus, sentiu-se  cansado e precisou de descanso. Jesus experimentou pessoalmente todas as fraquezas que sentimos, menos o pecado. Ele sentiu fome, sede, dores, cansaço, angústias..
Por isso, ele é “capaz de compadecer-se das nossas fraquezas” Hebreus 4.15
2 -  TEMORES E ANSIEDADE FAZEM PARTE DA CONDIÇÃO HUMANA.
“..e eles estavam em perigo..os discípulos foram acordá-lo, clamando: Mestre, Mestre, vamos morrer!
Os discípulos, assim como eu e você sentiram-se dominados pelo medo e ansiedade. Existem estes dias. Dias em que parece que um mar gigante vai nos engolir. Parece que certas tempestades não passam.
3 – NOSSO MESTRE ESCONDIA SOB SUA CONDIÇÃO HUMANA UM PODER GRANDIOSO, PORQUE ERA DEUS.
“Ele se levantou e repreendeu o vento e a violência das águas; tudo se acalmou e ficou tranquilo.”
É com este poder que contamos. Este poder está agindo em você. Ele pode agir em teu favor.
Em tempos de tempestades, você precisa afirmar em seu coração – “ele está aqui. Ele está comigo!!!!
4 -  EM NOSSA CONDIÇÃO HUMANA PRECISAMOS ESTAR SEMPRE PRONTOS PARA EXERCITAR NOSSA FÉ.
“onde está a sua fé? Perguntou ele aos seus discípulos”
Ter fé em Deus – fé que Deus perdoa nossos pecados, por causa da cruz de Cristo. Fé que ele vai nos socorrer. Que ele vai agir. Que ele está agindo.
Cuidado com a fé ansiosa. A espiritualidade ensinada muitas vezes por pregadores é ansiosa, nervosa. Fé guarda. Fé espera. Fé faz silêncio.
5 – NOSSO MESTRE É DEUS QUE SE COMPADECE DE NÓS E FAZ A TEMPESTADE SE ACALMAR.
“eles perguntaram uns aos outros: quem é este que até os ventos e às águas dá ordens, e eles lhes obedecem?
Finalmente, é preciso crer que a tempestade vai passar. Uma hora, Deus se move e as ondas param de se mover.
Pois o maior mover de Deus em favor do ser humano, foi na cruz, onde ele se deu a fim de resolver nosso maior problema – o pecado.

Na cruz existe esta provisão primeiro para o pecado – depois para todas as nossas tempestades.



VIVER COM PACIÊNCIA, ESPERANÇA E PERSEVERANÇA – Romanos 8.18-25

  Pregado em 03 de maio de 2020 sexto sermão na Pademia                                                                                     ...