sexta-feira, 15 de abril de 2022

O DIA DA EXPIAÇÃO – Levítico 16.1-10 – Sermão 22

 Pregado em 16 de dezembro de 2018


                O DIA DA EXPIAÇÃO – Levítico 16 – Parte 02

Levítico 16.1-10

1Falou o Senhor a Moisés, depois que morreram os dois filhos de Arão, tendo chegado aqueles diante do Senhor. 2Então, disse o Senhor a Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre no santuário em todo tempo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque aparecerei na nuvem sobre o propiciatório. 3Entrará Arão no santuário com isto: um novilho, para oferta pelo pecado, e um carneiro, para holocausto. 4Vestirá ele a túnica de linho, sagrada, terá as calças de linho sobre a pele, cingir-se-á com o cinto de linho e se cobrirá com a mitra de linho; são estas as vestes sagradas. Banhará o seu corpo em água e, então, as vestirá. 5Da congregação dos filhos de Israel tomará dois bodes, para a oferta pelo pecado, e um carneiro, para holocausto.
6Arão trará o novilho da sua oferta pelo pecado e fará expiação por si e pela sua casa. 7Também tomará ambos os bodes e os porá perante o Senhor, à porta da tenda da congregação. 8Lançará sortes sobre os dois bodes: uma, para o Senhor, e a outra, para o bode emissário. 9Arão fará chegar o bode sobre o qual cair a sorte para o Senhor e o oferecerá por oferta pelo pecado. 10Mas o bode sobre que cair a sorte para bode emissário será apresentado vivo perante o Senhor, para fazer expiação por meio dele e enviá-lo ao deserto como bode emissário.
O dia da Expiação era a representação máxima da obra de Jesus na Cruz e seus benefícios em favor dos salvos.

O dia da expiação era o dia mais importante do calendário litúrgico do povo israelita, junto com a páscoa. A páscoa era o dia mais festivo, o dia da Expiação era o mais solene. 

Não havia outro dia semelhante em todo o ano. Os sacrifícios deste dia formavam o fundamento dos caminhos de Deus em graça, misericórdia e bondade de Deus. Era o dia em que Deus oferecia perdão ao povo.

O dia Expiação, depois da destruição do Templo passou a ser comemorada com jejuns e humilhação diante de Deus e hoje é conhecido como o dia de Yom Kippur, ou dia do perdão. É o dia mais importante do calendário judaico. 

Este dia, segundo o texto era comemorado uma vez por ano, no décimo dia do décimo mês (v.29). Deveria ser um dia onde ninguém deveria trabalhar, nem comer, nem fazer sexo. O propósito destas abstinências era a purificação (vs 29-33). Se os rituais fossem oferecidos de acordo com as prescrições, então o povo todo era beneficiado com o perdão dos pecados.

Os sacrifícios oferecidos ao contrário dos mencionados anteriormente não eram para benefícios pessoais, mas coletivos.

O ritual era oferecido em três etapas.

 - Na primeira o sumo sacerdote oferecia o novilho como oferta pela sua casa – v.6

- Depois, dois bodes eram apresentados ao Senhor, mas era sorteado um para ser oferecido em expiação – era o bode expiatório e o outro era solto no deserto que era o bode emissário – chamado de Azael – que significa o – bode que vai.

- Na terceira etapa do ritual, consistia em produzir fumaça com o incensário.  Era preciso uma nuvem de fumaça

A parte mais emblemática do dia era a parte onde dois bodes eram apresentados ao Senhor. Eles eram sorteados e um era sacrificado e o outro enviado ao deserto. O que isso representava.

O BODE SACRIFICADO – Bode Expiatório - SIGNIFICAVA A MORTE DE JESUS COM RELAÇÃO A DEUS.

Veja que a sorte era – pelo Senhor.  Este bode simbolizava a morte de Jesus, mediante a qual Deus foi perfeitamente glorificado. A morte de Jesus foi para Deus. A morte de Jesus foi primeiramente para Deus. Para que Deus salvasse os pecadores. A morte de Jesus foi para Deus para que mesmo ele sendo o Santo ele pudesse perdoar pecadores tão imundos. Ali na cruz Deus foi glorificado, pois havia obediência incondicional à sua vontade santa. Jesus se entregou na cruz e Deus Pai foi glorificado. 

Os pecadores desprezam a Deus. A história humana é a história de pecadores. Para entender isso, é preciso entender como Deus tem sido desonrado no mundo. A sua verdade desprezada, a sua santidade é desconhecida; a sua majestade desconsiderada; a sua Lei desobedecida e ignorada; o seu nome blasfemado e o seu caráter difamado.

Ora a morte de Cristo vindicou, anunciou, resgatou, anunciou, proclamou todos estes direitos. A morte de Jesus glorificou a Deus. A morte de Cristo cumpriu todas as exigências de Deus, por isso expiou os pecados dos pecadores. A morte de Jesus sendo para Deus foi a base para a qual o bendito Deus pudesse agir em graça, misericórdia e paciência para com os pecadores.

A morte de Jesus é a resposta de Deus ao Diabo e aos malignos todos. A morte de Jesus é o fundamento da salvação dos salvos e da condenação dos condenados. A morte de Jesus forma o fundamento do governo moral de Deus. Em  virtude da cruz, Deus pode atuar segundo a sua soberania para salvar e condenar

Nada senão a expiação efetuada por nosso Senhor Jesus Cristo podia ter glorificado plenamente a Deus, mas na cruz ele foi glorificado. A cruz reflete toda a glória do caráter divino como nunca poderia ser refletida por coisas criadas. Jesus é o resplendor da glória divina. A cruz é a demonstração da graça divina. A demonstração suprema do amor, misericórdia e benevolência divina. Mas a cruz também é a maior demonstração do juízo divino. 

O sacrifício de Jesus beneficiou neste sentido a todos. Em virtude deste sacrifício, os mais ímpios, atrevidos e blasfemos – vivem, movem-se e existem; comem. Bebem e dormem. Até o alimento com que se alimentam deve-se ao sacrifício de Jesus. O sol, as chuvas, a prosperidade dos empreendimentos dos ateus são em virtude do sacrifício de Jesus. O fôlego do infiel a voz do ateu que nega com palavras a existência de Deus se devem ao sacrifício de Jesus. Se não fosse o sacrifício de Jesus, só existiria o inferno.

Duas coisas distintas que brotam do sacrifício de Jesus: o perdão e a salvação que Deus dá ao pecador por um lado – e – a paciência que tem com ele e as bênçãos temporais que lhe outorga. As duas coisas são em virtude da cruz – pois mais uma vez afirmo, que sem a cruz, só existiria o inferno.

Logo o primeiro bode simbolizava a morte de Jesus para a glória de Deus. Este é o aspecto mais glorioso da morte de Cristo. Antes de ser por nós, foi para Deus.

II - O BODE ENVIADO AO DESERTO – Bode Emissário - REPRESENTA A MORTE DE JESUS EM RELAÇÃO A NÓS PECADORES.

Aqui temos a segunda ideia e o segundo significado da morte de Cristo, a saber, o perdão completo e final dos salvos. O segundo bode era enviado ao deserto, como símbolo de que os pecados haviam sido levados. Se a morte de Cristo constitui o fundamento da glória de Deus, constitui também o fundamento do perfeito perdão aos pecadores que se achegam a ele.  Este é uma aspecto inferior da expiação, embora temos a tendência de considerá-lo o mais importante.  A glória de Deus está em primeiro lugar. A nossa salvação em segundo. Manter a glória de Deus era o objetivo principal do coração de Jesus. Ele seguiu este objetivo deste o princípio ao fim com propósito definido e fiel.  

João 13. 31-32 - disse Jesus: Agora, foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele; 32 se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará nele mesmo; e glorificá-lo-á imediatamente.

A glória de Deus era o objetivo supremo do Senhor Jesus Cristo na vida e na morte. Ele viveu e morreu para glorificar o nome de seu Pai. O centro do coração de Jesus era a glória do Pai.

Mas Deus também é glorificado pela abolição dos nossos pecados. Onde estão nossos pecados? Foram tirados. Foram levados. Foram levados pelo sacrifício de Jesus na cruz, pelo qual Deus Pai foi glorificado por toda a eternidade.

Os dois bodes, do dia da expiação, dão-nos o duplo aspecto ma morte de Jesus. Num vemos como é mantida a glória de Deus – no outro, como são tirados nossos pecados. Um é tão perfeito como o outro. Pela morte de Jesus nós somos inteiramente perdoados e Deus é perfeitamente glorificado.

Assim como o bode emissário ia para o deserto, nossos pecados são levados embora.

1 - Vocês sabem que os pecados de vocês estão perdoados segundo a perfeição do sacrifício de Jesus?

2 - Vocês sabem que o perdão dos pecados significa que eles são tirados para sempre?

3 - Vocês sabem que vocês não precisam “experimentar o perdão”? Em todo o evangelho não existe uma palavra como experimentar. Não somos salvos por nossas experiências, mas por Cristo e para ter Cristo por toda a eternidade, em toda a sua plenitude e preciosidade é preciso apenas crer – crer somente. 

O dia da Expiação - Levítico 16 - Sermão 21

 Pregado em 09 de dezembro de 2018 na Capela Missional em Porto Alegre.



                              O DIA DA EXPIAÇÃO – Levítico 16 – Sermão 1


1Falou o Senhor a Moisés, depois que morreram os dois filhos de Arão, tendo chegado aqueles diante do Senhor. 2Então, disse o Senhor a Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre no santuário em todo tempo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque aparecerei na nuvem sobre o propiciatório. 3Entrará Arão no santuário com isto: um novilho, para oferta pelo pecado, e um carneiro, para holocausto. 4Vestirá ele a túnica de linho, sagrada, terá as calças de linho sobre a pele, cingir-se-á com o cinto de linho e se cobrirá com a mitra de linho; são estas as vestes sagradas. Banhará o seu corpo em água e, então, as vestirá. 5Da congregação dos filhos de Israel tomará dois bodes, para a oferta pelo pecado, e um carneiro, para holocausto.
6Arão trará o novilho da sua oferta pelo pecado e fará expiação por si e pela sua casa. 7Também tomará ambos os bodes e os porá perante o Senhor, à porta da tenda da congregação. 8Lançará sortes sobre os dois bodes: uma, para o Senhor, e a outra, para o bode emissário. 9Arão fará chegar o bode sobre o qual cair a sorte para o Senhor e o oferecerá por oferta pelo pecado. 10Mas o bode sobre que cair a sorte para bode emissário será apresentado vivo perante o Senhor, para fazer expiação por meio dele e enviá-lo ao deserto como bode emissário.
11Arão fará chegar o novilho da sua oferta pelo pecado e fará expiação por si e pela sua casa; imolará o novilho da sua oferta pelo pecado. 12Tomará também, de sobre o altar, o incensário cheio de brasas de fogo, diante do Senhor, e dois punhados de incenso aromático bem moído e o trará para dentro do véu. 13Porá o incenso sobre o fogo, perante o Senhor, para que a nuvem do incenso cubra o propiciatório, que está sobre o Testemunho, para que não morra. 14Tomará do sangue do novilho e, com o dedo, o aspergirá sobre a frente do propiciatório; e, diante do propiciatório, aspergirá sete vezes do sangue, com o dedo.
15Depois, imolará o bode da oferta pelo pecado, que será para o povo, e trará o seu sangue para dentro do véu; e fará com o seu sangue como fez com o sangue do novilho; aspergi-lo-á no propiciatório e também diante dele. 16Assim, fará expiação pelo santuário por causa das impurezas dos filhos de Israel, e das suas transgressões, e de todos os seus pecados. Da mesma sorte, fará pela tenda da congregação, que está com eles no meio das suas impurezas. 17Nenhum homem estará na tenda da congregação quando ele entrar para fazer propiciação no santuário, até que ele saia depois de feita a expiação por si mesmo, e pela sua casa, e por toda a congregação de Israel. 18Então, sairá ao altar, que está perante o Senhor, e fará expiação por ele. Tomará do sangue do novilho e do sangue do bode e o porá sobre os chifres do altar, ao redor. 19Do sangue aspergirá, com o dedo, sete vezes sobre o altar, e o purificará, e o santificará das impurezas dos filhos de Israel.
20Havendo, pois, acabado de fazer expiação pelo santuário, pela tenda da congregação e pelo altar, então, fará chegar o bode vivo. 21Arão porá ambas as mãos sobre a cabeça do bode vivo e sobre ele confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel, todas as suas transgressões e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem à disposição para isso. 22Assim, aquele bode levará sobre si todas as iniquidades deles para terra solitária; e o homem soltará o bode no deserto.
23Depois, Arão virá à tenda da congregação, e despirá as vestes de linho, que havia usado quando entrara no santuário, e ali as deixará. 24Banhará o seu corpo em água no lugar santo e porá as suas vestes; então, sairá, e oferecerá o seu holocausto e o holocausto do povo, e fará expiação por si e pelo povo. 25Também queimará a gordura da oferta pelo pecado sobre o altar. 26E aquele que tiver levado o bode emissário lavará as suas vestes, banhará o seu corpo em água e, depois, entrará no arraial. 27Mas o novilho e o bode da oferta pelo pecado, cujo sangue foi trazido para fazer expiação no santuário, serão levados fora do arraial; porém as suas peles, a sua carne e o seu excremento se queimarão. 28Aquele que o queimar lavará as suas vestes, banhará o seu corpo em água e, depois, entrará no arraial.
29Isso vos será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez dias do mês, afligireis a vossa alma e nenhuma obra fareis, nem o natural nem o estrangeiro que peregrina entre vós. 30Porque, naquele dia, se fará expiação por vós, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos pecados, perante o Senhor. 31É sábado de descanso solene para vós outros, e afligireis a vossa alma; é estatuto perpétuo. 32Quem for ungido e consagrado para oficiar como sacerdote no lugar de seu pai fará a expiação, havendo posto as vestes de linho, as vestes santas; 33fará expiação pelo santuário, pela tenda da congregação e pelo altar; também a fará pelos sacerdotes e por todo o povo da congregação. 34Isto vos será por estatuto perpétuo, para fazer expiação uma vez por ano pelos filhos de Israel, por causa dos seus pecados. E fez Arão como o Senhor ordenara a Moisés.

O dia da Expiação era a representação máxima da obra de Jesus na Cruz e seus benefícios em favor dos salvos.


I - O DIA DA EXPIAÇÃO ERA O DIA DO SACRIFICIO EM FAVOR DOS PECADOS DO POVO –

O dia da expiação era o dia mais importante do calendário litúrgico do povo israelita, junto com a páscoa. A páscoa era o dia mais festivo, o dia da Expiação era o mais solene. A Páscoa judaica é comemorada até hoje como um memorial pela saída do Egito. O cristianismo contextualizou a páscoa para comemorar a ressurreição de Jesus. O dia Expiação, depois da destruição do Templo passou a ser comemorada com jejuns e humilhação diante de Deus e hoje é conhecido como o dia de Yom Kippur, ou dia do perdão. É o dia mais importante do calendário judaico.
Este dia, segundo o texto era comemorado uma vez por ano, no décimo dia do décimo mês (v.29). Deveria ser um dia onde ninguém deveria trabalhar, nem comer, nem fazer sexo. O propósito destas abstinências era a purificação (vs 29-33). Se os rituais fossem oferecidos de acordo com as prescrições, então o povo todo era beneficiado com o perdão dos pecados.

Os sacrifícios oferecidos ao contrário dos mencionados anteriormente não eram para benefícios pessoais, mas coletivos.

II - OS RITUAIS DO DIA DA EXPIAÇÃO REPRESENTAVA CRISTO, TANTO NA PESSOA DO SUMO SACERDOTE, DOS SACRIFÍCIOS E TAMBÉM NO SIGNIFICADO DO TABERNÁCULO.

O ritual exigia um novilho e dois bodes para a purificação e um carneiro para o holocausto – vs 3-5. O ritual era oferecido em três etapas.

- Na primeira o sumo sacerdote oferecia o novilho como oferta pela sua casa – v.6
- Na segunda, os dois bodes eram apresentados ao Senhor, mas era sorteado um para ser oferecido em expiação – era o bode expiatório e o outro era solto no deserto que era o bode emissário – chamado de Azael – que significa o – bode que vai.
O Tabernáculo tinha três partes. A parte exterior onde ficava o altar e objetos de sacrifícios, o lugar santo que era uma parte mais interior e o Santos dos Santos onde o sumo sacerdote entrava e somente ele. Neste lugar ficava a arca da aliança.
Há textos no Antigo Testamento sobre o Tabernáculo, mas vamos reproduzir o texto de Hebreus 9 que explica bem as partes e as funções do Tabernáculo – vs 1-7

- Na terceira etapa do ritual, consistia em produzir fumaça com o incensário. Era preciso uma nuvem de fumaça antes que o sumo sacerdote entrasse no santos dos santos.

III - O DIA DA EXPIAÇÃO REPRESENTAVA O SIGNIFICADO MÁXIMO DO SACRIFICIO DE CRISTO

A Carta aos Hebreus no Novo Testamento, especialmente o capítulo nove, traz a explicação do significado do dia a Expiação. Hebreus 9.23-28
A explicação, é que Jesus ao morrer na cruz realizou aquilo que o sumo sacerdote fazia. Tanto o sumo sacerdote como os rituais representavam Cristo e Cristo deu cumprimento total aos rituais.
O sumo sacerdote precisava oferecer um sacrifício por ele e sua família.
Jesus, era puro e perfeito sacerdote e não precisava oferecer sacrifício por si mesmo.
O sacrifício deveria ser oferecido todos os anos.
Jesus obteve redenção eterna, ofereceu um só sacrifício para sempre que não precisa ser repetido.
O sumo sacerdote entrava no santos dos santos, mas com o lugar cheio de fumaça para esconder a manifestação divina.
Jesus ao morrer e ressuscitar entrou no santuário celestial, e não apenas no Santos dos Santos – além disso possibilitou a entrada a todos os que são beneficiados por seu sacrifício.

IV – DEVEMOS ENTENDER, APLICAR E PRATICAR TODO O SIGNIFICADOS DESTAS COISAS SAGRADAS.

É uma tentação para nós pensar que precisamos contribuir de algum modo para a nossa própria salvação. Nossas obras não são inúteis, mas, quanto a servirem como base para nosso perdão e aceitação por parte de Deus, elas são lamentavelmente inadequadas. Pelo contrário, elas são frutos da nossa fé na salvação completa que Deus nos outorgou por meio de Cristo. Os símbolos religiosos e as tradições não podem substituir, nem complementar as realidades gloriosas da morte de nosso Senhor.

Sendo assim quero fazer cinco considerações práticas:

1 – O desempenho religioso nunca foi e não é suficiente para nos aperfeiçoar e nos fazer aproximar de Deus.
2 – Não devemos acrescentar nada à expiação completa, ao perdão completo que Jesus já obteve na cruz.
3 – Não há qualquer deficiência na morte e ressurreição de nosso Senhor.
4 – Não há nenhuma maneira pela qual a salvação declarada por Cristo possa ser melhorada ou alterada.
5 – Que ser cristão é saber que somos beneficiados pelos méritos de Cristo que conquistou a salvação para nós e tudo o que ela significa.

quinta-feira, 14 de abril de 2022

CONTAMINAÇÃO E PURIFICAÇÃO - Levítico 15 - Sermão 20

Pregado em 02 de dezembro de 2018




 A CONTAMINAÇÃO DO PECADO, A CONDENAÇÃO DA LEI E PURIFICAÇÃO POR MEIO DA GRAÇA. Levítico 15 

A Lei mostra o quanto somos inaptos, enquanto a graça nos torna aptos por meio da obra de Jesus na cruz.

Este capítulo fala de impurezas que saem do corpo e como aquilo que sai do nosso corpo não deve tocar em outras pessoas.

Os versos de 1 a 18 falam dos fluxos masculinos.

Os versos de 19 a 30 falam dos fluxos femininos.

Os fluxos masculinos mencionados são saliva e sêmem, mas em outros textos são mencionados também pruridos de feridas, sangue e também suor. 

A mulher é principalmente o sangue. 

Os fluxos normais apenas deixava impuras a pessoas para as coisas sagradas e um banho resolvia e a pessoa era considerada limpa no mesmo dia.

O sacrifício era apenas em casos de fluxos anormais, o que caracterizava doenças.

Na época do Antigo Testamento, este cuidado era muito grande, porque isso tornava a pessoa sem condições de ir aos cultos, sem que ela tomasse banho antes. O suor era considerado um destes casos. A pessoa não poderia usar uma roupa que aparecesse suada.

 A saliva era outra coisa que a pessoa deveria cuidar para atingir outras pessoas, porque poderia transmitir doenças, caso a pessoa fosse doente. Até hoje, a saliva pode transmitir algumas doenças como Hepatite, por exemplo. Então cuspir em outra pessoa era um grande crime, mas também beijar uma pessoa na boca que não fosse o marido ou a esposa também era.

Uma das causas era a prevenção do que hoje chamamos DST – porque era um risco a preservação do povo.

O sexo ilícito era considerado transgressão gravíssima da Lei.

Estes cuidados eram necessários para que doenças não se espalhassem. 

Também o sangue era considerado fator de risco, por isso, ninguém deveria ter contato com o sangue de outra pessoa. Até hoje o sangue de uma pessoa com algum tipo de doença pode contaminar, como a AIDS, por exemplo e outras doenças.

Como cristãos devemos amar todas as pessoas e socorrer os doentes. Devemos evitar o contato direto com pessoas com algumas doenças. Mas, se elas necessitarem de socorro devemos socorrer.

Mas, como cristãos devemos ser puros. Esta é a mensagem que Deus quer nos ensinar. Deus perdoa nossos pecados porque Jesus morreu para nos perdoar – mas nós devemos amar a Deus, a tal ponto de amarmos sua Lei, sua Palavra e praticar o que é limpo e o que Deus se agrada. Este é o pano de fundo e a interpretação imediata deste texto. Mas mais do que isto, como nos capítulos imediatamente anteriores, estas contaminações representam a imundície do pecado e seu poder de contaminação. 

As proposições deste texto são as seguintes

I – A Lei de Deus, sendo obedecida, protege o ser humano.

Como mencionado no sermão anterior, a preocupação era o contágio de outras pessoas. Vemos até hoje que estas precauções são extremamente relevantes. Se a Lei de Deus, mencionadas neste texto fossem seguidas, as chances de epidemias e pandemias seriam diminuídas drasticamente. O simples lavar de mãos é uma necessidade. V.11 Também todo aquele em quem tocar o que tiver o fluxo, sem haver lavado as suas mãos com água, lavará as suas vestes, banhar-se-á em água e será imundo até à tarde. 

A lei de Deus e sua aplicação é extramente relevante até hoje.

 As epidemias como da AIDS nos anos 80 e 90 seriam evitadas. As DST seriam restringidas.  Toda a questão da imoralidade praticada hoje é uma afronta a Deus e sua santidade. Desde pequenos aprendíamos que beijo na boca dava “sapinho”. Hoje adolescentes brincam de beijo coletivo, nas festas até casados praticam o polibeijo. Outros beijam o máximo de pessoas numa só festa. Outros trocam de parceiros sexuais sem o mínimo escrúpulo. A proteção não deveria ser apenas uma questão para si, mas proteção também à outra pessoa. Tudo isso tornava a Lei de Deus extremamente relevante.

II – O Evangelho é a compaixão de Deus demonstrada a pecadores e purifica pecadores contaminados pelo pecado.

Veja que a Lei considerava impuro tudo o que saia do ser humano. As pessoas eram consideradas impuras e deveriam ser separadas. A Antiga Aliança era a demonstração da real condição do pecador que na Nova Aliança seriam declarados justificados. Na Antiga Aliança, a Lei dizia “afaste-se, você não está apto”. E esta era a realidade. A Nova Aliança diz por meio de Jesus: “aproxime-se, deixe-me purificá-lo. Deixe-me torná-lo apto”. Uma síntese desse encontro entre a Lei e a graça, da transição da Lei para a graça esta em Mc 5.24-34 – no relato do encontro de Jesus com uma mulher com uma hemorragia. Ela sofria deste mal por doze anos. Ela era considerada impura e tinha o dever de evitar contato com outras pessoas para não contaminá-las. Esta era a Lei. Ela arriscou-se a ofender Jesus ao tocar a orla de suas vestes, mas a misericórdia de Jesus cumpriu e excedeu a Lei. Um resultado oposto ao que era esperado pela Lei ocorreu: Jesus não se tornou impuro pelo toque da mulher, antes foi a mulher que recebeu dois benefícios que a Lei não poderia oferecer. O primeiro que ela foi curada da doença e o segundo, que ela foi considerada purificada daquilo que a Lei considerava impuro.

Veja que as impurezas mencionadas representavam o estado dos pecadores. Uma pessoa com impurezas expostas eram consideradas contagiosas. Isso, a exemplo do que foi dito no sermão anterior representava a condição do pecador. Um pecador em seu estado de pecado, contamina tudo ao seu redor. A graça demonstrada por Jesus anula todas as implicações legais que torna a pessoa inapta ao Reino de Deus. Os pecadores são convidados a se aproximarem de Jesus. Isso não anula o cuidado com aquilo que Deus considera impuro. É disto que esta exposição está tratando.

Como praticar as lições aprendidas:

1 -  Devemos entender a glorificar a Deus por não estarmos mais  sob o jugo daquelas ordenanças.

Porque, se nada pode nos destruir, também nada pode nos contaminar, exceto o pecado. Hoje não necessitamos mais expor nossos pecados. Não devemos viver no pecado, mas não necessitamos mais de nenhum ritual de purificação.

Da contaminação que contraímos pelos nossos pecados e fraquezas diárias, podemos nos limpar em segredo, pelos atos renovados de arrependimento e fé, sem nos banharmos em água corrente nem trazermos ofertas à porta do Tabernáculo. Não há nenhum preço, nenhuma oferta que necessitamos para conquistarmos o perdão de nossos pecados. Só o sacrifício de Jesus nos é suficiente.

 2 -  Devemos fugir de tudo aquilo que Deus não se agrada.

Devemos cuidadosamente nos abster de todo pecado, e particularmente de todas as luxurias carnais, tendo nosso corpo em santificação e honra e não nas luxúrias de impureza, que não somente contaminam a alma, mas guerreiam contra ela, e ameaçam destruí-la. 

3 - Devemos entender definitivamente como é necessária e indispensável a verdadeira santidade para a nossa felicidade futura, e purificar os nossos corações pela fé, para que possamos ver a Deus.

Neste sentido devemos observar a tipologia daquilo que impedia a pessoa de entrar no santuário como está escrito no Salmo 24. Quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração” (SI 24.3,4). 

Não entramos no santuário sem purificação. Não esta a questão. Ainda necessitamos de santificação e purificação. Hebreus 12. 14 -16 

Devemos entender nossos pecados ainda nos separam de Deus. Que nossos pecados ainda nos deixam impuros – mas acima de tudo devemos entender e crer. Entender e crer. Entender e crer que Jesus é o perdão de nossos pecados, nossa purificação. 1 Cor 1.30 - Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção,

1 João 1.7 - o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.

1 João 1. 9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.

1 João 2.1 não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo;

Irmãos, isso não é incentivo a pecar – mas um convite a nos aproximar de Jesus com nossos pecados.











O PERIGO DAQUILO QUE É CONTAGIOSO Levítico 13 e 14 - Sermão 19

 Pregado em  25 de novembro de 2018


Ler - Levítico 13 e 14


A lepra na Bíblia representa o pecado, que é a pior realidade possível.


Nestes capítulos de levítico, o assunto são as manchas. Qualquer tipo de manchas. Fosse na pele, na cabeça, no cabelo ou na barba.

 Se uma pessoa descobrisse uma mancha em qualquer lugar detes, ela deveria ir até o sacerdote. O sacerdote separaria aquela pessoa por sete dias.  

Se a mancha não se espalhasse, haveria uma cerimônia de purificação e a pessoa era considerada limpa. 

Mas se a mancha se espalhasse, a pessoa era tirada do meio de sua família e da comunidade (da cidade) e teria morar isolada até ser curada. 


A mancha que crescesse ou espalhasse tornava a pessoa impura e contagiosa. Vs 1-8 , 44-47

Se tivesse um mofo na casa, ela deveria chamar o sacerdote também.

Se aquela mancha na parede se espalhasse, ela deveria sair da casa e mandar fazer uma limpeza.

Ela só poderia voltar para a casa quando não houvesse mais manchas. Lv 14.33-53


Estas eram as leis sobre o que deixava a pessoa ou casa impura. Ou mais do que impura contagiosa e por isso com riscos de contaminação a toda a comunidade.

54 Esta é a lei de toda sorte de praga de lepra, e de tinha,

55 e da lepra das vestes, e das casas,

56 e da inchação, e da pústula, e das manchas lustrosas,

57 para ensinar quando qualquer coisa é limpa ou imunda. Esta é a lei da lepra.

O que significa:

A mancha na pele, na época se chamava lepra. Lembram que Jesus curou vários leprosos? Então, a lepra era qualquer doença de pele na época.

E era considerada contagiosa se entrasse na categoria daquelas que se espalhavam. A pessoa com lepra deveria ficar isolada. Não poderia se aproximar das outras pessoas. A grande preocupação era o contágio às outras pessoas. Uma doença contagiosa, poderia acabar com uma população inteira, como aconteceu várias vezes na história da humanidade.

Já tivemos pragas de proporções grandiosas e catastróficas – como a chamada Peste Negra na Idade Média. A gripe espanhola, no início do Sec. XX. A epidemia da AIDS. O Ebola mais recentemente a pandemia do H1N1. Estas últimas mencionadas, aconteceram a pouco tempo com todo o aparato da medicina moderna. Imaginem isso, nos tempos antigos, sem um remédio sequer. Nem mesmo para amenizar o problema. A única solução era o isolar a pessoa contaminada. Por isso, avaliação preliminar de 7 dias.

Este texto de Levítico serve para Deus mostrar a todos nós a verdadeira natureza do pecado. Sua gravidade e o caos que ele provoca.

O autor aos Hebreus, falando sobre o tempo dos sacerdotes antigos, o tempo de Levítico – como - É isto uma parábola para a época presente; Hebreus 9.9

Deus por meio de Levítico estava desenhando para nós, como em nenhum outro lugar nas Escrituras – a realidade do pecado e a situação do pecador.

A lepra é símbolo do pecado. O pecado é a verdadeira lepra que contamina. Assim como a lepra ou mancha na pele o pecado pode ser mais grave ou menos grave. Tem pecados que é como a mancha que não se espalha, que suja apenas a pessoa.

Este pecado a pessoa resolve, ela e Deus e Jesus por seu sacrifício na cruz a perdoa e purifica.

Mas, há pecados que não contamina apenas a pessoa – mas como a lepra que se espalha – estes pecados também contaminam outras pessoas.  


Quais a proposições divinas nestes capítulos.

- I –

QUE TODA A PESSOA SANTIFICADA POR DEUS DEVERIA TRATAR SERIAMENTE SEU PECADO.

Este era o chamado à pessoa que descobrisse uma mancha em sua pele, na sua cabeça, na sua barba, na sua casa.

Em Israel era para ser levada a sério esta lei. Muitas pessoas levavam a sério. No Novo Testamento vemos leprosos pedindo misericórdia a Jesus. Em um dos casos dez leprosos são curados. Jesus diz, “vai e te apresenta ao sacerdote”. Esta era a lei. A pessoa que se considerava curada deveria ir até o sacerdote, e ele examinaria a pessoa e daria o veredicto de pureza ou não. Quando havia um leproso e este via que alguém estava se aproximando, ele deveria gritar – impuro, impuro (vs 44,45).

Assim deveríamos tratar aquilo que Deus considera pecado. Pecado não é o que eu acho pecado. Pecado é o que Deus acha pecado.

- II -

QUE A SANTIDADE DE  DEUS NÃO PODE TOLERAR O PECADOR EM SEU PECADO.

Se a mancha fosse considerada contagiosa, ela declarada impura e deveria morar isolada da comunidade. Já apresentamos as razões para isso.  A pessoa que não se arrepende e não abandona o seu pecado, permite à exemplo do que está escrito, que o pecado continue, cresça até que alcance outras pessoas.

Mas a santidade de Deus não está em oposição à sua graça. Deus não é injusto com o pecador. Santidade e graça estão abraçadas como atributos divinos.

A graça alcança o pecador – e isto está ilustrado no fato de que o sacerdote examinaria a situação por sete dias, para ver se haveria a necessidade de isolar ou não.

A santidade e a graça atuam juntas.

A santidade de Deus, não podia permitir que continuasse dentro da comunidade dos santificados qualquer pessoa que deveria ser excluída.

A graça de Deus não podia permitir que fosse excluída, quem deveria permanecer dentro da comunidade.

- III –

QUE DEUS PERDOA O PECADOR QUE SE ARREPENDE.

A pessoa, em obediência à Lei de Deus se apresentava ao sacerdote para apresentar a mancha que havia descoberto.

Durante 7 dias ela se sujeitava a avaliação do sacerdote.

Se a mancha não espalhasse, a pessoa oferecia um sacrifício, passava por ritual de purificação e era declarada limpa.

 6 O sacerdote, ao sétimo dia, o examinará outra vez; se a lepra se tornou baça e na pele se não estendeu, então, o sacerdote o declarará limpo; é pústula; o homem lavará as suas vestes e será limpo.

Isso significa que qualquer pecador pode alcançar o perdão de seu pecado. E que qualquer pecador que tendo cometido pecado, a tendo por meio do arrependimento alcançado o perdão, ele está realmente perdoado. O perdão divino, por meio dos méritos do sacrifício de Jesus na cruz, deixa a pessoa limpa e livre. Não é imundo ou impuro aquele a quem Deus purificou – na Antiga Aliança, por meio do sacrifício oferecido pelo sacerdote – na Nova Aliança – por meio do sacrifício de Jesus.

- IV –

QUE AQUELES QUE SÃO ALCANÇADOS PELA GRAÇA DE UM DEUS TÃO SANTO, DEVERIAM ODIAR O PECADO NA MESMA PROPORÇÃO COM QUE DEVERIAM AMAR A SANTIDADE.

Vendo a gravidade do pecado, sua devastação na alma, deveríamos amar cada vez mais a santidade. Deveríamos odiar o pecado que praticamos. Somos pecadores e pecamos. Deus é misericordioso e pelos méritos de Jesus nos perdoa. Só esta proposição deveria ser suficiente para amarmos a Deus de forma profunda.

Deus nos criou para ele.


PERGUNTA 1. Qual é o fim principal do homem?

RESPOSTA. O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre.

Esta deveria ser a nossa principal motivação para lutarmos contra o pecado. O pecado é a resposta de nossa insatisfação. Insatisfeitos com Deus nos entregamos àquilo que o ofende.

Se entendermos que nascemos para a glória de Deus, viveremos para a glória de Deus e nossa satisfação e alegria estará nele.

Não nascemos para pecar, mas para glorificar a Deus.

Não nascemos para comer, comer, estudar, ganhar dinheiro, fazer sexo, casar, ter prazeres – estas coisas são graça.

Deus mesmo deve ser nossa satisfação. Satisfeitos nele, teremos prazer nele e lutaremos contra o pecado.

Se descobrirmos pecados em nós – vamos ao sacerdote. Vamos a Jesus. Ele é nossa purificação.


A MATERNIDADE SEGUNDO A BÍBLIA – Levítico 12 - Sermão 18

 Pregado na Capela Missional em 18 de novembro de 2018



Levítico 12

1Disse mais o Senhor a Moisés: 2Fala aos filhos de Israel: Se uma mulher conceber e tiver um menino, será imunda sete dias; como nos dias da sua menstruação, será imunda. 3E, no oitavo dia, se circuncidará ao menino a carne do seu prepúcio. 4Depois, ficará ela trinta e três dias a purificar-se do seu sangue; nenhuma coisa santa tocará, nem entrará no santuário até que se cumpram os dias da sua purificação. 5Mas, se tiver uma menina, será imunda duas semanas, como na sua menstruação; depois, ficará sessenta e seis dias a purificar-se do seu sangue.6E, cumpridos os dias da sua purificação por filho ou filha, trará ao sacerdote um cordeiro de um ano, por holocausto, e um pombinho ou uma rola, por oferta pelo pecado, à porta da tenda da congregação; 7o sacerdote o oferecerá perante o Senhor e, pela mulher, fará expiação; e ela será purificada do fluxo do seu sangue; esta é a lei da que der à luz menino ou menina. 8Mas, se as suas posses não lhe permitirem trazer um cordeiro, tomará, então, duas rolas ou dois pombinhos, um para o holocausto e o outro para a oferta pelo pecado; assim, o sacerdote fará expiação pela mulher, e será limpa.

A maior bênção que uma mulher poderia receber era ser mãe.


Este capítulo nos fala da maternidade e suas responsabilidades. Um bebê em Israel era uma festa pois ali estava a esperança quanto ao futuro da nação em vários sentidos. Nascia mais do que uma criança. Nascia um novo pai ou uma nova mãe. Poderia estar nascendo um sacerdote, no caso dos levitas. Poderia estar nascendo um grande líder, que traria libertação ou proteção ao povo. Poderia estar nascendo o futuro rei. Um futuro profeta. Ou poderia estar nascendo o messias.

No caso de uma menina, era a vida que estava sendo garantida. Por estes motivos, a maternidade era considerada uma das maiores dádivas, uma das maiores bênçãos que poderia ser recebida. A esterilidade era considerada como uma maldição, uma grande dor. 


Ao dar à luz, a mãe e a criança deveriam ficar à parte da comunidade. A mãe não poderia tomar parte de nenhuma cerimônia sagrada. Ela deveria ficar restrita a sua tenda. Apenas o marido e parentes mais próximos poderiam ter contato com a mãe e a criança. A linguagem bíblica diz que a mulher estava “impura”, por causa do fluxo de sangue dos primeiros dias. no caso de menino havia uma restrição total de 8 dias. No caso de menina havia restrição de 14 dias. Estes primeiros dias de restrição, era uma restrição total de contato apenas necessário com aqueles que ajudavam a mãe e o bebê. Depois destes primeiros dias, a mulher ficava restrita à sua tenda, mas poderia fazer afazeres domésticos e até ter relações com o marido - mas não poderia fazer parte de nenhuma atividade pública como o culto, por exemplo. Somente depois de 40 dias no caso de menino e 66 dias no caso de menina, a mãe e bebê poderiam ser integrados à comunidade.

A questão da impureza da mãe e o tempo de restrição envolve duas coisa importantes:

A primeira é que quando uma criança vinha ao mundo, do ponto de vista divino, era um pecador que estava nascendo e precisava de redenção. Por isso, no final do tempo de restrições a mãe deveria apresentar um sacrifício ao Senhor, simbolizando que a redenção, uma vez que o este sacrifício representava a morte de Jesus na cruz. Veja que quem ficava impura era a mãe, uma vez que a criança ainda não carregava a culpa. A impureza da mãe livrava a criança de ser impura. Veja que não era a criança que ficava impura, mas a mãe. 

Em segundo lugar, quando uma criança vinha ao mundo, ela vinha a um mundo amaldiçoado pelo pecado e ela deveria ser protegida enquanto criança dos males do pecado. A criança muito pequena, todos sabemos, é extremamente vulnerável a tudo o que o pecado trouxe, como doenças e contaminações de todo tipo. Na época, não havia médicos e nem medicina a disposição. A mãe era o remédio e protetora. Esta era a sua responsabilidade.

Filhos eram sempre uma bênção fossem meninos ou meninas. Era a garantia de felicidade e era esperança para o futuro.

Salmos 127.3-5

1 - MÃE DE UM MENINO, MÃE DE UM FUTURO PAI.   vs  1 - 4

Quando uma mulher dava luz a um menino ele ficava separada por sete dias devido ao seu fluxo menstrual e no oitavo dia, o menino seria circuncidado, porque este era o sinal do pacto. A circuncisão era importante por dois motivos. Um cerimonial, que simbolizava a saúde e a futura fertilidade do menino. Um sagrado, que onde menino era incluído no pacto, por meio da circuncisão. A circuncisão era o sinal do pacto entre Deus e o povo hebreu.   Nem a mãe e nem o filho eram integrados ainda à comunidade. depois de quarenta dias eles estavam liberados para a integração à comunidade novamente. Se o menino fosse primogênito, ele deveria ser abençoado cerimonialmente pelo sacerdote. Este foi o caso de Jesus que foi apresentado no templo. Mas este ato era apenas para o primogênito. As mães isrealitas tinham sempre a expectativa de que o filho seria o messias, ou um profeta. As mães levitas tinham a expectativa de seu filho seria um sacerdote ou que desempenhasse algum ofício separado ao Senhor.


2 - MÃE DE UMA MENINA, MÃE DE UMA FUTURA MÃE - VS 5-12

A menina não passava por nenhum ritual. O menino passava pela circuncisão, a menina não. A mãe de uma menina ficava separada sem contato com a comunidade por 66 dias. 26 dias a mais do que o menino. O cuidado com uma menina sempre era maior em qualquer idade. A mulher hebréia era alvo de um cuidado extremo. Ao contrário do que muitos pensam a mulher não era descartada. Na Bíblia, em alguns lugares se diz o número de pessoas, fora mulheres e crianças. Isso não significa descarte, mas proteção. Eles não iam juntos para as guerras. Nas ocasiões de crises mulheres e crianças, pelo menos em tentativa eram deixados em lugares seguros. Um dos motivos, como já vimos da mãe ficar longe do contato com a comunidade era para fins de proteção, tanto da saúde da mãe como da criança.

A impureza cerimonial da mulher era até a morte de Cristo, que foi o sacrifício que substituiu e anulou todos os sacrifícios. Jesus pagou nossos pecados. Uma mãe não precisa mais ficar se isolar cerimonialmente porque ela não é mais impura, porque Jesus já a purificou com seu sacrifício na cruz. Por outro lado, a mãe não necessita envolver-se nas atividades da igreja nas primeiras semanas. A Bíblia diz que a maternidade é sua missão. 1 Timóteo 2.8-15

8 Quero, portanto, que os varões orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem animosidade.

9 Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso,

10 porém com boas obras (como é próprio às mulheres que professam ser piedosas).

11 A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão.

12 E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio.

13 Porque, primeiro, foi formado Adão, depois, Eva.

14 E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão.

15 Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, e amor, e santificação, com bom senso.


Não é que a mulher vai ser salva por ser mãe, mas a mãe cristã não necessita envolver-se em mais nada na igreja, a não ser cuidar de seus filhos para que aprendam a vida cristã. 

A lição que temos neste texto é que os filhos precisam ser protegidos enquanto pequenos e ensinados no caminho da salvação.  

1 Corintios 7

10 Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido

11 (se, porém, ela vier a separar-se, que não se case ou que se reconcilie com seu marido); e que o marido não se aparte de sua mulher.

12 Aos mais digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a abandone;

13 e a mulher que tem marido incrédulo, e este consente em viver com ela, não deixe o marido.

14 Porque o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa, e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente. Doutra sorte, os vossos filhos seriam impuros; porém, agora, são santos.

Aqui se diz que os filhos pequenos são santificados, ao ter pai ou mãe santificados.

Filhos continuam sendo bênção. Ter filhos é a principal missão do casamento entre cristãos. No caso de Israel, os casais festejavam a vinda de filhos, porque eles eram o futuro do povo. Os pais piedosos e devotos, festejavam o fato de ensinar a Lei para os filhos.

Os pais cristãos, devem festejar a vinda de filhos pois terão a oportunidade de lhes ensinar sobre a vida eterna. De lhes ensinar a Palavra. De os fazer discípulos de Cristo.






VIVER COM PACIÊNCIA, ESPERANÇA E PERSEVERANÇA – Romanos 8.18-25

  Pregado em 03 de maio de 2020 sexto sermão na Pademia                                                                                     ...