segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O CENTURIAO COMO MODELO DE ADORADOR - Mateus 8.5-13

Pregando em junho de 2012


O CENTURIÃO COMO MODELO DE ADORADOR NOS EVANGELHOS.
  Mt 8.5-13 -
5 Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, apresentou-se-lhe um centurião, implorando:
6 Senhor, o meu criado jaz em casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente.
7 Jesus lhe disse: Eu irei curá-lo.
8 Mas o centurião respondeu: Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado.
9 Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz.
10 Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta.
11 Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus.
12 Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.
13 Então, disse Jesus ao centurião: Vai-te, e seja feito conforme a tua fé. E, naquela mesma hora, o servo foi curado.

Muito se fala em adoração nestes dias, mas quando se fala nisso, pensa-se em música, gestos, coreografias, ritos trejeitos, maneirismos, bocas e caras.
É preciso entender que adorar é mais do que um comportamento (o dito estilo de vida), uma reação diante da presença do Todo Poderoso. Muitos até se comportam como adoradores, mas quando as circunstâncias de risco chegam - não reagem como adoradores.
neste texto, temos na figura do Centurião um bom exemplo de um adorador.
Vejamos o que podemos aprender com ele:

EM PRIMEIRO LUGAR, o centurião humilhou-se diante de Jesus.
Ao dizer a Jesus “Senhor, não sou digno de que entres em minha casa.”, ele não teve medo de se expor diante dele como um homem cheio de falhas. Ele não usou de altivez, apesar da posição importante que ocupava, mas mostrou-se por inteiro, em verdade, sem máscaras, sem disfarces, assumindo sua indignidade.

Não é nada fácil para o ser humano se humilhar diante do que quer que seja, mesmo Deus. Somos excessivamente orgulhosos e nada humildes quando estamos diante do Todo Poderoso, do Criador dos céus e da terra e de tudo o que existe no universo.

Quantos vêm aos cultos com arrogância, com criticas, com posturas de grandeza, com exigência.
Quantos vem realmente para adorar a Deus?

EM SEGUNDO LUGAR, ele creu e reconheceu a soberania de Deus em tudo.
O centurião reconheceu a soberania de Deus sobre as circunstâncias. Ele reconhece a soberania de Deus, exercida por Jesus quando diz : não precisa ir, mas diz uma palavra e meu servo será curado.”
Ele cria que Jesus era poderoso, que Deus era poderoso e tinha o poder sobre tudo e sobre todos.
Deus, meus irmãos tem o controle sobre tudo.
Adora realmente, quem não apenas crê que Deus é soberano e governa todas as coisas.
Adora realmente quem também entrega o comando de sua vida a ele. Seus problemas, suas dores.
Adora realmente quem crê nele.
Quem crê que ele é pó Deus dos impossíveis.
Nada é impossível para ele.
Adora quem exercita fé nele.

EM TERCEIRO LUGAR, o centurião, rendeu-se inteiramente ao Senhor.
O centurião reconheceu na pessoa de Jesus a solução para a doença de seu empregado. Ele não tinha, apesar de sua autoridade, poder sobre a doença.
Mas reconheceu em Jesus, esta autoridade.
Esta é a condição, a atitude de um adorador, ele se rende a Jesus em seu desespero.
Ele se entrega...ele não guarda reservas, por quem está ao lado, por quem está lhe vendo.

EM QUARTO LUGAR, a atitude do centurião, surpreendeu àquele a quem adorava.
Jesus “admirou-se’ da postura daquele homem. Admirou-se da fé daquele homem. Surpreendeu-se com a adoração daquele homem.
Hoje que reação você tira do Senhor quanto a tua atitudes?

EM QUINTO LUGAR, o centurião voltou para sua casa com a benção.
Ao adorar o abençoador, foi abençoado por ele. Esta é a grande conclusão desta narrativa. Aquele homem adora a Jesus, aquele que abençoa. Ao adorar aquele poderia abençoa-lo sai abençoado. Quando chega o criado está curado.
Adorar ao Senhor é uma atitude que precisa ter marcos definidos.
A adoração não é cumprir uma formalidade em um culto congregacional. Mas o culto congregacional pode ser um adoração.

O fato de alguém seguir toda liturgia de um culto. De seguir a coreografia de uma celebração pública. De desenvolver todo o rito de um culto. De estar dentro de um esquema cúltico seja num pequeno templo ou numa catedral. De ser em uma sala, salão ou ao ar livre, não significa que aquela pessoa esteja adorando.
Adoração é coração e mente reconhecendo a Deus como criador.
Adoração é coração e mente reconhecendo a soberania de Deus.
Adoração é coração e mente reconhecendo a bondade, o amor, a misericórdia e a graça do Senhor.
Adoração é coração e mente reconhecendo a fidelidade do Senhor.
Adoração é coração e mente reconhecendo Jesus Cristo, como filho de Deus.
Adoração é coração e mente reconhecendo Jesus Cristo, como o Evangelho, a boa-notícia de Deus.

Adoração é coração e mente reconhecendo o Evangelho como a Palavra de Deus ao apresentar a pessoa do Senhor Jesus.
Adoração é coração e mente reconhecendo o sacrifício de Jesus Cristo na cruz para a salvação de pecadores.
Adoração é crer em Jesus, entregar-se a Jesus e reconhecer o senhorio do Senhor Jesus na vida.
Com ou sem música – adora a Deus, quem recebe e vive com Jesus.
Exaltando seu nome e submetendo-se a ele na vida e a vida toda.





sexta-feira, 30 de novembro de 2012

ELE LEVOU A NOSSA CRUZ - João 19.16-24

Pastor Rogerio Nascimento




                                              ELE LEVOU A NOSSA CRUZ
João 19.16-24 -
16 Então, Pilatos o entregou para ser crucificado.
17 Tomaram eles, pois, a Jesus; e ele próprio, carregando a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, Gólgota em hebraico, 18 onde o crucificaram e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.
19 Pilatos escreveu também um título e o colocou no cimo da cruz; o que estava escrito era: JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS. 20 Muitos judeus leram este título, porque o lugar em que Jesus fora crucificado era perto da cidade; e estava escrito em hebraico, latim e grego.
21 Os principais sacerdotes diziam a Pilatos: Não escrevas: Rei dos judeus, e sim que ele disse: Sou o rei dos judeus. 22 Respondeu Pilatos: O que escrevi escrevi. 23 Os soldados, pois, quando crucificaram Jesus, tomaram-lhe as vestes e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e pegaram também a túnica. A túnica, porém, era sem costura, toda tecida de alto a baixo. 24 Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela para ver a quem caberá – para se cumprir a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica lançaram sortes. Assim, pois, o fizeram os soldados.

A mensagem da cruz é mensagem central do cristianismo
Jesus fez tudo o que precisava ser feito para a nossa salvação.
Jesus fez tudo o que não podíamos fazer pela nossa salvação.
É por meio dessa mensagem que as pessoas se aproximam do Salvador – Jesus, o filho que Deus enviou para nos salvar.
A mensagem de hoje trata de Jesus carregando sua cruz.
Ele carregou a cruz, a cruz onde ele iria ser crucificado.
Neste texto estão representados os diferentes tipos e classes sociais
a – PILATOS estava ali (v.16) – Ele entrega Jesus para ser crucificado e escreve também uma placa para colocar no alto da cruz.
b – OS CRIMINOSOS estão ali – os JUDEUS estão ali (v.20) – eles apoiam a crucificação. Eles estão ali como juízes e também como assistentes.
c – OS RELIGIOSOS estão ali (v.21) – eles não acreditam que Jesus seja o salvador. Eles acusam a Jesus de ser um impostor, um blasfemo e um falso.
d – OS SOLDADOS estão ali (vs 23,24) – eles repartem as vestes de Jesus. Alguns tiram proveito próprio da morte de Jesus.
e – OS SEUS SEGUIDORES estavam ali (v.25) – estavam também ali pessoas que o amavam e o seguiam.
Toda a humanidade se fez representar diante da cruz.
Toda a humanidade observou a cena, o drama da paixão de Cristo.
Toda a humanidade depende da cruz, mas Jesus mesmo a carregou.
Ele sozinho a carregou, suportou o peso, o grande peso.
Mesmo quando Simão, o Cirineu a levava, o peso estava sobre Jesus.
E levou a cruz porque?
Porque somente ele deveria e poderia carregá-la e somente ele poderia sofrer o castigo da cruz.
Vejamos com mais detalhe:
1 – OS QUE O LEVARAM ATÉ A CRUZ, JAMAIS PODERIAM SUPORTÁ-LA.
Pilatos estava ali, mas entregou a cruz para Jesus.
Pilatos não poupou a Jesus dos açoites. Se ele iria para a cruz, não precisava ser açoitado, nem carregar sua própria cruz.
Os sacerdotes perseguiram ele. O mandaram prender e zombaram dele.
Os soldados se aproveitaram dele e também o feriram.
Eles não poderiam levar a cruz, era muito pesada, e mais – eles, eram indignos daquela cruz.
2 – O POVO NÃO PODERIA CARREGAR A CRUZ.
O povo é volúvel, o povo pode ser comprado, o povo pode ser manipulado. Alguns não tomaram conhecimento do que estava acontecendo ou não se importaram.
Alguns o observavam e se alegraram. Outros sentiram pena. Outros os ridicularizaram, mas todos o desprezavam. Eles não poderiam carregar a cruz. Eles também eram indignos daquela cruz.
3 – O MUNDO NÃO PODERIA CARREGAR A CRUZ.
O mundo é a causa do pecado.
O mundo é mergulhado no pecado.
O mundo foi corrompido pelo maligno, foi seduzido e se entregou ao diabo.
O mundo não todo não poderia.
 O mundo todo junto não poderia suportar o peso daquela cruz.
Naquela cruz havia um incalculável peso. 
Pesava o peso de todos os pecados de todos os pecadores que haviam se arrependido e de todos os pecadores que haveriam de se arrepender.
4 – O ÚNICO QUE PODERIA LEVAR A CRUZ, LEVOU-A POR TODOS.
Ele, Jesus levou aquela cruz.
“mas ele levou aquela cruz.”
Ao recair sobre aquele corpo desfigurado – todo ferido, moído, cortado e ensanguentado. 
Foi como desabar um peso que moeu até a alma de Jesus.
Todos os pecados da humanidade foram colocados naquele instante sobre os ombros do salvador.
Os pecados de toda aquela multidão de arrependidos que viveram antes da cruz, bem como de todos os que se arrependeriam depois da cruz. 
Todos estes pecados de pecadores pesaram sobre ele.
Nenhum de nós poderia, teria a capacidade para conduzir aquela cruz – pois ela exigia que fosse alguém sem pecado, irrepreensível e ao mesmo tempo vazio de si mesmo – para que os pecados que nela haviam fossem transferidos à ele.
A cruz que eu não levei, que você não levou, mas que ele levou foi o meio de nos salvar.
Ao morrer então, naquela cruz, Jesus assegurou o perdão e o resgate de todo aquele que nele crê, por meio de sua morte.
A cruz que eu não levei, mas que ele levou, foi a maneira que Deus , o Pai escolheu para realizar a salvação eterna.
Ao levar a cruz, ele fez tudo o que precisava ser feito para nos salvar.
Não adiantaria eu ou você fazer.
Só ele poderia – e ele fez.
Ele consumou nossa salvação sozinho.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

ELE FOI FERIDO POR TODOS - Isaías 53

Pregado em abril de 2008


JESUS FOI FERIDO POR TODOS
Isaias 53.1-5
1 Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR?
2 Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse.
3 Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.
4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.
5 Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

O cristianismo é a única religião onde Deus foi ferido.
Onde Deus se apaixona, sofre e morre em favor das pessoas.
É a única religião onde o salvador é o próprio Deus que se oferece em resgate de seu povo. É a única religião onde Deus se faz humano. Onde ele mesmo se torna o sacrifício pela salvação.
Ele é o sacerdote que oferece o sacrifício, sendo ele também o sacrifício, e ele mesmo é quem recebe o sacrifício. Esta é a grandeza da obra de Cristo na cruz. Por tudo isso, a cruz é o lugar da paixão de Cristo. É o lugar do sacrifício, o altar do sacrifício – da entrega de Jesus.
É o lugar do amor de Deus que se doa.
Na paixão de Cristo, temos todos estes elementos. Ele se entregou. Sua entrega foi de dores, muitas dores.
A paixão de Cristo, ou seja, seu sofrimento tem inicio no Getsemani, e termina quando ele dá o último suspiro na cruz.
No Getsemani, dá-se inicio a sua entrega definitiva à hora de sua morte. Ali sue ministério é mudado. Não mais pregações, exemplos, curas e milagres. Mas, é enfrentar a ira de Deus no lugar dos pecadores. Depois do Getsemani, o trajeto é só dor. Jesus é preso e levado a Pilatos, depois é levado à Herodes e novamente a Pilatos.
Pilatos escarnece de Jesus e manda acoitá-lo Jesus é preso à uma coluna no pátio e é acoitado com um chicote. Feito de tiras de couro com bolinhas de chumbo e ossos na ponta.
Sua pele é arrancada e o sangue jorra. Colocam sobre ele o tronco horizontal da cruz com o peso de aproximandamente 70 kilos. É forçado a caminhas com os pés descalços por uma rua cheia de pedras. O trajeto é de quase um kilometro.
Ele está muito ferido, o sangue cobre seu corpo, ele está sem forças e cai várias vezes. Ao chegar no local, é deitado de costas e é pregado na cruz. Ali está desfigurado...ali esta cada vez mais coberto de sangue.
Is 53.2, nos diz que ele estava totalmente desfigurado. Suas dores e feridas foram sem comparação.
Muitos foram martirizados, muitos foram crucificados, mas somente as feridas de Jesus trouxeram salvação à humanidade aos eleitos de Deus. Há na cruz de Cristo o único meio de salvação aos pecadores. Há no sofrimento de Jesus a cura para quem dele se aproximar. Existem algumas verdades sobre as feridas de Jesus que não podemos ignorar.

1 – JESUS FOI FERIDO PELA CRUELDADE E MALDADE DOS HOMENS.
“Ele foi rejeitado e desprezado. Suportou dores e sofrimentos sem fim...’ Is 53.3 “ele foi maltratado...” v.7
“foi preso, condenado e levado para ser morto.” V.8
“vocês mesmo o mataram por mãos de homens maus, que o crucificaram.” At 2.23
Seus inimigos se alegraram quando o pregaram na cruz. Todos se levantaram contra Jesus. Todos os que se sentiam ofendidos, contrariados, desafiados e incomodados por Jesus, cooperaram para o levar à morte. Uns gritavam de alegria, outros se alegravam silenciosamente. Outros o desprezavam, fazendo de conta que não era com eles.

2 – JESUS FOI FERIDO POR DEUS.
“o Senhor castigou o seu servo; fez com que ele sofresse o castigo que nós merecíamos.” Is 53.6 “o Senhor se agradou em moe-lo, fazendo-o sofrer muito.” Is 53.10.
 Ele foi ferido por homens maus. Foi ferido na alma, no corpo todo pelos acoites, na caminhada da via crucis, nos pregos pregados, pelo sol intenso, mas acima de tudo, pela ira de Deus. Castigado, condenado por Deus como substituto do seu povo.
 
3 – JESUS FOI FERIDO POR NOSSOS PECADOS
“ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas enormes iniquidades. O castigo que nos reconciliou com Deus estava sobre ele.” Is 53.5
“ele ofereceu a sua vida como sacrifício pelos pecados, para tirar os pecados.” Is 53.10
Jesus se entregou por nós. Entregou sua vida por nós. Ele morreu para nos salvar. Ele se ofereceu como sacrifício por causa de nossos pecados. Ele foi ferido para que não fossemos condenados.
 
4 – JESUS FOI FERIDO EM NOSSO LUGAR
“o Senhor castigou seu servo, fez com ele sofresse o castigo que nós merecíamos.” Is 53.6
“Cristo sofreu em vosso lugar .” 1Pe 2.21
Esta foi sua obra maravilhosa. Ele foi nosso substituto.
Ele sofreu vicariamente, substituiu os pecadores. Ele não apenas morreu ou sofreu por nós, mas também, em nosso lugar. O “por nós” significa “em nosso lugar.”
Sofreu todas as formas de sofrimentos.
Foi enviado por Deus com esta missão.
De ser o servo sofredor.




JUNTO À CRUZ - RETRATOS DA CRUZ

Pregado em abril de 2008
 


João 19.1-16
1 Então, por isso, Pilatos tomou a Jesus e mandou açoitá-lo.
2 Os soldados, tendo tecido uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e vestiram-no com um manto de púrpura.
3 Chegavam-se a ele e diziam: Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas.
4 Outra vez saiu Pilatos e lhes disse: Eis que eu vo-lo apresento, para que saibais que eu não acho nele crime algum.
5 Saiu, pois, Jesus trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Disse-lhes Pilatos: Eis o homem!
6 Ao verem-no, os principais sacerdotes e os seus guardas gritaram: Crucifica-o! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós outros e crucificai-o; porque eu não acho nele crime algum.
7 Responderam-lhe os judeus: Temos uma lei, e, de conformidade com a lei, ele deve morrer, porque a si mesmo se fez Filho de Deus.
8 Pilatos, ouvindo tal declaração, ainda mais atemorizado ficou,
9 e, tornando a entrar no pretório, perguntou a Jesus: Donde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta.
10 Então, Pilatos o advertiu: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?
11 Respondeu Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada; por isso, quem me entregou a ti maior pecado tem.
12 A partir deste momento, Pilatos procurava soltá-lo, mas os judeus clamavam: Se soltas a este, não és amigo de César! Todo aquele que se faz rei é contra César!
13 Ouvindo Pilatos estas palavras, trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, no hebraico Gabatá.
14 E era a parasceve pascal, cerca da hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso rei.
15 Eles, porém, clamavam: Fora! Fora! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? Responderam os principais sacerdotes: Não temos rei, senão César!
16 Então, Pilatos o entregou para ser crucificado.

Este texto narra nas entrelinhas o retrato fiel, o perfil de alguns personagens envolvidos diretamente na morte do Senhor Jesus.
Diante de Jesus, ninguém fica indiferente.
Jesus sempre provoca reações fortes.
Diante do Senhor Jesus, a pessoa se revela como realmente é.
Vejamos quem são as pessoas que estão à sombra e ao pé da cruz:

1 – OS JUDEUS INCRÉDULOS. O primeiro retrato que encontramos é o dos judeus incrédulos (vejam bem os judeus da época, não todos, mas aqueles representados principalmente pelos fariseus e saduceus.)
Nós os vemos por mais quatro horas rejeitando a oferta de Pilatos para libertar a Jesus.
Eles não querem saber, eles exigem com ferocidade sua crucificação.
Clamam agressivamente por sua condenação à morte.
Eles rejeitam a Jesus e assumem a culpa maior pela morte de Jesus.
Os judeus eram filhos de Israel. Descendentes de Abrãao; à eles pertenciam os dons de Deus.
A Lei pertencia à eles. As promessas, as cerimônias da Lei, os sacrifícios e o templo.
Eles professavam aguardar o messias. O profeta maior do que Moisés, um descendente de Davi que estabeleceria um Reino eterno.
Eles estavam cegos espiritualmente insensíveis à obra de Deus, com a consciência cauterizada. Seus olhos estavam fechados à benção e não viram que Deus os tinha escolhido para serem abençoados.

2 – PÔNCIO PILATOS E SUA FALTA DE PRINCÍPIOSO segundo retrato que encontramos é o de Pilatos, governador romano ali.
Nós o vemos sem saber que decisão tomar.
Ele sabia o que era correto, mas com medo de agir.
Escondeu sua covardia atrás de seu cargo.
Sacrificou a justiça em nome do status e da aceitação popular.
Amou a opinião das pessoas. Revelou um coração sem nobreza, sem grandeza.
Revelou-se um homem sem dignidade.
Vendeu Jesus pelo preço de sua própria fama.
Trocou a verdade pela vaidade. Trocou o céu pela terra. Desprezou a verdade iludido pelo povo.

3 – O SENHOR JESUS E SUA MISSÃO REDENTORA. Vemos também, em seguida, o salvador da humanidade – o Filho de Deus. O Deus encarnado – sendo chicoteado, coroado com uma coroa de espinhos, escarnecido, esbofeteado, rejeitado pelo povo, injustamente condenado ao mais indigno tipo de morte.
No entanto, ele era o eterno filho de Deus. Aquele que havia criado o mundo. Aquele que tinha toda a glória desde antes da fundação do mundo. Aquele a quem todos os anjos adoravam.
Ele veio ao mundo para salvar os pecadores – pregou o Evangelho e cumpriu sua missão.
Ele fez tudo por amor.
Não existe amor para comparar com este amor. E amor perfeito, celestial – divinal.
Jamais devemos esquecer que Jesus sofreu por causa de nossos pecados, o justo pelos injustos. Ele foi traspassado por causa de nossas transgressões e ferido por causa de nossas iniquidades.
Precisamos seguir o exemplo de Jesus em todas as aflições e provas de nossas vidas.
Precisamos seguir seu exemplo de paciência.
Vejamos o retrato dele. Vemos o retrato de Jesus diante da situação.
Quando ele foi rejeitado.
Quando foi ultrajado, não fez ameaças, mas entregou-se a Deus.
Ao ser maltratado, suportou.
Precisamos nos revestir destas mesmas atitudes.
Olhemos atentamente para aquele que sem murmurar, suportou tamanha oposição da parte dos pecadores e esforcemo-nos para glorificá-lo através do sofrimento e da prática do Evangelho.

4 – NÓS MESMOS, CADA UM DE NÓS COM TODOS NOSSOS DEFEITOS E NECESSIDADES. Também precisamos nos ver diante do cenário da Cruz.
Também nós, somos colocados diante de Jesus.
Também nós diante de Jesus somos expostos.
Nosso verdadeiro ser se manifesta.
Não temos o que esconder diante dele.
À semelhança dos judeus da época – nossos olhos também se fecham.
Muitas e muitas vezes não vemos a benção.
Ficamos cegos em nossas razões. Nos fechamos para a vontade de Deus.
Por causa da ignorância do nossos coração. Por causa da nossa vontade, de nosso egoísmo e vaidade, perdemos a benção e nos afastamos da graça.
Por causa da dureza de nosso coração.
Não vemos as coisas de Deus.
Não damos ouvidos á voz do Senhor.
Não valorizamos os dons de Deus.
Não praticamos a Palavra.
Não obedecemos.
Não mudamos.
Não imitamos a Jesus.
Sabemos por onde ir, mas não vamos.
Sabemos o procedimento certo, mas como Caim – procedemos errado.
Sabemos que sem Jesus nos perdemos.
Sabemos que sem olhar para Jesus, o que sobra são trevas.
Sabemos que sem Jesus, não temos luz alguma.
O que nos falta?
Assumir nossa posição com Jesus.
Nos unirmos à ele. Permanecer nele. Olhar para ele.
Olhar para a Cruz de Cristo é a maneira de não nos desviarmos para as perdições da vida.



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

HERODES - O HOMEM QUE FOI IGNORADO POR JESUS

Pregado em Março de 2008




               Lucas 23.8-12
8 Herodes, vendo a Jesus, sobremaneira se alegrou, pois havia muito queria vê-lo, por ter ouvido falar a seu respeito; esperava também vê-lo fazer algum sinal.
9 E de muitos modos o interrogava; Jesus, porém, nada lhe respondia.
10 Os principais sacerdotes e os escribas ali presentes o acusavam com grande veemência.
11 Mas Herodes, juntamente com os da sua guarda, tratou-o com desprezo, e, escarnecendo dele, fê-lo vestir-se de um manto aparatoso, e o devolveu a Pilatos.
12 Naquele mesmo dia, Herodes e Pilatos se reconciliaram, pois, antes, viviam inimizados um com o outro.

Jesus foi levado à Pilatos para ser julgado, mas Pilatos quis evitar a todo custo tomar uma posição.

Uma das fugas de Pilatos foi enviar Jesus a Herodes.
Herodes Antipas era filho de Herodes, o grande – que mandou matar os meninos recém nascidos e de até dois anos na época do nascimento de Jesus.
Herodes era um rei deposto, só guardava o título e um certo status simbólico.
Herodes havia mandado matar João Batista. Ele havia tomado a mulher se seu irmão e João condenou esta atitude. Herodias, ma mulher sugere à sua filha que peça a cabeça de João Batista em uma bandeja. João Batista costumava ser ouvido por Herodes (Mc 6.30).
Herodes também odiava a Jesus e o ameaçava de morte.
Logo que Jesus entra no palácio, Herodes se alegra e procura interrogar Jesus.
Herodes esperava ver Jesus fazer algum milagre.
Agora veja a cena. Jesus era um pregador. Ele falava para anunciar boas novas de salvação a todos.
Até diante de Pilatos, Jesus falou de sua missão. Falou sobre a verdade. Falou sobre o Reino.
Mas, muito impressionante foi o silêncio triunfal de Jesus perante Herodes. Foi um sermão sem palavras. Um dos mais eloquentes sermões de Jesus.
Diante de Pilatos, Jesus fala com firmeza e clareza, diante de Herodes – Jesus guarda silêncio.
Mas, porque, Jesus não fala com Herodes?

As conclusões são impressionantes
I – HERODES HAVIA IGNORADO A GRAÇA DE DEUS.
Ao contrário de Pilatos, que ouvira Jesus pela primeira vez, Herodes tivera suas oportunidades.
Ele ouvia as pregações de João Batista. Se impressionava com elas, mas por causa da luxúria manda tirar a cabeça de João.

Veja o que aconteceu com Herodes:
1 – HERODES IGNOROU A OPORTUNIDADE DADA POR DEUS.
Ele ouviu a Palavra. Deus falou com ele.
Falou através de João Batista – ele ignorou totalmente a pregação que ouvira.
Ignorou também a mensagem de Jesus.
Ele perdeu a oportunidade. Quem ignora a oportunidade perde a oportunidade.
Herodes não quis saber de consertar sua vida.
2 HERODES PREFERIU SEU PRÓPRIO CAMINHO, IGNORANDO O CAMINHO DE DEUS.
Sendo uma autoridade, tendo o titulo de rei, ele deveria ter se arrependido, fazer o que era correto.
Seguiu, porém, a conduta cruel do pai; arrogante, orgulhosa, pomposa.
Adulterou e se afastou cada vez mais da razão espiritual.
Espiritualmente, estava morto. Seu coração esta fechado.
Era um porco que se sujava cada dia mais.

II – HERODES TENDO IGNORADO A DEUS, FOI IGNORADO POR JESUS.
A graça havia passado pelo coração de Herodes, mas já tinha ido embora.
O silêncio de Jesus foi uma dura pregação da lei divina.
Herodes não era mais digno da graça de Deus.
O que aconteceu com Herodes pode acontecer com todos aqueles que, ouvindo a Palavra tantas vezes, não obedece à ela.
Herodes foi ignorado por Jesus, porque o ignorou antes.
Aprendemos duas lições com isso:
1 – O TEMPO DA GRAÇA NA VIDA DE UMA PESSOA, PODE PASSAR.
Deus não dá pérolas a porcos.
Deus fala, adverte, corrige e insiste, mas há um tempo em que ele entrega a pessoa à dureza de seu coração.
A ignorância da pessoa à conduz a desgraça.
O desprezo à graça, coloca a pessoa diante de sua opção.
O pecado de ignorar a Palavra, tardar a correção da vida, desprezar a benção de Deus, pode levar a pessoa a perder o tempo da graça em sua vida.
Quem perde o tempo da graça, perde a benção.
Como diz a Palavra – “se hoje ouvires a voz do Senhor, não endureça o coração.’ Hb 3.7,8
Mais
“Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer um de vocês, perverso coração de incredulidade que afaste do Deus vivo.” Hb 3.12

2 – O TEMPO DA BENÇÃO NA VIDA DE UMA PESSOA PODE PASSAR.
O tempo de Herodes havia passado. Há um tempo em que Deus nos chama.
Ele nos atrai – ele nos procura. Se deixarmos as oportunidades para trás. Se não ouvirmos a sua Palavra, virá um tempo em que a pessoa terá de correr atrás da benção. Então, pode ser tarde demais.
Veja o que o texto bíblico diz:
“...eis agora, o tempo sobremodo oportuno, eis agora o dia da salvação.”
A pessoa rejeitada por Jesus, entra em desespero.
Veja, o desespero final de Herodes: “escarneceu, desprezou...”
Herodes, veste um manto branco em Jesus. Um manto de candidato. Envia-o de volta a Pilatos.
É a atitude de escárnio. É o ato do desesperado.
Não podemos perder o dia da benção.
Na vida de quem segue a Jesus, a benção o segue, o persegue.
Que jamais precisemos sair atrás da graça.
Ela já veio até nós.
Jesus vem a nós. Não o rejeitemos. Não deixemos ele nos ignorar – por tê-lo ingorado.



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

PILATOS - O HOMEM QUE NÃO SOUBE O QUE FAZER COM JESUS.

Pregado em Março de 2008
  JOÃO 18.33 – 19.1-6 - 1 Então, por isso, Pilatos tomou a Jesus e mandou açoitá-lo.2 Os soldados, tendo tecido uma coroa de espinhos, puseram na cabeça e vestiram-no com um manto de púrpura.3 Chegavam-se a ele e diziam: Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas.4 Outra vez saiu Pilatos e lhes disse: Eis que eu vo-lo apresento, para que saibais que eu não acho nele crime algum.5 Saiu, pois, Jesus trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Disse-lhes Pilatos: Eis o homem!6 Ao verem-no, os principais sacerdotes e os seus guardas gritaram: Crucifica-o! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós outros e crucificai-o; porque eu não acho nele crime algum.7 Responderam-lhe os judeus: Temos uma lei, e, de conformidade com a lei, ele deve morrer, porque a si mesmo se fez Filho de Deus.8 Pilatos, ouvindo tal declaração, ainda mais atemorizado ficou,9 e, tornando a entrar no pretório, perguntou a Jesus: Donde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta.10 Então, Pilatos o advertiu: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?11 Respondeu Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada; por isso, quem me entregou a ti maior pecado tem.12 A partir deste momento, Pilatos procurava soltá-lo, mas os judeus clamavam: Se soltas a este, não és amigo de César! Todo aquele que se faz rei é contra César!13 Ouvindo Pilatos estas palavras, trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, no hebraico Gabatá.14 E era a parasceve pascal, cerca da hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso rei.15 Eles, porém, clamavam: Fora! Fora! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? Responderam os principais sacerdotes: Não temos rei, senão César!16 Então, Pilatos o entregou para ser crucificado.

Pilatos era o governador da Judéia. Era a maior autoridade romana ali, por isso, os judeus levam Jesus à ele.
Ele tinha o poder de decidir o que fazer com Jesus.
Ele fugiu da responsabilidade.
Ele hesitou na hora da decisão.
Ele não assumiu sua culpa.
Ele demonstrou fraqueza.
Jesus está diante de Pelotas para ser julgado.
Aquele que um dia irá julgar o mundo, se permitiu ser julgado e condenado.
O comportamento de Pilatos revelou sua fraqueza diante da maior oportunidade de sua vida.
Diante do desafio da vida, ele demonstra no seu comportamento, o quanto era fraco em seu caráter.
Veja, que o próprio Senhor Jesus questionou o caráter de Pilatos – João 18.33-24
Pilatos, por várias vezes ironiza a postura e as declarações de Jesus:
“verdade que és o rei dos judeus?” 18.33
“logo tu és rei?” 18.37
“que é a verdade?” 18.38
“querem que eu solte o rei dos judeus?” 18.39
“eis o homem.” 19.5
“eis aqui o rei de vocês.” 19.14
“querem que eu crucifique o rei de vocês?” 19.15
Pilatos também, apesar de considerar Jesus inocente, aproveitou e exercitou sua crueldade com Jesus mandou açoitá-lo. 19.1
Deixou que os soldados fizessem um coroação com requintes de crueldade sádicos. 19.2
Apresentou Jesus todo ensanguentado ao povo. 19.4
Entregou Jesus para ser crucificado. 19.16
Os próprios judeus sabiam da fraqueza de Pilatos pela forma que exercem sua pressão.
Vejamos as características negativas do caráter de Pilatos, segundo o que aprendemos nos relatos dos evangelhos.

1 –PILATOS DEMONSTROU FALTA DE PRINCÍPIOS.
Pilatos sabia da inocência de Jesus, mas governava um povo em crise de identidade.
Um povo sem liberdade a mais de 600 anos.
Era um povo traumatizado e neurotizado.
Geralmente quem sofre muito nas mãos dos outros, criam defesas e sentimentos destrutivos, pois não encontram paz com os outros e criam estereótipos negativos em cada pessoa que aparece querendo fazer o bem. Fica sempre com um pé atrás.
Pilatos desejava agradar o povo. O seu grande desejo era a simpatia do povo.
Ele queria o aplauso popular.
Este homem – Pilatos – é o emblema de todos aqueles que para defender sua reputação vivem sem princípios.
Quantos tem a consciência de que seus atos estão errados, mas mesmo assim, não mudam.

2 – PILATOS DEMONSTROU TER SEDE POR RECONHECIMENTO
Ele valorizava o louvor das pessoas, ou seja, gostava de receber o louvor das pessoas.
O louvor e o reconhecimento dos outros é o ídolo diante do qual se prostram.
A este ídolo diante do qual se prostram, eles sacrificam a consciência, a paz interior e a própria alma.
Qualquer que seja nossa posição nesta vida, devemos ser guiados – pautar nossas ações pelos princípios da humildade. Deixar que Jesus seja glorificado em nossa vida.
O louvor das pessoas é algo pobre, débil e inconstante. Esta aqui hoje, mas amanhã já era.
Tem gente viciada em status, poses, posturas, reconhecimento e exemplos.
Querem muito dar exemplo, mas não tem ensinamentos.
Querem muito dar exemplos, acabam se tornando uma caricatura.
“servo inútil” é o melhor elogio.

3 – PILATOS DEMONSTROU TER MEDO DE SER REJEITADO.
Pilatos, não quis soltar Jesus, porque seria rejeitado pelo povo. Ele amava a popularidade. Não queria ser impopular. A fama era tudo para ele.
Não ouviu a voz do exemplo de Jesus.
Não se importou com a inocência de Jesus. O que importava era a exigência do povo.
Ele não ouviu nem mesmo a voz do povo.
Se estamos na vontade de Deus, não importa as pessoas.
O líder não deve seguir o povo, o povo segue o líder.
O pastor conduz as ovelhas.
Se tememos ao Senhor, então não devemos temer a ninguém.
Se estamos na vontade de Deus, nada pode nos deter.
Rejeição, desprezo, incompreensão, não reconhecimento não é motivo de desânimo, mas de seguir a Jesus.

4 – PILATOS DEMONSTROU SENTIR-SE O DONO DA VERDADE.
Pilatos, em determinado momento, pergunta? Esta pergunta não era a pergunta de quem queria aprender.
Era mais a atitude da soberba.
Era uma chamada á controvérsia, à polêmica.
Era uma exclamação desdenhosa e sarcástica.
Existem pessoas que já tem sua própria verdade – não querem continuar aprendendo – acham que sabem de tudo.
Nunca estão erradas – estão sempre certas.
A única verdade que conhecem, são suas próprias convicções.
Não são aprendizes, não querem ser discípulos
São mestres de si mesmos.
São pessoas inflexíveis, duras e que não aceitam que exista vida inteligente fora de suas cabeças.
Pilatos não entendeu sua oportunidade. Perdeu a chance de mudar. Perdeu a graça. Perdeu a vida. Perdeu a salvação.
Aprendemos que Jesus transforma o ser de uma pessoa.
Precisamos ser transformados.
Precisamos deixar ele nos transformar.
Precisam quando diante dele, olhar para ele, e receber dele tudo o que ele nos oferece.

VIVER COM PACIÊNCIA, ESPERANÇA E PERSEVERANÇA – Romanos 8.18-25

  Pregado em 03 de maio de 2020 sexto sermão na Pademia                                                                                     ...