quinta-feira, 14 de abril de 2022

CONTAMINAÇÃO E PURIFICAÇÃO - Levítico 15 - Sermão 20

Pregado em 02 de dezembro de 2018




 A CONTAMINAÇÃO DO PECADO, A CONDENAÇÃO DA LEI E PURIFICAÇÃO POR MEIO DA GRAÇA. Levítico 15 

A Lei mostra o quanto somos inaptos, enquanto a graça nos torna aptos por meio da obra de Jesus na cruz.

Este capítulo fala de impurezas que saem do corpo e como aquilo que sai do nosso corpo não deve tocar em outras pessoas.

Os versos de 1 a 18 falam dos fluxos masculinos.

Os versos de 19 a 30 falam dos fluxos femininos.

Os fluxos masculinos mencionados são saliva e sêmem, mas em outros textos são mencionados também pruridos de feridas, sangue e também suor. 

A mulher é principalmente o sangue. 

Os fluxos normais apenas deixava impuras a pessoas para as coisas sagradas e um banho resolvia e a pessoa era considerada limpa no mesmo dia.

O sacrifício era apenas em casos de fluxos anormais, o que caracterizava doenças.

Na época do Antigo Testamento, este cuidado era muito grande, porque isso tornava a pessoa sem condições de ir aos cultos, sem que ela tomasse banho antes. O suor era considerado um destes casos. A pessoa não poderia usar uma roupa que aparecesse suada.

 A saliva era outra coisa que a pessoa deveria cuidar para atingir outras pessoas, porque poderia transmitir doenças, caso a pessoa fosse doente. Até hoje, a saliva pode transmitir algumas doenças como Hepatite, por exemplo. Então cuspir em outra pessoa era um grande crime, mas também beijar uma pessoa na boca que não fosse o marido ou a esposa também era.

Uma das causas era a prevenção do que hoje chamamos DST – porque era um risco a preservação do povo.

O sexo ilícito era considerado transgressão gravíssima da Lei.

Estes cuidados eram necessários para que doenças não se espalhassem. 

Também o sangue era considerado fator de risco, por isso, ninguém deveria ter contato com o sangue de outra pessoa. Até hoje o sangue de uma pessoa com algum tipo de doença pode contaminar, como a AIDS, por exemplo e outras doenças.

Como cristãos devemos amar todas as pessoas e socorrer os doentes. Devemos evitar o contato direto com pessoas com algumas doenças. Mas, se elas necessitarem de socorro devemos socorrer.

Mas, como cristãos devemos ser puros. Esta é a mensagem que Deus quer nos ensinar. Deus perdoa nossos pecados porque Jesus morreu para nos perdoar – mas nós devemos amar a Deus, a tal ponto de amarmos sua Lei, sua Palavra e praticar o que é limpo e o que Deus se agrada. Este é o pano de fundo e a interpretação imediata deste texto. Mas mais do que isto, como nos capítulos imediatamente anteriores, estas contaminações representam a imundície do pecado e seu poder de contaminação. 

As proposições deste texto são as seguintes

I – A Lei de Deus, sendo obedecida, protege o ser humano.

Como mencionado no sermão anterior, a preocupação era o contágio de outras pessoas. Vemos até hoje que estas precauções são extremamente relevantes. Se a Lei de Deus, mencionadas neste texto fossem seguidas, as chances de epidemias e pandemias seriam diminuídas drasticamente. O simples lavar de mãos é uma necessidade. V.11 Também todo aquele em quem tocar o que tiver o fluxo, sem haver lavado as suas mãos com água, lavará as suas vestes, banhar-se-á em água e será imundo até à tarde. 

A lei de Deus e sua aplicação é extramente relevante até hoje.

 As epidemias como da AIDS nos anos 80 e 90 seriam evitadas. As DST seriam restringidas.  Toda a questão da imoralidade praticada hoje é uma afronta a Deus e sua santidade. Desde pequenos aprendíamos que beijo na boca dava “sapinho”. Hoje adolescentes brincam de beijo coletivo, nas festas até casados praticam o polibeijo. Outros beijam o máximo de pessoas numa só festa. Outros trocam de parceiros sexuais sem o mínimo escrúpulo. A proteção não deveria ser apenas uma questão para si, mas proteção também à outra pessoa. Tudo isso tornava a Lei de Deus extremamente relevante.

II – O Evangelho é a compaixão de Deus demonstrada a pecadores e purifica pecadores contaminados pelo pecado.

Veja que a Lei considerava impuro tudo o que saia do ser humano. As pessoas eram consideradas impuras e deveriam ser separadas. A Antiga Aliança era a demonstração da real condição do pecador que na Nova Aliança seriam declarados justificados. Na Antiga Aliança, a Lei dizia “afaste-se, você não está apto”. E esta era a realidade. A Nova Aliança diz por meio de Jesus: “aproxime-se, deixe-me purificá-lo. Deixe-me torná-lo apto”. Uma síntese desse encontro entre a Lei e a graça, da transição da Lei para a graça esta em Mc 5.24-34 – no relato do encontro de Jesus com uma mulher com uma hemorragia. Ela sofria deste mal por doze anos. Ela era considerada impura e tinha o dever de evitar contato com outras pessoas para não contaminá-las. Esta era a Lei. Ela arriscou-se a ofender Jesus ao tocar a orla de suas vestes, mas a misericórdia de Jesus cumpriu e excedeu a Lei. Um resultado oposto ao que era esperado pela Lei ocorreu: Jesus não se tornou impuro pelo toque da mulher, antes foi a mulher que recebeu dois benefícios que a Lei não poderia oferecer. O primeiro que ela foi curada da doença e o segundo, que ela foi considerada purificada daquilo que a Lei considerava impuro.

Veja que as impurezas mencionadas representavam o estado dos pecadores. Uma pessoa com impurezas expostas eram consideradas contagiosas. Isso, a exemplo do que foi dito no sermão anterior representava a condição do pecador. Um pecador em seu estado de pecado, contamina tudo ao seu redor. A graça demonstrada por Jesus anula todas as implicações legais que torna a pessoa inapta ao Reino de Deus. Os pecadores são convidados a se aproximarem de Jesus. Isso não anula o cuidado com aquilo que Deus considera impuro. É disto que esta exposição está tratando.

Como praticar as lições aprendidas:

1 -  Devemos entender a glorificar a Deus por não estarmos mais  sob o jugo daquelas ordenanças.

Porque, se nada pode nos destruir, também nada pode nos contaminar, exceto o pecado. Hoje não necessitamos mais expor nossos pecados. Não devemos viver no pecado, mas não necessitamos mais de nenhum ritual de purificação.

Da contaminação que contraímos pelos nossos pecados e fraquezas diárias, podemos nos limpar em segredo, pelos atos renovados de arrependimento e fé, sem nos banharmos em água corrente nem trazermos ofertas à porta do Tabernáculo. Não há nenhum preço, nenhuma oferta que necessitamos para conquistarmos o perdão de nossos pecados. Só o sacrifício de Jesus nos é suficiente.

 2 -  Devemos fugir de tudo aquilo que Deus não se agrada.

Devemos cuidadosamente nos abster de todo pecado, e particularmente de todas as luxurias carnais, tendo nosso corpo em santificação e honra e não nas luxúrias de impureza, que não somente contaminam a alma, mas guerreiam contra ela, e ameaçam destruí-la. 

3 - Devemos entender definitivamente como é necessária e indispensável a verdadeira santidade para a nossa felicidade futura, e purificar os nossos corações pela fé, para que possamos ver a Deus.

Neste sentido devemos observar a tipologia daquilo que impedia a pessoa de entrar no santuário como está escrito no Salmo 24. Quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração” (SI 24.3,4). 

Não entramos no santuário sem purificação. Não esta a questão. Ainda necessitamos de santificação e purificação. Hebreus 12. 14 -16 

Devemos entender nossos pecados ainda nos separam de Deus. Que nossos pecados ainda nos deixam impuros – mas acima de tudo devemos entender e crer. Entender e crer. Entender e crer que Jesus é o perdão de nossos pecados, nossa purificação. 1 Cor 1.30 - Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção,

1 João 1.7 - o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.

1 João 1. 9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.

1 João 2.1 não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo;

Irmãos, isso não é incentivo a pecar – mas um convite a nos aproximar de Jesus com nossos pecados.











O PERIGO DAQUILO QUE É CONTAGIOSO Levítico 13 e 14 - Sermão 19

 Pregado em  25 de novembro de 2018


Ler - Levítico 13 e 14


A lepra na Bíblia representa o pecado, que é a pior realidade possível.


Nestes capítulos de levítico, o assunto são as manchas. Qualquer tipo de manchas. Fosse na pele, na cabeça, no cabelo ou na barba.

 Se uma pessoa descobrisse uma mancha em qualquer lugar detes, ela deveria ir até o sacerdote. O sacerdote separaria aquela pessoa por sete dias.  

Se a mancha não se espalhasse, haveria uma cerimônia de purificação e a pessoa era considerada limpa. 

Mas se a mancha se espalhasse, a pessoa era tirada do meio de sua família e da comunidade (da cidade) e teria morar isolada até ser curada. 


A mancha que crescesse ou espalhasse tornava a pessoa impura e contagiosa. Vs 1-8 , 44-47

Se tivesse um mofo na casa, ela deveria chamar o sacerdote também.

Se aquela mancha na parede se espalhasse, ela deveria sair da casa e mandar fazer uma limpeza.

Ela só poderia voltar para a casa quando não houvesse mais manchas. Lv 14.33-53


Estas eram as leis sobre o que deixava a pessoa ou casa impura. Ou mais do que impura contagiosa e por isso com riscos de contaminação a toda a comunidade.

54 Esta é a lei de toda sorte de praga de lepra, e de tinha,

55 e da lepra das vestes, e das casas,

56 e da inchação, e da pústula, e das manchas lustrosas,

57 para ensinar quando qualquer coisa é limpa ou imunda. Esta é a lei da lepra.

O que significa:

A mancha na pele, na época se chamava lepra. Lembram que Jesus curou vários leprosos? Então, a lepra era qualquer doença de pele na época.

E era considerada contagiosa se entrasse na categoria daquelas que se espalhavam. A pessoa com lepra deveria ficar isolada. Não poderia se aproximar das outras pessoas. A grande preocupação era o contágio às outras pessoas. Uma doença contagiosa, poderia acabar com uma população inteira, como aconteceu várias vezes na história da humanidade.

Já tivemos pragas de proporções grandiosas e catastróficas – como a chamada Peste Negra na Idade Média. A gripe espanhola, no início do Sec. XX. A epidemia da AIDS. O Ebola mais recentemente a pandemia do H1N1. Estas últimas mencionadas, aconteceram a pouco tempo com todo o aparato da medicina moderna. Imaginem isso, nos tempos antigos, sem um remédio sequer. Nem mesmo para amenizar o problema. A única solução era o isolar a pessoa contaminada. Por isso, avaliação preliminar de 7 dias.

Este texto de Levítico serve para Deus mostrar a todos nós a verdadeira natureza do pecado. Sua gravidade e o caos que ele provoca.

O autor aos Hebreus, falando sobre o tempo dos sacerdotes antigos, o tempo de Levítico – como - É isto uma parábola para a época presente; Hebreus 9.9

Deus por meio de Levítico estava desenhando para nós, como em nenhum outro lugar nas Escrituras – a realidade do pecado e a situação do pecador.

A lepra é símbolo do pecado. O pecado é a verdadeira lepra que contamina. Assim como a lepra ou mancha na pele o pecado pode ser mais grave ou menos grave. Tem pecados que é como a mancha que não se espalha, que suja apenas a pessoa.

Este pecado a pessoa resolve, ela e Deus e Jesus por seu sacrifício na cruz a perdoa e purifica.

Mas, há pecados que não contamina apenas a pessoa – mas como a lepra que se espalha – estes pecados também contaminam outras pessoas.  


Quais a proposições divinas nestes capítulos.

- I –

QUE TODA A PESSOA SANTIFICADA POR DEUS DEVERIA TRATAR SERIAMENTE SEU PECADO.

Este era o chamado à pessoa que descobrisse uma mancha em sua pele, na sua cabeça, na sua barba, na sua casa.

Em Israel era para ser levada a sério esta lei. Muitas pessoas levavam a sério. No Novo Testamento vemos leprosos pedindo misericórdia a Jesus. Em um dos casos dez leprosos são curados. Jesus diz, “vai e te apresenta ao sacerdote”. Esta era a lei. A pessoa que se considerava curada deveria ir até o sacerdote, e ele examinaria a pessoa e daria o veredicto de pureza ou não. Quando havia um leproso e este via que alguém estava se aproximando, ele deveria gritar – impuro, impuro (vs 44,45).

Assim deveríamos tratar aquilo que Deus considera pecado. Pecado não é o que eu acho pecado. Pecado é o que Deus acha pecado.

- II -

QUE A SANTIDADE DE  DEUS NÃO PODE TOLERAR O PECADOR EM SEU PECADO.

Se a mancha fosse considerada contagiosa, ela declarada impura e deveria morar isolada da comunidade. Já apresentamos as razões para isso.  A pessoa que não se arrepende e não abandona o seu pecado, permite à exemplo do que está escrito, que o pecado continue, cresça até que alcance outras pessoas.

Mas a santidade de Deus não está em oposição à sua graça. Deus não é injusto com o pecador. Santidade e graça estão abraçadas como atributos divinos.

A graça alcança o pecador – e isto está ilustrado no fato de que o sacerdote examinaria a situação por sete dias, para ver se haveria a necessidade de isolar ou não.

A santidade e a graça atuam juntas.

A santidade de Deus, não podia permitir que continuasse dentro da comunidade dos santificados qualquer pessoa que deveria ser excluída.

A graça de Deus não podia permitir que fosse excluída, quem deveria permanecer dentro da comunidade.

- III –

QUE DEUS PERDOA O PECADOR QUE SE ARREPENDE.

A pessoa, em obediência à Lei de Deus se apresentava ao sacerdote para apresentar a mancha que havia descoberto.

Durante 7 dias ela se sujeitava a avaliação do sacerdote.

Se a mancha não espalhasse, a pessoa oferecia um sacrifício, passava por ritual de purificação e era declarada limpa.

 6 O sacerdote, ao sétimo dia, o examinará outra vez; se a lepra se tornou baça e na pele se não estendeu, então, o sacerdote o declarará limpo; é pústula; o homem lavará as suas vestes e será limpo.

Isso significa que qualquer pecador pode alcançar o perdão de seu pecado. E que qualquer pecador que tendo cometido pecado, a tendo por meio do arrependimento alcançado o perdão, ele está realmente perdoado. O perdão divino, por meio dos méritos do sacrifício de Jesus na cruz, deixa a pessoa limpa e livre. Não é imundo ou impuro aquele a quem Deus purificou – na Antiga Aliança, por meio do sacrifício oferecido pelo sacerdote – na Nova Aliança – por meio do sacrifício de Jesus.

- IV –

QUE AQUELES QUE SÃO ALCANÇADOS PELA GRAÇA DE UM DEUS TÃO SANTO, DEVERIAM ODIAR O PECADO NA MESMA PROPORÇÃO COM QUE DEVERIAM AMAR A SANTIDADE.

Vendo a gravidade do pecado, sua devastação na alma, deveríamos amar cada vez mais a santidade. Deveríamos odiar o pecado que praticamos. Somos pecadores e pecamos. Deus é misericordioso e pelos méritos de Jesus nos perdoa. Só esta proposição deveria ser suficiente para amarmos a Deus de forma profunda.

Deus nos criou para ele.


PERGUNTA 1. Qual é o fim principal do homem?

RESPOSTA. O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre.

Esta deveria ser a nossa principal motivação para lutarmos contra o pecado. O pecado é a resposta de nossa insatisfação. Insatisfeitos com Deus nos entregamos àquilo que o ofende.

Se entendermos que nascemos para a glória de Deus, viveremos para a glória de Deus e nossa satisfação e alegria estará nele.

Não nascemos para pecar, mas para glorificar a Deus.

Não nascemos para comer, comer, estudar, ganhar dinheiro, fazer sexo, casar, ter prazeres – estas coisas são graça.

Deus mesmo deve ser nossa satisfação. Satisfeitos nele, teremos prazer nele e lutaremos contra o pecado.

Se descobrirmos pecados em nós – vamos ao sacerdote. Vamos a Jesus. Ele é nossa purificação.


A MATERNIDADE SEGUNDO A BÍBLIA – Levítico 12 - Sermão 18

 Pregado na Capela Missional em 18 de novembro de 2018



Levítico 12

1Disse mais o Senhor a Moisés: 2Fala aos filhos de Israel: Se uma mulher conceber e tiver um menino, será imunda sete dias; como nos dias da sua menstruação, será imunda. 3E, no oitavo dia, se circuncidará ao menino a carne do seu prepúcio. 4Depois, ficará ela trinta e três dias a purificar-se do seu sangue; nenhuma coisa santa tocará, nem entrará no santuário até que se cumpram os dias da sua purificação. 5Mas, se tiver uma menina, será imunda duas semanas, como na sua menstruação; depois, ficará sessenta e seis dias a purificar-se do seu sangue.6E, cumpridos os dias da sua purificação por filho ou filha, trará ao sacerdote um cordeiro de um ano, por holocausto, e um pombinho ou uma rola, por oferta pelo pecado, à porta da tenda da congregação; 7o sacerdote o oferecerá perante o Senhor e, pela mulher, fará expiação; e ela será purificada do fluxo do seu sangue; esta é a lei da que der à luz menino ou menina. 8Mas, se as suas posses não lhe permitirem trazer um cordeiro, tomará, então, duas rolas ou dois pombinhos, um para o holocausto e o outro para a oferta pelo pecado; assim, o sacerdote fará expiação pela mulher, e será limpa.

A maior bênção que uma mulher poderia receber era ser mãe.


Este capítulo nos fala da maternidade e suas responsabilidades. Um bebê em Israel era uma festa pois ali estava a esperança quanto ao futuro da nação em vários sentidos. Nascia mais do que uma criança. Nascia um novo pai ou uma nova mãe. Poderia estar nascendo um sacerdote, no caso dos levitas. Poderia estar nascendo um grande líder, que traria libertação ou proteção ao povo. Poderia estar nascendo o futuro rei. Um futuro profeta. Ou poderia estar nascendo o messias.

No caso de uma menina, era a vida que estava sendo garantida. Por estes motivos, a maternidade era considerada uma das maiores dádivas, uma das maiores bênçãos que poderia ser recebida. A esterilidade era considerada como uma maldição, uma grande dor. 


Ao dar à luz, a mãe e a criança deveriam ficar à parte da comunidade. A mãe não poderia tomar parte de nenhuma cerimônia sagrada. Ela deveria ficar restrita a sua tenda. Apenas o marido e parentes mais próximos poderiam ter contato com a mãe e a criança. A linguagem bíblica diz que a mulher estava “impura”, por causa do fluxo de sangue dos primeiros dias. no caso de menino havia uma restrição total de 8 dias. No caso de menina havia restrição de 14 dias. Estes primeiros dias de restrição, era uma restrição total de contato apenas necessário com aqueles que ajudavam a mãe e o bebê. Depois destes primeiros dias, a mulher ficava restrita à sua tenda, mas poderia fazer afazeres domésticos e até ter relações com o marido - mas não poderia fazer parte de nenhuma atividade pública como o culto, por exemplo. Somente depois de 40 dias no caso de menino e 66 dias no caso de menina, a mãe e bebê poderiam ser integrados à comunidade.

A questão da impureza da mãe e o tempo de restrição envolve duas coisa importantes:

A primeira é que quando uma criança vinha ao mundo, do ponto de vista divino, era um pecador que estava nascendo e precisava de redenção. Por isso, no final do tempo de restrições a mãe deveria apresentar um sacrifício ao Senhor, simbolizando que a redenção, uma vez que o este sacrifício representava a morte de Jesus na cruz. Veja que quem ficava impura era a mãe, uma vez que a criança ainda não carregava a culpa. A impureza da mãe livrava a criança de ser impura. Veja que não era a criança que ficava impura, mas a mãe. 

Em segundo lugar, quando uma criança vinha ao mundo, ela vinha a um mundo amaldiçoado pelo pecado e ela deveria ser protegida enquanto criança dos males do pecado. A criança muito pequena, todos sabemos, é extremamente vulnerável a tudo o que o pecado trouxe, como doenças e contaminações de todo tipo. Na época, não havia médicos e nem medicina a disposição. A mãe era o remédio e protetora. Esta era a sua responsabilidade.

Filhos eram sempre uma bênção fossem meninos ou meninas. Era a garantia de felicidade e era esperança para o futuro.

Salmos 127.3-5

1 - MÃE DE UM MENINO, MÃE DE UM FUTURO PAI.   vs  1 - 4

Quando uma mulher dava luz a um menino ele ficava separada por sete dias devido ao seu fluxo menstrual e no oitavo dia, o menino seria circuncidado, porque este era o sinal do pacto. A circuncisão era importante por dois motivos. Um cerimonial, que simbolizava a saúde e a futura fertilidade do menino. Um sagrado, que onde menino era incluído no pacto, por meio da circuncisão. A circuncisão era o sinal do pacto entre Deus e o povo hebreu.   Nem a mãe e nem o filho eram integrados ainda à comunidade. depois de quarenta dias eles estavam liberados para a integração à comunidade novamente. Se o menino fosse primogênito, ele deveria ser abençoado cerimonialmente pelo sacerdote. Este foi o caso de Jesus que foi apresentado no templo. Mas este ato era apenas para o primogênito. As mães isrealitas tinham sempre a expectativa de que o filho seria o messias, ou um profeta. As mães levitas tinham a expectativa de seu filho seria um sacerdote ou que desempenhasse algum ofício separado ao Senhor.


2 - MÃE DE UMA MENINA, MÃE DE UMA FUTURA MÃE - VS 5-12

A menina não passava por nenhum ritual. O menino passava pela circuncisão, a menina não. A mãe de uma menina ficava separada sem contato com a comunidade por 66 dias. 26 dias a mais do que o menino. O cuidado com uma menina sempre era maior em qualquer idade. A mulher hebréia era alvo de um cuidado extremo. Ao contrário do que muitos pensam a mulher não era descartada. Na Bíblia, em alguns lugares se diz o número de pessoas, fora mulheres e crianças. Isso não significa descarte, mas proteção. Eles não iam juntos para as guerras. Nas ocasiões de crises mulheres e crianças, pelo menos em tentativa eram deixados em lugares seguros. Um dos motivos, como já vimos da mãe ficar longe do contato com a comunidade era para fins de proteção, tanto da saúde da mãe como da criança.

A impureza cerimonial da mulher era até a morte de Cristo, que foi o sacrifício que substituiu e anulou todos os sacrifícios. Jesus pagou nossos pecados. Uma mãe não precisa mais ficar se isolar cerimonialmente porque ela não é mais impura, porque Jesus já a purificou com seu sacrifício na cruz. Por outro lado, a mãe não necessita envolver-se nas atividades da igreja nas primeiras semanas. A Bíblia diz que a maternidade é sua missão. 1 Timóteo 2.8-15

8 Quero, portanto, que os varões orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem animosidade.

9 Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso,

10 porém com boas obras (como é próprio às mulheres que professam ser piedosas).

11 A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão.

12 E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio.

13 Porque, primeiro, foi formado Adão, depois, Eva.

14 E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão.

15 Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, e amor, e santificação, com bom senso.


Não é que a mulher vai ser salva por ser mãe, mas a mãe cristã não necessita envolver-se em mais nada na igreja, a não ser cuidar de seus filhos para que aprendam a vida cristã. 

A lição que temos neste texto é que os filhos precisam ser protegidos enquanto pequenos e ensinados no caminho da salvação.  

1 Corintios 7

10 Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido

11 (se, porém, ela vier a separar-se, que não se case ou que se reconcilie com seu marido); e que o marido não se aparte de sua mulher.

12 Aos mais digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a abandone;

13 e a mulher que tem marido incrédulo, e este consente em viver com ela, não deixe o marido.

14 Porque o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa, e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente. Doutra sorte, os vossos filhos seriam impuros; porém, agora, são santos.

Aqui se diz que os filhos pequenos são santificados, ao ter pai ou mãe santificados.

Filhos continuam sendo bênção. Ter filhos é a principal missão do casamento entre cristãos. No caso de Israel, os casais festejavam a vinda de filhos, porque eles eram o futuro do povo. Os pais piedosos e devotos, festejavam o fato de ensinar a Lei para os filhos.

Os pais cristãos, devem festejar a vinda de filhos pois terão a oportunidade de lhes ensinar sobre a vida eterna. De lhes ensinar a Palavra. De os fazer discípulos de Cristo.






quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Sobre comer ou não determinados alimentos - Exposições em Levítico nº 17

Sermão pregado em 09 de dezembro de 2018



                      Exposições em Levítico nº17




                COMER OU NÃO COMER
Levítico 11
1 Falou o Senhor a Moisés e a Arão, dizendo-lhes: 2 Dizei aos filhos de Israel: São estes os animais que comereis de todos os quadrúpedes que há sobre a terra: 3 todo o que tem unhas fendidas, e o casco se divide em dois, e rumina, entre os animais, esse comereis. 4 Destes, porém, não comereis: dos que ruminam ou dos que têm unhas fendidas: o camelo, que rumina, mas não tem unhas fendidas; este vos será imundo; 5o arganaz, porque rumina, mas não tem as unhas fendidas; este vos será imundo; 6 a lebre, porque rumina, mas não tem as unhas fendidas; esta vos será imunda. 7 Também o porco, porque tem unhas fendidas e o casco dividido, mas não rumina; este vos será imundo; 8 da sua carne não comereis, nem tocareis no seu cadáver. Estes vos serão imundos. 9 De todos os animais que há nas águas comereis os seguintes: todo o que tem barbatanas e escamas, nos mares e nos rios; esses comereis. 10 Porém todo o que não tem barbatanas nem escamas, nos mares e nos rios, todos os que enxameiam as águas e todo ser vivente que há nas águas, estes serão para vós outros abominação. 11 Ser-vos-ão, pois, por abominação; da sua carne não comereis e abominareis o seu cadáver. 12 Todo o que nas águas não tem barbatanas ou escamas será para vós outros abominação. 13 Das aves, estas abominareis; não se comerão, serão abominação: a águia, o quebrantosso e a águia marinha; 14 o milhano e o falcão, segundo a sua espécie, 15 todo corvo, segundo a sua espécie, 16o avestruz, a coruja, a gaivota, o gavião, segundo a sua espécie, 17 o mocho, o corvo marinho, a íbis, 18 a gralha, o pelicano, o abutre, 19 a cegonha, a garça, segundo a sua espécie, a poupa e o morcego. 20 Todo inseto que voa, que anda sobre quatro pés será para vós outros abominação. 21 Mas de todo inseto que voa, que anda sobre quatro pés, cujas pernas traseiras são mais compridas, para saltar com elas sobre a terra, estes comereis. 22 Deles, comereis estes: a locusta, segundo a sua espécie, o gafanhoto devorador, segundo a sua espécie, o grilo, segundo a sua espécie, e o gafanhoto, segundo a sua espécie. 23 Mas todos os outros insetos que voam, que têm quatro pés serão para vós outros abominação. 24 E por estes vos tornareis imundos; qualquer que tocar o seu cadáver imundo será até à tarde. 25 Qualquer que levar o seu cadáver lavará as suas vestes e será imundo até à tarde. 26 Todo animal que tem unhas fendidas, mas o casco não dividido em dois e não rumina vos será por imundo; qualquer que tocar neles será imundo. 27 Todo animal quadrúpede que anda na planta dos pés vos será por imundo; qualquer que tocar o seu cadáver será imundo até à tarde. 28 E o que levar o seu cadáver lavará as suas vestes e será imundo até à tarde; eles vos serão por imundos. 29 Estes vos serão imundos entre o enxame de criaturas que povoam a terra: a doninha, o rato, o lagarto, segundo a sua espécie, 30 o geco, o crocodilo da terra, a lagartixa, o lagarto da areia e o camaleão; 31 estes vos serão por imundos entre todo o enxame de criaturas; qualquer que os tocar, estando eles mortos, será imundo até à tarde. 32 E tudo aquilo sobre que cair qualquer deles, estando eles mortos, será imundo, seja vaso de madeira, ou veste, ou pele, ou pano de saco, ou qualquer instrumento com que se faz alguma obra, será metido em água e será imundo até à tarde; então, será limpo. 33 E todo vaso de barro, dentro do qual cair alguma coisa deles, tudo o que houver nele será imundo; o vaso quebrareis. 34 Todo alimento que se come, preparado com água, será imundo; e todo líquido que se bebe, em todo vaso, será imundo. 35 E aquilo sobre o que cair alguma coisa do seu corpo morto será imundo; se for um forno ou um fogareiro de barro, serão quebrados; imundos são; portanto, vos serão por imundos. 36 Porém a fonte ou cisterna, em que se recolhem águas, será limpa; mas quem tocar no cadáver desses animais será imundo. 37 Se do seu cadáver cair alguma coisa sobre alguma semente de semear, esta será limpa; 38mas, se alguém deitar água sobre a semente, e, se do cadáver cair alguma coisa sobre ela, vos será imunda. 39 Se morrer algum dos animais de que vos é lícito comer, quem tocar no seu cadáver será imundo até à tarde; 40 quem do seu cadáver comer lavará as suas vestes e será imundo até à tarde; e quem levar o seu corpo morto lavará as suas vestes e será imundo até à tarde. 41 Também todo enxame de criaturas que povoam a terra será abominação; não se comerá. 42 Tudo o que anda sobre o ventre, e tudo o que anda sobre quatro pés ou que tem muitos pés, entre todo enxame de criaturas que povoam a terra, não comereis, porquanto são abominação. 43 Não vos façais abomináveis por nenhum enxame de criaturas, nem por elas vos contaminareis, para não serdes imundos. 44 Eu sou o Senhor, vosso Deus; portanto, vós vos consagrareis e sereis santos, porque eu sou santo; e não vos contaminareis por nenhum enxame de criaturas que se arrastam sobre a terra. 45 Eu sou o Senhor, que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus; portanto, vós sereis santos, porque eu sou santo. 46 Esta é a lei dos animais, e das aves, e de toda alma vivente que se move nas águas, e de toda criatura que povoa a terra, 47 para fazer diferença entre o imundo e o limpo e entre os animais que se podem comer e os animais que se não podem comer.


Os animais impuros em Levítico representavam os gentios, os animais puros representavam o israelitas.

Neste capítulo 11 de Levítico, Deus fala sobre os animais que poderiam ser comidos e os que não poderiam.
A pureza e a impureza tinham a ver com aquilo que era sacrificialmente puro ou impuro.
É incrível como a maioria dos animais que eles poderiam comer, nós também comemos – como gado, carneiro, ovelha, cabrito.
 Alguns outros que eram proibidos, como elefante, tigre, cachorro, gato, leão,  não comemos até hoje.
Alguns outros animais que eram proibidos como os frutos do mar, camarão, lagosta eram proibidos, mas é comum as pessoas comerem hoje.
O porco, por exemplo, era proibido, mas hoje se come normalmente.
Animais como corvo, águia, que eram aves que se alimentavam de carne e sangue, também, não se come até hoje.
Alguns motivos para animais proibidos – os que se alimentavam de sangue, de outros animais e até de pessoas – como os selvagens perigosos como Leão, tigre, lobos e cães.
Outros porque transmitiam doenças – como os ratos.
Também o porco, poderia transmitir doenças.
Alguns que transmitiam perigo de alergias graves, como o camarão.

1 – ANIMAIS DA TERRA. Vs 1-8 ; 26-29
Animais de unhas fendidas que ruminam, aqueles que comem vegetais – Gado, ovelha, cervo, etc. Esta classe de animais ofereciam a maior fonte de carne comestíveis e para os sacrifícios – eram animais considerados puros.
O porco estava excluído. Este animal alimentava-se de dejetos, de lixo, de carne apodrecida e seu sistema digestivo é de apenas 4 horas e aquelas toxinas que ele não elimina, ele guarda na gordura. Este é o motivo que pode conter parasitas em sua carne. Também eram proibidos os animais carnívoros e que se alimentavam de sangue.
Os répteis, também não se poderia comer, pelos motivos já descritos.

2 – ANIMAIS AQUÁTICOS. VS 9-12
Os de barbatanas e escamas poderiam ser comidos. Os sem barbatanas e escamas, como rãs, enguias, mariscos, camarão, lagosta – podem  provocar desordem gástricas sérias e graves. Como reações alérgicas que podem levar à morte.
Se algum alimento fizesse mal a alguém, então para proteger a todos, este alimento era proibido. Esta é uma lógica divina maravilhosa, não só na questão da alimentação, mas em todas as áreas.

 3 – AS AVES. VS 13- 19  
Menciona-se as proibidas entre elas a águia, o falcão, o corvo, a avestruz, a coruja, gaivota, gralha, pelicano, abutre, garça, morcego etc.  As que não estavam descritas poderiam ser comidas. Interessante que os galináceos não estão mencionados e provavelmente não eram conhecidos como alimento em Israel. Ela somente se tornou conhecida como alimento no Império Persa e daí em diante passou a ser essencial na alimentação, tanto a carne como os ovos. Ela não está entre as características de proibições. Em Deuteronômio 14 repete-se a lista e está escrito duas vezes – toda a ave limpa comereis.
As aves proibidas, também incluíam muitas que eram carnívoras e se alimentavam de dejetos e lixo.

4 – OS INSETOS. VS 21-25 
Somente os gafanhotos poderiam ser comidos. Eles continham bastante proteína e se alimentavam de vegetação. Os demais insetos eram proibidos.

 5 – OS RÉPTEIS. V.29-31
A pergunta é: eles eram proibidos na época, mas hoje ainda são?
A resposta é não. Em Levítico, os animais limpos representavam o povo de Deus, os impuros representavam os ímpios - Atos 10.1-36. 1 Morava em Cesareia um homem de nome Cornélio, centurião da coorte chamada Italiana, 2 piedoso e temente a Deus com toda a sua casa e que fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus. 3 Esse homem observou claramente durante uma visão, cerca da hora nona do dia, um anjo de Deus que se aproximou dele e lhe disse: 4 Cornélio! Este, fixando nele os olhos e possuído de temor, perguntou: Que é, Senhor? E o anjo lhe disse: As tuas orações e as tuas esmolas subiram para memória diante de Deus. 5  Agora, envia mensageiros a Jope e manda chamar Simão, que tem por sobrenome Pedro. 6 Ele está hospedado com Simão, curtidor, cuja residência está situada à beira-mar. 7 Logo que se retirou o anjo que lhe falava, chamou dois dos seus domésticos e um soldado piedoso dos que estavam a seu serviço 8 e, havendo-lhes contado tudo, enviou-os a Jope. 9 No dia seguinte, indo eles de caminho e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao eirado, por volta da hora sexta, a fim de orar. 10 Estando com fome, quis comer; mas, enquanto lhe preparavam a comida, sobreveio-lhe um êxtase; 11 então, viu o céu aberto e descendo um objeto como se fosse um grande lençol, o qual era baixado à terra pelas quatro pontas, 12  contendo toda sorte de quadrúpedes, répteis da terra e aves do céu. 13E ouviu-se uma voz que se dirigia a ele: Levanta-te, Pedro! Mata e come. 14 Mas Pedro replicou: De modo nenhum, Senhor! Porque jamais comi coisa alguma comum e imunda. 15 Segunda vez, a voz lhe falou: Ao que Deus purificou não consideres comum.16 Sucedeu isto por três vezes, e, logo, aquele objeto foi recolhido ao céu. 17 Enquanto Pedro estava perplexo sobre qual seria o significado da visão, eis que os homens enviados da parte de Cornélio, tendo perguntado pela casa de Simão, pararam junto à porta; 18 e, chamando, indagavam se estava ali hospedado Simão, por sobrenome Pedro. 19 Enquanto meditava Pedro acerca da visão, disse-lhe o Espírito: Estão aí dois homens que te procuram; 20 levanta-te, pois, desce e vai com eles, nada duvidando; porque eu os enviei. 21 E, descendo Pedro para junto dos homens, disse: Aqui me tendes; sou eu a quem buscais? A que viestes? 22 Então, disseram: O centurião Cornélio, homem reto e temente a Deus e tendo bom testemunho de toda a nação judaica, foi instruído por um santo anjo para chamar-te a sua casa e ouvir as tuas palavras. 23 Pedro, pois, convidando-os a entrar, hospedou-os. No dia seguinte, levantou-se e partiu com eles; também alguns irmãos dos que habitavam em Jope foram em sua companhia. 24 No dia imediato, entrou em Cesareia. Cornélio estava esperando por eles, tendo reunido seus parentes e amigos íntimos. 25 Aconteceu que, indo Pedro a entrar, lhe saiu Cornélio ao encontro e, prostrando-se-lhe aos pés, o adorou. 26 Mas Pedro o levantou, dizendo: Ergue-te, que eu também sou homem. 27 Falando com ele, entrou, encontrando muitos reunidos ali, 28 a quem se dirigiu, dizendo: Vós bem sabeis que é proibido a um judeu ajuntar-se ou mesmo aproximar-se a alguém de outra raça; mas Deus me demonstrou que a nenhum homem considerasse comum ou imundo; 29 por isso, uma vez chamado, vim sem vacilar. Pergunto, pois: por que razão me mandastes chamar? 30 Respondeu-lhe Cornélio: Faz, hoje, quatro dias que, por volta desta hora, estava eu observando em minha casa a hora nona de oração, e eis que se apresentou diante de mim um varão de vestes resplandecentes 31 e disse: Cornélio, a tua oração foi ouvida, e as tuas esmolas, lembradas na presença de Deus. 32 Manda, pois, alguém a Jope a chamar Simão, por sobrenome Pedro; acha-se este hospedado em casa de Simão, curtidor, à beira-mar. 33 Portanto, sem demora, mandei chamar-te, e fizeste bem em vir. Agora, pois, estamos todos aqui, na presença de Deus, prontos para ouvir tudo o que te foi ordenado da parte do Senhor. 34 Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; 35 pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável. 36 Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando-lhes o evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos. 37 Vós conheceis a palavra que se divulgou por toda a Judeia, tendo começado desde a Galileia, depois do batismo que João pregou, 38 como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele; 39 e nós somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra dos judeus e em Jerusalém; ao qual também tiraram a vida, pendurando-o no madeiro. 40 A este ressuscitou Deus no terceiro dia e concedeu que fosse manifesto, 41 não a todo o povo, mas às testemunhas que foram anteriormente escolhidas por Deus, isto é, a nós que comemos e bebemos com ele, depois que ressurgiu dentre os mortos; 42 e nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos. 43 Dele todos os profetas dão testemunho de que, por meio de seu nome, todo aquele que nele crê recebe remissão de pecados. 44 Ainda Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. 45 E os fiéis que eram da circuncisão, que vieram com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo;  46 pois os ouviam falando em línguas e engrandecendo a Deus. Então, perguntou Pedro: 47 Porventura, pode alguém recusar a água, para que não sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo? 48 E ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então, lhe pediram que permanecesse com eles por alguns dias.
Este texto, interpreta  Levítico 11 e Deuteronômio 14.
A interpretação fiel do Antigo Testamento é a interpretação de Jesus e dos Apóstolos.
O Novo Testamento interpreta o Antigo.
Não podemos criar outra hermenêutica.
A revelação da interpretação do texto do Antigo Testamento já aconteceu e é o Novo Testamento.
Sobre a liberdade na alimentação na Nova Aliança – a
única restrição sobre alimento está em Atos 15.20
Mas, Paulo vai além disso.
O texto paralelo a Levítico 11 no Novo Testamento é -  Romanos 14. – Veja – 1 Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões.
 2 Um crê que de tudo pode comer, mas o débil come legumes; 3 quem come não despreze o que não come; e o que não come não julgue o que come, porque Deus o acolheu. 4 Quem és tu que julgas o servo alheio? Para o seu próprio senhor está em pé ou cai; mas estará em pé, porque o Senhor é poderoso para o suster. 5 Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem-definida em sua própria mente. 6 Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus. 7 Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. 8 Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor. 9 Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e ressurgiu: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos. 10 Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus. 11 Como está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará louvores a Deus. 12 Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus. 13 Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão. 14 Eu sei e estou persuadido, no Senhor Jesus, de que nenhuma coisa é de si mesma impura, salvo para aquele que assim a considera; para esse é impura. 15 Se, por causa de comida, o teu irmão se entristece, já não andas segundo o amor fraternal. Por causa da tua comida, não faças perecer aquele a favor de quem Cristo morreu. 16 Não seja, pois, vituperado o vosso bem. 17 Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. 18 Aquele que deste modo serve a Cristo é agradável a Deus e aprovado pelos homens. 19 Assim, pois, seguimos as coisas da paz e também as da edificação de uns para com os outros. 20 Não destruas a obra de Deus por causa da comida. Todas as coisas, na verdade, são limpas, mas é mau para o homem o comer com escândalo. 21 É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa com que teu irmão venha a tropeçar [ou se ofender ou se enfraquecer]. 22 A fé que tens, tem-na para ti mesmo perante Deus. Bem-aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova. 23 Mas aquele que tem dúvidas é condenado se comer, porque o que faz não provém de fé; e tudo o que não provém de fé é pecado.

Este texto é transposição cristã de Levítico 11.  Neste texto de Romanos 14 – é dito que nenhuma coisa – é em si mesmo impura – e um cristão pode escolher o que comer – inclusive se quer comer carne ou não.
Em 1 Coríntios 10.25 – diz – coma de tudo o que se vende no mercado –
Em 1 Coríntios 10. 27 – diz – se alguém te convidar para comer, coma de tudo o que for colocado à mesa.
Na Nova Aliança, temos a liberdade de comer ou não qualquer coisa – e ninguém pode ficar julgando um ao outro – em 1Coríntios 8.8 – diz que comer ou não comer, tanto faz – não se ganha e não se perde nada.
Romanos 14.3 – quem come não despreze o que não come; e o que não come não julgue o que come, porque Deus o escolheu.
Romanos 14.6 – Quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus;  e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus.
Colossenses 2.16-19 16 Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, 17 porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo. 18 Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal, 19 e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem-vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus.
Então, o cristão instruído é livre pra seguir sua consciência ensinada pela Palavra de Deus.
O cristão instruído é maduro para não discutir estas coisas que a Palavra ordena liberdade.
O cristão é livre para comer a carne que quiser – e é livre até para não comer carne se não quiser.
O que o cristão deve fazer é glorificar a Deus sempre  dar graças a Deus sempre.

VIVER COM PACIÊNCIA, ESPERANÇA E PERSEVERANÇA – Romanos 8.18-25

  Pregado em 03 de maio de 2020 sexto sermão na Pademia                                                                                     ...